Blog

  • Poirier usa retrospecto para manter confiança contra Chandler: “Nunca perdi duas seguidas”

    Poirier usa retrospecto para manter confiança contra Chandler: “Nunca perdi duas seguidas”

    Após ser derrotado por Charles ‘Do Bronx’ e perder a oportunidade de se tornar campeão linear dos pesos-leves (70 kg), em dezembro passado, Dustin Poirier quer se reabilitar para construir uma nova corrida até o cinturão. Para isso, ‘The Diamond’ se baseia em um retrospecto específico de sua carreira. Às vésperas de sua luta contra Michael Chandler, o atleta da ‘American Top Team’ mostra otimismo ao destacar que nunca foi superado duas vezes seguidas em sua trajetória como profissional de MMA.

    Sendo assim, partindo desta premissa, Dustin insinuou que terá o braço erguido no duelo que está por vir, já que, em sua última apresentação, saiu derrotado. Em entrevista ao canal ‘Yahoo Sports’, o americano afirmou que sempre busca corrigir os principais erros cometidos durante seus reveses para retornar à ação dando a volta por cima.

    “A divisão está sempre mudando. A categoria dos pesos-leves está pesada há um tempo. Temos um novo campeão agora que abre as coisas, novos confrontos, novas oportunidades. Mas sempre coloquei pressão em mim mesmo em cada luta, especialmente vindo de derrotas. Venho lutando há 15 anos e eu nunca perdi duas lutas em sequência, e não planejo começar isso agora. Sempre tentei melhorar meu jogo, aprender com as derrotas e voltar ao quadro (de vitórias)”, afirmou Poirier, antes de falar sobre a preparação para encarar ‘Iron’.

    “E tive muito tempo após essa luta em dezembro para trabalhar as coisas, para tentar aprimorar, focar, e é sobre provar isso para mim mesmo. Quero ir até lá e mostrar crescimento, mostrar novas facetas e apertar as coisas que achei que estava fazendo de forma desleixada. Então há sempre essa pressão pessoal. Não é sobre a categoria para mim. É sobre eu ser capaz de me olhar no espelho após a luta”, completou.

    Atuais números 2 e 5 no ranking dos pesos-leves, respectivamente, Dustin Poirier e Michael Chandler medem forças no UFC 281, no dia 12 de novembro, em Nova York. O confronto pode aproximar o vencedor de uma eventual disputa de cinturão, que hoje pertence ao russo Islam Makhachev, pupilo do ex-campeão da categoria, Khabib Nurmagomedov.

  • Polyana e Tamires recebem bônus de R$ 252 mil por ‘Performance da Noite’ no UFC

    Polyana e Tamires recebem bônus de R$ 252 mil por ‘Performance da Noite’ no UFC

    Em um card repleto de atuações destacadas e com apenas duas lutas – de 11 no total – sendo decididas pelos juízes, a disputa pelos 50 mil dólares dos bônus do UFC Vegas 64 foi concorrida. Ao final, a organização decidiu premiar quatro atletas com a ‘Performance da Noite’, entre eles, as brasileiras Polyana Viana e Tamires Vidal.

    Estreante na principal entidade de MMA do mundo, Tamires abriu o card do UFC Vegas 64 com uma vitória por nocaute técnico, no primeiro round, sobre Ramona Pascual. Mais experiente do que a niteroiense, Polyana também superou sua adversária – a americana de ascendência coreana Jinh Yu Frey – pela via rápida, precisando de apenas 47 segundos de luta para garantir seu triunfo.

    Pela ‘Performance da Noite’ no UFC Vegas 64, as duas atletas tupiniquins levam para casa 50 mil dólares (R$ 252 mil) de bônus. Quem também foi agraciado pela organização com o prêmio e a quantia foram os lutadores Neil Magny, que finalizou Daniel Rodriguez na luta co-principal do evento, e Mario Bautista, que superou Benito Lopez, também por finalização, no card preliminar.

    Confira os resultados do UFC Vegas 64:

    Amanda Lemos venceu Marina Rodriguez por nocaute técnico
    Neil Magny venceu Daniel Rodriguez por finalização
    Shayilan Nuerdanbieke venceu Darrick Minner por nocaute técnico
    Tagir Ulanbekov venceu Nate Maness por finalização
    Grant Dawson venceu Mark Madsen por finalização
    Miranda Maverick venceu Shanna Young por decisão unânime dos juízes
    Mario Bautista venceu Benito Lopez por finalização
    Polyana Viana venceu Jinh Yu Frey por nocaute técnico
    Johnny Muñoz venceu Liudvik Sholinian por decisão unânime dos juízes
    Jake Hadley venceu Carlos Candelario por finalização
    Tamires Vidal venceu Ramona Pascual por nocaute técnico

  • Amanda Lemos vence Marina Rodriguez e se aproxima de ‘title shot’ no UFC

    Amanda Lemos vence Marina Rodriguez e se aproxima de ‘title shot’ no UFC

    No importante combate da categoria peso-palha (52 kg) responsável por liderar o card do UFC Vegas 64, realizado neste sábado (5), Amanda Lemos levou a melhor sobre Marina Rodriguez e venceu o duelo verde-amarelo da noite. Superior durante a maior parte da luta, a paraense derrotou sua compatriota, por nocaute técnico, e deu um passo grande rumo ao topo da divisão e, consequentemente, a uma disputa pelo título até 52 kg do Ultimate.

    Com a conquista deste sábado, Amanda chegou à sétima vitória – cinco delas pela via rápida – em oito lutas desde que migrou para o peso-palha, em 2019. Além disso, a paraense, que até o momento era a número sete no ranking da categoria, deve subir degraus preciosos com o triunfo sobre Rodriguez, que faz parte do top 3 da divisão. Por sua vez, Marina perde a chance de garantir seu tão sonhado ‘title shot’ e terá que recomeçar sua corrida rumo ao cinturão.

    Questionada, na entrevista pós-luta com Daniel Cormier, ainda no octógono, sobre uma possível oportunidade de lutar pelo cinturão da categoria em seu próximo compromisso, Amanda lembrou da disputa marcada para o próximo final de semana, entre a atual campeã Carla Esparza e a desafiante Zhang Weili, e se colocou à disposição para atuar como suplente do confronto e entrar em ação em caso de necessidade.

    “Dana, eu estou aqui já. Me coloca de reserva na luta de sábado pelo cinturão”, pediu Lemos.

    A luta

    A luta começou com muito estudo e respeito por parte das duas atletas. Amanda foi quem tomou o centro do octógono e tentou impor o ritmo do combate, enquanto Marina se movimentava e tinha dificuldade para encontrar a distância. Nos segundos finais da etapa, a gaúcha conseguiu defender bem uma tentativa de queda da paraense e cair por cima, seu melhor momento no primeiro round.

    O segundo round começou com Marina um pouco mais agressiva, mas ainda encontrando dificuldade para encontrar a melhor distância para atacar sua adversária. Enquanto isso, Amanda seguia aplicando os melhores e mais potentes golpes na trocação. Em um novo momento de engajamento na luta agarrada, a paraense levou a melhor e, após derrubar Rodriguez, rapidamente pegou as costas da gaúcha, ameaçando com um mata-leão defendido pela rival. Já na meia-guarda, Lemos manteve o controle até o final da etapa.

    Na volta para o terceiro assalto, Amanda continuou melhor na luta em pé e provou que tem uma das mãos mais pesadas da categoria. Depois de abalar Marina com um cruzado, a paraense aplicou uma sequência de golpes muito potentes e machucou a rival, que ficou praticamente nocauteada em pé, obrigando o árbitro a encerrar a disputa.

    Confira os resultados do UFC Vegas 64:

    Amanda Lemos venceu Marina Rodriguez por nocaute técnico
    Neil Magny venceu Daniel Rodriguez por finalização
    Shayilan Nuerdanbieke venceu Darrick Minner por nocaute técnico
    Tagir Ulanbekov venceu Nate Maness por finalização
    Grant Dawson venceu Mark Madsen por finalização
    Miranda Maverick venceu Shanna Young por decisão unânime dos juízes
    Mario Bautista venceu Benito Lopez por finalização
    Polyana Viana venceu Jinh Yu Frey por nocaute técnico
    Johnny Muñoz venceu Liudvik Sholinian por decisão unânime dos juízes
    Jake Hadley venceu Carlos Candelario por finalização
    Tamires Vidal venceu Ramona Pascual por nocaute técnico

  • Do Bronx afasta rumores e descarta atuar no UFC Rio: “Preciso de descanso”

    Do Bronx afasta rumores e descarta atuar no UFC Rio: “Preciso de descanso”

    Menos de 15 dias depois de ser derrotado por Islam Makhachev no UFC 280, em Abu Dhabi (EAU), e ter perdido a oportunidade de reconquistar o cinturão peso-leve (70 kg) da organização, Charles ‘Do Bronx’ precisou vir a público para esclarecer que não pretende retornar ao octógono tão cedo. Na verdade, o paulista tem planos de se afastar das competições por um tempo para descansar antes de voltar à ação.

    Nos últimos dias, um rumor ganhou força na internet, sugerindo que o Ultimate teria interesse em escalar Do Bronx para uma luta contra Rafael Fiziev no card do UFC Rio, agendado para o dia 21 de janeiro. Em seu perfil oficial no ‘Twitter’ (veja abaixo ou clique aqui), o atleta da ‘Chute Boxe São Paulo’ negou a informação e descartou a possibilidade de competir no evento que marcará o retorno do UFC ao Brasil.

    “Não vai acontecer. Preciso de descanso. Obrigado, pessoal”, escreveu Charles.


    O rumor também foi refutado pelo treinador do ex-campeão do UFC. Em um comentário publicado no ‘Instagram’ da Ag Fight (veja abaixo ou clique aqui), Diego Lima afirmou que ainda não há conversas com o Ultimate sobre o próximo compromisso de Charles no octógono e reiterou que seu pupilo vai aproveitar o tempo livre para descansar da dura rotina de trabalho a qual foi submetido nos últimos tempos. Apesar disso, o líder da ‘Chute Boxe São Paulo’ indicou que Do Bronx deve voltar a lutar ainda nos primeiros seis meses de 2023.

    “Esta luta nunca foi negociada. O Charles lutou com todos os top 5 em um ano, acredito eu que deve ter sido o único a fazer isso. Ele vai descansar e voltar ainda no primeiro semestre, mas ainda não tem nada conversado. Obrigado a todos que torcem de verdade”, explicou Diego Lima.

    Nos últimos dois anos, Charles Oliveira subiu no octógono do UFC em cinco oportunidades, todas contra adversários que na época do combate ocupavam uma vaga no top 5 da divisão dos leves. Neste período, Do Bronx venceu Tony Ferguson, Michael Chandler, Dustin Poirier e Justin Gaethje, e foi derrotado por Islam Makhachev, em outubro.

    Reprodução/Instagram
  • 47 segundos! Polyana Viana aplica nocaute relâmpago no UFC Vegas 64

    47 segundos! Polyana Viana aplica nocaute relâmpago no UFC Vegas 64

    Após sofrer uma derrota para Tabatha Ricci em maio deste ano, que interrompeu sua sequência positiva anterior, Polyana Viana subiu no octógono do UFC Vegas 64, neste sábado (5), com o objetivo de voltar ao caminho das vitórias. E a brasileira não decepcionou. Com a trocação afiada, a peso-palha (52 kg) precisou de menos de um minuto de luta para nocautear a americana de ascendência coreana Jinh Yu Frey.

    Com uma sequência brutal de golpes, Polyana levou sua adversária ao solo, já desacordada, obrigando o árbitro central Herb Dean a encerrar o combate com apenas 47 segundos disputados, dando o triunfo à brasileira. Eufórica com a vitória, a paraense pediu – durante entrevista ainda no octógono – por uma vaga no card do UFC Rio, programado para ser realizado no dia 21 de janeiro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

    “Eu quero lutar no UFC Rio, em janeiro”, pediu a atleta da ‘Chute Boxe São Paulo’.

    Com o triunfo, seu quarto pela via rápida dentro do octógono mais famoso do mundo, Polyana Viana ocupa agora a terceira colocação na lista de atletas com maior número de vitórias por nocaute ou finalização na divisão dos palhas, empatada com Mackenzie Dern e Amanda Lemos, atrás apenas de Rose Namajunas e Jéssica ‘Bate-Estaca’, que lideram com cinco cada uma.

    Confira os resultados do UFC Vegas 64:

    Polyana Viana venceu Jinh Yu Frey por nocaute técnico
    Johnny Muñoz venceu Liudvik Sholinian por decisão unânime dos juízes
    Jake Hadley venceu Carlos Candelario por finalização
    Tamires Vidal venceu Ramona Pascual por nocaute técnico

  • Ex-UFC, Mark Hunt vence ex-astro do rúgbi no boxe e se aposenta dos esportes de combate

    Ex-UFC, Mark Hunt vence ex-astro do rúgbi no boxe e se aposenta dos esportes de combate

    Depois de mais de duas décadas de serviços prestados aos esportes de combate, Mark Hunt colocou um ponto final na sua carreira competitiva. Neste sábado (5), em disputa de boxe realizada na Austrália, o veterano pendurou as luvas após nocautear Sonny Bill Williams, ex-astro da seleção neozelandesa de rúgbi, e que chegou para o embate invicto na nobre arte, com nove vitórias e nenhuma derrota.

    Mesmo com a idade avançada para a prática de esportes de combate, Hunt mostrou que mantém o poder de nocaute nas mãos. Após uma dura sequência de socos aplicados pelo ‘The Super Samoan’ no ex-jogador de rúgbi, o árbitro central interveio e encerrou o combate, dando o triunfo ao veterano (veja abaixo ou clique aqui).

    “Eu estou sorrindo não por causa da vitória, mas eu estou sorrindo porque essa é a última vez que eu entro em um ringue de combate de qualquer tipo. Meu primeiro pensamento depois foi: ‘C***, eu quero fazer isso de novo!’. Mas não (eu não vou voltar ao ringue novamente)”, afirmou Mark Hunt, de acordo com o ‘The Mirror’.

    Durante sua carreira nos esportes de combate, Mark Hunt competiu em várias modalidades, como: MMA, kickboxing e boxe. O neozelandês se aposenta com um cartel de 13 vitórias, 14 derrotas, um empate e um ‘no contest’ (sem resultado) no MMA, além de passagens por grandes eventos, como UFC, Pride e Dream. No kickboxing foram 30 triunfos e 13 reveses. Já no boxe profissional, ‘The Super Samoan’ colecionou uma vitória, duas derrotas e um empate.

  • Tamires Vidal nocauteia a rival e estreia com o pé direito no UFC

    Tamires Vidal nocauteia a rival e estreia com o pé direito no UFC

    Realizando o sonho de estrear no UFC, Tamires Vidal não sentiu a pressão e começou sua trajetória no maior evento de MMA do mundo com o pé direito, ou melhor, com o joelho. Na luta de abertura da edição ‘Vegas 64’, a niteroiense precisou de apenas três minutos para nocautear sua oponente, Ramona Pascual, e conquistar sua sexta vitória consecutiva na carreira, a primeira pelo Ultimate.

    Com a estreia perfeita no octógono mais famoso do planeta, Tamires, apelidada de ‘Tratora’, soma agora sete vitórias e apenas uma derrota na sua carreira como profissional no MMA. Por outro lado, Ramona Pascual segue sem vencer no UFC. A atleta natural de Hong Kong foi derrotada nos três compromissos pela organização liderada por Dana White até o momento.

    A luta

    Depois de um início equilibrado, Tamires passou a se soltar mais no octógono. Após não ter sucesso em sua tentativa de levar o combate para o solo, a brasileira apostou na trocação e foi recompensada. Com bastante potência nos golpes, a ‘Tratora’ machucou sua adversária com boas joelhadas, a última no corpo, e obrigou o árbitro a encerrar o confronto.

    Confira os resultados do UFC Vegas 64:

    Tamires Vidal venceu Ramona Pascual por nocaute técnico

  • Tamires Vidal supera falta de apoio em casa e realiza sonho de estrear no UFC

    Tamires Vidal supera falta de apoio em casa e realiza sonho de estrear no UFC

    Neste sábado (5), Tamires Silva não vai somente realizar sua estreia no Ultimate, mas como também vai concretizar um sonho de vida que poucos apoiaram. De origem humilde, a lutadora sempre sonhou em pisar no octógono mais famoso do MMA mundial. No entanto, mesmo em seu lar, a brasileira de 24 anos não recebeu o apoio necessário. Hoje atleta profissional, a ‘Tratora’, como é conhecida, relembra como superou a falta de suporte em casa para correr atrás de seus objetivos.

    Em entrevista exclusiva à Ag Fight, a atleta da ‘Team Brothers’ admitiu que, no início da trajetória, seu sonho foi, inclusive, motivo de piada para sua mãe. A falta de apoio da matriarca, entretanto, virou combustível para Tamires provar que a previsão de sua família para si estava errada. Prestes a estrear no UFC, a lutadora garante que conseguiu virar a situação dentro de casa a seu favor.

    “É um sonho meu desde criança, sempre gostei de esportes. Tinha três objetivos na minha vida: jogar bola, ser bombeira ou chegar no UFC. Graças a Deus, hoje estou aqui, vou fazer minha estreia. Mas não foi fácil. Compartilhei esse sonho com a minha mãe, falei para ela que um dia eu ia chegar no UFC. E ela riu da minha cara, falou que não ia conseguir, falou que tinha que trabalhar como ela. Ela trabalha como gari – não tenho nada contra, é uma profissão honesta, digna -, mas achei que ela tinha que me apoiar, por ser filha dela e ter um sonho. Mas ela não acreditou em mim. E botei na minha cabeça que ninguém vai dizer o que eu não posso fazer. Eu vou fazer, acredito em mim, no meu talento. Então, vou mostrar para ela que ela está errada”, relembrou Tamires, antes de contar como superou este período.

    “Com isso, fui trabalhar na obra, de ajudante de pedreiro, uma profissão que exerci até pouco tempo, e ajudando ela (mãe) dentro de casa também. Mesmo assim ela falava que eu era encostada, sendo que tinha um objetivo. Ela não reconhecia isso, era uma coisa que me doía. Aí botei na cabeça que ia conseguir, ia correr atrás e o jogo ia virar. Hoje ela fala que tem orgulho de mim. Nunca escutei minha mãe falar que tem orgulho de mim. E ela ver que realizei meu sonho, ela olhar e falar: ‘Ela conseguiu’. Não a julgo pelo que ela falou. Ela me ajudou a chegar (aqui). Porque quando os outros falam que você não vai conseguir, você coloca na sua cabeça que vai conseguir. Você ganha mais força para alcançar seu objetivo. Então, ela me ajudou muito falando isso para mim. É triste porque é a minha mãe, mas isso me ajudou”, completou.

    Mas se faltou apoio dentro de casa, Tamires encontrou fora dela a pessoa que seria sinônimo de suporte incondicional, responsável pela sua mudança de patamar no esporte. Após ter seu primeiro contato com as artes marciais através de projetos sociais, a niteroiense foi indicada a Márcio ‘Panda’, seu atual treinador. No novo mestre, a lutadora encontrou uma espécie de ‘pai’, que ajudou a embalar ainda mais sua carreira no MMA.

    “Meu mestre, hoje eu tenho ele como meu pai. E eu contei para ele do meu sonho. Ele falou: ‘Você quer lutar mesmo?’. Porque eu sou muito fria, tenho um jeito frio. Aí eu falei: ‘Eu quero lutar, meu sonho é chegar no UFC’. E ele em nenhum momento riu da minha cara ou me criticou. Ele só falou que iria me ajudar. E ele saiu da zona de conforto dele para me ajudar, porque ele é do jiu-jitsu, não tinha muita experiência no MMA. Mesmo assim, ele saiu da zona de conforto dele e disse que ia me ajudar” exaltou a lutadora.

    Tamires Vidal encara a norte-americana Ramona Pascual na luta que abre o UFC Vegas 64, neste sábado, pela divisão dos pesos-galos (61 kg). O debute no Ultimate é o primeiro passo de um sonho que pode reservar ainda mais surpresas na caminhada da jovem brasileira dentro das artes marciais mistas.

  • Polyana Viana promete evitar ‘luta amarrada’ no UFC Vegas 64: “Vou espancar ela”

    Polyana Viana promete evitar ‘luta amarrada’ no UFC Vegas 64: “Vou espancar ela”

    Derrotada por Tabatha Ricci em maio, Polyana Viana entra em ação pela segunda vez no UFC em 2022 disposta a fazer as pazes com a vitória. Neste sábado (5), a brasileira encara Jinh Yu Frey pelo peso-palha (52 kg), no card preliminar da edição ‘Vegas 64’, e promete corrigir o principal erro apresentado no combate anterior.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Polyana contou que identificou o que faltou para vencer Tabatha. Segundo a brasileira, o pragmatismo da compatriota lhe surpreendeu, já que foi controlada por ela no octógono, mesmo sem ser tão atacada. Como levou a pior na base do anti-jogo e Frey, assim como Ricci, ficou conhecida no MMA por sua força, além de travar seus duelos por esse atributo, a paraense assegurou que aprendeu a lição para lidar com tal estilo. Ainda chateada com o revés, a atleta garante que vai impedir a oponente de amarrar o embate, ao ser ativa tanto em pé, quanto no chão, apostando no volume de golpes e no ritmo intenso de luta.

    “Nunca paro de treinar. Estou sempre treinando e mudei poucas coisas. A preparação foi 100%. Ela é uma boa striker, gosta de trocar golpes e também é boa grappler. O jogo vai casar bem. Acho que ela vai querer fazer igual a Tabatha. Com certeza, ela viu minha última luta e deve achar que aquele é o caminho da vitória. Vou espancar ela. Se ela acha que vai me agarrar, fazer igual a Tabatha, vou espancar. Deixa a Frey ficar enrolando a luta que ela vai ver, vou dar cascudo naquela cabeça dela. Minha trocação deu uma melhorada. Vou tentar nocautear. O chão dela não é tão bom. Se for para o chão, acho que consigo finalizar e, em pé, acho que consigo acertar mais a mão do que ela”, declarou a lutadora.

    Polyana Viana, de 30 anos, ainda busca se firmar no UFC. Na maior organização de MMA do mundo desde 2018, a brasileira disputou sete lutas, venceu três e perdeu quatro vezes. Seu principal triunfo no esporte foi sobre a compatriota Amanda Ribas, pelo Jungle Fight.

  • Marina Rodriguez encara Amanda Lemos para confirmar aguardado ‘title shot’ no UFC

    Marina Rodriguez encara Amanda Lemos para confirmar aguardado ‘title shot’ no UFC

    O próximo sábado (6) pode marcar a data da consolidação de um aguardado sonho para Marina Rodriguez: disputar o cinturão peso-palha (52 kg) do Ultimate. Mas para isso, a brasileira terá que superar a compatriota Amanda Lemos na luta principal do UFC Vegas 64. De olho no ‘title shot’, a atleta da ‘Thai Brasil’ busca manter a boa sequência na companhia a fim de se credenciar como a próxima desafiante até 52 kg.

    Atual número 3 do ranking do peso-palha, Marina tinha planos de disputar o título da divisão após seu último compromisso, em março deste ano, contra Yan Xiaonan. No entanto, a brasileira teve que alterar seu planejamento e voltar a competir novamente ao ver a ex-campeã, Weili Zhang ‘furar a fila’ e ser colocada como a próxima desafiante ao cinturão que hoje pertence a Carla Esparza.

    Embalada por quatro vitórias no Ultimate, todas diante de rivais de prestígio dentro da organização, Marina destacou que um triunfo neste sábado seria o ‘carimbo final’ necessário para garantir a oportunidade de disputar o cinturão peso-palha da liga de MMA mais famosa do planeta.

    Do outro lado, porém, há uma adversária de alto nível pronta para acabar com a linha do tempo projetada por Marina. Atual número 7 do ranking do peso-palha, Amanda Lemos entra sem a mesma pressão no evento com sede em Las Vegas (EUA). Em caso de triunfo, ‘Amandinha’ provavelmente não receberá o ‘title shot’ imediato – até por conta da alta rotatividade de atletas de alto nível da divisão.

    No entanto, caso tenha o braço erguido no UFC Vegas 64, a brasileira pode roubar a posição de Marina no ranking do peso-palha e adentrar o top 3 da categoria, se consolidando de vez no pelotão de elite até 52 kg. Em suas aparições em 2022 até aqui, Amanda soma uma vitória e uma derrota, ambas por finalização – para Michelle Waterson e Jéssica ‘Bate-Estaca’, respectivamente.

    Além de Marina e Amanda, o UFC Vegas 64 também trará mais duas mulheres brasileiras em ação. No peso-palha (52 kg), Polyana Viana enfrenta Jinh Yu Frey, dos EUA. Já na divisão dos pesos-galos (61 kg), Tamires Vidal faz sua estreia no Ultimate diante da americana Ramona Pascual.