Blog

  • Treinador vê Robert Whittaker completo: “Uma melhor versão de Georges St-Pierre”

    Robert Whittaker não perde um combate desde 2014 – Jon Roberts/ Ag Fight

    No dia 5 de outubro, no UFC 243, em Melbourne (AUS), Robert Whittaker e Israel Adesanya vão ficar frente a frente para decidir quem ficará com o cinturão linear do peso-médio (84kg) do Ultimate. Treinador do australiano, Alex Prates, está em plena confiança que seu pupilo vai levar a melhor no confronto e manter seu reinado na divisão.

    Com 24 lutas em seu cartel, possuindo 20 vitórias e apenas duas derrotas, Whittaker tem se mostrado um lutador completo. Destes triunfos, o campeão linear dos médios conseguiu nove por nocaute e cinco por finalização, o que comprova que ele é perigoso tanto em pé, quanto na luta de solo. O atleta não perde um combate desde 2014.

    “Talvez você veja Robert Whittaker usando um estilo que combina melhor com ele em cada luta. Contra o Romero, por exemplo, seria estúpido tentar derrubá-lo. Mas Robert tem ótimas lutas e grandes momentos. Sinceramente, acho que ele é uma versão melhor do GSP. E podemos ver isso agora”, disse o treinador, ao site ‘MMA Fighting’.

    Para corroborar a tese que Whittaker é melhor que seu próximo adversário, Alex deu o exemplo da luta agarrada. Até o momento, Adesanya não enfrentou nenhum lutador que tenha conseguido derrubá-lo. Com o australiano, a história pode ser diferente e um fator chave para a sua vitória.

    “A principal diferença é que Robert usa bem seu jogo de chão e wrestling com Adesanya. Ele pode derrubar Israel, mas se ele levantar e começar a lutar, ele não precisa gastar energia lá. Essa é a diferença de um lutador de jiu-jitsu ou wrestler, que depende de manter o duelo no chão. Isso pode deixar Israel preocupado com as quedas, o que torna Robert mais tranquilo para acertar combinações em pé e deixar Adesanya mais cansado”, afirmou.

    Ainda invicto na carreira após 17 lutas, Israel Adesanya é conhecido por ser um exímio lutador em pé, anotando 13 nocautes na carreira. Porém, nada que tire o sono da equipe de Whittaker.

    “Não vou dizer que a trocação de Robert é melhor, mas é do mesmo nível do Adesanya. Vejo muitas pessoas dizendo que Adesanya é o melhor striker e acho muito injusto. Se o Robert ainda não provou que é um dos melhores na parte em pé da divisão, não sei mais o que ele precisa fazer”, completou Prates.

  • Alexa Grasso contesta derrota no UFC México: “No meu coração, eu ganhei”

    Apesar de levar muito perigo a Carla Esparza no terceiro round do co-main event do UFC México, Alexa Grasso acabou derrotada por pontos no último sábado (21). Em conversa com a imprensa após o evento, de acordo com o site ‘MMA Junkie’, a peso-palha (52 kg) mexicana ainda se mostrava incrédula com a decisão dos juízes e afirmou que, para ela, sua atuação deveria ter sido o suficiente para garantir sua vitória.

    Em um combate empolgante, Esparza levou vantagem nos dois primeiros assaltos, mas, empurrada pela torcida local, Grasso quase finalizou a rival com um apertado armlock aplicado no terceiro round. De acordo com a mexicana, o golpe estava tão encaixado que ela sentiu o braço da adversária quebrar.

    “É de quebrar o coração perder, mas eu sei que dei o meu melhor. Eu coloquei todo meu esforço, tive várias tentativas de finalização. Quebrei o braço e o nariz dela. Se tudo isso não foi o suficiente para os juízes, tudo bem. Minha próxima luta vai ser bem diferente. Honestamente, eu achei que ganhei a luta. (Ganhei) o primeiro e o terceiro round. No meu coração, eu ganhei essa luta”, declarou Alexa Grasso, antes de admitir que, apesar da derrota, sai do evento com a moral em alta por ter feito uma boa luta contra uma rival experiente.

    “Com certeza (ganhei muito respeito depois dessa luta). Eu lutei contra uma ex-campeã do UFC, a primeira da divisão, ela também foi campeã pelo Invicta. Enfrentei uma lutadora dura”, concluiu a peso-palha.

    Com o resultado negativo, Alexa Grasso acumula três vitórias e três derrotas pelo UFC. Todos os reveses sofridos em sua carreira foram pela organização presidida por Dana White.

  • Lutadora relata ter sido atingida por fãs após vitória no UFC México

    Lutadora relata ter sido atingida por fãs após vitória no UFC México

    Carla Esparza acumula 15 vitórias e seis derrotas em seu cartel profissional – Rigel Salazar

    Em combate válido pelo co-main event do UFC México, realizado no último sábado (21), Carla Esparza venceu a mexicana Alexa Grasso por decisão unânime dos juízes. Pelo empolgante combate, as lutadoras levaram para casa também o bônus de ‘Luta da Noite’, embolsando 50 mil dólares (cerca de R$ 204 mil) cada uma. No entanto, um incidente manchou a noite até então perfeita da ex-campeã peso-palha (52 kg), que ao se encaminhar para os vestiários após a luta teve cerveja derramada sobre sua cabeça por torcedores locais.

    Carla Esparza dominou a atleta da casa nos dois assaltos iniciais, e conseguiu sobreviver aos ataques de Alexa, que ameaçou com duros golpes e uma tentativa de chave de braço no round final, conquistando assim a vitória por pontos. Irritado com o resultado final, o público vaiou a decisão e não poupou nem mesmo Esparza, americana de nascimento, mas que possui ascendência mexicana.

    “Machucou meu coração. Entendo que os fãs mexicanos são apaixonados e apoiam seus lutadores. Mas a coisa triste é que tinham algumas sementes ruins na plateia. Eu estava indo embora e alguém derramou cerveja em mim. Me deixou bem triste porque as pessoas ganham e perdem, mas você não pode controlar os juízes. E eu senti que ganhei de forma justa a luta. Foi bem triste para mim”, lamentou Carla Esparza em conversa com o site ‘MMA Junkie’, antes de reconhecer que o episódio tirou um pouco de sua alegria pela vitória e por competir no país latino.

    “Jogou um balde de água fria. Mas eu fui tão bem acolhida aqui no México, até mesmo por uma família que abriu sua casa e sua academia para mim. Existem tantos fãs maravilhosos, então não deixa um sabor ruim na boca pelo México como um todo. Eu tenho sangue mexicano também. Mas como eu disse, é lamentável que tivessem algumas maçãs podres na multidão”, concluiu a primeira detentora do cinturão peso-palha do UFC.

    O incidente com Esparza não foi o único no qual os torcedores presentes se envolveram durante o UFC México. Após a interrupção médica que decretou um no contest (sem resultado) na luta principal do evento entre Yair Rodriguez e Jeremy Stephens, os fãs arremessaram diversos objetos em direção ao octógono. O lutador americano também foi alvo da ira do público em seu trajeto rumo aos vestiários, com cerveja e pipoca sendo lançadas contra ele, que precisou sair escoltado pela segurança.

  • Vídeo mostra Jeremy Stephens sendo atacado por torcida no UFC México; veja

    Vídeo mostra Jeremy Stephens sendo atacado por torcida no UFC México; veja

    A luta principal do UFC México – realizado no último sábado (21) – prometia um grande duelo entre Yair Rodriguez e Jeremy Stephens. No entanto, o confronto foi finalizado ainda no primeiro assalto por interrupção médica, sendo considerado no contest (sem resultado). Frustrados, os torcedores mexicanos presentes passaram a arremessar o que tinham em mãos em direção ao octógono e dificultaram a saída do americano (veja abaixo ou clique aqui).

    Aos 15 segundos do primeiro round, Rodriguez acertou uma dedada involuntária no olho de Stephens, obrigando o árbitro Herb Dean a paralisar o combate. Com a dificuldade do peso-pena (66 kg) americano em se recuperar, os médicos foram chamados ao octógono para examiná-lo, e os mesmos determinaram o fim do combate por impossibilidade do lutador em continuar.

    Ao ver a reação de incredulidade e irritação do atleta da casa com o encerramento precoce da luta, os torcedores, que aguardavam ansiosos pela luta principal da noite, também questionaram a veracidade da lesão e se rebelaram. Na saída para o túnel que o levaria ao vestiário, Stephens, mesmo escoltado por seguranças, foi atingido por diversos objetos lançados pelo público, entre copos de cerveja, água e até pipoca.

    Em razão da situação atípica e do combate sem resultado, é esperado que o UFC tente agendar novamente o confronto entre Rodriguez e Stephens no futuro próximo. O próprio americano, irritado com as insinuações de que teria fugido do duelo, já sugeriu que estaria pronto para um novo combate contra o mexicano nas próximas semanas.

  • Contratado pelo Bellator, Nick Newell cutuca presidente do UFC: “Foi bom ser tratado como um ser humano”

    Contratado pelo Bellator, Nick Newell cutuca presidente do UFC: “Foi bom ser tratado como um ser humano”

    Após vencer Corey Browning em sua luta de estreia, e única prevista no acordo anterior, pelo Bellator, Nick Newell assinou um novo contrato com a organização, desta vez, com quatro combates esperados. O peso-leve (70 kg) – que possui uma malformação congênita no braço esquerdo e, obviamente, teve que encarar muitos olhares tortos e preconceitos em sua carreira no MMA – declarou, ao site ‘MMA Fighting’, que se sentiu valorizado como lutador pela entidade presidida por Scott Coker.

    Como todo lutador, Newell possuía o desejo de se apresentar no octógono do UFC, maior evento de MMA do mundo, mas o americano enfrentou uma rejeição inicial de Dana White – presidente da organização –, que apontava sua deficiência física como um empecilho para sua contratação. No entanto, com o crescimento do peso-leve em sua carreira, que até então contava com apenas uma derrota em 15 combates, o cartola se viu obrigado a mudar de ideia e dar uma oportunidade a Nick de conseguir um contrato com o Ultimate através do programa ‘Contender Series’.

    Em julho do ano passado, Newell acabou derrotado por pontos para Alex Munoz e viu o sonho de se tornar um lutador contratado pelo UFC ir por água abaixo. Acostumado a se superar, o peso-leve se recuperou com duas vitórias seguidas e conquistou um acordo longo e definitivo com outra importante organização no cenário do MMA, o Bellator. E, de acordo com ele, foi o melhor que poderia ter acontecido em sua carreira.

    “Eu acho que Scott (Coker) viu valor em mim. Além disso, eu atraio muitos olhares quando luto. Sou divertido (de assistir) e tenho uma história interessante. Eu sou um artista marcial misto habilidoso e legítimo. Estou entre os melhores do mundo. Eles viram valor em mim, viram o que eu sou capaz de fazer, os caras que eu venci, e o recorde deles. Tenho vencido lutadores bons, com recordes vencedores. E tenho feito de forma impressionante”, declarou Nick, antes de completar.

    “Foi bom ser tratado como um ser humano por Coker e não como uma novidade que não pertence (ao MMA). Fez me sentir muito bem ser reconhecido pelas minhas habilidades por aquela que eu acredito que vai ser a melhor organização de MMA do mundo. Eu estou pronto para ser parte de algo especial no Bellator. Não quero ir a nenhum outro lugar. É aqui que eu quero estar. Quero lutar aqui até encerrar minha carreira”, decretou o peso-leve.

    Apesar da confirmação do novo contrato assinado com o atleta, o Bellator ainda não informou oficialmente quando será a próxima luta de Nick Newell pela organização. Com o contrato longo garantido, o lutador afirmou que pretende crescer gradativamente dentro da categoria em busca do título, atualmente em posse do brasileiro Patrício ‘Pitbull’ Freire.

  • Após UFC Dinamarca, Jack Hermansson já mira próximo duelo: “Gostaria de enfrentar o Borrachinha”

    Após UFC Dinamarca, Jack Hermansson já mira próximo duelo: “Gostaria de enfrentar o Borrachinha”

    Neste sábado (28), a luta principal do UFC Dinamarca vai colocar frente a frente dois lutadores que estão em ascensão na categoria peso-médio (84kg). Jack Hermansson e Jared Cannonier vêm de vitórias importantes sobre Ronaldo Jacaré e Anderson Silva, respectivamente, e estão lutando para chegar ao topo da divisão.

    Atualmente na quinta colocação do ranking dos médios e com quatro vitórias seguidas no Ultimate, Hermansson declarou, em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, que pode se aproximar de uma luta pelo cinturão, com mais um triunfo. O sueco, inclusive, já tem em mente quais serão seus próximos passos se confirmar a vitória na Dinamarca.

    “Acredito que se eu vencer essa luta, eu provavelmente enfrente o Paulo Costa (Borrachinha) ou espere um combate que faça mais sentido. O (Kelvin) Gastelum vai enfrentar o (Darren) Till. Se ele vencer, até poderia ser uma luta para mim. Eu gostaria de enfrentar o Borrachinha. Se ele for lutar pelo título, não me importo de esperar um pouco, porque sinto que serei o próximo da fila a disputar o cinturão”, afirmou o lutador.

    Hermansson pregou respeito quando foi questionado sobre Cannonier. O adversário do sueco ocupa, neste momento, a nona colocação do ranking dos médios. O duelo entre dois integrantes do top 10 da categoria vai definir quem continuará subindo em busca de uma chance de brigar pelo título.

    “Eu acho ele perigoso. Quando se trata de qualidade da luta, ele é muito duro e será um grande combate. Ele atualmente está abaixo de mim no ranking, mas quer continuar subindo. Às vezes você tem que lutar contra alguém abaixo de você. Mas eu sei o quão perigoso ele é, e isso me mantém focado e motivado”, completou.

  • Dana White confirma que “The Rock” vai entregar o cinturão de “mais durão de todos” no UFC 245

    Dana White confirma que “The Rock” vai entregar o cinturão de “mais durão de todos” no UFC 245

    O UFC 244, que acontece dia 2 de novembro, promete reunir fatos históricos na organização. Além de, pela primeira vez na história, a franquia criar um novo cinturão, para o vencedor da luta principal entre Jorge Masvidal e Nate Diaz, o coroando como o lutador “mais durão de todos”, ao que tudo indica, o astro do cinema e do WWE, Dwayne Johnson, mais conhecido como “The Rock”, estará no evento com um papel de destaque.

    Dana White está fazendo de tudo para dar uma importância ainda maior para este show. Afinal, colocar dois lutadores, sem nenhum deles ser campeão, para encabeçarem um evento numerado, em Nova York, é porque tem a consciência que ambos vão vender muito com este combate. Então, “The Rock” pode se preparar porque, no que depender do mandatário, ele será o responsável por colocar o cinturão do “BMF”, no vencedor da luta principal.

    “Ele vai fazer isso (risos). Ele está aceitando o meu trabalho (para essa luta). Escute, se o “The Rock” quer fazer, ele consegue o que quer”, disse Dana, em entrevista ao site ‘TMZ Sports’.

    Através das redes sociais, “The Rock” deixou clara sua vontade de estar presente no show, que acontece em Nova York. Tudo começou com uma troca de mensagens entre ele e Jorge Masvidal.

    “Farei tudo que puder para fazer essa luta. Se eu puder e você vencer, colocarei o cinturão em você (Masvidal) no MSG (Madison Square Garden). Já me preparando para ser uma das maiores e mais eletrizantes lutas da história do UFC. Mal posso esperar”, escreveu “The Rock”, em resposta a Masvidal, que alertou Dana White para a sua vontade.

  • Dustin Poirier se oferece para encarar Tony Ferguson no UFC 245

    Ainda sem combate marcado para seu retorno ao octógono após ser finalizado por Khabib Nurmagomedov na luta principal do UFC Abu Dhabi, realizado no dia 7 de setembro, Dustin Poirier desafiou mais um lutador que se encontra no topo da categoria. O ex-desafiante ao cinturão peso-leve (70 kg) – que já havia demonstrado interesse em uma revanche contra Conor McGregor – utilizou suas redes sociais para se colocar a disposição de Tony Ferguson caso a disputa pelo título com o campeão russo não possa ocorrer (veja abaixo ou clique aqui).

    Ferguson, que já foi apontado por Dana White – presidente do UFC – como o próximo desafiante ao cinturão dos leves, utilizou sua conta oficial no ‘Twitter’ para sugerir a data do confronto contra Khabib: 14 de dezembro. Visando subir no ranking da divisão e, assim, se credenciar novamente a uma disputa pelo título, Poirier respondeu à publicação do primeiro colocado na lista da categoria.

    “Se ele (Khabib) não puder (lutar no dia 14 de dezembro), eu posso”, escreveu Dustin.

    Ainda que possa ser um combate interessante para os fãs, não faria sentido para Ferguson aceitar enfrentar Poirier neste momento e correr o risco de perder a oportunidade de uma disputa pelo título da categoria. Na data sugerida por ele para sua disputa contra Khabib, a organização tem agendado o UFC 245, que já conta com o duelo entre a campeã Amanda Nunes e Germaine de Randamie, pelo cinturão peso-galo (61 kg) feminino.

  • Rodríguez dá “benefício da dúvida” a Stephens após dedo no olho e explica reação agressiva

    Yair Rodríguez não sofreu a dedada no olho que encerrou a luta principal do UFC México, mas também tem seus motivos para sofrer. O peso-pena (66 kg) era a grande estrela do evento, ocorrido na capital de seu país, mas viu seu confronto terminar em apenas 15 segundos depois de Jeremy Stephens ser declarado incapaz de seguir no duelo. Após frustrar família, amigos e torcedores que compareceram à Arena Cidade do México, ‘Pantera’ lamentou o episódio e deu “o benefício da dúvida” para o adversário.

    Logo que o combate acabou, Rodríguez parecia irritado com a postura do rival, chegando a subir na grade e incitar os gritos da torcida, que, em resposta, atirou copos plásticos no octógono. Posteriormente à luta, Stephens falou que Yair alegou que ele estava fingindo a lesão ocular. Ao se justificar, o mexicano preferiu não ser tão assertivo.

    “Fico triste. Não gostaria que isso tivesse acontecido. Vou dizer novamente: vou apenas dar o benefício da dúvida a Jeremy Stephens. Ele é o único que tem de viver com isso em sua mente, esta dúvida. É ele. Apenas ele. Ele é o único que sabe como se sente”, declarou ao site ‘MMA Fighting’.

    “Nunca sofri uma dedada no olho durante uma lutas, mas já fiquei com o olho muito mal. Na luta contra Frankie Edgar, meu olho ficou completamente fechado, eu não conseguia ver nada, mas queria continuar. Nem todo mundo é igual. Não sei como ele estava se sentindo, então eu dou completamente o benefício da dúvida a Jeremy Stephens. Vamos ver o que acontece. É triste”, completou.

    Questionado sobre a reação agressiva que teve ao fim precoce da luta, chegando a ser grosseiro com o comentarista do UFC Michael Bisping (veja abaixo ou clique aqui), ‘Pantera’ assumiu que “se perdeu” com a notícia da interrupção do duelo e explicou o motivo de tanta frustração. Ele alegou que estava pronto para fazer “uma guerra” com Jeremy em frente aos seus compatriotas e que perdeu a cabeça quando percebeu que tudo havia acabado.

    “Você vê minha família bem vestida, meus amigos e todos que estavam pagando muito dinheiro e perdendo muito tempo para vir aqui, e toda a minha equipe. Todos (da equipe) têm bebês e passaram muito tempo fora de suas casas, viajaram para um lugar que é ótimo de estar, mas também é difícil. É difícil simplesmente pelo fato de dormir e estar lá. Embora tivesse sido meu melhor camp, ao mesmo tempo foi difícil para todos nós. Foi isso. Tudo aquilo estava na minha cabeça, e eu queria muito lutar. Foi isso”, analisou.

    Em vídeo publicado pela emissora americana ‘ESPN’ após o confronto, Jeremy Stephens prometeu estar pronto em “duas, quatro ou cinco semanas” para uma revanche contra Rodríguez. O UFC ainda não se posicionou oficialmente sobre uma eventual revanche.

  • Weber Almeida destaca aprendizado com Lyoto Machida antes do Bellator 228

    Vindo de vitória por nocaute sobre Odan Ruiz em sua estreia pelo Bellator, Weber Almeida encara Castle Williams no dia 28 de setembro, na edição 228 do evento, que será realizada na California (EUA). E para garantir mais um resultado positivo, o brasileiro conta com a ajuda de Lyoto Machida, seu companheiro de treinos, que enfrentará Gegard Mousasi no co-main event da noite. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o peso-pena (66 kg) declarou sua admiração pelo ex-campeão do UFC e revelou o principal aprendizado que teve com ele.

    Também com sua origem nas artes marciais ligada ao karatê, Weber estreou no MMA profissional em setembro de 2015, com vitória sobre Bruno Senna, mas sua segunda luta no esporte veio somente em janeiro deste ano, justamente em sua estreia pelo Bellator. Além de algumas lutas canceladas, o lutador revelou, à Ag. Fight, que sentiu a necessidade de evoluir e mudar de ares para conseguir melhores oportunidades.

    Para isso, contou com a ajuda de Lyoto e do sensei Vinicio Anthony, um dos treinadores do veterano, responsável por apresentá-los formalmente. Com a ajuda deles, Weber conseguiu o visto para se estabelecer nos Estados Unidos e passou a fazer parte da equipe de Machida.

    “A principal admiração que eu tenho pelo Lyoto é que ele não treina para uma luta específica. Ele treina para a vida, não para de treinar. O Lyoto sempre me diz que tem que estar focado, faminto pelo nosso objetivo. Não só o treino físico e técnico, mas principalmente a parte mental. Todo mundo pode treinar e se preparar bem, mas estar envolvido e bem de cabeça é fundamental”, contou Almeida, antes de comentar sobre o período de treinamentos compartilhado com Machida para o Bellator 228.

    “Foi um camp sensacional. O melhor da minha vida. Treinar com o Lyoto é sensacional, ele é uma lenda do esporte. Sinto-me muito forte e preparado. A gente se dedicou 100% ao objetivo final”, declarou Weber, que não se vê como o sucessor do ex-campeão do UFC na tarefa de representar o karatê no MMA. “Não sinto pressão em ser o sucessor do Lyoto. O cara é uma lenda! Eu só quero mostrar o que eu sei fazer, na humildade”, decretou.

    Almeida, natural de Cuiabá (MT), teve problemas com o corte de peso e excedeu o limite do peso-galo (61 kg) tanto na sua estreia pelo Bellator, quanto em março deste ano, quando faria sua segunda luta pela organização, obrigando a entidade a cancelar sua apresentação. Com isso, o lutador decidiu, em conjunto com sua equipe, subir para a categoria até 66 kg, já que considera o peso-pena a categoria onde pode demonstrar melhor seu potencial.

    “Subi (de categoria) definitivamente. Partiu de mim e dos meus treinadores. Eu me sinto melhor nessa categoria. Não passo por um corte de peso drástico e acabo me sentindo muito mais forte”, concluiu Weber Almeida.

    O card do Bellator 228 terá em sua luta principal a disputa pelo cinturão até 66 kg entre o campeão Patrício ‘Pitbull’ e Juan Archuleta, válida pelo primeiro round do GP dos penas promovido pela organização. O brasileiro – bicampeão no peso-pena e no peso-leve (70 kg) – é o principal favorito do torneio.