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  • Santiago Ponzinibbio é brutalmente nocauteado em retorno ao UFC; Condit supera Brown

    Santiago Ponzinibbio teve um retorno para se esquecer. Sem lutar desde 2018 por conta de lesões e problemas de saúde, o argentino enfrentou o perigoso Li Jingliang no UFC Fight Island 7, evento que aconteceu neste sábado (16), em Abu Dhabi (EAU), e foi presa fácil para o adversário. O chinês precisou de apenas um round para nocautear e conseguiu o feito de forma violenta. A derrota encerrou a sequência de sete vitórias seguidas de Santiago e o distanciou do top-15 dos meio-médios (77 kg). Também pela categoria, os veteranos Carlos Condit e Matt Brown deixaram a desejar no quesito emoção. Como o importante é vencer, Condit, ex-campeão interino da classe, triunfou pela segunda vez seguida e, justamente, em sua última luta no contrato com a empresa.

    Como sua última aparição no octógono aconteceu em novembro de 2018, Santiago iniciou o combate de forma mais paciente para se acostumar com o octógono novamente. Contudo, ao adotar essa postura, o argentino permitiu que Jingliang ficasse à vontade na luta. O chinês foi ativo, se movimentou bastante, apresentou mais volume e acertou bons golpes. Em um deles, o ‘Gente Boa’ conheceu o poder do adversário da pior forma, já que desabou ao receber um cruzado de esquerda.

    Se esperava que a luta entre Carlos Condit e Matt Brown fosse um combate violento e, se dependesse do primeiro, seria, mas o segundo surpreendeu. Em pé, Condit mostrou sua maior versatilidade e talento logo no início da luta ao aplicar golpes plásticos. Sendo assim, Brown percebeu que o melhor seria levar a luta para o chão e conseguiu. Por lá, o veterano de 40 anos controlou as ações, mas sem tanta efetividade e recebeu cotoveladas do oponente, mesmo por baixo.

    No segundo assalto, Condit voltou mais focado e acertou bons chutes. Por sua vez, Brown respondeu com uma cotovelada e optou por levar o combate para a grade. No entanto, Condit se desvencilhou e derrubou o adversário com um chute, após fintar um soco. Se no primeiro round Brown ficou por cima, no segundo Condit deu o troco e administrou a posição na base do ‘ground and pound’.

    Com o equilíbrio, o terceiro round começou de forma polêmica, com um chute ilegal por parte de Condit. Os atletas optaram por travar o duelo e em uma das trocas, Condit pegou as costas de Brown e por lá ficou por um tempo. Brown não se entregou, saiu da posição desfavorável e, já no final do encontro, conseguiu quedar o adversário. Mesmo de costas para o chão, Condit procurou ser mais ativo do que Brown e atacou de todos os ângulos. Apesar de estar por cima, Brown apenas se defendeu. Ao final de 15 minutos, os juízes premiaram Condit com a vitória por decisão unânime.

    Santiago Ponzinibbio, de 34 anos, é o principal lutador argentino no UFC. O hermano estreou no MMA em 2008, disputou 31 lutas no esporte, venceu 27, sendo 15 por nocaute, e perdeu outras quatro. No Brasil, Santiago ganhou destaque ao participar da segunda edição do TUF Brasil 2 e, consequentemente, passou a integrar o UFC. A pesada derrota impediu Santiago de se reaproximar do top-15 dos meio-médios. Vale lembrar que, anteriormente, o lutador integrava a elite da categoria e reclamou de ser retirado dela pelo tempo de inatividade. Os maiores triunfos do atleta na modalidade foram diante de Neil Magny e Gunnar Nelson.

    Carlos Condit, de 36 anos, é um dos veteranos do MMA mais queridos pela comunidade do esporte. O atleta disputou 45 lutas em sua carreira, venceu 32, sendo 15 por nocaute e 13 por finalização, perdeu outras 13 e conquistou vários bônus. Em 2012, o americano se tornou campeão interino dos meio-médios do UFC e disputou o cinturão linear da categoria duas vezes. Suas vitórias mais marcantes na modalidade foram diante de Dan Hardy, Dong Hyun Kim, Frank Trigg, Jake Ellenberger, Martin Kampmann, Matt Brown, Nick Diaz, Rory MacDonald e Thiago ‘Pitbull’.

    Acompanhe os resultados do UFC Fight Island 7:

    Carlos Condit venceu Matt Brown por decisão unânime;
    Li Jinglian nocauteou Santiago Ponzinibbio no 1º round;
    Alessio Di Chirico nocauteou Joaquin Buckley no 1º round;
    Punahele Soriano nocauteou Dusko Todorovic no 1º round;
    Joselyne Edwards venceu Wu Yanan por decisão unânime;
    Carlos Felipe ‘Boi’ venceu Justin Tafa por decisão dividida;
    Ramazan Emeev venceu David Zawada por decisão dividida;
    Vanessa Melo venceu Sarah Moras por decisão unânime;
    Austin Lingo venceu Jacob Kilburn por decisão unânime.

  • Dana White revela condição de Khabib para retorno ao UFC: “Me impressionem”

    Dana White revela condição de Khabib para retorno ao UFC: “Me impressionem”

    Demorou, mas, enfim, o mistério em relação ao futuro de Khabib Nurmagomedov foi parcialmente solucionado. Em outubro de 2020, o campeão do peso-leve (70 kg) da organização se aposentou após finalizar Justin Gaethje, mas neste sábado (16), Dana White sinalizou que o retorno da estrela ao esporte ainda pode se concretizar. Inclusive, o cartola deu a entender que isso pode acontecer caso ocorra uma surpresa na divisão. Vale lembrar que a dupla se reuniu na última sexta-feira (15), na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU).

    Ao participar da transmissão do UFC na ‘ESPN’ americana, Dana White se mostrou confiante em um desfecho positivo. Além disso, o cartola revelou que o UFC 257, que acontece no dia 23 de janeiro, e a ascensão de Charles ‘Do Bronx’ podem interferir na decisão de Khabib. Na atração que encerra o tour da organização pela ‘Ilha da Luta’, Conor McGregor e Dustin Poirier protagonizam o ‘main event’ e Dan Hooker e Michael Chandler se encaram no ‘co-main event’.

    “Eu fiquei surpreso quando ele anunciou a aposentadoria, não gosto quando pessoas tomam decisões de cabeça quente. Conversamos e ele disse: ‘Se eles mostrarem algo que me surpreenda, eu luto com um deles. Khabib me disse que ficou impressionado com a forma como Charles venceu o Ferguson. Ainda temos o ‘co-main event’ da semana que vem. Enfim, algumas lutas para ficarmos de olho”, declarou Dana.

    Um dos principais fatores que motivou a aposentadoria de Khabib foi a morte de seu pai e mentor, Abdulmanap Nurmagomedov. Após o UFC 254, o russo revelou que prometeu à sua mãe nunca mais lutar, porém Dana White nunca desistiu de contar com o campeão do peso-leve da organização. Para o retorno do número um da categoria, a imprensa especulou o nome de Georges St-Pierre como principal oponente.

    Khabib Nurmagomedov, de 32 anos, é um dos lutadores mais dominantes da história do MMA. Os triunfos mais importantes do campeão do peso-leve do UFC foram diante de Conor McGregor, Justin Gaethje, Dustin Poirier, Rafael dos Anjos, Edson Barboza e Gleison ‘Tibau’. Atualmente, o russo se transformou em homem de negócios e virou presidente do EFC (Eagle Fighting Championship), sua própria organização de MMA.

  • É do Brasil! Carlos ‘Boi’ e Vanessa Melo vencem no card preliminar do UFC Fight Island 7

    É do Brasil! Carlos ‘Boi’ e Vanessa Melo vencem no card preliminar do UFC Fight Island 7

    O Brasil iniciou bem sua trajetória no Ultimate na temporada 2021. No UFC Fight Island 7, evento realizado neste sábado (16), em Abu Dhabi (EAU), o país foi representado por Carlos ‘Boi’ e Vanessa Melo, que venceram Justin Tafa e Sarah Moras, respectivamente. O peso-pesado protagonizou uma virada eletrizante no octógono e levou a melhor por decisão dividida, enquanto que a peso-galo (66 kg) controlou as ações, em duelo com pouca emoção e foi premiada com uma decisão unânime.

    O primeiro round entre os pesados teve bastante ação e muitos chutes foram vistos, principalmente por parte de Tafa. O australiano focou mais nos ‘low kicks‘ e marcou a perna do brasileiro. Por sua vez, ‘Boi’ retribuiu com chutes e diretos. O alvo do baiano era a linha de cintura do adversário. Ao final dos primeiros cinco minutos, Tafa acertou um bom chute baixo, que desequilibrou o brasileiro. No intervalo dos rounds, a equipe do baiano pediu para ele ser mais ativo no octógono e indicou que a primeira parcial foi perdida.

    O segundo assalto se iniciou com Tafa acertando um bom chute na linha de cintura, mas ‘Boi’ respondeu com uma boa sequência. O brasileiro foi mais ativo, andou para a frente e encurralou o adversário algumas vezes na grade. Ao mesmo tempo, Herb Dean, árbitro do duelo, alertou o brasileiro para tomar cuidado com as dedadas. Após o aviso, ‘Boi’ acertou outra boa sequência de golpes, que abalou Tafa. No fim do assalto, os lutadores foram para o tudo ou nada e trocaram golpes de forma franca. Eufórico, ‘Boi’ vibrou com o bom momento.

    No último round, ‘Boi’ e Tafa apostaram no boxe e seguiram trocando golpes. Enquanto Tafa desferia um, ‘Boi’ respondia com dois. De forma inteligente, o neozelandês levou o combate para a grade e prendeu a luta para recuperar o fôlego. Na sequência, o lutador tentou aplicar uma queda e voltou a conduzir o combate para a grade. Nos últimos segundos, os protagonistas voltaram a se atacar de forma frenética, mas ninguém caiu. Ao final de 15 minutos de um combate insano, os juízes deram a vitória para Carlos ‘Boi’ por decisão dividida, em um confronto que agradou os fãs presentes na ‘Ilha da Luta’.

    Na segunda luta do evento, Vanessa Melo, venceu pela primeira vez no UFC em quatro combates disputados e não encontrou tanta dificuldade para superar Sarah Moras. É bem verdade que o duelo não apresentou tanta ação, mas Vanessa tomou iniciativa no octógono ao caminhar para a frente e procurou agredir a adversária, que evitava o choque e apenas circulava.

    O segundo round foi basicamente o mesmo, com a brasileira sendo a agressora e acertando os melhores golpes ao apostar no boxe e, principalmente, com seus cruzados. Ao final, Moras lembrou que possui bom jiu-jitsu e tentou aplicar uma queda, a única durante os 15 minutos de combate, que logo foi ignorada por Vanessa. No terceiro e último assalto, já com o nariz sangrando, Moras repetiu a estratégia e até tentou ser mais ativa, porém lançou golpes no vazio e pouco fez para ameaçar Vanessa, que não correu riscos, seguiu em sua perseguição no cage e venceu o encontro com tranquilidade.

    Carlos ‘Boi’, de 25 anos, é um dos lutadores revelados na nova safra do peso-pesado. O brasileiro estreou pelo UFC em julho de 2020, quando foi derrotado por Sergey Spivak, se recuperou ao superar Yorgan De Castro e emplacou a segunda vitória na organização diante de Justin Tafa. Em sua carreira, o baiano disputou 11 combates, venceu dez, sendo seis por nocaute, e perdeu apenas uma vez.

    Com a importante vitória, Vanessa Melo, de 32 anos, afastou o risco de ser cortada do UFC. Anteriormente, a brasileira foi derrotada três vezes e precisava vencer para permanecer na maior organização de MMA do mundo. Agora, a ‘Miss Simpatia’ possui 11 vitórias e oito derrotas em sua trajetória no MMA. O principal nome que Vanessa superou foi Molly McCann, mas, sem dúvida, seu triunfo mais importante até o momento foi o atual, por todo drama de sua situação.

    Acompanhe os resultados do UFC Fight Island 7:

    Carlos Felipe ‘Boi’ venceu Justin Tafa por decisão dividida;
    Ramazan Emeev venceu David Zawada por decisão dividida;
    Vanessa Melo venceu Sarah Moras por decisão unânime;
    Austin Lingo venceu Jacob Kilburn por decisão unânime.

  • A tormenta continua! UFC perde luta horas antes de inaugurar temporada 2021

    Se em 2020 o UFC perdeu inúmeras lutas antes e, até mesmo, durante a realização de seus eventos, a atual temporada foi iniciada da mesma forma. O UFC Fight Island 7, evento que acontece neste sábado (16), em Abu Dhabi (EAU), não passou impune pelas já tradicionais quedas de combates e perdeu um de seus principais duelos do card preliminar. De acordo com o site ‘RT Sport’, o embate entre Phil Hawes e Nassourdine Imavov foi retirado da atração por motivos desconhecidos. A informação foi confirmada pela reportagem da Ag Fight, presente na ‘Ilha da Luta’.

    Phil Hawes, de 32 anos, estreou com tudo no UFC ao nocautear em apenas 18 segundos. Sendo assim, a segunda atuação do americano, revelado pelo reality ‘Dana White Contender Series’, era bastante aguardada. Conhecido por seu poder, o lutador venceu nove vezes no MMA, sendo todas pela via rápida (sete nocautes e duas finalizações) e perdeu duas vezes.

    Nassourdine Imavov, de 25 anos, também estreou com vitória pelo UFC e, assim como o americano, é considerado uma das promessas da organização. O atleta venceu nove lutas no esporte, sendo três por nocaute e quatro por finalização, e perdeu outras duas.

  • Ricardo ‘Carcacinha’ enfrenta parceiro de treino de Khabib pelo UFC no dia 13 de março

    Ricardo ‘Carcacinha’ enfrenta parceiro de treino de Khabib pelo UFC no dia 13 de março

    Ricardo Ramos já sabe quando vai voltar a lutar pelo UFC. A próxima aparição de ‘Carcacinha’ na organização de Dana White vai acontecer no dia 13 de março contra o russo Zubaira Tukhugov, integrante do clã de Khabib Nurmagomedov. O local ainda não foi definido pela organização, mas a imprensa especializada indica que o ‘main event’ será protagonizado pelo aguardado encontro entre Leon Edwards e Khamzat Chimaev. A informação foi confirmada por fontes próximas ao evento com exclusividade à reportagem da Ag Fight, presente na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU).

    Em sua última aparição no octógono, em julho de 2020, ‘Carcacinha’, integrante do peso-pena (66 kg), foi derrotado por Lerone Murphy. Na ocasião, o brasileiro sucumbiu por nocaute no primeiro round. Pelo UFC, Ricardo disputou sete lutas, venceu cinco e perdeu duas. Seus maiores triunfos no esporte foram diante de Kyung Ho Kang e Luiz Eduardo Garagorri.

    Assim como o brasileiro, Zubaira Tukhugov também foi derrotado em sua última aparição, em setembro, por Hakeem Dawodu. Vale lembrar que o russo participou da confusão generalizada entre Khabib Nurmagomedov, seu amigo e parceiro de treino, e Conor McGregor e, inclusive, tentou agredir o astro irlandês. Pelo UFC, o atleta realizou sete combates, venceu quatro, perdeu dois e empatou um. Seu maior triunfo na companhia foi diante do brasileiro Douglas ‘D-Silva’.

  • ‘Zumbi Coreano’ planeja retorno ao UFC em abril e traça objetivos para 2021

    ‘Zumbi Coreano’ planeja retorno ao UFC em abril e traça objetivos para 2021

    Após ter interrompida sua sequência de duas vitórias, ao seu superado por Brian Ortega, em outubro do ano passado, e ver a chance de disputar novamente o cinturão do peso-pena (66 kg) se distanciar, Chan Sung Jung já traçou seus objetivos para 2021. Mas engana-se quem pensa que uma luta por título é o seu principal foco.

    O ‘Zumbi Coreano’, que ficou quatro anos afastado das competições por prestar serviço militar em seu país e só retornou em 2017 ao Ultimate, adiantou que pretende, por ora, só se recuperar do último revés. Para isso, o lutador elegeu uma data para seu próximo compromisso, mas admitiu que pode mudar de planos se o UFC o solicitar.

    “Eu quero lutar em abril. (Mas) Posso lutar contra algum adversário em janeiro. Parece que o UFC está planejando por isso. Estou esperando (algum contato)”, disse o coreano em entrevista ao Connectivity com tradução do site ‘BJPenn.com’, antes de completar

    “Não estou pensando no campeão (ou na chance de disputar o título) ainda. Vencer a próxima luta a minha prioridade. Acho que vou fazer uma ou dois lutas este ano. Em primeiro lugar, o objetivo é vencer as duas”, finalizou o ex-desafiante ao cinturão.

    Quinto colocado no ranking peso-pena do UFC, Chan Sung Jung viu sua chance de garantir o próximo ‘title shot’ da divisão ser desperdiçada com revés para Brian Ortega. O coreano agora soma 16 vitórias e seis reveses em sua carreira no MMA profissional.

  • Magny aponta luta com Chiesa como atalho para chegar ao topo dos meio-médios

    Magny aponta luta com Chiesa como atalho para chegar ao topo dos meio-médios

    Originalmente, a luta principal do UFC Fight Island 8, evento que acontece no dia 20 de janeiro, em Abu Dhabi (EAU), seria o aguardado encontro entre Khamzat Chimaev e Leon Edwards, mas a pandemia de COVID-19 modificou os planos da organização. Agora, o ‘main event’ da atração é o duelo entre Michael Chiesa e Neil Magny, e os atletas não escondem a empolgação com a nova posição ocupada. Conhecido por ser um dos atletas mais atuantes no octógono, Magny informou que essa é a oportunidade perfeita para mudar de patamar em sua carreira.

    Em conversa com a imprensa durante o media day do show, o americano comemorou o fato de protagonizar a sua terceira luta principal na organização e mostrou ter consciência do que está em jogo contra Chiesa. O americano brincou ao revelar que tentou provocar o adversário, mas informou que não conseguiu, porque não é adepto desse tipo de tática e pelo fato do compatriota ser um atleta respeitoso. Ao mesmo tempo, o lutador afirmou que, se conseguir executar sua estratégia no octógono, seus oponentes não são capazes de pará-lo e explicou os principais fatores que o fizeram se destacar em 2020.

    “Neste ponto da minha carreira, uma luta como essa, no ‘main event’, é uma boa coisa para me colocar em um próximo nível. Estou focado em fazer o meu trabalho, não no que os outros lutadores estão fazendo. Até tentei fazer trash talk, mas não funciona para mim, especialmente nessa luta com Chiesa. Ele é legal, humilde, mas só quero estar lá e ter a melhor performance. Se eu conseguir isso, não há ninguém para me enfrentar. Esse é meu foco para a luta. Mudei mental, física e taticamente. Fiquei feliz com as mudanças no meu treinamento e no meu estilo de vida. Acho que consegui mostrar isso em 2020”, declarou Magny que analisou a luta contra Chiesa, elogiou o adversário e indicou que o embate é crucial para aproximá-lo do topo dos meio-médios do UFC.

    “Chiesa venceu três lutas e está invicto na categoria. Eu respeito as habilidades dele e sei que será um adversário difícil. Ele é experiente, mas esse é o tipo de luta que me empolga. Meu objetivo é ter uma vitória dominante para me colocar no top-5 dos meio-médios. Se eu conseguir isso, vou enfrentar os melhores. Estou muito animado e pronto. Vou achar uma maneira de estar no topo. Sinto que uma vitória sobre ele definitivamente me lança para os cinco primeiros da categoria e me deixa mais perto de uma chance pelo cinturão”, concluiu.

    Neil Magny, de 33 anos, vive bom momento no UFC e ocupa a nona posição no ranking dos meio-médios. Após ficar dois anos parado por cair no doping, o veterano realizou três lutas em 2020, venceu todas e voltou a ocupar um lugar entre os melhores da categoria. Em seu combate mais recente, disputado em agosto, Magny passou por Robbie Lawler, ex-campeão da divisão, com facilidade.

  • De olho em evolução, Ariane Lipski anuncia mudança para a American Top Team

    De olho em evolução, Ariane Lipski anuncia mudança para a American Top Team

    Cercada de enorme expectativa, Ariane Lipski chegou ao UFC como uma das maiores promessas do MMA feminino brasileiro. Porém, apesar de já ter demonstrado alguns lampejos do seu talento, a peso-mosca (57 kg) ainda não conseguiu dar o salto final para se juntar ao top 15 da divisão.

    Por isso, a curitibana decidiu fazer uma mudança significativa em sua carreira. De olho na constante evolução e em encurtar a distância para as principais atletas da categoria, Ariane revelou – através de sua conta oficial no ‘Instagram’ (veja abaixo ou clique aqui) – que passará a treinar na ‘American Top Team’, uma das equipes de MMA mais renomadas do mundo.

    Acompanhada de seu marido e treinador de longa data, Renato Rasta, Lipski chega na academia baseada na Flórida (EUA) com o objetivo de aprimorar especialmente o jogo de quedas e ter uma variedade de parceiros de treino. Para isso, a curitibana já treina sob as orientações de Steve Mocco, conhecido professor de wrestling da ATT.

    “Uma nova etapa se inicia na minha carreira. Em busca de aumentar a diversidade de parceiros de treinos e aprimorar meu wrestling, tenho a sorte de ter a oportunidade de trabalhar com esse grande treinador, Steve Mocco, dando continuidade ao trabalho do meu treinador Renato Rasta, em parceria com a American Top Team. Tenho certeza que irei alcançar grandes objetivos! Mal posso esperar pela minha próxima luta”, escreveu Ariane na legenda da publicação.

    Ex-campeã peso-mosca do evento KSW, Ariane Lipski estreou pelo UFC em janeiro de 2019 e possui, até o momento, duas vitórias e três derrotas dentro do octógono mais famoso do mundo. Ao todo, a paranaense, de 26 anos, soma 13 triunfos e seis reveses em sua carreira no MMA profissional.

  • Após 2020 desafiador, Chiesa exalta a oportunidade de retornar saudável ao UFC

    Após 2020 desafiador, Chiesa exalta a oportunidade de retornar saudável ao UFC

    Afastado dos octógonos desde janeiro de 2020, Michael Chiesa teve um ano desafiador, como o próprio classifica. Apesar de ter conseguido a principal vitória de sua carreira logo no primeiro mês da última temporada, ao superar o ex-campeão peso-leve (70 kg) Rafael dos Anjos, o americano passou por momentos complicados, incluindo a recuperação de uma importante cirurgia feita em julho e, obviamente, a pandemia do novo coronavírus.

    Porém, tudo isso ficou para trás, de acordo com o próprio lutador. Em conversa com a imprensa durante o media day do UFC Fight Island 8, que acontece na próxima quarta-feira (20), Chiesa afirmou que chega para o confronto diante de Neil Magny, válido pela luta principal do evento na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU), na melhor condição física desde que estreou pela organização, em 2012.

    De acordo com o americano, a cirurgia a qual se submeteu no ano passado, ainda que tenha demandado uma longa e complicada recuperação, serviu para curar definitivamente uma lesão que o acompanhava desde a adolescência. O meio-médio (77 kg) ainda fez questão de agradecer ao UFC por tê-lo incluído no plantel de analistas da organização durante o período afastado, fato que, em sua visão, teve fundamental importância na superação da desafiadora temporada de 2020.

    “O ano passado foi desafiador. Eu conquistei a maior vitória da minha carreira – no dia 25 de janeiro de 2020 -, passei por cirurgia, a pandemia chegou. Foi bastante desafiador pelo ponto de vista profissional. Quando as academias estavam fechadas, e você está afastado com uma lesão, parece que não tem uma luz à vista. E as coisas realmente tomaram forma na segunda metade do ano. Eu sou muito agradecido ao UFC, eles me colocaram em uma posição de analista, me mantiveram ocupado, trouxeram minha mente de volta, eu comecei a ver a luz novamente, eu comecei a me recuperar bem da cirurgia e agora eu estou aqui”, comentou Chiesa, antes de completar.

    “Estou mais saudável do que eu já estive entrando em uma luta. É muito clichê, os caras sempre falam: ‘Eu fiz o melhor camp da minha vida’. Quantas vezes vocês já ouviram isso? Mas eu estou dizendo a vocês, isso é o mais saudável que eu já estive entrando para uma luta, eu posso dizer honestamente, em toda a minha carreira no UFC. Essa lesão que eu tive que tratar é algo que eu tenho lidado desde que eu tinha 16 anos, e continuava a ficar cada vez pior. Agora a lesão ficou para trás, agora eu estou saudável. Foi um ano desafiador, mas períodos desafiadores fazem pessoas fortes. Estou feliz por ter sido capaz de superá-lo e agora estamos aqui. Então, olhando para trás, estou agradecido por ter passado por tudo isso”, concluiu.

    Desde que subiu para os meio-médios, em julho de 2018, Michael Chiesa acumula três vitórias consecutivas no octógono mais famoso do planeta, sobre os veteranos Carlos Condit, Diego Sanchez e Rafael dos Anjos, respectivamente. A sequência positiva rendeu ao americano a oitava colocação no ranking da categoria.

  • Max Holloway e Calvin Kattar dão início a temporada 2021 do UFC na ‘Ilha da Luta’

    Max Holloway e Calvin Kattar dão início a temporada 2021 do UFC na ‘Ilha da Luta’

    Os fãs de MMA têm motivos de sobra para comemorar. Neste sábado (16), o Ultimate dá o pontapé inicial em sua programação para 2021 justamente na famosa ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). O ‘main event’ do ‘UFC Fight Island 7’ será protagonizado pelo encontro entre Calvin Kattar e Max Holloway, válido pela divisão dos pesos-penas (66 kg) da organização e que pode modificar o topo do ranking da categoria. O Brasil marca presença na atração com Carlos ‘Boi’ e Vanessa Melo, que enfrentam Justin Tafa e Sarah Moras respectivamente. Os outros destaques do show ficam por conta do duelo entre os veteranos Carlos Condit e Matt Brown e do retorno do argentino Santiago Ponzinibbio.

    A luta principal coloca frente a frente dois atletas que possuem status distintos no MMA e que também vivem momentos diferentes. Atualmente, Max Holloway, ex-campeão do peso-pena do UFC, vem de duas derrotas seguidas para Alexander Volkanovski e busca se reencontrar com as vitórias. Essa será a primeira vez, desde 2016, que o havaiano não disputa o cinturão. Por sua vez, Calvin Kattar não possui tanta fama no esporte, mas, aos poucos, cresce na modalidade. O atleta venceu dois combates seguidos, escalou o ranking da categoria e ganhou a oportunidade de disputar o maior embate de sua carreira. Como a dupla é especialista na trocação, a expectativa dos fãs é de que o duelo seja empolgante e ocorra justamente nessa área. Vale lembrar que Holloway prometeu algo especial no octógono e Kattar acusou o adversário de menosprezá-lo. A certeza é de que o vencedor ficará próximo de disputar o título da classe.

    No peso-pesado, Carlos ‘Boi’ enfrenta Justin Tafa em busca da segunda vitória no UFC e para se aproximar do top-15 da categoria. A curiosidade é que essa será a terceira luta do brasileiro pela organização e a terceira realizada na ‘Ilha da Luta. Em sua última aparição, o baiano superou Yorgan de Castro. Confiante, ‘Boi’ provocou o atual adversário, o chamou de ‘frouxo’ e duvidou que o mesmo vai resistir ao poder de seus golpes. Por outro lado, Tafa é conhecido por sua agressividade na trocação e, inclusive, todas as vitórias que possui foram por nocaute. Pelo peso-galo (61 kg), Sarah Moras e Vanessa Melo fazem um confronto dramático, no qual a derrotada corre sério risco de ser cortada. A brasileira perdeu as três lutas que disputou pela companhia, enquanto que a canadense perdeu cinco das oito vezes que subiu no octógono.

    Apesar da idade avançada no MMA, os veteranos Carlos Condit e Matt Brown prometeram dar um show no octógono. O primeiro, ex-campeão interino dos meio-médios (77 kg) do UFC, voltou a atuar depois de dois anos e encerrou a sequência de cinco derrotas ao dominar Court McGee em outubro. O segundo foi nocauteado em maio e não descartou anunciar a aposentadoria após o aguardado embate. Vale lembrar que o encontro foi cancelado algumas vezes por lesões e isso fez o clima entre a dupla ficar pesado. Como 28 das 31 vitórias de Condit foram pela via rápida (15 por nocaute e 13 por finalização) e 20 dos 22 triunfos de Brown ocorreram da mesma forma (14 por nocaute e seis por finalização), dificilmente, a luta vai ser decidida pelos juízes, apesar da atual fragilidade de ambos.

    O UFC Fight Island 7 também marca a volta do argentino gente boa à organização após dois anos convivendo com lesões e problemas de saúde. O tempo afastado prejudicou Santiago Ponzinibbio que, na época, marcava presença no top-15 da categoria e, atualmente, reclamou de ser retirado do ranking. Para, quem sabe, voltar a ser apontado como um dos melhores da divisão, o atleta precisa passar por Li Jingliang. O hermano venceu sete lutas seguidas, com destaque para os nocautes aplicados em Neil Magny e Gunnar Nelson, enquanto que o chinês foi derrotado pelo mesmo Magny, em março, mas antes surpreendeu ao nocautear Elizeu ‘Capoeira’. Como os atletas possuem um estilo de luta visceral, esse é mais um encontro que tem tudo para ser violento.

    Confira o card completo do evento:

    Max Holloway vs Calvin Kattar
    Carlos Condit vs Matt Brown
    Santiago Ponzinibbio vs Li Jingliang
    Joaquin Buckley vs Alessio Di Chirico
    Punahele Soriano vs Dusko Todorovic
    Phil Hawes vs Nassourdine Imavov
    Wu Yanan vs Joselyne Edwards
    Carlos Felipe ‘Boi’ vs Justin Tafa
    David Zawada vs Ramazan Emeev
    Sarah Moras vs Vanessa Melo
    Jacob Kilburn vs Austin Lingo