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  • Viviane Araújo testa positivo para COVID-19 e é retirada de luta com Jennifer Maia

    Viviane Araújo testa positivo para COVID-19 e é retirada de luta com Jennifer Maia

    Viviane Araujo não poderá enfrentar Jennifer Maia em agosto – Diego Ribas

    O duelo brasileiro que envolveria Viviane Araújo e Jennifer Maia não vai mais acontecer. Conforme notícia divulgada pelo site ‘MMA Fighting’ e confirmada pela reportagem da Ag. Fight, Vivi testou positivo para a COVID-19 e foi retirada do card do dia 1º de agosto, programado para a cidade de Las Vegas (EUA).

    Rapidamente, o UFC escalou Joanne Calderwood para ocupar a vaga em aberto e encarar Jennifer, ex-campeã dos pesos-moscas (57 kg) do Invicta FC. A disputa segue confirmada para a mesma data e é fundamental a escocesa, que vem de vitória e atualmente ocupa o posto de número no ranking da categoria.

    Aos 33 anos, Vivi foi superada por Jessica Eye em sua última apresentação, em dezembro passado, após somar duas vitórias na organização. Por sua vez, Jennifer, atual sexta colocada do ranking, foi superada por Katlyn Chookagian em novembro, no confronto que poderia ter credenciado a brasileira a disputar o título do evento.

  • Marina Rodriguez descarta interesse de lutar com Amanda Ribas: “Tenho planos maiores”

    Marina Rodriguez descarta interesse de lutar com Amanda Ribas: “Tenho planos maiores”

    Marina Rodriguez está invicta em sua carreira no MMA – Leandro Bernardes/PXImages

    Neste sábado (25), a brasileira Marina Rodriguez encara a americana Carla Esparza no quarto evento promovido pelo UFC na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). O duelo entre as duas pesos-palhas (52 kg) – ambas posicionadas no top 10 da categoria – deve ser acompanhado com atenção por outra atleta da divisão: Amanda Ribas, que após sua vitória sobre Paige VanZant na edição 251 revelou que gostaria de enfrentar a vencedora deste confronto em seu próximo compromisso.

    Entretanto, o interesse da mineira não parece ser compartilhado por pelo menos uma das envolvidas no combate de sábado. Em conversa com a imprensa durante o media day virtual, Marina Rodriguez – atual nona colocada no ranking peso-palha – ressaltou que enfrentar a compatriota, posicionada três degraus abaixo na classificação da categoria, não faz parte dos seus planos.

    “No momento, eu acredito que não é uma luta interessante para mim. Eu penso sempre um pouco mais na frente. Eu estou enfrentando a número sete do ranking. Vencendo a Carla (Esparza), eu tenho planos maiores dentro da minha divisão. Então, essa luta com ela (Amanda Ribas) não é interessante no momento. Mas é o UFC quem manda. Se achar que é interessante, que vai ser bom por algum motivo, talvez eu aceitasse. Mas agora eu não tenho muito interesse não”, descartou Marina.

    A disputa contra Carla Esparza, ex-campeã da categoria, confirma o padrão na trajetória de Marina ter pela frente lutadoras com um bom retrospecto na entidade. De olho no topo da categoria, a gaúcha destacou a importância de enfrentar oponentes melhores ranqueadas do que ela para que sua ascensão seja rápida.

    “Era exatamente o que a gente almejava dentro da organização. Primeiramente entrar no UFC, se manter lá dentro, e lutar com as melhores. Querendo ou não, a gente não tem muito tempo para perder fazendo lutas com meninas que não sejam ranqueadas, não que elas não sejam duras, mas o nosso objetivo sempre foi lutar com as melhores. E se o UFC está me oferecendo essas atletas é porque confia no meu trabalho, e a gente fica mais motivado para mostrar o melhor e chegar no topo”, concluiu.

    No MMA profissional desde 2015, Marina Rodriguez segue invicta em sua carreira, com um cartel de 12 vitórias e dois empates, ambos em combates dentro do octógono mais famoso do planeta. Por sua vez, Carla Esparza, sua oponente no sábado, possui 16 triunfos, sendo três de forma consecutiva em suas últimas apresentações, e seis reveses.

    Atenta ao resultado desta batalha, Amanda Ribas parece ser a nova aposta do UFC para futura estrela da companhia. Com quatro vitórias seguidas desde que estreou pela organização, a carismática mineira já ocupa a 12ª posição no ranking do peso-palha.

  • Alex ‘Cowboy’ revela “treino medieval” como preparação para atuar na ‘Ilha da Luta’

    Alex ‘Cowboy’ revela “treino medieval” como preparação para atuar na ‘Ilha da Luta’

    Alex ‘Cowboy’ derrotou Max Griffin em março desse ano – Louis Grasse/PXimages

    Para buscar sua segunda vitória seguida no Ultimate, Alex ‘Cowboy’ precisou fazer algumas adaptações nos seus treinamentos. Devido às restrições impostas para contenção da pandemia da COVID-19, o meio-médio (77 kg) não pôde fazer suas atividades dentro da academia e recorreu ao método antigo de camp denominado por ele como “treino medieval” para se preparar para a sua próxima apresentação.

    Durante o media day desta terça-feira (21), o brasileiro, que neste sábado encara Peter Sobotta, no quarto evento realizado na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU), deu detalhes desse método de treinos e analisou os cuidados que seu time tomou para evitar qualquer contaminação durante o camp.

    “Fizemos um camp à moda antiga, medieval. Mas meu mestre escolheu as pessoas certas para que eu não pudesse ter contato e manter a tranquilidade para treinar. Mas existe sempre a preocupação, né?! Passamos por aeroportos, hotel e ficamos com um pouco de receio. Tudo podia acontecer”, disse o brasileiro, antes de dar mais detalhes do “treino medieval” e o que ele precisou fazer.

    “Comecei treinando mais ou menos assim, mas depois que entrei na academia, mudei. Mas peguei um pouco desse treino medieval. O treino medieval é aquilo que não fazemos na academia, que é levantar pneu, carregar rocha, furar buraco, empurrar carro, levantar parceiros de treinos nas costas”, concluiu.

    No Ultimate desde 2015, Alex ‘Cowboy’ possui dez vitórias e seis derrotas no UFC, além de um ‘No Contest’ (luta sem resultado). A sua última apresentação aconteceu em março deste ano, quando encerrou a sequência de três derrotas ao superar Max Griffin, por decisão dividida dos jurados.

  • Daniel Cormier descarta retorno de Khabib Nurmagomedov ao UFC em 2020

    Daniel Cormier descarta retorno de Khabib Nurmagomedov ao UFC em 2020

    Khabib Nurmagomedov não atua desde setembro de 2019 – Louis Grasse / PX Images

    Apesar de Dana White garantir confiança em ver Khabib Nurmagomedov em ação novamente pelo UFC em 2020, um colega do russo não demonstrou o mesmo sentimento. Daniel Cormier, ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) e peso-pesados da liga, que é parceiro de time do atleta na AKA, adiantou que não acredita que o atual campeão do peso-leve (70 kg) do Ultimate vá atuar tão cedo após o falecimento do seu pai, Abdulmanap Nurmagomedov, em junho desse ano.

    Em declaração ao programa ‘DC & Helwani’, da ‘ESPN’ americana, Cormier, por ter uma boa relação com Khabib, logo trouxe a informação que o russo não deve atuar em setembro, data inicial especulada para seu combate diante de Justin Gaethje. De acordo com o americano, o peso-leve ainda não está 100% pronto para lutar após uma perda tão importante em sua vida.

    “Eu soube que Khabib não iria (voltar em setembro). Vai ser muito difícil. Khabib está lidando com algo que é tão difícil. E, como conversamos há algumas semanas, o relacionamento dele com o pai é muito diferente. Ele era tudo para ele, e agora se foi, então vai demorar um pouco até vermos Khabib”, afirmou o peso-pesado, antes de levantar a hipótese do russo encurtar sua carreira após a perda do pai.

    “Espero que ele lute, mas não sei. Como eu disse, ele terá que reunir muita força para voltar. E se ele voltar, eu simplesmente não sei quanto tempo ele ficará por aqui. Talvez ele lute e honre seu pai com outra performance firme e inacreditável. Mas eu olho para a luta dele em setembro de 2019 e, quando ele venceu, a maneira como o pai reagiu. Foi quase como se seu espírito estivesse cheio de alegria assistindo seu filho fazer aquilo. Estou feliz que eles tenham compartilhado isso juntos”, concluiu.

    Sem atuar desde setembro de 2019, quando finalizou Dustin Poirier, Khabib Nurmagomedov defenderia o cinturão dos leves em abril deste ano, contra Tony Ferguson, mas foi impossibilitado de viajar por conta das restrições impostas para o controle da pandemia do novo coronavírus. Com isso, Justin Gaethje foi escalado como seu substituto e derrotou ‘El Cucuy’ em maio, conquistando o título interino e garantindo a chance de unificá-lo contra o russo no futuro.

  • Gustafsson promete vencer Werdum e deixa futuro em aberto no UFC

    Gustafsson promete vencer Werdum e deixa futuro em aberto no UFC

    Gustafsson farám sua estréia na categoria dos pesos-pesados – Leandro Bernardez/ PXImages

    Ex-desafiante ao cinturão dos meio-pesados (93 kg) do UFC, Alexander Gustafsson estreia na categoria de cima neste sábado (25), quando encara Fabrício Werdum no card principal do evento programado para a ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). E apesar do currículo do atleta brasileiro, ele parece sobrar em confiança.

    Apesar de evitar atritos com Werdum em seu discurso, o sueco deixa claro que se considera superior e que leva vantagem “em tudo”, como mencionou durante o ‘media day’ realizado nesta terça-feira (21) em Abu Dhabi.

    “Ele é muito perigoso, um ex-campeão, que bate forte… Todo peso-pesado bate forte. Ele é uma lenda, mas mal posso esperar para vencer ele”, decretou o sueco de 33 anos.

    Curiosamente, Alexander declarou sua aposentadoria em 2019, após acumular duas derrotas seguidas no octógono. Agora como peso-pesado, o lutador surpreendeu ao deixar seu futuro em aberto e não decretar uma migração definitiva.

    “Voltei porque senti falta da competição, precisava do meu treino. Precisava treinar, precisava de um objetivo para mim, então veio naturalmente. (…) Vamos ver o que futuro traz. Tenho uma luta no peso-pesado, vou vencer ele veremos o que fazer depois”, ressaltou.

    Dono de um cartel com 18 vitórias e seis derrotas, o atleta já ouviu de Dana White, presidente do UFC, que o resultado do combate deve definir quem permanece e quem deve sair da organização. Por isso, a pressão para a disputa é alta para ambos.

  • Deiveson promete colocar peso-mosca em outro patamar e provoca Henry Cejudo

    Deiveson promete colocar peso-mosca em outro patamar e provoca Henry Cejudo

    Deiveson Figueiredo é o novo campeão peso-mosca do UFC – Natassia del Fischer/PxImages

    Após atropelar Joseph Benavidez no último sábado (18) e ser coroado como o novo campeão peso-mosca (57 kg) do UFC, Deiveson Figueiredo possui planos ambiciosos para o seu reinado. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight (veja abaixo ou clique aqui), o ‘Deus da Guerra’ revelou que visa colocar a categoria – que em um passado não tão distante esteve perto da extinção – em outro patamar de visibilidade.

    Para isso, Deiveson aposta em seu poder de nocaute, incomum para atletas do peso-mosca, e que definitivamente pode atrair novos olhares para a categoria. Outro fator que pode movimentar a divisão em breve é uma possível volta do ex-campeão Henry Cejudo da aposentadoria. Após ser alvo das conhecidas provocações do americano, o paraense abriu as portas para um duelo entre eles e prometeu calar o rival.

    “Antes de eu chegar, o comentário era que a categoria não tinha lutadores de punch. Eu cheguei para quebrar esse mito, vou mostrar ao mundo que existem lutadores até 57 kg com poder de nocaute. Eu já comecei a trazer isso ao público. Quando o público escutar o nome ‘Deus da Guerra’, eles podem ter certeza que eles vão ver uma luta sangrenta, que eles vão assistir nocautes. Eu cheguei para mudar a história da 57 kg não ter poder de nocaute, cheguei para acabar com isso. A partir de hoje as lutas até 57 kg vão ser insanas, principalmente quando eu estiver no card defendendo meu cinturão”, prometeu Deiveson, antes de comentar sobre um possível retorno do ex-campeão Henry Cejudo.

    “Com certeza, lutar contra o Cejudo me interessa. Eu adoraria quebrar a cara desse cabeçudo. Não vejo a hora dele voltar dessa aposentadoria precoce para que eu possa fechar a boca dele do jeito que eu sei fazer, dentro do octógono”, concluiu.

    No MMA profissional desde 2012, Deiveson Figueiredo soma 19 vitórias, sendo nove por nocaute e sete por finalização, e apenas uma derrota em sua carreira. Primeiro lutador brasileiro a conquistar o cinturão peso-mosca do UFC, o ‘Deus da Guerra’ ainda quebrou um jejum de três anos sem que um atleta do Brasil conquistasse um título nas categorias masculinas da entidade.

  • Após terceira derrota seguida no UFC, Gastelum desabafa: “Estou envergonhado”

    Após terceira derrota seguida no UFC, Gastelum desabafa: “Estou envergonhado”

    Gastelum não vence no UFC desde 2018 – Natassia del Fischer

    No último sábado (18), Kelvin Gastelum conheceu sua terceira vitória seguida no Ultimate. O americano foi finalizado no primeiro round por Jack Hermansson, na terceira edição realizada na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). Após mais esse resultado negativo, o lutador fez um desabafo nas redes sociais.

    Através da sua conta oficial do ‘Instagram’ (clique aqui ou veja abaixo), o atleta da Kings MMA revelou a frustração de não conseguir voltar a vencer na organização. Apesar do sentimento negativo, Gastelum não deixou de agradecer a quem esteve ao seu lado no último camp e prometeu dar a volta por cima na carreira.

    “Estou realmente envergonhado. Peço desculpas à minha equipe, minha família, ao UFC, Dana White e Mick Maynard. Eu sou muito melhor do que apresentei essa noite. Obrigado a minha família, equipe e quem me apoia sempre. Amo vocês. Você pode encontrar muitas derrotas, mas não pode ser derrotado. O fato é que as derrotas são importantes para você descobrir quem você, possa se reerguer para poder sair disso”, escreveu.

    Atualmente Kelvin Gastelum acumula três derrotas seguidas no UFC, para Israel Adesanya, Darren Till e Jack Hermansson. A última vez que o lutador saiu vitorioso do octógono foi em maio de 2018, em triunfo sobre Ronaldo ‘Jacaré’, por decisão dos jurados, em evento que aconteceu no Rio de Janeiro.

  • Treinador aposta em melhor versão de Whittaker após “férias” do UFC: “Feliz e motivado”

    Neste sábado (25), Robert Whittaker vai voltar a pisar no octógono mais famoso do mundo. O australiano, que não atua desde outubro de 2019, tirou uns meses ausente das competições para recarregar as energias e agora encara Darren Till, na luta principal do quarto evento na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). E no que depender do relato de Alex Prates, treinador de jiu-jitsu do ex-campeão do peso-médio (84 kg), o público pode esperar uma versão melhorada e mais completa do número um do ranking da categoria.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o brasileiro destacou que Whittaker estava cansado da maratona de lutas que vinha fazendo nos últimos meses e também de algumas lesões. Dessa maneira, após um tempo em que pôde se dedicar a família sem pensar em lutas e cinturão, o técnico afirmou que o atleta retornou aos treinamentos mais motivado e pronto para mostrar ao público toda sua evolução.

    “O Robert vinha emendando treinos e lutas nos últimos anos, o motivo do tempo off sempre foi claro: recarregar, ficar um pouco com a família e readquirir a alegria na rotina diária de treinos. E com certeza as férias surtiram o efeito que esperávamos. O Robert está treinando feliz e motivado, consequentemente evoluindo em todas as áreas”, disse o treinador, antes de ressaltar que o australiano também está 100% fisicamente e adiantar qual será a estratégia do australiano para esse combate.

    “Ele está 100% bem fisicamente e não tivemos que trabalhar ao redor de nenhuma lesão nesse camp. É mais uma grande luta e uma oportunidade para o Robert brilhar. Acredito que o controle da distância e momento de atacar será vital nessa luta. Estamos treinando para uma performance paciente e precisa”, completou.

    Em 2017, Robert Whittaker derrotou Yoel Romero e conquistou o cinturão interino do peso-médio, que posteriormente virou o linear com a aposentadoria do campeão Georges St-Pierre. Desde então, o australiano só fez mais dois combates, uma revanche contra o cubano e o confronto diante de Israel Adesanya, em que perdeu o título. Apesar disso, o lutador segue como número um do ranking da categoria e um triunfo sobre Till pode colocá-lo novamente em rota pela coroa. Porém, Alex Prates pregou cautela sobre essa possibilidade e confirmou que o foco do lutador nunca foi voltado exclusivamente para chegar nessa posição.

    “Quanto uma nova caminhada ao cinturão isso será uma consequência natural após uma série de vitórias, portanto nosso único foco é vencer a próxima luta. O Robert nunca ligou muito para o cinturão. Ele faz parte daquele grupo de lutadores que gosta realmente de lutar, fica feliz quando começa a chegar perto do evento. O cinturão logicamente traz uma vantagem financeira, mas também bastante trabalho extra. Então está mais fácil de nos concentrarmos na preparação. Esperamos que isso reflita na performance”, contou.

    No UFC desde 2012, Robert Whittaker conseguiu uma sequência de nove vitória seguidas no período de 2014 a 2019 e, por consequência, faturou o cinturão do peso-médio da organização em 2017. No entanto, em sua última apresentação, em outubro de 2019, perdeu o título ao ser superado por Israel Adesanya.

  • Ponzinibbio relata frustração com problemas que impediram sua volta: “Parece sacanagem”

    Ponzinibbio relata frustração com problemas que impediram sua volta: “Parece sacanagem”

    Santiago Ponzinibbio possui nove vitórias e duas derrotas pelo UFC – Leandro Bernardes

    Sem lutar desde novembro de 2018, Santiago Ponzinibbio parece ter uma espécie de ‘nuvem negra’ pairando sobre sua cabeça nos últimos tempos. Após passar por um grave problema de saúde em 2019, o meio-médio (77 kg) colecionou algumas adversidades menores, a última delas a contaminação por COVID-19, que o impediram de retornar aos octógonos do UFC até o momento.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight (veja abaixo ou clique aqui), o ‘Argentino Gente Boa’, como é conhecido, destacou sua frustração com os recentes episódios que o impediram de finalmente retornar à ação neste ano. Frustrado, Ponzinibbio – que venceu os sete últimos confrontos que disputou – ainda lamentou o fato de sua ausência tê-lo deixado distante da disputa pelo cinturão dos meio-médios, atualmente sob poder do nigeriano Kamaru Usman.

    “Parece brincadeira. Às vezes acontece uma parada ruim e depois vem uma atrás da outra. Tinha pensado em lutar em abril, aí não teve evento. O UFC voltou em maio, e eu estava vendo de lutar no dia 30 de maio, aí eu quebrei um dedo do pé em um treinamento. Eu estava fazendo sparring, super bem treinado, ajudando o Dustin (Poirier). Dei um chute, uma coisa leve, e quebrei um dedo do pé. Fiquei sem treinar (um tempo). Quando voltei, eu peguei uma leve infecção, tive que limpar, fiquei uma semana fora. Voltei, aí peguei o COVID-19. Parece que vem tudo junto, são pequenas coisas. Já estou curado do problema grave que eu tive em 2019, que foi o que me deixou fora, mas eu estou para voltar a lutar e acontece alguma coisa. Parece sacanagem”, relembrou o argentino, antes de comentar sobre a frustração que sente.

    “É muito frustrante porque eu tenho certeza que tenho potencial para ser campeão do mundo. Eu não falo isso menosprezando (quem está no topo), mas eu venho assistindo as lutas do Kamaru (Usman) desde o começo, estava para lutar com ele em 2018, no Chile. Eu acho que ele é uma ótima luta para mim, para o meu jogo, eu mantenho bem a distância. Eu acho que é uma luta ótima, eu só preciso da oportunidade para me converter em campeão mundial”, lamentou Santiago.

    Santiago Ponzinibbio teve grande destaque em 2013, quando fez uma campanha de sucesso na segunda edição do TUF Brasil. Porém, acabou se lesionando após a semifinal e não pôde disputar o título do programa contra William ‘Patolino’. Entretanto, no mesmo ano, recebeu a chance e estreou no Ultimate. Desde então, o argentino tem nove vitórias, sendo sete de maneira consecutivas, e duas derrotas.

  • Motivada para encarar Esparza, Marina Rodriguez explica benefício de lutas adiadas

    Motivada para encarar Esparza, Marina Rodriguez explica benefício de lutas adiadas

    Sem lutar desde dezembro de 2019, Marina Rodriguez conviveu com meses de incerteza sobre quando e contra quem ia voltar a atuar pelo Ultimate. Com um duelo inicialmente agendado para o início de maio, diante da compatriota Cláudia Gadelha, a lutadora viu a pandemia de coronavírus cancelar seu compromisso. No entanto, a franquia agiu rápido e casou seu confronto diante de Carla Esparza, para o dia 15 de julho. Mas com um teste positivo do seu segundo córner para COVID-19, o UFC adiou novamente seu combate, dessa vez para o dia 25, também na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). Passados todos esse contratempos e agora bem perto de se apresentar, a atleta ressaltou o alívio de enfim poder retornar ao octógono.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, a peso-palha (52 kg) destacou que apesar de todos esses adiamentos, nunca deixou de treinar e, por isso, já não via a hora de poder colocar em prática todos esses meses de preparação. Apesar de muitas mudanças, principalmente essa última, quando ela estava perto de embarcar para Abu Dhabi, a brasileira destacou que nunca deixou o desânimo bater, pois sabia que a liga e seu empresário trabalhavam duro para fechar logo um combate. A justificativa dela um acerto rápido seria pela importância que ele tem para a divisão. Marina é a nona e Esparza a sétima colocada do ranking.

    “O nosso real interesse era lutar, então com a nossa luta marcada e a certeza que ela iria acontecer era o que importava, independente de qual card seria. Claro que mais duas semanas na preparação, no ajuste da dieta é sempre valido. Mas uma hora ele tem que encerrar, né!? (risos). Esse camp ficamos cinco meses, desde o primeiro contrato com a Gadelha, depois quando essa luta foi cancelada pela pandemia. Continuamos os treinamentos porque sabíamos que um novo nome ia aparecer. Logo em seguida veio a Esparza e mantivemos o foco total. Mesmo com a notícia do positivo (de COVID-19) do meu segundo córner, mantivemos o foco. Eles (UFC) tinham que fazer alguma coisa, porque era uma luta importante para a categoria e conseguiram remanejar para o dia 25. Foi excelente e estamos prontos para fazer uma grande luta”, explicou a atleta.

    Após conseguir uma vaga no Ultimate ao passar pelo Contender Series, programa que angaria novos talentos para a franquia, e ter estreado em 2018, Marina vai ter seu principal teste na liga. Agora a lutadora encara Carla Esparza, primeira campeã da categoria e uma atleta que possui um nome grande no UFC. Por isso, a peso-palha valorizou essa chance para ganhar ainda mais visibilidade e se aproximar do top 5.

    “O que me motiva é estar lutando contras as melhores da categoria, as atletas bem ranqueadas e de grande nome no MMA. Isso motiva, pois tenho que enfrentar quem estiver na minha frente pra buscar o topo, pois é esse o caminho. Vencendo subo algumas posições no ranking, e meu nome vai estar ainda mais nas opções das melhores oportunidades na organização”, disse a lutadora, antes de comentar o que espera da sua rival.

    “Como todas grapplers que enfrentei, Carla vai querer fazer o jogo agarrado, e como desde o início na minha estreia no UFC, eu venho treinando para esse tipo de jogo. Claro que com o tempo e fazendo lutas eu evolui bastante, e essa luta me sinto tecnicamente muito melhor para enfrentar qualquer tipo de jogo”, completou.

    Ainda invicta em sua carreira, com 12 vitórias e dois empates, ambos pelo Ultimate, Marina Rodriguez busca seu terceiro triunfo no octógono mais famoso do mundo, o que pode levá-la a subir mais alguns degraus importante no ranking peso-palha da entidade. Atualmente ela ocupa a nona posição.