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  • Rival descarta se testar na luta de chão contra Mackenzie Dern no UFC Las Vegas

    Rival descarta se testar na luta de chão contra Mackenzie Dern no UFC Las Vegas

    Escalada para enfrentar Mackenzie Dern neste sábado (19), pelo UFC Las Vegas 11, Randa Markos pretende evitar a todo custo deixar o combate chegar na luta de solo, especialidade da sua adversária. Em conversa com a imprensa durante o ‘media day virtual’, a atleta nascida no Iraque confirmou que sua estratégia para a disputa contra a faixa-preta de jiu-jitsu consiste em anular o ponto forte da rival e tentar impor o jogo em pé, onde, em teoria, teria vantagem.

    Ciente do perigo representado por Dern em um duelo no chão, Randa descartou a possibilidade de ter a intenção de testar suas habilidades diante da multicampeã no jiu-jitsu esportivo. Ainda que afirme estar preparada para uma eventualidade, a peso-palha (52 kg) deixou claro que não buscará o jogo de solo por livre e espontânea vontade.

    “Claro que não. Eu gosto de ser inteligente e quando eu enfrento alguém que tenha sua especialidade em uma área, eu gosto de tirar isso dela. E levar para o meu jogo, onde eu sou forte. Se a luta for para o chão, eu não sou uma estranha na luta de solo, tenho feito isso por um tempo muito longo. Então, eu não ficaria chocada. Se a luta for para o chão, eu estou preparada para isso. Mas eu não vou tentar levar para o chão propositalmente”, declarou Markos.

    E, ainda que Mackenzie tenha demonstrado confiança na evolução de seu jogo em pé após recente troca de treinadores, Randa não parece convencida de que a rival deixará de lado sua principal arma em favor da trocação. Porém, de acordo com a veterana, o fato da faixa-preta ser especialista em uma arte marcial específica facilita a sua preparação e, consequentemente, o seu desempenho no confronto.

    “Eu acho mais fácil enfrentar alguém que tenha sua força em uma área específica porque seu camp se torna mais simples e não tão complexo. Enfrentar alguém como Amanda Ribas é tipo: ‘Ok, nós temos que estar preparados em todas as áreas’. Para alguém como Carla Esparza, nós sabemos que ela vai tentar levar para o solo. Então, nós temos que focar em não deixá-la te levar para o solo. E eu acho que é a mesma coisa nessa luta com Mackenzie Dern”, explicou a iraquiana, antes de completar.

    “Ela vai tentar levar para o chão, tenho certeza que ela pensa que é melhor do que a maioria de nós no chão. E ela tem feito isso na maioria das suas lutas, e vindo de uma finalização na última luta dela, nós esperamos que ela vá tentar levar para o chão. Eu não estou menosprezando suas mãos ou suas habilidades nas outras áreas, mas eu sinto que é mais fácil quando a adversária tem uma especialidade em uma área em particular”, concluiu.

    Aos 35 anos, Randa Markos soma dez triunfos, oito reveses e um empate em sua carreira. Nas últimas quatro apresentações, a iraquiana alternou vitórias e derrotas, tendo sido superada por Amanda Ribas em sua luta mais recente, em março deste ano, no UFC Brasília.

    Por sua vez, Mackenzie Dern venceu seu compromisso mais recente, ao finalizar Hannah Cifers no último mês de maio. Ao todo, a faixa-preta acumula oito vitórias, sendo cinco por finalização, e apenas uma derrota em sua carreira no MMA profissional.

  • Khabib classifica comparações com Muhammad Ali como inapropriadas

    Khabib classifica comparações com Muhammad Ali como inapropriadas

    Em uma época onde se torna cada vez mais comum fazer ligações atletas de diferentes períodos, e até mesmo modalidades, em virtude de alguma similaridade entre eles, era de se esperar que Khabib Nurmagomedov – campeão peso-leve (70 kg) e uma das principais estrelas do UFC – fosse alvo de uma comparação com um personagem histórico do esporte mundial. Por conta do domínio sobre os adversários no octógono e por seguir a religião muçulmana, o russo vê seu nome ser colocado lado a lado com Muhammad Ali, um dos maiores expoentes do boxe em todos os tempos.

    E, ainda que se sinta honrado com a comparação, Khabib não parece concordar com o fato de ser colocado no mesmo patamar que o ídolo da nobre arte, falecido em 2016. Em entrevista ao ‘True Gym MMA’, o russo ressaltou o importante papel exercido por Ali como ativista político e social fora dos ringues para justificar sua opinião. Vale lembrar que o ex-pugilista, consagrado como medalhista de ouro na Olimpíada de Roma, em 1960, e campeão mundial de boxe profissional, foi uma das figuras mais preponderantes no combate à segregação racial ainda presente nos Estados Unidos na época.

    “Eu gosto que as pessoas comparem a gente, mas eu acho que isso é inapropriado. Todas as coisas que ele fez fora do ringue, com elas eu não posso ser comparado. De fato, no período que ele foi um campeão. Ele era de outra raça, e naquele tempo na América, as pessoas negras eram tratadas muito mal. E de acordo com as histórias dele, ele não era nem atendido em restaurantes. Ele jogou fora sua medalha de ouro (olímpica). Ele mudou bastante a atitude para com sua raça, então nós não podemos ser comparados”, declarou Khabib.

    Atual campeão peso-leve do Ultimate, Khabib Nurmagomedov coloca o cinturão linear da divisão em jogo contra Justin Gaethje, campeão interino, no próximo dia 24 de outubro, na luta principal do UFC 254, que acontece na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). O russo segue invicto em sua carreira no MMA profissional após 28 combates disputados.

  • Cerrone descarta possibilidade de se aposentar: “Não passa pela minha cabeça”

    Cerrone descarta possibilidade de se aposentar: “Não passa pela minha cabeça”

    Vindo de quatro derrotas seguidas, Donald ‘Cowboy’ Cerrone encara Niko Price neste sábado (19), no card do UFC Las Vegas 11, de olho na recuperação e, principalmente, em afastar os questionamentos sobre o prosseguimento de sua carreira. Em conversa com a imprensa durante o media day virtual, o veterano se irritou ao ser indagado sobre uma possível aposentadoria e descartou a ideia rapidamente.

    Em quase uma década de trajetória no Ultimate, ‘Cowboy’ é conhecido como uma espécie de funcionário padrão da companhia, tendo pisado no octógono por 35 vezes neste período, aceitando basicamente qualquer desafio proposto pelos promotores da liga, o que lhe rendeu alguns recordes. Apesar do histórico de boa relação, o americano tem consciência de que novos resultados negativos, em conjunto com sua idade avançada, podem significar uma dispensa da organização.

    Por isso, Cerrone promete fazer o que estiver ao seu alcance para evitar essa situação e poder decidir por conta própria a hora certa de pendurar as luvas. E, de acordo com o veterano, a aposentadoria nem passa pela sua cabeça ainda.

    “Nem pensar. Não passa nem pela minha cabeça. Pergunta errada”, respondeu ‘Cowboy’ ao ser questionado sobre uma possível aposentadoria, assunto no qual se aprofundou logo depois.

    “Eu gostaria de dizer que sim (o UFC vai me manter para sempre), mas também na mesma respiração, quantas – eu não quero nem pensar sobre perder novamente porque isso pode acontecer. Eu treinei muito e estou pronto para lutar. Estou pensando em ficar aqui por um longo tempo. Vou embora quando eu estiver acabado. Eu não quero a carta de demissão. Quando o ‘Cowboy’ estiver cansado de lutar, eu vou inclinar meu chapéu e vou dizer: ‘Ok, rapazes. Para mim chega. Estou fora’. Eu não quero que eles liguem para o meu empresário e me dispensem, isso seria uma m***. Vou continuar a lutar com todas as minhas forças”, afirmou.

    Aos 37 anos, Donald Cerrone soma 36 vitórias, 15 derrotas e um ‘no contest’ (luta sem resultado) em sua carreira no MMA profissional. O veterano possui alguns recordes históricos no Ultimate, entre eles o de maior número de vitórias pela organização e triunfos finalizados, seja por nocaute ou finalização.

  • Treinador diz que ‘Borrachinha’ pode lutar nos meio-pesados após vencer Adesanya

    Treinador diz que ‘Borrachinha’ pode lutar nos meio-pesados após vencer Adesanya

    No dia 26 de setembro, Paulo ‘Borrachinha’ vai ter a chance de conquistar o cinturão do peso-médio (84 kg) do Ultimate. O brasileiro encara o campeão Israel Adesanya, na luta principal do UFC 253, que acontece na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). Embora ainda nem tenha se apresentado e vencido o seu compromisso, parece que o mineiro já tem traçado novos planos para seu futuro na franquia.

    De acordo com Eric Albarracin, treinador de ‘Borrachinha’, a ideia do lutador é vencer Adesanya de forma rápida e contundente. Depois de concluir a primeira parte da sua meta, o brasileiro pode subir para os meio-pesados (93 kg) e ir em busca de um segundo cinturão na carreira. O técnico, inclusive, provocou Jon Jones, que reinou na divisão por anos, mas recentemente anunciou que iria migrar para o peso-pesado.

    “Eu diria que nosso foco principal é ir atrás de Israel Adesanya e conquistar aquele cinturão. No dia 26 de setembro, Paulo ‘Borrachinha’ vai apagar Israel Adesanya. Aí, não fiquem surpresos se formos atrás do cinturão dos meio-pesados. Jon Jones pode correr, mas não pode se esconder”, adiantou o treinador do brasileiro, em entrevista à ‘ESPN’ americana.

    ‘Borrachinha’ não atua desde agosto de 2019, quando superou Yoel Romero por decisão dos jurados. O brasileiro já era para ter encarado Israel Adesanya, mas uma lesão no seu bíceps o obrigou a ficar um tempo afastado das competições. Tanto o mineiro, quanto o nigeriano estão invictos em suas carreiras com 13 e 19 vitórias, respectivamente.

  • Sijara Eubanks substitui Marion Reneau e enfrenta Ketlen Vieira no UFC 253

    Sijara Eubanks substitui Marion Reneau e enfrenta Ketlen Vieira no UFC 253

    A praticamente uma semana do UFC 253, que acontece no dia 26 de setembro, Ketlen Vieira teve uma mudança de adversária. Marion Reneau, rival anterior da brasileira, em evento que acontece na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU), saiu do duelo com uma lesão não revelada, e deu lugar para a americana Sijara Eubanks. A informação inicial foi divulgada pela ‘ESPN’ americana e confirmada pela reportagem da Ag. Fight.

    Sijara Eubanks venceu suas duas atuações em 2020 e, dessa maneira, se colocou na 15ª posição do ranking do peso-galo (61 kg). Em maio deste ano, a lutadora derrotou Sarah Moras, por decisão unânime dos jurados. Já em setembro, a americana superou Julia Avila, também por pontos. Na carreira, a atleta possui seis triunfos e quatro reveses.

    Ketlen Vieira mira se recuperar dentro da organização. Depois de uma sequência de quatro triunfos, incluindo sobre nomes como Cat Zingano e Sara McMann, a brasileira acabou superada por Irene Aldana, em dezembro de 2019, por nocaute. A peso-galo soma dez vitórias e apenas uma derrota em sua carreira no MMA.

  • Woodley promete humilhar Covington e descarta cumprimentá-lo após a luta

    Woodley promete humilhar Covington e descarta cumprimentá-lo após a luta

    Após anos de espera e um bom tempo trocando provocações, a luta entre Colby Covington e Tyron Woodley finalmente vai acontecer neste sábado (19), como a principal atração do UFC Las Vegas 11. Contudo, se engana quem pensou que, depois de acertada a data do confronto, as declarações polêmicas chegariam ao fim.

    Em entrevista ao site ‘TMZ’, Woodley fez questão de reforçar a rivalidade com o adversário. Além de afirmar que odeia falar o nome de Covington, por acreditar que ele não merecia aparecer no programa, o ex-campeão meio-médio (77 kg) do UFC prometeu humilhar o desafeto dentro do octógono e depois sair sem cumprimentá-lo.

    “Eu definitivamente vou socar a cara do Colby. Socá-lo, chutá-lo, dar joelhada, cotovelada, nocauteá-lo, finalizá-lo, depois vou acordá-lo e nocautear de novo. Em seguida, vou varrê-lo para baixo do tapete e deixar o octógono sem cumprimentá-lo”, disse o ex-campeão.

    Tyron Woodley foi campeão dos meio-médios entre julho de 2016 e março de 2019, quando perdeu o título para Kamaru Usman, no UFC 235 e ficou mais de um ano afastado dos octógonos. O americano retornou em evento promovido pelo UFC em maio deste ano, em Las Vegas, e acabou superado por Gilbert ‘Durinho’, por decisão unânime dos jurados após duelo de cinco rounds.

    Por sua vez, Covington já foi campeão interino da divisão em 2018, quando derrotou o brasileiro Rafael Dos Anjos, mas perdeu o título por inatividade. ‘Chaos’ não se apresenta desde dezembro do ano passado. Na ocasião foi derrotado por Kamaru Usman, em disputa pelo título dos meio-médios, no UFC 245.

  • Dominick Reyes descarta possibilidade de seguir Jon Jones e subir para os pesados

    Dominick Reyes descarta possibilidade de seguir Jon Jones e subir para os pesados

    Recentemente, Jon Jones anunciou que subiria de categoria dos meio-pesados (93 kg) para os pesos-pesados. A mudança foi alvo de críticas de seu rival, Dominick Reyes, ainda que essa decisão o tenha beneficiado. No entanto, a possibilidade de enfrentar ‘Bones’ novamente não é o suficiente para convencer o atual número um do ranking da categoria a seguir seu último algoz.

    Em conversa com a imprensa durante o media day virtual do UFC 253, Reyes reforçou o desejo de reinar na categoria, antes dominada por Jones. No dia 26 de setembro o americano vai ter a primeira chance de dar esse passo, quando encara Jan Blachowicz, pelo título vago da divisão, em evento que acontece na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU).

    “Não tenho interesse em subir para o peso-pesado. Se alguém quiser mudar sou totalmente a favor, mas eu sou um meio-pesado, sempre fui e não vou a nenhum outro lugar. Peso-meio-pesado é minha categoria e estou prestes a provar isso por um longo tempo”, afirmou o número um do ranking da classe de peso.

    Vale lembrar que Jon Jones e Dominick Reyes se enfrentaram em fevereiro deste ano, em uma luta polêmica na qual Reyes acabou derrotado de forma controversa na decisão dos juízes, no UFC 247. Antes disso, o meio-pesado ostentava um invicto cartel de 12 vitórias, sendo sete por nocaute.

  • Após briga e troca de treinadores, Mackenzie Dern exalta evolução na trocação

    Após briga e troca de treinadores, Mackenzie Dern exalta evolução na trocação

    Em meio à preparação para o combate contra Randa Markos, que acontece neste sábado (19), no card principal do UFC Las Vegas 11, Mackenzie Dern se viu obrigada a fazer uma mudança drástica em seus treinamentos e recomeçar parte de seu camp em um novo ambiente. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, a peso-palha (52 kg) revelou que uma desavença com o treinador Juan Gomez – aparentemente motivada por questões financeiras – a levou a deixar a academia ‘Black House’ e iniciar um trabalho com o especialista em trocação Jason Parillo. O profissional já ajudou grandes nomes do MMA, como: Michael Bisping, Cris ‘Cyborg’, BJ Penn, Luke Rockhold, entre outros.

    O fim da relação com o antigo técnico – que chegou a atacar fisicamente o marido de Dern, o surfista Wesley Santos -, no entanto, é visto pela lutadora como algo positivo. Em cerca de quatro semanas de trabalho com Jason Parillo, Mackenzie enxerga uma nítida evolução na trocação, até então seu calcanhar de aquiles no MMA. De acordo com a faixa-preta de jiu-jitsu, a experiência, ainda que curta, com o novo treinador a fez se soltar mais na luta em pé e até mesmo incorporar novas técnicas que não faziam parte de seu arsenal de ataques.

    “Depois que ele (Juan Gomez) atacou o meu marido não dava mais para trabalhar com uma pessoa assim. Até hoje eu vou na Black House, faço uns treinos, deixamos as portas abertas, mas cortamos qualquer ponte com o Juan Gomez. E eu acho que foi para melhor. Hoje eu estou com o Jason Parillo, que já treinou vários campeões, tem uma vibe muito irada e eu sinto que já aprendi com ele muita coisa em quatro ou cinco semanas. Essa situação aconteceu bem no meio do camp, com quatro semanas. Troquei de coach e nessas quatro semanas (com o Jason Parillo) todo mundo já está comentando: ‘Poxa, você está outra pessoa, está mais solta, com a trocação completamente diferente, tentando várias coisas novas’. Eu estou muito ansiosa para mostrar uma Mackenzie muito mais focada e preparada”, contou Mackenzie, antes de completar.

    “Não que a minha técnica era ruim com o meu outro treinador. Eu sou grata por tudo que aprendi com todos os meus treinadores, mas é um outro ponto de vista, um outro estilo de treino. De me deixar um pouco mais livre, me aventurar em novas técnicas, em coisas que eu sempre gostei, como o chute rodado, o superman punch. Esse técnico me deixa alcançar totalmente o meu potencial. Ele fez alguns ajustes, coisas pequenas, que fizeram meu soco sair com muito mais potência. Coisas que eu não sabia que poderia evoluir em tão pouco tempo. E a vibe também ajuda. É uma vibe diferente, sem pressão. E eu acho que o fato dele ter treinado tantos atletas de alto nível faz com que ele não coloque tanta pressão em mim, para que eu seja a atleta dele com maior atenção, maior mídia. O cara já viveu tudo isso”, explicou a americana, que representa o Brasil por ter dupla nacionalidade.

    Mais confiante, a faixa-preta inclusive promete surpreender o público com sua apresentação na luta em pé no próximo sábado. Ciente de que sua adversária provavelmente vai evitar a luta de chão, especialmente por enfrentar uma atleta tão renomada na arte suave, Mackenzie aposta que sua evolução como striker permitirá que ela tenha um bom desempenho e, até mesmo, a ajude a encontrar brechas para levar o combate para o local onde é especialista, no solo.

    “Com certeza, eu vou sempre priorizar o jiu-jitsu. Mas eu estou muito mais confiante em pé. E eu acho que a galera vai ficar bastante surpresa, porque nessa luta eu vou botar bastante pressão na trocação. A minha trocação hoje em dia vai ajudar a abrir espaço para as quedas, para mostrar o meu jiu-jitsu. Mas eu acredito que tenho muito mais chance de nocautear hoje em dia do que antes. Nessas quatro semanas mudou muito o meu jeito de pensar e o jeito que eu pretendo encarar essa luta”, declarou Dern, antes de comentar sobre sua expectativa quanto à estratégia de Randa Markos para o duelo deste sábado.

    “Eu acho que ela vai ficar mais na trocação e no contra-ataque. Se ela assistiu a minha ultima derrota (contra Amanda Ribas), eu acho que ela pode acreditar que eu não gosto de levar soco na cara, porque eu estava meio que virando o rosto. Acredito que essa deve ser a estratégia dela, levar para os três rounds em pé. Acho muito difícil ela querer me levar para o chão”, concluiu.

    Multicampeã no jiu-jitsu esportivo, Mackenzie Dern migrou para o MMA profissional em 2016 e desde então soma oito vitórias, sendo cinco por finalização, e apenas uma derrota, para Amanda Ribas, em outubro do ano passado. Neste ano, a faixa-preta já pisou no octógono do UFC uma vez, em maio, e saiu vencedora da disputa contra Hannah Cifers, ao finalizar a adversária com uma chave de joelho ainda no primeiro round.

    Por sua vez, Randa Markos milita no MMA profissional desde 2012 e possui um cartel de dez triunfos, oito reveses e um empate. Em suas últimas quatro lutas pelo UFC, a lutadora nascida no Iraque alternou vitórias e derrotas, tendo sido superada por Amanda Ribas no confronto mais recente, disputado em março deste ano, na edição de Brasília (DF).

  • Após lições, Johnny Walker destaca foco no trabalho para retomar boa fase no UFC

    Após lições, Johnny Walker destaca foco no trabalho para retomar boa fase no UFC

    Após um início avassalador no Ultimate, com três vitórias por nocaute no primeiro round, Johnny Walker agora vive um outro momento na organização. Com dois reveses seguidos e sem saber o que é um resultado positivo desde março de 2019, o brasileiro encara sua próxima luta como um desafio para voltar aos bons momentos. Para isso, o meio-pesado (93 kg) precisa superar Ryan Spann, neste sábado (19), no UFC Las Vegas 11.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o brasileiro destacou as lições que tirou das suas últimas apresentações e que pretende colocar em prática contra o americano. Johnny fez questão de não “culpar” o ‘hype’ que foi colocado sobre seus ombros logo de cara, quando o apontavam como um futuro campeão do UFC, como justificativa de uma possível perda de foco. De acordo com o lutador, para essa apresentação, o público vai poder ver o resultado de um trabalho árduo e sem distrações ao longo do camp.

    “É tudo uma questão de aprendizado. A gente precisa passar por algumas coisas para poder ter a experiencia para lidar para a próxima etapa. É o destino que aconteceu. A gente perde, ganha. É o risco que corremos. Acho que tudo vai influenciar no resultado final da luta. A quantidade de foco que eu tive na dieta, treino, descanso. Todo segundo que gasto pensando na luta, vai dar um baque no final”, disse o lutador.

    Um dos fatores que dá a confiança para Johnny apostar em uma grande atuação neste sábado foi por ter treinado somente na SBG Ireland, equipe de Conor McGregor. Anteriormente o brasileiro era uma espécie de “cigano” e fazia suas preparações em diversas academias. No entanto, para essa nova luta, fez questão de focar somente em um local e aprovou a experiência para o decorrer de sua carreira.

    “Foi muito bom. Já conhecia o John (Kavanagh) e ele é um excelente treinador. Já fez um campeão do UFC (Conor McGregor) e, se Deus quiser vai fazer mais um. Tem muito cara bom lá para treinar, do Bellator, Brave. Dessa vez foi um pouco diferente porque fiz uns testes, ele me testou com algumas coisas como cardio. Então estou bem feliz com o camp. Foi muito bacana e espero voltar o mais rápido possível para continuar o trabalho. Quero ter uma consistência em um lugar, para ter tempo do treinador me melhorar. Dois meses não são suficientes para aprender e evoluir tudo”, explicou o brasileiro.

    Johnny Walker busca uma recuperação no Ultimate – Leandro Bernardes

    Com foco adequado e preparação 100%, Johnny pôde analisar perfeitamente o que esperar de Ryan Spann. O americano, que também é oriundo do Contender Series, assim como o brasileiro, ainda não sabe o que é derrota no UFC após quatro apresentações. Mas, embora esteja atento aos perigos do rival, o atleta do Brasil adiantou que está focado no que pretende fazer e aprovou o casamento de estilos dos dois.

    “Vou lutar com tudo, como fiz das primeiras vezes. Fizemos uma estratégia, vimos umas possibilidades e vamos explorar isso. Podem esperar o melhor de mim, mas não vou dar ‘spoiler’. Mas gostei da luta, foi bem casada. Ele é um cara forte, pesado, não movimenta muito, mas acho que é um jogo bom para mim. Vi bem as lutas dele e analisei o que faz quando ataca, quando defende. Estou preparado”, afirmou o lutador, antes de adiantar que trabalha, através de meditação, todo o passo a passo da luta e o que planeja fazer.

    “Na hora que faço a minha meditação e penso na luta, vejo toda a estratégia que montei, os movimentos que vou fazer, todos os golpes que vou jogar. Então está tudo desenhado na minha mente e vejo meu braço levantado no final. Nunca deixo nas mãos dos juízes. Se acontecer é porque a luta foi muito dura ou deu algo de errado comigo”, completou.

    No MMA profissional desde 2013, Johnny Walker, de 28 anos, soma 17 vitórias, sendo 14 por nocaute, e cinco derrotas. Seu adversário no dia 19 de setembro, Ryan Spann, possui cartel semelhante, tendo um triunfo a mais do que o brasileiro.

  • Patricky ‘Pitbull’ sugere que Dustin Poirier deixe o UFC e feche com o Bellator

    Patricky ‘Pitbull’ sugere que Dustin Poirier deixe o UFC e feche com o Bellator

    A indefinição sobre o futuro de Dustin Poirier no UFC após uma negociação frustrada para encarar Tony Ferguson, principalmente por um impasse financeiro, acendeu um sinal de alerta. De olho nessa situação, quem deixou as portas abertas para um confronto diante do americano foi Patricky ‘Pitbull’, atualmente no Bellator.

    Através das suas redes sociais (clique aqui ou veja abaixo), o irmão de Patrício sugeriu que Poirier deixasse o Ultimate, pois ele não está sendo valorizado como gostaria, de acordo com o brasileiro. Caso o ex-campeão interino do peso-leve (70 kg) do UFC aceite a ideia, Patricky já se colocou à disposição para recebê-lo na nova organização.

    “Imagine como o MMA seria legal se, quando um promotor não valorizasse seus lutadores, ele pudesse oferecer seus talentos em outro lugar. Venha para Bellator, Dustin Poirier. Tenho certeza que eles vão fazer você se sentir valorizado e pagar o que você merece. E então podemos lutar”, escreveu o brasileiro.

    Patricky ‘Pitbull’ não luta pelo Bellator desde fevereiro de 2019. As suas últimas três apresentações foram pelo evento asiático Rizin, cedido por empréstimo pela entidade americana. As mais recentes foram no torneio da categoria, onde o irmão de Patrício chegou até a decisão do GP, mas foi superado por Tofiq Musayev por decisão unânime dos jurados. Neste combate, inclusive, o brasileiro lutou com a mão lesionada, mas não precisou de cirurgia.