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  • Ankalaev desabafa após empate no UFC 282: “Pior camp da minha vida”

    Ankalaev desabafa após empate no UFC 282: “Pior camp da minha vida”

    No dia 10 de dezembro, Magomed Ankalaev disputou a luta mais importante de sua carreira no MMA até então. No entanto, a preparação para o combate válido pelo cinturão vago dos meio-pesados (93 kg) diante de Jan Blachowicz parece não ter sido digna da magnitude do compromisso. Ao menos é o que garante o próprio atleta russo.

    Em entrevista ao canal ‘Dagestan News’, Ankalaev definiu o período de preparação para o UFC 282 como o pior que já teve dentro do esporte. De acordo com o russo, algumas lesões o impediram de afiar suas habilidades ao máximo para o confronto. No entanto, apesar das adversidades, Magomed segue convicto de que derrotou Blachowicz em Las Vegas (EUA).

    “Tive o pior camp de treinamento da minha vida indo para essa luta. Tinha muitas lesões, mas mesmo assim concordamos em lutar. Acho que fizemos o suficiente para ter minha mão erguida. Fizemos tudo que pudemos, mas a luta foi para o lado que foi. Merecemos a vitória, mas os juízes decidiram não nos dar e transformar em um empate e não há nada que possamos fazer. Estou mais motivado para me provar. Em breve pegaremos esse cinturão. Tirarei algumas semanas para mim, tenho algumas pequenas lesões. Cuidarei disso e depois é hora da ação”, destacou o russo, de acordo com a tradução do canal ‘Red Corner MMA’.

    Com o empate contra o rival polonês, Ankalaev se manteve na terceira colocação do ranking dos meio-pesados. No entanto, o russo viu a chance de se tornar campeão escapar pelos dedos, uma vez que o título, ainda vago, será disputado entre Glover Teixeira e Jamahal Hill, no UFC 283, no Rio de Janeiro.

  • Volkanovski promete postura diferente de ex-rivais de Makhachev: “Não vou entrar em pânico”

    Volkanovski promete postura diferente de ex-rivais de Makhachev: “Não vou entrar em pânico”

    No próximo dia 12 de fevereiro, Alexander Volkanovski terá a oportunidade de conquistar seu segundo título em categorias diferentes no UFC. Para isso, o campeão peso-pena (66 kg) terá que superar o embalado lutador russo Islam Makhachev, dono do cinturão dos leves (70 kg) da entidade. Ciente da capacidade do adversário, principalmente no grappling, o australiano promete estar preparado para encarar situações de adversidade durante a disputa.

    Ao podcast ‘Believe You Me’, Volkanovski reconheceu o talento de Makhachev no jogo de quedas e admitiu que, mesmo com o objetivo de evitar ser derrubado pelo rival, pode acabar ficando em posição de desvantagem no solo em algum momento, como ocorreu com os últimos oponentes vencidos pelo russo. Porém, ‘The Great’ confia que conseguirá ter um diferencial em relação às vítimas recentes do campeão dos leves: a tranquilidade para assimilar o momento de perigo e tentar reverter a situação.

    “Muitas pessoas apenas evitam a luta de chegar lá (no chão). Eu penso, tipo, se a luta não for para lá, isso é um bônus, mas eu preciso estar preparado e pronto para isso se ela for para o chão porque existe uma boa chance. Existe uma boa chance que ele consiga uma queda. Ele talvez consiga uma rasteira, o que quer que seja. Eu não ficaria surpreso se ele não conseguisse, eu estou trabalhando em tudo neste momento. Mas se ele conseguir, eu te garanto: eu vou me manter calmo, sereno e eu vou trabalhar para c*** para voltar em pé, e eu não vou entrar em pânico”, prometeu Volkanovski.

    A confiança do australiano se baseia na sua preparação e na aceitação prévia de que o russo pode, sim, ser bem-sucedido em uma tentativa de queda durante o combate. Na visão de Volkanovski, os adversários anteriores de Islam não estavam prontos para o caso de serem derrubados e, por isso, quando Makhachev conseguia levar a luta para o chão, eles se desesperavam e não sabiam como reagir.

    “Você não vai me ver perdendo a calma, nada desse tipo, por causa da quantidade de horas que eu estou treinando, é por isso que eu sou tão calmo. Preparação é tudo. É só que muitas pessoas não se preparam como elas deveriam. Muitas pessoas pensam: ‘Eu não vou ser derrubado’. Mas e se você for? Esteja pronto. Exceto por mim. Nós sabemos o que ele quer fazer. Então, mesmo que ele me leve para o chão, eu vou estar mais do que preparado, mais do que pronto”, afirmou o australiano.

    O duelo entre Alexander Volkanovski e Islam Makhachev, marcado para o UFC 284, na Austrália, colocará frente a frente duas das maiores sequências positivas ativas da organização. Soberano nos penas, o australiano soma 12 confrontos vencidos de forma consecutiva na organização. Por sua vez, o russo chegou à 11ª vitória seguida ao vencer Charles ‘Do Bronx’, em outubro, resultado que lhe garantiu o título do peso-leve do Ultimate.

  • Após desmaiar e ter luta cancelada, Deron Winn é demitido do UFC: “Me sinto uma m***”

    Após desmaiar e ter luta cancelada, Deron Winn é demitido do UFC: “Me sinto uma m***”

    A temporada de 2022 será um período que, definitivamente, Deron Winn deve tentar esquecer o quanto antes. Após ser nocauteado em junho, o americano teria a chance de se reabilitar no UFC Vegas 66 – último card do Ultimate no ano. No entanto, o peso-médio (84 kg) sofreu um acidente nas dependências do Instituto de Performance do UFC, em Las Vegas (EUA), e foi obrigado a se retirar do combate. Como se não bastasse, uma semana após o ocorrido o atleta da ‘AKA’ foi desligado da maior liga de MMA do mundo.

    Na ocasião, Winn perdeu os sentidos, desmaiou e caiu de um lance de escadas. O impacto gerou uma concussão no lutador, que o impediu de competir contra Julian Marquez. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o atleta americano lamentou a dispensa e criticou a forma com que o UFC lidou com a situação.

    “Ser dispensado depois de sofrer um acidente bizarro na propriedade deles uma semana antes do Natal. Cara, ‘são apenas negócios, não é nada pessoal’, nunca foi tão real. Eles têm isso gravado nas câmeras. Os funcionários deles que cuidaram de mim, eles que me retiraram da luta. É uma m***. Me sinto uma m*** sobre isso. Gostaria que acontecesse de forma diferente. Mas dito isso, o UFC nunca vai me definir como pessoa ou homem”, escreveu Deron.

    Aos 33 anos, Winn detém um cartel no MMA profissional de sete vitórias e três derrotas. Desde que chegou no Ultimate, em 2019, o peso-médio acumulou o retrospecto negativo de dois triunfos e três reveses dentro do octógono.

  • Logan Paul defende youtuber e reprova desprezo de Conor McGregor

    Logan Paul defende youtuber e reprova desprezo de Conor McGregor

    Ao que parece, a declaração de Conor McGregor sobre a luta de boxe entre Dillon Danis, seu amigo, e o youtuber ‘KSI’, programada para janeiro, na Inglaterra, não pegou bem e já irritou uma parcela dos astros da internet. Após o ex-campeão do UFC menosprezar o combate envolvendo os atletas, a celebridade Logan Paul, irmão de Jake, reprovou o comentário feito por ‘Notorious’ e atacou.

    Na última quinta-feira (22), o irlandês respondeu ‘KSI’, que prometeu machucar Danis no ringue, dizendo não se importar com o gênero da luta de boxe entre o especialista em jiu-jitsu e o youtuber e que não deve perder tempo assistindo a tal combate. Astro da internet, Logan, em suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), condena o desprezo de McGregor para o duelo envolvendo dois atletas que não são profissionais da nobre arte, porque, mesmo assim, tais embates se destacam atualmente, sendo um sucesso comercial.

    Além disso, a celebridade fez questão de lembrar que, apesar de não ter tanta desenvoltura no boxe, fez mais bonito do que McGregor, em sua opinião, quando lidou com Floyd Mayweather. Em 2017, o ex-campeão do UFC foi nocauteado pela lenda dos ringues, em sua última luta como profissional, no décimo round. Já em 2021, o youtuber enfrentou ‘Money’, com 44 anos, em duelo com caráter de exibição e que terminou sem vencedor. Após o combate, o veterano elogiou o jovem, admitiu que ficou surpreso com seu talento e o classificou como um competidor de verdade. Com o reconhecimento da estrela da nobre arte, Paul se gaba e provoca ‘Notorious’.

    “Gênero de boxe? Boxe é boxe. Eu sou um youtuber e ainda causei mais danos em Floyd do que você”, escreveu a celebridade em sua conta oficial no ‘Twitter’.

    Logan Paul, de 27 anos, ainda não venceu em sua breve carreira no boxe. Na primeira luta, em disputa de caráter amador, o astro da internet empatou com ‘KSI’. Na revanche, com regras profissionais, o americano perdeu por decisão dividida. Por outro lado, o fato de não ser nocauteado por Floyd Mayweather serve como motivação para a celebridade seguir no esporte. E não para por aí. Em 2022, o youtuber atuou na WWE, perdeu para Roman Reigns, um dos principais nomes do pro-wrestling, mas foi elogiado por parte dos fãs por seu conjunto de habilidades.

  • Dirigente revela acordo para Fury vs Usyk por unificação de títulos dos pesos-pesados

    Dirigente revela acordo para Fury vs Usyk por unificação de títulos dos pesos-pesados

    Ao que tudo indica, o aguardado duelo entre Tyson Fury e Oleksandr Usyk vai realmente sair do papel. Em declaração à ‘Sky Sports’, Bob Arum – CEO da Top Rank e co-promotor do ‘Gypsy King’ – revelou que os pesos-pesados aceitaram se enfrentar pela unificação do título mundial da categoria nos primeiros meses de 2023.

    De acordo com Bob Arum, o confronto ainda não possui data ou local definidos, o que deve acontecer em breve, já que existem boas propostas na mesa. Confiante, o dirigente prevê que o acordo para a disputa seja selado até o final deste ano.

    “Os dois lutadores concordaram em se enfrentar na sequência. Com Fury e Usyk, nós estamos lidando com dois adultos, não com um monte de bobagem indo e vindo. Então, nós vamos conseguir fazer isso acontecer. Eu estou muito, muito confiante. Agora a questão é qual a data e qual o local. Mas essa luta definitivamente vai acontecer e vai acontecer nos primeiros quatro meses do próximo ano. Nós vamos ter tudo isso resolvido. Eu espero que talvez até o final do ano”, declarou Bob Arum.

    Sobre o local que receberá um dos mais importantes duelos do boxe mundial nos últimos tempos, o cartola deixa claro que trabalha com algumas boas opções. De acordo com o mandatário da Top Rank, existem a possibilidade de levar o combate para o Oriente Médio, assim como um mega evento no estádio de Wembley, na Inglaterra, terra natal de Tyson Fury.

    “Nós estamos ponderando um par de ofertas significativas do Oriente Médio e também existe a possibilidade de fazer a luta no Reino Unido, em Wembley, com uma plateia enorme de 95 mil pessoas presentes. Os lutadores têm uma vida (esportiva) relativamente pequena e o dinheiro é importante. Então, se o dinheiro que está sendo proposto para nós for real, isso tem que ser levado em consideração. Mas voltar a Wembley e fazer uma luta diante de 95 mil pessoas, para mim, realmente agita meu sangue. Seria uma loucura. Isso seria incrível”, concluiu Bob Arum.

    Invicto na carreira após 34 lutas, com 33 vitórias e um empate, o inglês Tyson Fury é o atual campeão mundial peso-pesado do Conselho Mundial de Boxe (WBC). Já o ucraniano Oleksandr Usyk, que possui 20 triunfos e nenhuma derrota como profissional, é o atual detentor dos outros três cinturões de grandes entidades na categoria: Associação Mundial de Boxe (WBA), Federação Internacional de Boxe (IBF) e Organização Mundial de Boxe (WBO).

  • McGregor elogia Poatan, mas apoia Adesanya em possível revanche no UFC

    McGregor elogia Poatan, mas apoia Adesanya em possível revanche no UFC

    Uma das maiores rivalidades dos esportes de combate se encontra, agora, no UFC e não passa despercebida por Conor McGregor. Mesmo em má fase na carreira e impedido de atuar por conta de uma grave lesão na perna sofrida em 2021, ‘Notorious’ segue acompanhando o MMA e, assim como parte dos fãs, se mostra fascinado pela história das lutas entre Alex Pereira e Israel Adesanya. Após assistir ao mais recente embate dos atletas, realizado em novembro, em Nova York (EUA), o astro irlandês fica na expectativa de um novo duelo no UFC e já tem sua torcida declarada.

    Em suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), McGregor reconheceu a qualidade de ‘Poatan’ e mencionou dois pontos positivos que enxergou no brasileiro. Vale destacar que o paulista se tornou campeão do peso-médio (84 kg) do UFC ao nocautear Adesanya, de virada, no quinto e último round e que essa foi sua terceira vitória sobre o rival nos esportes de combate, sendo as outras duas no kickboxing. Curiosamente, o roteiro da trilogia é igual. ‘The Last Stylebender’ costuma apresentar maior repertório nas lutas e a ficar em vantagem no placar dos juízes laterais, mas, no final, é Pereira quem leva a melhor.

    Em 2016, pelo kickboxing, Alex superou o nigeriano por decisão unânime e, um ano depois, o nocauteou no Brasil. Em 2022, no MMA, o paulista repetiu o feito e não só destronou o desafeto no peso-médio do UFC, como também encerrou sua invencibilidade na categoria. Como Adesanya, mesmo com o histórico desfavorável na rivalidade, apresenta bom desempenho em combate e faz parte da ‘Paradigm Sports’, empresa que cuida da carreira das estrelas do esporte, McGregor o apoia para o provável quarto duelo contra o maior inimigo.

    “Um lutador realmente sólido esse cara é! Estabilidade. Ele e Adesanya é uma tremenda rivalidade! Mal posso esperar para ver isso se desenrolar! Adesanya chega tão perto a cada vez. Sem limite de tempo e Adesanya ainda teria aquele cinturão. Ansioso pela quarta luta deles! Time Paradigm Sports até o fim!”, escreveu o astro irlandês em sua conta oficial no ‘Twitter’.

    Conor McGregor, de 34 anos, vive má fase no MMA, mas segue como principal nome do UFC. Dois anos após sua estreia na organização, o astro irlandês se transformou em um fenômeno do esporte e conquistou o cinturão do peso-pena (66 kg) e do peso-leve (70 kg). Mesmo com duas derrotas seguidas, ‘Notorious’ está confiante de que vai dar a volta por cima na modalidade. Seus triunfos mais marcantes foram contra Chad Mendes, Donald Cerrone, Dustin Poirier, Eddie Alvarez, José Aldo, Max Holloway e Nate Diaz. O atleta possui um cartel composto por 22 vitórias, sendo 20 pela via rápida e 19 delas por nocaute, e seis derrotas.

  • McGregor aconselha amigo a abandonar ideia de lutar boxe e provoca youtuber

    McGregor aconselha amigo a abandonar ideia de lutar boxe e provoca youtuber

    Em 2017, Conor McGregor furou a bolha do MMA ao lutar boxe contra Floyd Mayweather e, a partir daí, se iniciou uma onda de lutadores de artes marciais mistas buscando se aventurar nos ringues, atrás de pagamentos valiosos. Em janeiro, na Inglaterra, vai ser a vez de Dillon Danis, amigo de ‘Notorious’, tentar a sorte no tradicional esporte diante do youtuber ‘KSI’. Inclusive, o astro irlandês não se mostra animado com o novo compromisso na carreira de ‘El Jefe’. 

    Tudo começou quando a estrela da internet mandou uma mensagem para Conor, avisando que iria causar sérios danos em seu amigo. Por meio de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), McGregor respondeu e deu a entender que, de fato, foi um erro Danis aceitar lutar boxe contra ‘KSI’ e sugeriu que o certo seria ele focar no MMA e não se aventurar no ringue. E o posicionamento do ex-campeão do UFC em relação ao amigo faz sentido, já que ele é especialista em jiu-jitsu e, nas artes marciais mistas, segue invicto, com duas vitórias por finalização pelo Bellator, enquanto o youtuber também não sabe o que é perder na nobre arte, tendo três vitórias, sendo suas por nocaute.

    De qualquer forma, McGregor não seria McGregor se não fizesse seu tradicional ‘trash talk’. O ex-campeão do UFC, que ainda se recupera da grave lesão na perna sofrida em 2021, minimizou a importância do youtuber e da luta de boxe com Danis. Dono de uma popularidade inabalável e com a agenda cheia de compromissos, Conor frisa que assistir a um combate no ringue entre um especialista em jiu-jitsu e um youtuber não é uma de suas prioridades.

    “Irmão, você é um pequeno nerd amigável, eu não me importo. Ele deveria estar de volta fazendo MMA. Se ele está fazendo essa luta sem importância com você. Eu não poderia me importar menos com esse gênero de boxe, me desculpe. Passe bem”, escreveu o astro do MMA em sua conta oficial no ‘Twitter’.

    Conor McGregor, de 34 anos, vive má fase no MMA, mas segue como principal nome do UFC. Dois anos após sua estreia na organização, o astro irlandês se transformou em um fenômeno do esporte e conquistou o cinturão do peso-pena (66 kg) e do peso-leve (70 kg). Mesmo com duas derrotas seguidas, ‘Notorious’ está confiante de que vai dar a volta por cima na modalidade. Seus triunfos mais marcantes foram contra Chad Mendes, Donald Cerrone, Dustin Poirier, Eddie Alvarez, José Aldo, Max Holloway e Nate Diaz. O atleta possui um cartel composto por 22 vitórias, sendo 20 pela via rápida e 19 delas por nocaute, e seis derrotas.

  • Cormier compara testes de Jones e Prochazka e questiona postura da USADA

    Cormier compara testes de Jones e Prochazka e questiona postura da USADA

    Nos últimos meses, o nome de Jiri Prochazka despontou no noticiário por conta de um motivo improvável: a quantidade de visitas que o lutador recebeu da USADA. Com as estatísticas já atualizadas desde então, Daniel Cormier comparou o número de testagens do atleta tcheco com os de seu rival de longa data, Jon Jones, para questionar a metodologia de trabalho da agência antidoping americana.

    De acordo com o site oficial do órgão regulador, Prochazka foi testado 64 vezes em 2022, enquanto ‘Bones’ se submeteu ao mesmo processo apenas em quatro oportunidades – 16 vezes menos, em uma comparação direta entre os dois. Na opinião de ‘DC’, Jones deveria receber mais visitas da USADA do que ‘Denisa’, uma vez que o americano possui um histórico de doping e o tcheco não.

    “Uma das condições com o Jon Jones era que ele iria voltar (a competir), mas ele seria o cara mais testado da USADA. Eles estariam em cima dele o tempo todo. Se certificariam de que ele não teria nenhum picograma nem nada deste tipo. Onde estão esses malditos testes? Tipo, por que ele não é testado? Por que estão testando o Jiri Prochazka mais do que estão testando esse cara que tem um histórico problemático? Não faz sentido. Temos um cara que tem um histórico de abuso de drogas que foi testado apenas em um terço dos meses do ano. Isso não é justo. Isso não é aleatório”, opinou Cormier, em seu canal no Youtube.

    Um dos episódios de Jones com doping foi justamente em um de seus confrontos diretos com ‘DC’. Na segunda luta entre os dois, Jon derrotou o rival pela segunda vez – por nocaute via chute na cabeça – mas viu o resultado ser revertido para ‘no contest’ (luta sem resultado) após testar positivo para ‘turinabol’, substância proibida pela USADA, no período do confronto. Na ocasião, o atleta recebeu um gancho e ficou afastado do esporte por cerca de um ano e meio.

  • Árbitro do UFC quebra o silêncio e explica pontuação polêmica de luta

    Árbitro do UFC quebra o silêncio e explica pontuação polêmica de luta

    Árbitro de MMA, Doug Crosby talvez tenha vivenciado os dois dias em sequência mais turbulentos de sua trajetória no esporte. Afinal de contas, o juiz foi pivô e responsável por pontuar dois combates com resultados polêmicos nas principais ligas da modalidade no mundo: UFC e Bellator.

    No dia 9 de dezembro, Doug discordou dos seus companheiros de função e assinalou vitória dominante (50-45) de Danny Sabatello na edição de número 289 do Bellator. Os demais árbitros, porém, marcaram o triunfo para Raufeon Stots (48-47), então campeão interino dos pesos-galos, que manteve seu posto e avançou para a final do ‘GP’ da categoria, por decisão dividida dos juízes.

    A discrepância considerável de julgamento foi motivo de questionamentos no mundo do MMA, mas ganhou ainda mais força no dia seguinte, quando Crosby arbitrou a também polêmica disputa entre Paddy Pimblett e Jared Gordon, no UFC 282. Na ocasião, Doug, assim como os outros dois juízes laterais, marcaram triunfo do astro inglês por decisão unânime (29-28). No entanto, o resultado controverso foi bastante criticado por fãs, imprensa especializada e até mesmo outros lutadores da empresa.

    “Você precisa atribuir um valor numérico ao que acabou de ver e, em média, você tem cerca de 15 segundos para entregar a pontuação. Se você tirar cinco segundos pelo tempo que você leva para escrever isso, isso te deixa com cerca de dez segundos para tomar a decisão de quem ganhou ou perdeu um round, no esporte mais sofisticado e dinâmico, com os melhores atletas do mundo. Como juiz, é isso que você faz. Faço de tudo para me valer de todo conhecimento e percepção que eu possa obter dos lutadores”, destacou Doug, em entrevista ao podcast ‘You’re Welcome’, de Chael Sonnen.

    Após se defender, de certa forma, ao detalhar as nuances da função de árbitro, Crosby se esquivou e evitou comentar as decisões tomadas nas duas lutas em questão. De acordo com o juiz, ele só poderia repercutir sua avaliação em confrontos específicos mediante a uma autorização prévia de seus superiores.

    “Existe um sistema e protocolos a serem seguidos por profissionais que queiram comentar em lutas que tenham julgado, e eu respeito isso. Existe um processo para qualquer lutador interessado em informações sobre como sua luta foi avaliada. A informação é baseada nos critérios de pontuação de cada árbitro em todas as lutas. Qualquer lutador é bem vindo a entrar em contato com os administradores e perguntar sobre o processo. Quanto a mim  comentar lutas específicas agora ou no futuro, isso fica a critério dos administradores. Não estou tentando me esquivar de responder perguntas difíceis sobre arbitrar lutas, mas existe um processo e eu o respeito”, ponderou o árbitro.

    Na luta do Bellator, o julgamento de Doug Crosby não afetou diretamente o resultado da luta, uma vez que os outros dois juízes enxergaram o duelo de outra maneira. No entanto, o desfecho do duelo do Ultimate gerou revolta em Jared Gordon, que chegou, inclusive, a desabafar nas redes sociais ao afirmar que foi roubado na ocasião.

  • Agressão e processo! Confusão entre lutadores no UFC PI pode virar caso de polícia

    Agressão e processo! Confusão entre lutadores no UFC PI pode virar caso de polícia

    Se o Instituto de Performance do UFC, localizado em Las Vegas (EUA), abrigou a discussão entre Paulo ‘Borrachinha’ e Khamzat Chimaev, em setembro, também foi palco da briga envolvendo Jake Shields e Mike Jackson. Desta vez, o ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios (77 kg) não se segurou e foi para as vias de fato com ‘The Truth’ (veja abaixo ou clique aqui). E o motivo do desentendimento entre os atletas é tão grave que o amigo de Nate e Nick Diaz não se mostra arrependido.

    Shields e Jackson costumam discutir nas redes sociais a respeito de diversos temas, mas a rivalidade se inflamou quando Jackson chamou Shields de nazista. Irritado, Jake, ao encontrar o desafeto no Instituto de Performance do UFC, resolveu acertar as contas e colocou em prática toda sua experiência no MMA. Mesmo aposentado do esporte, o atleta segue treinando e ajudando lutadores e, por ser especialista em grappling, controlou Mike no solo e o castigou. Na briga, o veterano foi visto em cima de Mike lhe dando tapas, enquanto o rival pedia ajuda para sair de tal situação.

    Após o ocorrido, Jackson, em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, contou que funcionários do UFC retiraram Shields do local, perguntaram se ele gostaria de prestar queixa pelo episódio e informou que esse deve ser seu próximo passo. E não parou por aí. Enquanto Jake se gabou de ter ‘ensinado uma lição’ para o rival e o convidou para aparecer na academia ‘Xtreme Couture’, em Las Vegas, para uma luta sem limite de tempo, Mike chamou o desafeto de bandido e, novamente, nazista. Também em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, o veterano deu detalhes de como se originou a briga com ‘The Truth’, minimizou a ameaça de ser processado por agressão e negou defender o nazismo.

    “Primeiro, nunca ouvi falar de Mike, originalmente discutimos no Twitter. Ele começou a me chamar de nazista sem motivo. Não tinha ideia de quem ele era. Normalmente, apenas bloquearia alguém se me chamasse de nazista, mas vi que ele estava no mundo da luta. Sou extremamente respeitado no meio. Ninguém nunca me chamou de racista, nem o fariam. Então, para esse cara do meu meio pensar que iria se safar, eu disse a ele: ‘Quando eu te ver, haverá consequências’. Ele não percebe que há pessoas que não vão aceitar ser chamadas de racistas e nazistas. Se não houvesse consequências, o machucaria se não fosse pela prisão. Eu iria colocar esse cara no hospital, talvez pior. Ele vai encontrar algumas pessoas que, se não tomar cuidado, vão matá-lo. 100% dos lutadores estão me elogiando, incluindo lutadores negros. Isso deve dizer algo a ele. Se sou nazista, por que todos os lutadores estão me apoiando?”, declarou o veterano.

    Ao site ‘MMA Junkie’, Jackson contou que fazia uma sessão de treinamento leve no Instituto de Performance do UFC, porque passou por uma recente cirurgia facial e que Shields apareceu no local gritando e em grupo de cinco pessoas. Percebendo que o clima ficou tenso, Mike informou que seu treinador sugeriu que deixassem o local e que o obedeceu, mas, imediatamente, recebeu uma cusparada de Jake, foi cercado por ele e seus amigos e derrubado pelo ex-lutador.

    Mesmo em desvantagem numérica e recebendo golpes, ‘The Truth’ afirmou que bateu no desafeto, o fez sangrar e provocou, dizendo que ele ‘vai se lembrar do antinazista Mike Jackson’. Por sua vez, também ao site ‘MMA Junkie’, Shields discordou veementemente da versão criada por Jackson e o chamou de mentiroso. O veterano narrou sua parte e negou a acusação do desafeto de que ele teria iniciado a briga, cuspido nele e lhe dado socos.

    “Eu o vi no Instituto de Performance, entrei no octógono e fiquei tipo: ‘Você disse que lutaria comigo quando me visse, que eu estava com muito medo de você na minha fragilidade branca, então vamos’. Ele ficava dando desculpas, dizendo, ‘Não, vamos lutar em Houston’. Tentei fazer ele entrar no octógono e ele não quis, então ele me chamou de nazista. Saí do octógono, dei um tapa nele, o joguei no chão e dei alguns tapas. Não dei um soco nele, porque você soca homens e dá tapa em putas. Ele é tão marica, que dei tapa nele algumas vezes. Ele tentou acertar meu olho como uma vadia, ficou implorando, ‘Por favor, alguém me ajude, por favor, alguém tire ele de cima de mim’. Gostaria que tivessem me deixado dar mais 30, 40 tapas, mas me seguraram e foi mais ou menos isso”, concluiu.

    Jake Shields, de 43 anos, teve carreira marcante no MMA. O amigo e parceiro de treino de Nate e Nick Diaz foi campeão do peso-médio (84 kg) do Strikeforce e desafiante ao título dos meio-médios (77 kg) do UFC e WSOF, atual PFL. Seus principais triunfos foram sobre Carlos Condit Dan Henderson, Demian Maia, Martin Kampmann, Robbie Lawler, Tyron Woodley e Yushin Okami.