Conor McGregor atualmente cumpre suspensão pela confusão no UFC 229 – Diego Ribas
Desde que se afastou do UFC em 2016, a carreira de Conor McGregor assumiu contornos pouco favoráveis ao atleta, ao menos do ponto de vista esportivo. Desde então, o irlandês realizou um combate de boxe contra Floyd Mayweather e um duelo contra Khabib Nurmagomedov, em seu retorno ao MMA – ambos com derrota. E como se não bastasse, o polêmico lutador se envolveu em diversas confusões fora dos ringues e octógonos nesse período.
O momento é tão delicado que chamou a atenção de uma lenda de Hollywood: Sylvester Stallone. O ator de diversos filmes de ação consagrados como ‘Rocky’ e ‘Rambo’ opinou sobre a fase que Conor atravessa. De acordo com o astro do cinema, o irlandês tem que dar a volta por cima para superar seu tanto o seu medo quanto o seu mais recente algoz na carreira, o campeão peso-leve (70 kg) russo.
“Esta é uma encruzilhada em sua vida. A mais importante delas provavelmente, porque se ele não recuperar seus ideais… se ele não superar seu medo e vencer esse homem (Khabib), acho que será algo que o atormentará para o resto de sua vida”, opinou Stallone, antes de comentar o combate entre os dois, realizado em outubro de 2018.
“Acho que o Conor perdeu da última vez porque ele entrou ressentido, ficou arrogante, colocou suas mãos para baixo, andou em direção ao adversário e foi espancado no rosto, quando ele poderia ter adotado uma postura defensiva. Ele não tinha plano B, nem mesmo plano A”, completou o ator de Hollywood, em entrevista ao site ‘TMZ Sports’.
Recentemente, Conor declarou à emissora ‘ACB’ que está negociando seu retorno aos octógonos para julho. Neste mês, no dia 6, está agendado um card do UFC para Las Vegas (EUA) – justamente onde o irlandês protagonizou uma das brigas mais emblemáticas da história da organização. Vale ressaltar que, por essa confusão, ‘Notorious’ está suspenso e proibido de lutar até abril.
Ex-campeão do ‘ONE’, Ben Askren é conhecido por sua fama de falastrão – Diego Ribas
A última luta de Darren Till se encaminhava para funcionar como uma espécie de trampolim. Favorito, o atleta da casa enfrentou Jorge Masvidal de olho no mais novo falastrão do UFC: Ben Askren. Os dois vinham se provocando por meio das redes sociais e o americano fez questão de viajar para Londres para assistir o combate do seu mais novo desafeto. No entanto, o revés de ‘The Gorilla’ mudou completamente o panorama que vinha sendo traçado.
O nocaute aplicado por Masvidal fez com que Askren readaptasse seus planos para o futuro. Durante entrevista para o site ‘MMA Fighting’, o falastrão afirmou que gostaria de encarar o algoz de Till em seguida. O americano também revelou sua vontade de lutar pelo cinturão dos meio-médios (77 kg), mas, por ora, parece se contentar com adversários em boa fase e ranqueados.
“Amaria lutar contra (Masvidal), mas como eu disse, vocês ouviram o discuso dele pós-luta. Acho que ele está tentando de tudo para não me enfrentar. Ele fala sobre lutar pelo cinturão – antes dessa luta, ele teve duas derrotas seguidas. Não tem como você vir de duas derrotas, vencer uma luta e achar que o cinturão está logo ali. Existem caras na sua frente. Não funciona dessa forma”, provocou Askren, antes de falar sobre outro desafeto no UFC.
“Ninguém gosta do Colby. Eu não gosto dele. Amaria passar por cima dele e lutar contra o Usman, mas parece que o Usman também não quer isso. Ele não está tão motivado. Gostaria que ele tivesse me desafiado, mas ele não fez isso. Então, novamente, pensei que Till fosse vencer nesta noite. Reavaliaremos as coisas. Amaria lutar contra Masvidal, amaria lutar com Leon Edwards”, completou o americano.
As declarações de ‘Funky’, como é conhecido, já surtiram efeito. Jorge aproveitou o momento para responder uma pergunta de um fã em suas redes sociais, que o indagou: ‘Você vai lutar com o Askren em Chicago?’. Masvidal não deixou barato (veja abaixo ou clique aqui) e respondeu com direito a provocação ao resultado da última luta do falastrão.
“Ele tem que ser homem o suficiente e lutar de novo com o Robbie (Lawler) primeiro, para alguém começar a levar ele a sério”, alfinetou ‘Gamebred’, em referência ao polêmico confronto de Ben contra Lawler no UFC 235.
Atualmente, Masvidal ocupa a 11ª posição no ranking. No entanto, o triunfo diante de Darren Till deve render ao atleta algumas posições na lista – ainda não atualizada após o UFC Londres. Askren, por sua vez, é o sexto colocado entre os meio-médios do Ultimate.
He needs to be a man and run it back with Robbie first before anyone takes him seriously https://t.co/ORQgryhR5j
‘Poatan’ flertou com uma mudança para o MMA, mas segue no kickboxing – Divulgação/Glory
Nada de migração para o MMA: apesar dos rumores, Alex ‘Poatan’ Pereira renovou contrato com o Glory, principal organização de kickboxing do planeta, e vai se manter na modalidade. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (18) pela própria empresa, que firmou novo vínculo válido por dois anos com o brasileiro.
‘Poatan’ é o atual campeão dos médios (85 kg) do Glory, cargo que conquistou ao derrotar Simon Marcus em outubro de 2017, na China. Desde então, foram três defesas de cinturão: duas contra o holandês Yousri Belgaroui e uma contra Marcus. O diretor-executivo da organização, Marshall Zelaznick, exaltou as qualidades do brasileiro.
“É só dar uma olhada nas atuações mais recentes para entender porque Alex Pereira é um dos pesos-médios mais perigosos do mundo”, disse. “São 60% das vitórias conquistadas pela via rápida. Isso não é nada fácil com o nível técnico elevadíssimo que temos. Pereira sempre entra no ringue para decidir. É por isso que os fãs do mundo todo o adoram, e não medimos esforços para renovar o contrato com o GLORY por mais dois anos, pelo menos”, acrescentou.
Alex se notabilizou por vencer duas vezes Israel Adesanya – hoje invicto no UFC –, uma delas por nocaute. Ele auxiliou Anderson Silva na preparação para o duelo contra o nigeriano, mês passado, e agora é empresariado pelo mesmo agente do ‘Spider’, Jorge Guimarães, o ‘Joinha’. ‘Poatan’ destacou a importância da nova fase de sua carreira.
“Eu me orgulho muito de ser um lutador do Glory e de representar o Brasil no maior palco de kickboxing do mundo. Tenho uma grande responsabilidade como campeão, mas isso sempre rende motivação extra. Com essa nova gestão (de carreira), estou muito mais à vontade e pronto para encarar qualquer desafio. Vivemos uma realidade dura no Brasil, mas sou a prova viva de que todo mundo tem chance de vencer na vida. Defenderei meu cinturão por muito tempo ainda. O foco agora está redobrado, e meus adversários podem se preparar para o pior em cima daquele ringue”, finalizou ‘Poatan’, que ainda não tem oponente definido.
Marina vai em busca de sua primeira vitória no Ultimate – Diego Ribas
Marina Rodriguez é uma das novas apostas do MMA brasileiro no UFC. Entretanto, apesar de recém-chegada na organização, a peso-palha (52 kg) possui o prestígio que atletas mais experientes ainda almejam – e não é para menos. Revelada em agosto de 2018 no ‘Contender Series Brasil’, a gaúcha impressionou Dana White com sua performance agressiva no reality e em pouco mais de um mês fez sua estreia no Ultimate contra uma adversária ranqueada.
Durante entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Marina exaltou o crédito recebido do UFC, mesmo estreando sem vitória na companhia. A brasileira empatou com Randa Markos e, mesmo assim, foi escalada contra outra rival ranqueada entre as 15 melhores da divisão. De acordo com a atleta da ‘Thai Brasil’, o prestígio adquirido é combustível para se esforçar ainda mais e impressionar os chefões do evento.
“Desde a minha apresentação no Contender Series, eu vi que o Dana White, o pessoal, o Mick (Maynard, vice-presidente de Relacionamento com Atletas), estão apostando as fichas em mim, pelo fato de apenas me darem adversárias ranqueadas. Me deram a Randa, que era número 13 na época que lutei, e me deram agora a Alexa Grasso que estava em 12º quando marcaram a luta, agora que ela deu uma caída. Mas realmente eu levo isso como incentivo: me motiva mais ainda para poder merecer as adversárias que eles estão me dando. Fico feliz, porque não entrei no UFC para ficar lutando escondida, quero sempre lutar contra as melhores. E, claro, vencendo essa luta expressivamente, talvez nocauteando, é possível que me coloquem no ranking”, projetou Rodriguez, antes de descartar a possibilidade de desafiar alguém.
“Estou invicta no MMA, o Dana White gostou muito da minha apresentação no Contender Series. Não pretendo desafiar ninguém ranqueada não, eles estão fazendo um excelente trabalho comigo. Vencendo essa luta, sei que os passos, as jogadas que eles estão dando comigo no UFC estão sendo bem elaboradas. Então não vou antecipar, não vou me meter nessa parte aí que eles estão fazendo muito bem. Vou continuar acreditando no trabalho do pessoal do UFC, que está me jogando em um caminho muito bom em busca da melhor colocação dentro da categoria”, completou a peso-palha.
Marina enfrenta Alexa Grasso, sua segunda adversária no UFC, no dia 30 de março, em Philadelphia (EUA). O confronto entre as duas estava agendado para o card de Fortaleza, dois meses antes. No entanto, a brasileira sofreu uma lesão na mão e o duelo foi adiado. Totalmente recuperada, a especialista em muay thai citou o lado positivo desse período de inatividade.
“Essa lesão veio em uma hora bem ruim, porque já tinham casado minha luta contra a Grasso para o UFC Fortaleza. E nunca mesmo em toda a minha carreira eu saí de uma luta, seja lá pelo que for. Então a gente ficou bem chateada, mas, quando o UFC disse que iria remarcar a luta mais para a frente, a gente ficou mais tranquilo. E a recuperação foi muito rápida. Enquanto eu não poderia bater com a mão porque estava machucada e tinha que recuperar, eu tinha a outra mão, as pernas, joelho, cotovelo. Então nunca parei de treinar, e nunca paro, por conta de nada, nenhuma lesão. Posso quebrar braço, perna, que tenho os outros membros para continuar treinando (risos). Deu o tempo ali que o médico liberou, eu já saí socando e parece que nada aconteceu. Parece que essa lesão só veio para remarcar uma luta, para ter mais tempo de treino e ter a oportunidade de conhecer uma nova cidade, ir para os EUA de novo. Isso é muito legal, conhecer o mundo”, concluiu a brasileira, em conversa com a Ag Fight.
Aos 31 anos, Marina se mantém invicta no MMA com dez vitórias e um empate em seu cartel como profissional. Em caso de vitória no próximo combate, a brasileira pode entrar no ranking das melhores atletas até 52 kg do Ultimate.
Jéssica ‘Bate-Estaca’ disputará o cinturão dos pesos-palhas do UFC – Divulgação
O UFC divulgou nesta segunda-feira (18) o pôster oficial do evento que será realizado no dia 11 de maio, no Rio de Janeiro. Conforme esperado, o maior destaque no material de divulgação é a luta principal da noite, entre a campeã dos pesos-palhas (52 kg) Rose Namajunas e a desafiante brasileira Jéssica ‘Bate-Estaca’. Porém, os coadjuvantes de peso do show também receberam a devida atenção.
Enquanto a imagem das atletas que disputarão o cinturão na Jeunesse Arena aparecem em destaque no meio do cartaz, as fotos de José Aldo e Anderson Silva são reproduzidas nas extremidades do material. Além deles, Alexander Volkanovski e Jared Cannonier, oponentes do peso-pena (66 kg) e do médio (84 kg), respectivamente, também são projetados no pôster.
Esta será a décima edição do UFC Rio, que contará também com diversos outros brasileiros no card do evento. Até o momento, nomes como Rogério ‘Minotouro’, Bethe Correia e Thiago ‘Pitbull’ já foram confirmados no show. Outro atleta de destaque que estará presente é BJ Penn, ex-campeão dos leves (70 kg) e dos meio-médios (77 kg) do UFC.
Protagonista do evento, ‘Bate-Estaca’ terá, no Rio, a segunda chance de conquistar o cinturão do show. Em 2017, ela sucumbiu diante da então campeã Joanna Jedrzejczyk, que posteriormente foi superada por Namajunas. Ao longo da carreira profissional como atleta de MMA, Jéssica somou 19 vitórias e seis derrotas. Já Rose conta com um cartel de oito triunfos e três reveses.
Leon Edwards derrotou Gunnar Nelson esse sábado (16), no UFC Londres, mas um lamentável episódio chamou mais atenção do que a sua vitória. Isso porque, logo após o final do evento, ele e Jorge Masvidal se desentenderam e trocaram golpes nos bastidores. A briga não durou mais do que alguns segundos, já que seguranças contiveram os atletas, mas o inglês parece disposto a tirar a limpo sua história com ‘Gamebred’ – desta vez no octógono.
Por meio de publicação nas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), Edwards elogiou o seu rival no evento e projetou conquistar o cinturão dos meio-médios (77 kg) este ano. Além disso, ele mandou um recado nada amistoso para Masvidal – que derrotou Darren Till na luta principal da noite e reverteu um retrospecto de duas derrotas consecutivas.
“Muito feliz com o meu desempenho na noite passada, contra um adversário de ‘alto calibre’ como Gunnar Nelson. Muito respeito a você, Gunnar. Foi uma grande luta e estamos ansiosos para vê-lo se recuperar. (…) São sete (lutas) seguidas na divisão mais difícil do esporte e eu estou à disposição de qualquer um”, escreveu, antes de mandar um recado direto para Masvidal.
“(Serei) campeão mundial em 2019. Anotem minhas palavras. E Jorge (Masvidal), mandou bem e foi ligeiro com os seus socos enquanto você pôde, mas agora você está f******. Se os seguranças não estivessem lá, você não teria voltado para os EUA. Vejo você em breve”, completou.
Edwards não sabe o que é uma derrota no UFC desde 2015, quando perdeu justamente para o atual campeão da categoria, Kamaru Usman. Desde então, o inglês venceu oponentes duros como Vicente Luque, Bryan Barberena, Donald Cerrone e, agora, Nelson.
Aos 27 anos, Leon Edwards contabilizou um retrospecto de 17 vitórias e três derrotas como lutador profissional de MMA. Já Masvidal, sete anos mais velho, soma, até o momento, 33 triunfos e 13 reveses em seu cartel nas artes marciais mistas.
Rony ‘Jason’ voltou ao MMA no último sábado (15), após dois anos de inatividade. E o resultado não foi positivo: contra o também brasileiro Diego Lopes, em duelo válido pela categoria peso-pena (66 kg) do evento mexicano Lux Fight League, o ex-UFC acabou derrotado por decisão unânime. Como se não bastasse o revés, o lutador contou, no domingo, que Lopes não foi o único adversário em seu processo de retorno ao cage.
Jason afirmou, por intermédio de sua página no Instagram (veja abaixo ou clique aqui), que lutou com uma lesão na perna – rapidamente agravada pelos golpes do oponente. O problema, entretanto, nem foi o pior: Rony revelou que três patrocinadores o abandonaram às vésperas do confronto mesmo depois de se comprometerem.
“Eu não estou aqui para pedir desculpas a ninguém. Eu dei o meu melhor. Realmente, o meu oponente esteve melhor ontem. Eu estava com a perna machucada, e ele acabou, no primeiro minuto de luta, conectando bons chutes, me forçando a mudar de estratégia, a mudar de base”, disse, antes de lamentar a saída dos apoiadores e a ausência de casa na semana dos aniversários de seus filhos.
“Para bater a mão no ombro e dizer que ‘tamo junto’, tem bastante. Mas na hora que eu precisei, posso contar no dedo quem realmente chegou junto. Uma pessoa ficou responsável por me patrocinar pela passagem, e na semana da luta acabou dizendo que não poderia mais. Isso acabou me deixando um pouco louco. Fora a dieta: dois anos sem lutar é muita coisa para um atleta, e duas pessoas apareceram dizendo que poderiam comprar a minha passagem, que eu poderia comprar no cartão. E eu comprei no cartão de uma terceira pessoa, e até agora essas duas pessoas não apareceram para chegar junto. (…) Acabei perdendo o aniversário da minha filha, que foi 13 de março, para estar aqui; o aniversário do meu filho, que vai ser no dia 18 de março, para poder vir aqui, saindo de Quixadá, sozinho, sem córner, sem nada, e dar a cara a tapa, literalmente, no país dos outros”, declarou.
‘Jason’ agradeceu também pelo apoio de seus fãs e companheiros de treino. O atleta estreou no UFC em 2012, tendo conquistado o título da primeira temporada do reality-show ‘TUF Brasil’. Com uma trajetória irregular na organização, o cearense foi demitido em 2017, depois de perder o segundo duelo consecutivo e de vir à tona um vídeo no qual aparecia agredindo uma mulher.
Raoni Barcelos retornará ao octógono do UFC no dia 10 de maio, no Rio de Janeiro, quando enfrentará o peso-galo (61 kg) russo Said Nurmagomedov. Com a torcida a seu favor, o carioca tentará manter a invencibilidade no Ultimate diante promissor parceiro de treinos de Frankie Edgar.
O Ultimate confirmou o confronto por meio de publicação nas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui). Aos 31 anos, Raoni estreou no UFC em julho de 2018 com nocaute sobre Kurt Holobaugh. O faixa-preta de jiu-jitsu voltou ao octógono apenas quatro meses depois de sua primeira luta na maior organização de MMA do planeta e, desta vez, usou de sua especialidade para finalizar o americano Chris Gutierrez com um mata-leão no segundo round.
Já Nurmagomedov não sabe o que é uma derrota desde 2014, quando foi superado pelo compatriota Magomed Bibulatov na época em que ainda atuavam por outra organização de MMA, o ACB. Desde então, o russo somou sete triunfos consecutivos – cinco deles sobre brasileiros. Em seu último desafio na organização, Said nocauteou Ricardo ‘Carcacinha’ ainda no primeiro round.
Companheiro de treinos de Frankie Edgar, Nurmagomedov contabiliza, até o momento, um cartel profissional com 13 vitórias e apenas uma derrota, mesmo retrospecto de Raoni como atleta de artes marciais mistas. Curiosamente, Said e Barcelos estrearam no Ultimate no mesmo evento, em Boise (EUA).
Brasileiros especialistas em jiu-jitsu e atuais feras do MMA, Gilbert ‘Durinho’ e Gleison ‘Tibau’ protagonizaram um duelo de ‘taparia’ na última sexta-feira (15), nos EUA. A modalidade, desenvolvida pela família Gracie e popularizada nos anos 70 e 80 nas academias de arte suave no Rio de Janeiro, é basicamente uma luta em que são permitidas finalizações e tapas com a mão aberta. Cenário que garantiu intensa disputa.
Rivais de academias do estado americano da Flórida – Durinho representava a Blackzilians enquanto Tibau representa a America Top Team -, os brasileiros mediram forças no cage montado pelo evento de MMA Titan Fighting, e quem levou a melhor foi o ex-parceiro de treinos de Vitor Belfort.
Mais leve do que Tibau, Durinho foi derrubado no início da luta, mas após explodir e voltar a luta em pé, aproveitou o momento em que o rival levantava para entrar com um double leg e cair por cima. De lá, alternando tapas no corpo e no rosto, ele lentamente abriu caminho para passar a guarda e pegar as costas, de onde deu números finais so confronto com um justo mata-leão.
Veja abaixo os melhores momentos (ou clique aqui):
Maia admitiu que pondera sua aposentadoria para o fim do atual contrato – Leandro Bernardes
Demian Maia tem 41 anos e, naturalmente, volta e meia se discute sobre a data de sua eventual aposentadoria. O veterano está próximo de completar 30 lutas na maior organização de MMA do mundo e já avalia se vai ou não pendurar as luvas. Tanto que em um relato ao site ‘UOL’ publicado nesta segunda-feira (18), o especialista em jiu-jitsu afirmou que espera receber uma proposta de renovação contratual do Ultimate no fim deste ano, mas não sabe se vai aceitá-la.
O ex-desafiante aos títulos meio-médio (77 kg) e médio (84 kg) fez uma profunda análise de sua carreira, contando bastidores, inclusive, do confronto contra Anderson Silva, em 2010. Mas, ao comentar o momento atual de sua vida, destacou seus negócios fora do octógono e mencionou a hipótese de aposentadoria.
“Eu também penso a toda hora o que vai ser daqui para frente. Fiz uma luta em fevereiro e ganhei. Tenho contrato para mais duas participações no UFC e, lutando bem, eles devem oferecer renovação. Hoje, não sei se é isso que desejo. Acho que posso me aposentar porque consegui este nível de influência com as pessoas”, declarou.
“Tenho academias filiadas aqui e fora do Brasil, digo não a muito convite para seminário e tenho projeto de podcasts de entrevistas que nada tem a ver com o MMA. No alto rendimento, você só consegue se dedicar 100% às lutas. E vai saber se mais velho eu terei disposição de pegar avião para outro país, bater três dias no Brasil e viajar de novo para fora. Já estou com 41 anos”, acrescentou.
Depois de uma sequência vitoriosa entre 2014 e 2017, Maia sofreu três derrotas consecutivas, para Tyron Woodley, Colby Covington e Kamaru Usman. Mas, no UFC Fortaleza, em fevereiro deste ano, recuperou-se dos reveses ao finalizar Lyman Good em 2min38s de combate.
“Também posso parar porque lido melhor com as duas derrotas que sofri lutando pelo título do UFC – esta para o Anderson que contei e outra para Tyron Woodley, em 2017. Não que eu não imagine fazer duas boas lutas neste contrato que me resta, renovar e ter outra chance de cinturão”, encerrou.