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  • Deiveson revela ajuste no camp após primeira derrota nos galos: “Treinei muito kickboxing”

    Deiveson revela ajuste no camp após primeira derrota nos galos: “Treinei muito kickboxing”

    Desde que migrou para os pesos-galos (61 kg), Deiveson Figueiredo apostou na luta agarrada para vencer seus adversários. E a estratégia surtiu efeito, com o brasileiro emplacando três triunfos consecutivos. Na mais recente aparição, porém, o jogo de grappling foi pouco efetivo diante de Petr Yan, e ‘Daico’ acabou sofrendo sua primeira derrota na nova categoria. Atento aos detalhes, o ex-campeão peso-mosca (57 kg) do UFC revelou que, desde então, fez ajustes em seus treinos e passou a focar mais na evolução de sua trocação.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Deiveson admitiu que ter sido superado em um confronto disputado majoritariamente em pé ligou um alerta no fim da temporada de 2024. Desta forma, disposto a voltar à coluna das vitórias neste sábado (3), na luta principal do UFC Des Moines, diante de Cory Sandhagen, o brasileiro voltou suas atenções para uma modalidade em especial: o kickboxing.

    Cara (tirei como lição) treinar mais o meu kickboxing. Lutei contra um cara (Petr Yan) que treina muito muay-thai, tem as pernas soltas, uma velocidade de boxe boa e que não deixou eu colocar meu jogo em prática. A gente até imprimiu o jogo no início da luta, mas depois que ele saiu eu deixei de insistir. Então é treinar mais kickboxing e investir mais no meu jogo. Essas são as lições que tirei daquela luta. Treinei muito kickboxing e venho pronto para dar uma grande luta para ele (Sandhagen)”, destacou o paraense.

    Adversário versátil pela frente

    Além de buscar afiar a trocação para evoluir como atleta, o cuidado com o setor também foi pensado para o duelo contra Sandhagen. Afinal de contas, o americano é dono de um estilo bastante versátil dentro do octógono. Para driblar uma possível diferença de agilidade no octógono contra um rival quatro anos mais jovem, Deiveson planeja se expor parcialmente para, em seguida, conseguir conectar seus principais ataques.

    Vou entregar um lutão. (Cory) é um cara versátil, que se movimenta muito. Tudo que preciso é quebrar isso nele e dar o bote. Pode ser nocauteado ou finalizado. Certamente ele não vai deixar eu agarrar ele, porque sabe que posso finalizar. Mas é um cara que se movimenta muito, toca muito. É versátil nos ataques. Varia muito de posições atacando. Tenho que estar muito esperto com isso. Treinei muito kickboxing, principalmente as movimentações, para acompanhar o ritmo dele. Para eu (conseguir) tocar nele, tenho que deixar ele vir até mim. Aí vou colocar as mãos duras nele para nocautear”, projetou ‘Daico’.

    Deiveson e Cory chegam em situações parecidas para a luta principal do UFC Des Moines. Após emplacarem três triunfos, ambos acabaram superados na última rodada. Número 5 e 4 do ranking, respectivamente, o brasileiro e o americano podem se aproximar de uma disputa de título em caso de vitória neste sábado.

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  • Em meio à indefinição com Jon Jones, Aspinall quebra recorde como campeão interino do UFC

    Em meio à indefinição com Jon Jones, Aspinall quebra recorde como campeão interino do UFC

    Nesta semana, Tom Aspinall quebrou um recorde dentro do UFC que, se tivesse a opção de escolha, provavelmente não gostaria de alcançar. O peso-pesado se tornou o campeão interino com o reinado mais longo da história da organização, com 536 dias nesta condição. A meta só foi atingida, entretanto, por conta da indefinição sobre uma eventual superluta contra Jon Jones, dono do cinturão linear, que unificaria os títulos da categoria mais pesada do MMA.

    De acordo com a página ‘Fatos da Luta’, especializada em dados e estatísticas do meio dos esportes de combate, Aspinall superou Renan Barão que, até então, detinha o recorde de campeão interino por mais tempo no UFC, com um reinado de 535 dias entre 2012 e 2014, na divisão dos pesos-galos (61 kg). Sem qualquer tipo de definição sobre qual e quando será o próximo passo de Tom, a tendência é que o peso-pesado inglês amplie ainda mais seu próprio recorde nos próximos meses.

    Relembre como foi o período

    O possível duelo entre Jon Jones e Tom Aspinall é um dos mais especulados dos últimos tempos e aguardado pelos fãs de MMA para a atual temporada. Desde que o lutador britânico conquistou o cinturão interino dos pesos-pesados, em novembro de 2023, a expectativa e a pressão sobre o UFC por uma disputa entre Aspinall e ‘Bones’ – detentor do título linear da categoria – só aumenta.

    Inicialmente, o Ultimate preteriu Tom para promover um duelo entre Jones e Stipe Miocic, que aconteceu no último mês de novembro, após um longo período inativo do campeão, devido a uma lesão. Enquanto isso, Aspinall fez uma incomum defesa de cinturão interino, vencendo Curtis Blaydes em julho do ano passado. Mesmo aparentemente sem nenhum novo empecilho pela frente, a ‘novela’ segue se arrastando e, até o momento, nenhuma definição oficial foi anunciada – para desespero da equipe do inglês.

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  • Rival debocha de Taila Santos após brasileira ser suspensa por doping

    Rival debocha de Taila Santos após brasileira ser suspensa por doping

    A notícia da suspensão de Taila Santos por ter falhado em um exame antidoping não passou despercebida por uma de suas principais rivais na carreira. Última algoz da brasileira, na final do torneio peso-mosca (57 kg) da PFL em 2024, a britânica Dakota Ditcheva utilizou suas redes sociais para comentar o caso e provocar a catarinense.

    Através da ferramenta ‘stories’ do seu perfil oficial no ‘Instagram’ (veja abaixo), Dakota Ditcheva debochou da situação vivida por Taila Santos, ex-desafiante ao título peso-mosca do UFC. Na publicação, a atleta nascida na Inglaterra e de ascendência búlgara relembrou o confronto entre as duas, disputado em novembro, e sugeriu que nem mesmo sob o uso de ‘suco’ – gíria para esteroides anabolizantes – a brasileira foi capaz de vencê-la.

    É preciso mais do que um pouco de suco para ganhar da Barbie, querida. Pense mais (e melhor) da próxima vez (risos)”, debochou Ditcheva.

    Entenda o doping de Taila Santos

    Vice-campeã do GP peso-mosca da PFL em 2024, após perder a final justamente para Dakota Ditcheva, Taila Santos estava escalada para participar da edição 2025 do torneio – ao contrário da britânica. Porém, às vésperas de sua estreia na nova temporada da Professional Fighters League, a ex-lutadora do UFC foi retirada do confronto contra a compatriota Juliana Velasquez, que aconteceria no último dia 11 de abril.

    Na época, não houve uma justificativa para a saída repentina da brasileira do torneio. Explicação esta que foi dada na última quarta-feira, com o anúncio da suspensão de Taila por seis meses, sentença aplicada pela USADA – órgão responsável pelo programa antidoping da PFL -, pelo uso das substâncias proibidas oxandrolona e clenbuterol. Assim, com a sanção tendo início com data retroativa ao teste realizado fora de competição em março deste ano, Santos pode retornar à ação a partir de 21 de setembro.

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  • Carlos Prates faz mea culpa após derrota no UFC: “Tenho que ser lutador de MMA”

    Carlos Prates faz mea culpa após derrota no UFC: “Tenho que ser lutador de MMA”

    O tropeço diante de Ian Machado Garry na luta principal do UFC Kansas City, no último sábado (26), não foi a primeira derrota na carreira de Carlos Prates, mas, de acordo com o próprio atleta brasileiro, foi a mais doída. Mesmo assim, o meio-médio (77 kg) da equipe ‘Fighting Nerds’ – 13º colocado no ranking do Ultimate – tenta enxergar um lado positivo no revés e, quem sabe, tirar um aprendizado que o possibilite crescer – como lutador e pessoa.

    Depois de tirar uns dias para digerir sua primeira derrota no octógono mais famoso do mundo, Prates conversou de forma exclusiva com a reportagem da Ag Fight e fez um ‘mea culpa’ sobre os erros cometidos por ele na luta contra Ian Garry no UFC Kansas City. Na visão do striker paulista, inclusive o resultado do combate poderia ter sido outro caso tivesse seguido a estratégia traçada em conjunto com seus treinadores e, principalmente, diversificasse mais seu jogo, evitando focar apenas na manutenção da luta em pé – sua especialidade – a todo custo.

    “Eu refleti muito depois da luta e escutei isso também de um dos treinadores: ‘O striker quer machucar o adversário para ganhar a luta. O grappler está preocupado em ganhar a luta’. É o que os caras fazem: Belal Muhammad, Sean Brady… Não interessa como, os caras ganham a luta. Em vários momentos da luta, eu tive a oportunidade de fazer isso. É uma coisa que eu aprendi, que eu tenho que botar no meu jogo. Tenho que, na verdade, ser um lutador de MMA. Não tem mais espaço para ‘ah ele é do muay thai’. Lógico que a minha intenção é continuar nocauteando, ganhar os bônus, mas em uma luta dessa… Ali no terceiro round eu vi que tinha perdido o 1 e o 2, e se eu boto ele para baixo no terceiro e ganho o quarto e o quinto? E é uma coisa que não estava muito distante, ele não era muito forte”, analisou Prates.

    E se?

    Uma das questões que mais atormentam os atletas – independentemente do esporte que praticam – após uma derrota é o que poderia ter sido feito diferente para evitar o resultado negativo. E Carlos Prates não foge à regra. Já com a cabeça fria e depois de ter revisto o confronto do último sábado, o meio-médio brasileiro lamentou as oportunidades perdidas por ele para mudar o rumo da disputa contra o irlandês Ian Garry.

    “Todas as quedas que eu defendi foram do mesmo jeito, só que nem todas eu fiz a raspagem que fiz no final porque eu queria ficar em pé, e algumas realmente não tinha a oportunidade de fazer aquela raspagem, mas eu podia atacar e ficar por cima. A luta inteira foi eu defendendo queda e quando eu podia ficar por cima, eu soltava e deixava ele livre. Das coisas que a gente fica se perguntando quando perde, eu fiquei: ‘E se eu pegasse as costas? E se eu fizesse isso?’. Com certeza, se eu fizesse esse jogo, eu teria ganhado. O ‘se’ mais certo que eu tenho na minha cabeça é: ‘E se quando ele viesse me quedar, eu invertesse e ficasse por cima, tipo um minuto, um minuto e meio em cada round?’, eu tinha ganhado a luta”, lamentou o paulista.

    O revés diante de Ian Garry no UFC Kansas City interrompe – ao menos momentaneamente – a ascensão de Carlos Prates na organização. O brasileiro, de 31 anos, estreou no evento em fevereiro do ano passado e rapidamente ganhou notoriedade entre fãs e especialistas, vencendo seus quatro primeiros compromissos no octógono mais famoso do mundo por nocaute – retrospecto que o levaram a ocupar uma vaga no ranking top 15 dos meio-médios.

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  • Campeão meio-médio, Belal Muhammad revela que usará bandeira da Palestina no UFC 315

    Campeão meio-médio, Belal Muhammad revela que usará bandeira da Palestina no UFC 315

    No dia 10 de maio, Belal Muhammad fará sua primeira defesa de cinturão contra Jack Della Maddalena, no UFC 315. E, ao adentrar a arena ‘Bell Centre’, no Canadá, o campeão dos meio-médios (77 kg) levará consigo um símbolo marcante de suas origens: a bandeira da Palestina. Filho de pais da região, o wrestler reforçou seu compromisso com o povo palestino, apesar de ter nascido e sido criado nos Estados Unidos.

    Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Belal revelou que negociou o plano com a alta cúpula do Ultimate, recebendo o sinal verde para prosseguir. Até por se tratar de um tema polêmico e que divide opiniões, o detentor do cinturão até 77 kg já foi criticado por defender a Palestina no contexto do conflito com Israel. Os comentários negativos, porém, não parecem abalar o americano, que pretende utilizar cada vez mais seu holofote como campeão para batalhar por uma maior representatividade para a região em que seus pais construíram a vida.

    Sim, 100% (vou entrar com a bandeira da Palestina). Nós conversamos sobre isso e eles (UFC) aceitaram. Nada vai me impedir de fazer isso. É duro, especialmente agora. Já são dois anos com pessoas morrendo, passando fome, o povo de lá está com muita dor. E o mundo está apenas assistindo, criando desculpas. É louco. Isso me faz trabalhar ainda mais duro por eles, porque não posso perder. Quando eles me virem vencendo, verão a bandeira sendo levantada. A única forma que consigo de ser a voz deles é continuando a vencer. Deus tem um plano para tudo e espero que isso (conflito) chegue ao fim em breve”, destacou Belal.

    Cobrança por representatividade no site do UFC

    Americano de nascimento, Muhammad optou por representar a Palestina em sua trajetória no UFC. Após se tornar campeão, entretanto, a bandeira que figurava ao lado de seu nome e foto no site oficial da liga era a dos Estados Unidos. Inconformado, Belal cobrou publicamente o Ultimate por mudanças, que surtiram efeito. Afinal de contas, atualmente é possível ver destacada a flâmula da Palestina ao lado das credenciais do wrestler no portal oficial da empresa.

    Veto às bandeiras e volta atrás

    Em 2022, com a escalada no conflito entre Rússia e Ucrânia, o UFC chegou a vetar a exibição de bandeiras nos seus eventos. Porém, um ano depois, a entidade voltou atrás e liberou novamente seus lutadores a carregarem consigo as flâmulas dos países que representam.

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  • Maternidade, ciclo hormonal e mais! Ex-campeã do UFC explica desafios das mulheres no MMA

    Maternidade, ciclo hormonal e mais! Ex-campeã do UFC explica desafios das mulheres no MMA

    Historicamente, as mulheres precisaram lutar pelos seus direitos e buscar igualdade. E no mundo dos esportes não é diferente. Nas artes marciais mistas, por exemplo, uma modalidade inicialmente atrelada aos homens, a presença feminina só passou a se fazer valer de forma significativa no início dos anos 2000. No UFC, principal liga do mundo, as lutadoras só foram liberadas para competirem em 2013. O direito e acesso restrito, porém, foi apenas o primeiro desafio a ser superado pela classe. Uma vez inseridas no ramo do MMA como estão atualmente, as mulheres ainda precisam lidar com inúmeros problemas e responsabilidades extras que atletas masculinos não possuem na rotina. E quem garante isso é Miesha Tate, ex-campeã peso-galo (61 kg) do Ultimate e uma das pioneiras desta bandeira.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a americana de 38 anos destrinchou a maneira que fatores como maternidade e ciclo hormonal impactam diretamente na carreira esportiva das mulheres mundo afora. Mãe de dois filhos, Tate, inclusive, não compete no UFC desde dezembro de 2023. Neste sábado (3), no card de Des Moines, ‘Cupacke’, como é conhecida, volta à ação contra Yana Santos. E um dos motivos que Miesha citou para justificar o longo hiato dos octógonos foi justamente suas responsabilidades no lar.

    “Acho que foi apenas a vida agindo (que me afastou por tanto tempo). As coisas não saíram da forma que esperava. Queria muito lutar rápido após a minha luta em Austin. Tentei voltar aos treinos e tive que lidar com algumas lesões. Também sou mãe de dois filhos, que em breve farão 5 e 7 anos. Então toda vez que faço um camp de treinos, a família toda tem que se sacrificar. Não passo o tempo que gostaria com meu noivo e meus filhos. Então essas coisas atrasaram um pouco a data do meu retorno”, admitiu Miesha.

    Exemplo para os filhos

    Apesar de definir sua família e, sobretudo, seus filhos como prioridade, Tate ainda possui a paixão pelos esportes de combate acesa em si, mesmo já em reta final de carreira. Para ela, inclusive, competir no UFC em meio a tantas adversidades e desafios é um exemplo de vida para seus filhos. Nas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), a veterana frequentemente satiriza essa dualidade de rotinas com as quais lida diariamente: a calmaria do lar e a agressividade de uma lutadora do mais alto rendimento.

    É muito desafiador (conciliar rotina de lutadora de mãe). E, em partes, explica o hiato mais longo do que eu gostaria. Porque eu nunca tive um emprego tão importante como ser mãe, levo isso muito a sério. Amo muito meus filhos, então sempre tento priorizar eles. Mas ainda amo muito lutar. E acho que para mim, me priorizar algumas vezes é incrível, porque mostra para os meus filhos que está tudo bem perseguir seus sonhos, suas paixões. Ir atrás das coisas pelas quais você é ambicioso, coisas que te fazem sentir vivo”, ponderou a americana.

    Treinar como uma mulher

    Profissional desde 2007 e prestes a disputar sua trigésima luta no MMA, Tate implementou uma mudança drástica em sua carreira nos últimos anos: treinar como uma mulher. A frase, mesmo que simples e aparentemente óbvia, pode representar um divisor de águas para a forma como se enxerga o MMA feminino. Na visão da ex-campeã, o simples fato das lutadoras terem demandas biológicas distintas dos homens – como os ciclos hormonais -, já tornam explícita a necessidade de uma preparação de treinos personalizada para a classe.

    “Essa é mais uma chance de eu mostrar que sou melhor do que já fui, que a Miesha de 38 anos é melhor que a Miesha de 28. Minha mente é minha arma mais afiada. E o corpo segue a mente. Aprendo muito com essa longevidade. E uma das principais conclusões é não treinar mais como um homem, porque não sou um. Homens têm um ciclo hormonal de 24 horas, eu tenho um ciclo hormonal de 28 dias. Então tenho que treinar de acordo com a minha biologia e pensando na minha performance”, opinou Tate.

    Evolução como atleta

    Até por terem sido ‘aceitas’ posteriormente neste ramo, Miesha admite que existe uma lacuna de nível entre o MMA masculino e feminino. Mas tal diferença, segundo ela, poderia ser amenizada caso as mulheres passassem a treinar seguindo a dinâmica de seus próprios corpos, e não medindo forças contra homens – maioria em quase todas as equipes do mundo – diariamente. Essa ‘virada de chave’ tem trazido bons frutos ao nível técnico da grappler americana, mesmo em seus últimos anos de carreira.

    “Tenho melhorado tanto na academia recentemente. Tem sido incrível ver a diferença que faz treinar como uma mulher e as melhores performances que tenho apresentado falam por si só. É um divisor de águas quando você começa a entender como competir como mulher, nós elevamos nosso jogo. Acho que nos afastamos do nosso real potencial ao ignorar o fato de que somos mulheres e passamos a imitar os homens. Isso cria uma diferença maior (de nível entre as modalidades) e as pessoas acabam criticando o MMA feminino. Ainda vamos treinar duro, apenas ouvindo um pouco mais nossos corpos, entendendo quando e como pressionar mais”, concluiu a ex-campeã do UFC.

    Mesmo tendo que conciliar duas rotinas e superar diariamente obstáculos para dar continuidade à carreira, Miesha Tate voltará a competir neste sábado, no UFC Des Moines. Escalada para o card preliminar do show, a americana mede forças contra a russa Yana Santos, três anos mais jovem. Após ficar a temporada de 2024 fora de atividade, ‘Cupcake’ que mostrar mais uma vez que ainda tem o que é necessário para figurar na elite da categoria até 61 kg da companhia.

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  • Perto dos 40 anos, Marina Rodriguez faz mistério sobre futuro após UFC Des Moines

    Perto dos 40 anos, Marina Rodriguez faz mistério sobre futuro após UFC Des Moines

    Vivendo sua pior fase na carreira em termos de resultados, a brasileira Marina Rodriguez volta ao octógono neste sábado (3), para encarar Gillian Robertson, pelo card do UFC Des Moines. Aos 38 anos de idade recém-completados, a veterana tenta provar que ainda pode competir em alto nível e que as derrotas recentes fazem parte do jogo. Porém, focada no duelo deste sábado, a peso-palha (52 kg) admite que seu futuro está em aberto.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Marina Rodriguez explicou que, em sua opinião, a mudança na questão profissional fez com que cada vez mais os atletas de esportes de combate tivessem uma longevidade maior do que seus antecessores. E apesar dos resultados negativos recentes, tendo amargado quatro derrotas nas últimas cinco lutas disputadas, a veterana ainda se sente apta a encarar as melhores lutadoras do mundo.

    “Acredito que o atleta de hoje está agindo como um atleta profissional de verdade. Antigamente, tenho quase certeza que a maioria dos atletas não cuidava muito de alimentação, descanso, recover (recuperação)… E hoje a gente está fazendo isso com mais inteligência, para poder perdurar mais a carreira. Claro, em questão de resultados, eu já tive um auge – que eu estou buscando novamente. Mas em questão física e mental, eu ainda me sinto performando muito bem na academia, e tenho certeza que no octógono também”, afirmou Marina.

    Futuro em aberto

    Ciente da necessidade de voltar a vencer – até para se provar capaz de continuar competindo entre as melhores do mundo -, Marina Rodriguez foca todas suas energias no duelo contra a grappler canadense Gillian Robertson, no UFC Des Moines. Assim, ao ser questionada sobre seu futuro, a lutadora gaúcha fez mistério e deixou para divulgar seus planos apenas depois do combate deste sábado.

    “Eu estou pensando só nessa luta, não estou pensando no pós. Quero dedicar minha energia toda nessa luta, vencer a Gillian. Planejamento para frente, não tenho muito o que dizer sobre… Tudo depende de um passo por vez. Essa vida de atleta não é fácil, manter uma rotina por muitos anos, mas eu estou muito focada só nessa luta. Depois dessa luta que eu vou parar e pensar nos próximos passos e o que pode ser feito”, declarou.

    Ex-top 3 peso-palha do Ultimate, Marina Rodriguez viu seu sonho de disputar o cinturão da categoria se afastar devido aos resultados de suas últimas lutas. Com derrotas para as compatriotas Amanda Lemos, Virna Jandiroba, Jéssica Bate-Estaca e Iasmin Lucindo – e uma única vitória sobre Michelle Waterson-Gomez -, a veterana, que completou 38 anos no dia 29 de abril, caiu para o 9º lugar no ranking da divisão.

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  • Cara de Sapato revela expectativa para GP da PFL antes de estreia: “Terminar com o cinturão”

    Cara de Sapato revela expectativa para GP da PFL antes de estreia: “Terminar com o cinturão”

    Nesta quinta-feira (1º), em Orlando (EUA), Antônio ‘Cara de Sapato’ dará o pontapé inicial em sua participação no ‘GP’ dos meio-pesados (93 kg) da PFL em 2025. Campeão do torneio em 2021, o brasileiro tem planos ambiciosos para a atual temporada. O primeiro desafio será diante do irlandês Karl Moore. Com altas expectativas, porém, o atleta da ‘American Top Team’ já traça metas a longo prazo.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Cara de Sapato admitiu que gostaria de repetir a façanha de 2021 e, aos 35 anos de idade, conquistar novamente o cinturão da PFL. Para isso, entretanto, o brasileiro terá que se atentar ao novo regulamento. Diferentemente das temporadas anteriores, o torneio da liga agora já começa na fase ‘mata-mata’. Desta forma, em caso de derrota para Moore nesta quinta-feira, Antônio já dá adeus ao sonho do título.

    Eu arrisco (palpite) uma finalização no primeiro round. Quero pedir a torcida, energia positiva de vocês para a gente estar saindo com a vitória, colocar o Brasil no topo mais uma vez. Finalizar esse ano com o cinturão. Espero dar meu melhor, que seja emocionante. Mas não tanto assim. Queria que fosse rápido, eu ganhasse e saísse com a mão erguida. Vou dar meu melhor para fazer isso”, projetou o paraibano.

    Análise do rival

    Apesar de vislumbrar uma chegada até a decisão do GP, Cara de Sapato está focado no primeiro desafio do torneio. Junto à sua equipe, a American Top Team, o grappler brasileiro traçou o perfil de atuação de Karl Moore – seu adversário na fase quartas de final. Dois anos mais jovem, o irlandês não desponta como um especialista em nenhuma área, ao menos na teoria. Isso não impede, porém, que Antônio o considere um confronto de nível elevado dentro do cage da PFL.

    “Ele é um cara sólido, bem sólido. Ele não tem nenhuma grande vantagem, como se fosse um wrestler ou striker de qualidade. Não. É um cara do MMA que faz muito bem esse mix. Por ele ser forte, gosta de amarrar a luta, coloca no cage, vai vencendo, pressionando o adversário contra a grade. Acho que essa seja a maior força dele. Fora isso, não vi um grande talento. Mas ele é muito sólido. E caras assim são chatíssimos de lutar. Canhoto, o que dificulta um pouco também. Mas estamos prontos para a guerra”, ponderou Antônio.

    Cara de Sapato entra em ação no card principal do evento da PFL em Orlando. Além do ex-BBB, outros dois brasileiros também competem no show. Entre os pesos-pesados, o ex-UFC Rodrigo Zé Colmeia mede forças contra o inglês Abraham Bably. Já na divisão até 93 kg, Marcelo Nunes encara o americano Sullivan Cauley.

  • Deiveson Figueiredo adianta plano em caso de vitória no UFC Des Moines: “Pedir o cinturão”

    Deiveson Figueiredo adianta plano em caso de vitória no UFC Des Moines: “Pedir o cinturão”

    Desde que migrou para os pesos-galos (61 kg), Deiveson Figueiredo enfileirou três vitórias e, dado o status de ex-campeão na categoria de baixo, se aproximou consideravelmente de um ‘title shot’. Na última rodada, porém, o revés diante de Petr Yan fez com que o brasileiro se afastasse de uma disputa de cinturão. Aos 37 anos e sem tempo a perder, entretanto, ‘Daico’ segue com o mesmo objetivo em mente. E para concretizá-lo, parece disposto a ser mais vocal diante dos holofotes.

    Escalado para protagonizar a luta principal do UFC Des Moines neste sábado (3), contra Cory Sandhagen, Deiveson adiantou seu plano: vencer o rival americano em grande estilo e, em seguida, fazer campanha por uma disputa de título. Como um possível trunfo, o brasileiro tem a preferência do atual campeão Merab Dvalishvili, que já escancarou seu desejo de medir forças com Figueiredo. Há, porém, outros concorrentes na briga pelo posto de ‘próximo da fila’. 

    Eu vou pedir uma disputa pelo cinturão (caso vença o Sandhagen). O Merab já deixou bem claro a vontade que ele tem de lutar comigo. Quero essa oportunidade. Sou um cara de 37 anos, então não posso ficar calado. Tenho que pedir. Espero que o UFC atenda isso. Talvez sim (o Petr Yan esteja na minha frente). Mas vejo o Petr Yan perdendo para o Umar, ele deve lutar com o Umar. Vejo ele perdendo para o Umar. Talvez sobre o Umar para mim também, vencendo o Cory Sandhagen. Estou naquela fase de investimentos. Dinheiro na conta e investimentos”, projetou Daico.

    Seleto grupo de bicampeões

    Em busca do bicampeonato, Figueiredo quer se juntar a uma seleta lista de atletas que conseguiram se sagrar campeões em duas categorias de peso distintas no UFC. Caso obtenha êxito na meta, Deiveson se tornaria o terceiro brasileiro a atingir tal marca, ao lado de Amanda Nunes e Alex Poatan. Outros nomes lendários do MMA também engrossam a lista: Jon Jones, Henry Cejudo, Conor McGregor, Georges St-Pierre, Daniel Cormier, B.J. Benn e Randy Couture.

    Merab vs O’Malley 2

    Caso tenha o braço erguido neste sábado contra Sandhagen e realmente peça pelo ‘title shot’ na rodada seguinte, Deiveson estará atento ao UFC 316. Programado para o dia 7 de junho, o show com sede em Newark (EUA) será liderado justamente pela disputa de cinturão da categoria. No ‘main event’ da noite, Merab e Sean O’Malley duelam pelo posto de soberano em uma aguardada revanche.

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  • Santiago Ponzinibbio critica critérios dos juízes e propõe mudança no sistema de pontuação

    Santiago Ponzinibbio critica critérios dos juízes e propõe mudança no sistema de pontuação

    O veterano argentino Santiago Ponzinibbio, que sobe ao octógono neste sábado (3) no UFC Des Moines, trouxe à tona uma das questões mais sensíveis no mundo do MMA: a falta de clareza nos critérios adotados pelos juízes na hora de pontuar uma luta. Para ele, a imprevisibilidade das decisões pode mudar completamente o rumo de um combate — e até de uma carreira.

    Segundo o meio-médio (77 kg), essa incerteza afeta diretamente a forma como um atleta conduz o duelo e dificulta até mesmo a elaboração de estratégias durante os rounds. Situações em que o desempenho parece superior aos olhos de quem está lutando, mas é interpretado de maneira oposta pela arbitragem, são mais comuns do que se imagina, afirma o argentino em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight.

    “A gente não sabe quais são os critérios dos juízes. Não é que você vai e fala: ‘está parelho em pé, vou derrubar e levo o round’. Não. Porque isso acontece muito de às vezes darem o round para o cara que ficou de pé, entendeu? Não sabemos qual é o critério dos juízes para pontuar as lutas”, criticou o atleta.

    O lutador relembrou como exemplo a sua luta contra o russo Muslim Salikhov, em que, segundo ele, teve desempenho superior no primeiro assalto. Ponzinibbio acredita ter causado mais dano e conectado os golpes mais limpos, mas acabou surpreendido pela avaliação dos jurados, que deram vantagem ao adversário em duas das três papeletas.

    “Conectei mais mãos, machuquei, cortei o olho dele. Ele só girou um chute que passou no ar. Eu toquei com a mão, ele balançou, saiu para trás. Para mim, o primeiro round foi meu, certeza. Mas dois juízes deram para ele e só um para mim. Se eu tivesse visto que perdi aquele round e o segundo também, teria ido com tudo para o nocaute. Teria mudado minha postura, porque sei do meu poder. Mas achei que estava ganhando e fui estratégico, porque era um cara com poder de nocaute também. Isso muda completamente a forma como você luta”, relembrou.

    Ideia de mudança

    Para tentar corrigir esse problema, o argentino defende uma mudança simples, mas que, na sua visão, traria mais justiça e transparência ao esporte: a divulgação da pontuação em tempo real, logo após o encerramento de cada round. Segundo ele, a medida abriria caminho para decisões mais conscientes e combates mais justos, tanto para os atletas quanto para o público. Além dos impactos imediatos dentro do cage, o argentino também destacou as consequências que uma derrota polêmica pode causar fora dele. Ele lembra que, no mais alto nível do esporte, os desdobramentos vão muito além do resultado em si.

    Ajudaria muito se a gente pudesse ver a pontuação ao vivo, round por round. O lutador vai para o seu corner sabendo se ganhou ou perdeu aquele assalto. A gente perde muito mais do que só o dinheiro da derrota. Pois existem muitas outras consequências por trás disso. A responsabilidade deles é muito grande”, pontuou ‘Argentine Dagger’.

    Com experiência também como comentarista, o lutador afirma que a falta de compreensão em relação às decisões não é exclusividade de quem está competindo. Segundo ele, até mesmo os profissionais da transmissão se mostram surpresos com os resultados oficiais.

    “Tem luta que, não só eu, mas quem está narrando comigo está claramente convencido de um resultado, e quando os juízes anunciam, mostra outra coisa que a gente nem acredita. Isso acontece o tempo todo. Deveria ter um critério bem claro para os juízes e para os atletas na parte da pontuação, e ajudaria bastante poder ver quem ganhou cada assalto”, frisou.

    Momentos parecidos

    Santiago Ponzinibbio e seu adversário deste sábado (3), Daniel Rodriguez, chegam ao UFC Des Moines em momentos semelhantes na carreira. Ambos acumulam três derrotas e duas vitórias nas últimas cinco lutas, o que torna o confronto ainda mais decisivo para a retomada de estabilidade dentro da divisão dos meio-médios.

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