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  • Pai de Khabib afirma que revanche contra McGregor pode acontecer na Rússia

    Khabib Nurmagomedov pode voltar a encarar Conor McGregor – Diego Ribas

    A rivalidade entre Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor pode ganhar mais um capítulo em breve. Pelo menos é o que deu a entender o pai do russo, Abdulmanap. Em entrevista ao canal russo do YouTube ‘Zhivina100’, ele deixou em aberta a possibilidade de um segundo confronto entre os dois, só que dessa vez na Rússia.

    A declaração do pai do campeão do peso-leve (70 kg) do Ultimate é uma resposta a uma antiga provocação de ‘Notorious’, questionando a popularidade de Khabib em seu país. O primeiro combate entre eles aconteceu em Las Vegas, quando o russo encaixou uma finalização no quarto round e ficou com o cinturão da categoria.

    “Se McGregor quer (uma revanche), Moscou está esperando por ele. Ele disse uma vez que tem mais fãs aqui do que Khabib. Queremos hospedá-lo em Moscou, ele é bem-vindo, estamos esperando”, disse, segundo a transcrição do próprio site ‘RT.com’.

    Entretanto, o irlandês terá que esperar um tempo para ter uma nova oportunidade de encarar o campeão. Segundo Abdulmanap, o próximo confronto de Khabib será diante de Tony Ferguson. Os dois já estiveram para se enfrentar em outras ocasiões, mas o duelo acabou nunca acontecendo, por lesões do americano.

    “Antes da McGregor, deveríamos terminar nossos negócios com Ferguson. Ele tem 12 vitórias consecutivas no UFC, assim como Khabib. Um duelo entre dois lutadores com essas séries de triunfos nunca aconteceu no UFC. (…) Acho que o Madison Square Garden (em Nova York) é um bom lugar para essa luta, mas não lutaremos antes de março”, completou.

    Khabib Nurmagomedov ainda está invicto na carreira após 28 confrontos. No Ultimate, o russo está em uma sequência de 12 combates seguidos sem perder, sendo os últimos dois em defesas de cinturão.

  • ‘Cigano’ sonha com revanche contra Ngannou no futuro: ‘Não mostrou superioridade’

    Junior ‘Cigano’ volta a atuar pelo Ultimate no dia 9 de novembro – Carlos Antunes

    No dia 9 de novembro, Junior ‘Cigano’ volta ao octógono do Ultimate para enfrentar o russo Alexander Volkov, no UFC Rússia. Porém, antes mesmo deste confronto, o brasileiro, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, mostrou que ainda não esqueceu a última vez que atuou na organização, em derrota para Francis Ngannou. O ex-campeão dos pesados deixou claro que sonha com uma revanche no futuro contra o camaronês.

    De olho em como está o andamento da categoria, ‘Cigano’ crê que passando pelo russo, pode pleitear uma nova luta contra seu último algoz. Os combates no topo da divisão estão parados, pois o UFC adiantou que pretende realizar a trilogia entre Stipe Miocic e Daniel Cormier, pelo cinturão peso-pesado, ainda sem previsão de quando irá acontecer.

    “Essa luta (contra o Ngannou) precisa acontecer de novo. Óbvio que eu quero lutar com o Miocic de novo, até aceitaria lutar com o (Cain) Velásquez, mas ele está fora nesse cenário. Acho que passando do Volkov, essa revanche com o Ngannou seria essencial porque aquela luta foi muito rápida. Ele conectou um bom golpe, parabéns para ele, mas não mostrou superioridade nenhuma. Pelo contrário, eu me senti bem no início da luta, tanto que eu acabei me expondo, que era algo que não fazia parte da nossa estratégia. Minha intenção era movimentar bastante e cansar ele, mas eu me senti tão bem, vi meus golpes entrando. Joguei um swing forte para pegar, errei, ele foi inteligente e cruzou junto. É aquele golpe que acontece do nada, sem tirar o mérito dele. Essa revanche tem que acontecer”, disse.

    Entretanto, antes de pensar em enfrentar Ngannou, ‘Cigano’ sabe que precisa vencer Volkov. Assim como o ex-campeão dos pesados do UFC, o russo também gosta da luta em pé, o que pode ser um diferencial para o brasileiro durante o confronto. Outro ponto a favor do atleta tupiniquim neste duelo é o fato do seu rival não atuar desde outubro de 2018, em derrota para Derrick Lewis e, por isso, pode sentir a falta do ritmo de combate.

    “Acho que tem tudo para ser um grande combate. O Volkov é um cara duríssimo, tem uma envergadura boa. É um cara do kickboxing, usa bem os chutes frontais, avança o tempo todo, sabe usar a envergadura. Acho que é o tipo de luta que vai divertir bastante a galera. Eu sou da trocação, ele também, então tem tudo para ser um combate de muita porrada. (…) Eu acho que não é uma opção para ele, tentar me agarrar. Ele vai tentar trocar porque é a única opção que ele tem. Se ele tentar me agarrar, ele vai pagar um preço alto”, afirmou.

    ‘Cigano’ atualmente está treinando na equipe TFT, no Rio de Janeiro – Carlos Antunes

    Com 35 anos, ‘Cigano’ vive um momento especial em sua vida. O peso-pesado está conciliando sua agenda de treinamentos com os ensaios para a ‘Dança dos Famosos’, atração televisiva transmitida pela ‘Rede Globo’ durante o programa ‘Domingão do Faustão’. Quem pensou que o lutador não teria jeito, se enganou. Ele é um dos destaques do quadro e tem recebido muitos elogios. Para ele, esta participação ajuda ainda mais na divulgação do MMA.

    “É uma oportunidade incrível, é uma coisa que eu, sinceramente, não imaginava, mas assim que eu soube que rolaria essa oportunidade eu fiquei muito feliz. E eu até levo jeito. Eu aprendo muito rápido, tudo que as pessoas param para me ensinar eu aprendo rápido. Sou um cara que absorve bem as coisas, e tem sido assim com a dança. É uma oportunidade maravilhosa para um atleta, o Minotauro já participou, mas eu acho que o momento que o esporte vive agora é diferente, de uma exposição incrível no mundo inteiro. Para mim é um privilégio poder fazer parte dessa expansão e divulgação do nosso esporte no mundo”, afirmou o atleta, que, por causa deste compromisso, atualmente está morando no Brasil e treinando na equipe TFT (Tata Fight Team), no Rio de Janeiro.

    A movimentação de ‘Cigano’ sempre foi um ponto diferencial. Com um jogo de pernas veloz, oriundo dos tempos em que praticava somente boxe, o brasileiro é mais rápido do que praticamente todos os adversários na categoria. Dessa maneira, acredita que os ensaios de dança vão lhe ajudar ainda mais neste ponto da luta.

    “O treinamento da dança exige bastante e acaba sendo quase que um segundo treino para mim. As coisas têm andado bem. Antes mesmo de aceitar a dança, eu falei com o professor Dórea e perguntei o que ele achava dessa oportunidade, e ele disse: “Olha, eu acho que para o seu jogo, isso vai ser até benéfico”. E realmente está sendo. A gente trabalha muita mobilidade na dança e esse swing todo acaba me beneficiando. Eu sou um cara do boxe, que movimenta bastante, e isso só tem a ser benéfico para mim”, finalizou.

    Junior ‘Cigano’ possui um cartel de 21 vitórias e seis derrotas na carreira. Seu principal momento na carreira aconteceu em 2011, quando derrotou Cain Velásquez e sagrou-se campeão dos pesados do Ultimate.

  • Jon Jones responde Israel Adesanya sobre possível luta no futuro: “Vou expor você”

    Jon Jones é o atual campeão meio-pesado (93 kg) do UFC – Rigel Salazar

    Uma nova rivalidade pode estar surgindo no mundo do MMA. Jon Jones e Israel Adesanya já haviam trocado provocações através da imprensa e das redes sociais, e na última quarta-feira (2) o atrito entre eles ganhou novo capítulo. O campeão meio-pesado (93 kg) do UFC utilizou sua conta oficial no ‘Twitter’ para disparar uma série de mensagens direcionadas ao desafeto (veja abaixo ou clique aqui).

    Apesar de estar focado na disputa pelo título dos pesos-médios (84 kg) contra Robert Whittaker, marcado para o próximo sábado (5), no UFC Austrália, Israel Adesanya afirmou, ao site ‘The Mac Life’, que um confronto contra Jon Jones é inevitável e projetou o encontro para acontecer no começo de 2021. Este parece ter sido o estopim para a reação de Jones, que ameaçou o nigeriano.

    “(Israel Adesanya) Continue se convencendo de que um dia você vai estar pronto para enfrentar um chefe como eu. Eu vou continuar convencendo a mim mesmo que quando esse dia chegar, eu vou fazer de você minha v***”, escreveu ‘Bones’, antes de completar.

    “Eu posso ver que você está começando a acreditar nessa ideia maluca, eu sei como é, eu já estive aí. Mas eu tinha 23 (anos). Apenas não delire, garoto. Mexa com uma fera como eu, e eu vou expor você”, ameaçou o campeão meio-pesado do UFC, antes de comentar sobre as críticas feitas por Adesanya à sua última defesa de cinturão contra o brasileiro Thiago ‘Marreta’.

    “Você disse que assistiu minha luta contra o Thiago e que eu não pareço o mesmo. Eu também assisti você lutar com KG (Kelvin Gastelum), não precisei estar presente (no local). Você quase foi nocauteado em mais de uma ocasião”, disparou Jones, antes de finalizar.

    “Thiago não conseguiu nem tocar minha cara, e ele cresceu lutando kickboxing. Você apenas viu minha trocação naquela noite e agora está convencido que vai me vencer? Deixe-me ver você em um combate de wrestling, ou um torneio de jiu-jitsu. Você provavelmente nem se classificaria”, concluiu o americano.

    Enquanto Adesanya, campeão interino até 84 kg, busca o cinturão linear da categoria contra Robert Whittaker no próximo sábado, pelo UFC Austrália, Jon Jones segue sem um próximo oponente definido. Em sua última defesa do título dos meio-pesados, ‘Bones’ derrotou Thiago ‘Marreta’, por decisão dividida dos juízes, em julho deste ano.

  • Com nova adversária, Duda ‘Cowboyzinha’ destaca pressão por vitória no UFC São Paulo

    Duda ‘Cowboyzinha’ Santana busca sua primeira vitória pelo UFC – Carlos Antunes

    Passado o nervosismo de estrear no UFC, ainda mais fora de seu país natal, Duda ‘Cowboyzinha’ Santana encara uma adversária que percorrerá trajetória parecida com a sua. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, a brasileira analisou o combate, válido pelo peso-galo (61 kg), contra Tracy Cortez – que foi escalada para substituir Leah Letson – no UFC São Paulo, marcado para o próximo dia 16 de novembro, e admitiu que se sente pressionada para conseguir sua primeira vitória pela entidade, principalmente por lutar no Brasil.

    Duda fez sua estreia pelo UFC na Suécia, em junho deste ano, e acabou sendo derrotada pela lutadora da casa Bea Malecki. Situação semelhante a que sua adversária vai encontrar no evento que será realizado na capital paulista. Cortez, que conquistou um contrato com o Ultimate através do programa ‘Contender Series’, iniciará sua trajetória na entidade tendo que superar o nervosismo de subir ao octógono pela primeira vez com a torcida local apoiando sua oponente.

    Apesar de, teoricamente, levar vantagem sobre a adversária por já ter passado por essa situação, ‘Cowboyzinha’ admitiu que a pressão por sua primeira vitória na organização, ainda mais por se apresentar em casa, pode igualar o fator psicológico do confronto. Com pouco tempo para se preparar para a nova rival, a brasileira ainda revelou que teve dificuldade em encontrar material de estudo sobre Cortez.

    “Já passou (o nervosismo da estreia), mas se eu te falar que não vou ter um frio na barriga, estaria mentindo. É uma grande pressão lutar no meu país, ainda mais vindo de derrota. Mas vou fazer o meu trabalho, lutar os três rounds e conquistar a vitória”, afirmou Duda Santana, antes de comentar sobre sua adversária.

    “Posso falar que ela é muito bonita. Brincadeira. Ela é dura, boa de wrestling, ganhou a chance dela no UFC através do Contender Series. Acredito que é o mesmo estilo (da Leah Letson). Então continuo com os mesmos treinos, muita defesa de queda e boxe. Mas não tenho muita informação dela. Achei poucas lutas dela na internet para estudar, mas vou sair na mão com ela. Preciso muito dessa vitória”, declarou a atleta da ‘Tatá Fight Team’.

    Ainda que admita uma pressão por lutar em seu país natal, Duda afirmou que está entusiasmada com a oportunidade de se apresentar diante dos amigos e companheiros de equipe. Seus familiares não estarão presentes no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, mas, liderados por sua mãe, estão preparando uma festa para acompanhar seu combate na Cidade de Deus, comunidade onde mora.

    “Eu só via pela televisão. UFC São Paulo, UFC Rio. Não ia nem para a arquibancada. Agora vou lutar no melhor palco do mundo, no Brasil. É a melhor coisa que existe. Meus amigos e minha equipe vão estar presentes, mas minha mãe não vai. Ela fica um pouco nervosa, então ela vai ver pela televisão. Ela gosta de organizar a festa, fazer blusas, colocar um telão”, concluiu ‘Cowboyzinha’.

    Duda Santana possui três vitórias, todas pelo ‘WOCS’, e apenas uma derrota no cartel. Sua adversária, Tracy Cortez, vem de seis triunfos consecutivos, e seu único revés sofrido aconteceu em sua primeira luta no MMA profissional, em 2017. Ainda pelo card do UFC São Paulo, Ronaldo ‘Jacaré’ estreia nos meio-pesados (93 kg) contra Jan Blachowicz, em combate válido pela luta principal.

  • Rival de Kron Gracie no UFC revela que foi expulso de academias de jiu-jitsu

    Rival de Kron Gracie no UFC revela que foi expulso de academias de jiu-jitsu

    O veterano americano Swanson não sabe o que é vencer desde abril de 2017 – Diego Ribas

    Cub Swanson é um veterano do MMA e faixa-preta de jiu-jitsu. Mas mesmo com o currículo respeitável, o peso-pena (66 kg) tem tido dificuldades em encontrar academias em que ele possa afiar suas habilidades na arte suave. O motivo? Seu próximo adversário no Ultimate, o brasileiro Kron Gracie.

    De acordo com o atleta americano, o fato de um membro da família Gracie ser seu próximo adversário no UFC fez com que as experiências em diversas academias tenham sido um tanto quanto hostis. A ponto, inclusive, de Swanson ter sido impedido de treinar e expulso em algumas oportunidades.

    “Não fui capaz de treinar tanto jiu-jitsu porque ele é um Gracie, e ele carrega esse nome, é interessante. Fui expulso de algumas academias de jiu-jitsu por causa desse respeito. Eles não querem treinar alguém que não é um Gracie, e isso me irrita profundamente”, revelou Cub, antes de revelar sua relação com o jiu-jitsu.

    “É isso que quis dizer com dar um passo atrás, porque quando conheci o jiu-jitsu como esporte, ajudou a salvar minha vida. Estava indo pelo caminho errado, me envolvendo em confusões, mas encontrei o jiu-jistu. Me apaixonei e competia direto, virou uma paixão. Sempre fui muito fã da família Gracie e de tudo que eles fizeram. Mas depois de competir e fazer tudo isso, aprendi a politicagem envolvida no esporte e o quão ridículo ela pode ser. Isso deixou um gosto amargo em mim, e por isso foquei mais no MMA”, completou o americano, em entrevista ao ‘UFC Unfiltered’.

    O confronto entre os dois está agendado para o dia 12 de outubro, em Tampa (EUA). Cub tenta se redimir e deixar a má fase de lado – já são quatro derrotas consecutivas -, enquanto Kron busca manter sua invencibilidade na curta carreira no MMA, são cinco triunfos ao todo, o último deles como atleta do Ultimate.

  • Thiago ‘Marreta’ cita Ronaldo ‘Fenômeno’ como inspiração para dar a volta por cima no UFC

    Thiago ‘Marreta’ vivia seu melhor momento na carreira quando, com quatro vitórias seguidas, o brasileiro disputava o cinturão do peso-meio-pesado (93 kg) contra Jon Jones, em julho deste ano. Durante o combate, no entanto, ele lesionou gravemente seus dois joelhos, o que o impediu de lutar 100%. Mesmo assim o atleta levou o duelo até o fim, sendo superado somente na decisão dividida dos jurados. Após uma cirurgia nas regiões lesionadas, o brasileiro pensou em se aposentar do MMA, mas teve em um compatriota um exemplo para mudar de ideia e focar em dar a volta por cima.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight (veja abaixo ou clique aqui), o lutador afirmou que tem em Ronaldo ‘Fenômeno’ um espelho para voltar a lutar em grande nível no Ultimate. ‘Marreta’ relembrou o drama vivido pelo jogador após machucar seriamente o joelho, em 2001. O atacante se recuperou de uma dramática cirurgia e voltou a atuar em um nível de excelência para ser campeão da Copa do Mundo de 2002, com a seleção brasileira, além de ser eleito o melhor jogador do mundo no mesmo ano.

    “Com certeza, o Ronaldo é um cara me inspira. Antes mesmo de eu ter lesão, já era fã dele. Com certeza é um caso que me inspira, porque teve uma lesão grave nos joelhos também, voltou a jogar e foi campeão (do mundo) com a seleção brasileira. Ele me inspira demais”, afirmou o meio-pesado de 35 anos.

    A rotina de ‘Marreta’ não é fácil. Começa às 7h da manhã na academia TFT (Tata Fight Team), na Barra da Tijuca, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, com o fisioterapeuta Bernardo Moura. Logo em seguida, sem tempo de descanso, continua com seu preparador físico pessoal. Com disciplina, o brasileiro realiza os movimentos de maneira tranquila, sem questionar. Apesar do sucesso nas primeiras etapas da recuperação, a pressa não entra no vocabulário do atleta.

    “O cronograma está até adiantado, sem complicação. Mas mesmo assim não tem porquê alterar e antecipar as coisas. Estou fazendo boxe, acho que daqui a três semanas vou me movimentar, fazer um sparring light, uma sombra de boxe. Chute que vai demorar mais um pouco. Mas no primeiro semestre de 2020 já vou estar lutando”, disse.

    Leandro Bernardes

    É comum no meio do esporte encontrar atletas que gostam de praticar suas modalidades, mas que se recusam a acompanhar com tanto afinco o esporte quando transmitido na TV. Nessa atual fase, ‘Marreta’ segue esse script. Porém, não por falta de interesse nas lutas do Ultimate, mas por evitar uma espécie de “tortura”.

    “De vez em quando eu vejo, mas prefiro não ver (risos). Já tenho muita vontade de treinar, lutar, então bate a nostalgia. Vejo uma luta ou outra que me interessa. Mas todo um evento, não”, revelou.

    Em um cenário natural, após um lutador sair derrotado de uma disputa de cinturão a tendência é que sua popularidade caia. Porém, no caso do brasileiro foi ao contrário. Apesar do revés, o atleta saiu com a visibilidade em alta, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos. Este fato pareceu ter agradado Marreta,  que mantém com os pés no chão quando é questionado se pode assumir um posto vago pela “velha guarda” brasileira do UFC.

    “Cada um tem seu momento, sua história e ninguém vai igualar os feitos do Anderson (Silva), do Vitor (Belfort). É uma coisa muito individual. Sou muito novo, é muito cedo de falar em ser um ídolo nacional. Estou construindo a minha história, do jeito correto, como meus pais me ensinaram. De como ser um atleta, um samurai, de respeitar meus adversários. Isso é o mais importante, o meu legado. Independente de me tornar ídolo, minha família está feliz comigo, meu filho está seguindo seus passos no esporte e se tornando uma pessoal incrível”, contou o atleta tupiniquim criado na Cidade de Deus, uma comunidades do Rio de Janeiro.

    Mas o assunto Jon Jones não poderia ficar muito tempo sem ser mencionado. Atualmente o campeão da categoria está sem previsão de quando vai defender seu título e não tem nenhum adversário apontado como grande favorito para enfrentá-lo. Segundo ‘Marreta’, quando puder lutar novamente, um novo encontro entre os dois é questão de tempo, mas não coloca esta revanche contra americano como uma obsessão.

    “Acho que o UFC está esperando essas próximas lutas para definir seu adversário. Acho que ele faz mais uma luta e depois vai ter que me enfrentar. (…) Meu foco não é o Jon Jones, é o cinturão. Se for contra ele tem um sabor a mais, por ser um campeão invicto, que ninguém nunca venceu. Claro que quero ser o primeiro a batê-lo. Mas se não for ele, vou atrás de quem estiver com o título”, confia.

    ‘Marreta’ travou uma verdadeira guerra contra Jon Jones – Rigel Salazar

    Em setembro de 2018, ‘Marreta’ deixou a categoria dos médios (84 kg) para ir para os meio-pesados. Um ano depois da decisão do atleta, muitos lutadores também estão tomando o mesmo caminho, como nos casos de Ronaldo ‘Jacaré’, Chris Weidman e Luke Rockhold. Mas o ex-paraquedista fez um alerta aos novos companheiros de divisão.

    “Todo mundo está indo no meu embalo, achando que é um caminho mais fácil de se tornar campeão, porque eu consegui logo uma disputa de cinturão. Mas não subi pensando nisso, estava sofrendo para bater os 84 kg. Mas eles estão achando que é isso, mas o buraco é mais embaixo. Assim como aconteceu com o Rockhold, que achou que fosse subir e vencer todo mundo, alguns deles vão ter a mesma sensação. Mas tem que arriscar, tem que tentar. Rockhold subiu achando que a categoria era mais fácil, com adversários mais fáceis e saiu com o queixo quebrado”, completou.

    Thiago ‘Marreta’ possui 21 vitórias e sete derrotas na carreira como profissional. O lutador estreou no Ultimate em agosto de 2013, ainda na categoria dos médios. Em 2018, o atleta subiu para os meio-pesados e engatou uma sequência de três vitórias por nocaute, até conquistar a chance de lutar pelo cinturão.

  • Wanderlei Silva desafia Belfort para luta de boxe sem luvas: “Quero ver se é homem”

    Wanderlei Silva pode se tornar o grande reforço do Bare Knuckle F.C – Erik Engelhart

    Aos 43 anos, Wanderlei Silva parece ainda não pensar em pendurar as luvas, muito pelo contrário. Mais de duas décadas depois, o brasileiro ainda não esqueceu o confronto contra o compatriota Vitor Belfort, realizado no UFC São Paulo, em 1998, e segue de olho em uma revanche contra o ‘Fenômeno’. No entanto, para a surpresa de alguns fãs, em uma outra modalidade: o boxe sem luvas.

    O evento escolhido é o Bare Knuckle F.C, companhia com a qual Wanderlei tem flertado recentemente. De acordo com o ‘Cachorro Louco’, o esporte ‘raiz’ é a modalidade perfeita para acertar suas rixas dos tempos áureos do passado no MMA. E o primeiro nome para a lista do ‘acerto de contas’ de Silva é seu algoz Belfort.

    “Em relação ao Bare Knuckle, fui convidado para fazer uma aparição lá. Fui convidado para assistir a luta do ‘Pezão’ contra o ‘Napão’. Eles têm números bem interessantes. Acho que finalmente achei o palco perfeito para resolver todas as minhas rixas no esporte. Só no braço, só na mão, no boxe sem luvas”, destacou Wanderlei em entrevista exclusiva a reportagem da Ag. Fight, antes de desafiar seu desafeto no MMA nacional.

    “Vou lançar já o desafio que queria fazer lá no Bare Knuckle. Mandei um áudio para um dos promotores, eles estão oferecendo uma bolada, um dinheiro impressionante, mais do que estou ganhando. Falei para ele que queria muito lutar, mas com um cara em especial. Aceitaria lutar se fosse com o Vitor Belfort. Na mão seca, cinco rounds, dois minutos, só no boxe. Quero ver agora se ele é homem mesmo ou se vai correr. Achamos o lugar certo para resolver uma das rivalidades mais antigas do MMA. ‘E aí, Vitor? Vai topar ou vai correr?’”, completou o veterano.

    Atualmente, Wanderlei é atleta do Bellator e se encontra no meio de um contrato com a organização americana de MMA. No entanto, na visão do brasileiro, isso não seria um empecilho para que ele possa vir a competir no Bare Knuckle F.C. De acordo com o ‘Cachorro Louco’, existem formas de manter seu vínculo com o Bellator e atuar no evento de boxe sem luvas concomitantemente.

    “Tenho duas lutas, assinei um contrato de quatro lutas no Bellator, fiz duas e tenho mais duas. O meu contrato com o Bellator, não sei se dá para lutar ou não. Mas esse Bare Knuckle pode ser enquadrado como uma apresentação, um show. Pode ser considerado de uma outra maneira. Há abertura no contrato para se fazer sim. Não é luta de MMA, boxe ou muay-thai, é outro esporte, esse é o meu entendimento”, finalizou Silva, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight.

     

     

  • Ex-campeão confronta Patrício ‘Pitbull’ nos bastidores do Bellator 228; veja

    No último sábado (28), ocorreu a primeira rodada do Grand Prix peso-pena (66 kg) do Bellator. Atual campeão da categoria, Patrício ‘Pitbull’ não decepcionou e derrotou Juan Archuleta para garantir sua vaga na fase seguinte. Como detentor do cinturão da divisão, o brasileiro, de acordo com o novo modelo, tem o poder de escolher seu próximo rival, assim como a data em que deseja entrar em ação. E logo após seu triunfo no card de número 228, sua escolha de adversário causou polêmica com direito a confusão nos bastidores do evento.

    Momentos depois de vencer Archuleta, Pitbull foi alvo de provocações de Darrion Caldwell, que estava do lado de fora do cage. A tensão entre o brasileiro e o ex-campeão peso-galo (61 kg) da companhia fez com que os fãs presentes esperassem que Patrício escolhesse o americano para sua próxima luta do torneio. No entanto, o atual bicampeão do Bellator optou por enfrentar o português Pedro Carvalho em seguida.

    A atitude não agradou em nada Caldwell que, inconformado, foi até a sala em que Pitbull e sua equipe se encontravam nos bastidores do evento e começou a intimidar o brasileiro com uma postura agressiva e xingamentos (veja abaixo ou clique aqui). Aparentemente mais calmo que Darrion, o brasileiro pediu calma para seu colega de profissão, que o acusava de se esquivar de confrontos teoricamente mais complicados no Grand Prix.

    “As coisas se desenrolaram exatamente da forma que eu já esperava, com o Patrício se esquivando de uma luta dura contra mim, A.J. (McKee) e Borics. Ele não quer lutar contra nenhum de nós três. São os três combates que ele está com medo de encarar. Ele foi estratégico. Vou mostrar meu trabalho toda noite e fazer isso (duelo com ele) acontecer”, declarou Caldwell, em vídeo divulgado pelo Bellator.

    Agora, Patrício ‘Pitbull’ defenderá seu cinturão até 66 kg contra Pedro Carvalho em março de 2020, enquanto Darrion Caldwell enfrentará Adam Borics em janeiro do ano que vem. Com ambos em lados opostos no torneio, um confronto entre eles só aconteceria na final do GP.

  • Campeão do UFC revela motivo de ter aberto o jogo sobre depressão

    O último duelo travado por Whittaker foi em 2018, contra Yoel Romero – Jon Roberts/ Ag Fight

    Apesar do sucesso como campeão do UFC, os últimos anos da carreira de Robert Whittaker não têm sido fáceis. Com lesões e cirurgias que o impediram por diversas vezes de exercer sua função, o peso-médio (84 kg) revelou, recentemente, que sofreu de depressão e cogitou pendurar as luvas. E, às vésperas do confronto diante de Israel Adesana, o atleta australiano explicou o motivo de ter aberto o jogo sobre um assunto tão delicado.

    Na visão de Whittaker, a doença tem de ser debatida cada vez mais e ele, como campeão do Ultimate, tem um grande alcance para alertar as pessoas sobre os riscos e os detalhes da depressão. Aparentemente recuperado, o atleta australiano projeta um futuro mais ativo dentro dos octógonos de agora em diante.

    “Era algo que eu queria falar sobre. Mas tinha que saber como primeiro. Tinha que reconhecer o problema e estar apto a analisa-lo eu mesmo como um todo. E também imaginei que muitas pessoas podem aprender algo com as minhas próprias experiências. Sinto que com o meu alcance, com a quantidade de fãs e por estar no centro dos holofotes, é de minha responsabilidade transmitir essa mensagem para todos”, explicou Robert, antes de falar sobre seu futuro.

    “Eu pessoalmente gostaria de lutar muito mais. Eu adoraria ser mais ativo e poder entrar lá e trabalhar com mais frequência. Obviamente, as duas últimas lutas foram difíceis e tive algumas doenças estranhas. Elas não são como pequenos ferimentos onde eu me afastei porque machuquei meu joelho. Eu peguei catapora uma vez e depois fiz uma cirurgia intestinal de emergência na segunda vez. É estranho, mas eu gostaria de lutar mais regularmente depois disso”, completou, em entrevista ao ‘MMA Fighting’.

    Neste sábado (5), no UFC 243, Whittaker entrará em ação pela primeira vez em 2019. O campeão linear dos pesos-médios até chegou a ser escalado para outro card na Austrália em fevereiro deste ano, mas foi retirado do show às vésperas do duelo diante de Kelvin Gastelum para realizar uma cirurgia de emergência no intestino.

     

  • Kevin Lee retorna ao peso-leve e encara lutador invicto no UFC Nova York

    Kevin Lee retorna ao peso-leve e encara lutador invicto no UFC Nova York

    Kevin Lee é o atual oitavo colocado no ranking peso-leve do UFC – Rigel Salazar

    Após a estreia frustrada nos meio-médios (77 kg) – na qual foi derrotado pelo brasileiro Rafael dos Anjos em maio deste ano –, Kevin Lee retornará ao peso-leve (70 kg) no próximo dia 2 de novembro. Através de suas redes sociais, o UFC confirmou o combate entre ‘The Motown Phenom’ e Gregor ‘The Gift’Gillespie, no evento que será realizado em Nova York (EUA) (veja abaixo ou clique aqui).

    Kevin Lee disputou o cinturão interino dos leves contra Tony Ferguson em outubro de 2017, sendo derrotado por finalização. Após se recuperar com uma vitória por interrupção médica sobre Edson Barboza, o americano perdeu novamente para Al Iaquinta, que já o havia vencido em sua estreia no UFC. Buscando novos ares, o lutador subiu para os meio-médios em sequência, mas acabou finalizado por Rafael dos Anjos.

    De volta ao peso-leve, Lee recebeu de ‘presente’ o invicto Gregor Gillespie. Entre suas seis vitórias consecutivas desde que estreou no UFC, ‘The Gift’ conquistou cinco delas por finalização ou nocaute. O americano ocupa a décima primeira posição no ranking até 70 kg do Ultimate.

    Na luta principal do UFC Nova York, Jorge Masvidal e Nate Diaz duelam pelo título de ‘maior casca grossa do mundo’. A denominação, que começou como uma brincadeira, ganhou inclusive um cinturão físico que está sendo fabricado, de acordo com Dana White – presidente da organização –, e será entregue ao vencedor por ‘The Rock’, ator e astro do WWE (liga de pro wrestling).

     

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    Lightweight action added to NYC! @MoTownPhenom returns to LW to face @GregorTheGift at #UFC244!

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