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  • Empresário cava title shot para Gaethje contra vencedor de Topuria vs Do Bronx

    Empresário cava title shot para Gaethje contra vencedor de Topuria vs Do Bronx

    Com o cinturão dos pesos-leves (70 kg) do Ultimate em aberto desde a decisão de Islam Makhachev de subir para os meio-médios (77 kg), a expectativa pelo novo campeão aquece o cenário da divisão. Charles ‘do Bronx’ e Ilia Topuria disputarão o título vago no dia 28 de junho, na luta principal do UFC 317, em Las Vegas (EUA). Enquanto ambos se preparam para o confronto, um nome já desponta como possível próximo desafiante: Justin Gaethje.

    Terceiro colocado no ranking da categoria, o norte-americano conta com o respaldo direto de seu empresário, Ali Abdelaziz, que em entrevista ao site “MMA Junkie” defendeu que seu atleta seja o próximo na fila pelo cinturão — independentemente de quem vença no evento. A seu favor, além do ‘lobby’ do profissional que comanda sua carreira, Gaethje possui um forte apelo popular, já que se notabilizou na carreira por entregar grandes shows dentro do cage, algo que agrada aos fãs e dirigentes.

    Acho que Justin Gaethje é o candidato número 1. Ele deveria ter enfrentado Dan Hooker, mas o adversário não apareceu. Justin se colocou à disposição da organização, encarou Rafael Fiziev (no UFC 313), e acredito que agora deve aguardar para enfrentar o vencedor”, declarou Abdelaziz.

    Reivindicação legítima

    Apesar da derrota para Max Holloway em disputa do cinturão simbólico de “BMF”, Gaethje ainda exibe um cartel recente de vitórias relevantes, incluindo um nocaute sobre Dustin Poirier — que, posteriormente, recebeu uma chance de disputar o título linear da categoria. Esse histórico, segundo Abdelaziz, reforça o mérito de sua reivindicação.

    Ele nocauteou o Dustin Poirier, e mesmo assim foi o Dustin quem teve a chance pelo título. Como explicar que o Justin não merece ser o próximo? Justin nunca escolheu adversário. Ele luta com qualquer um, a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas é preciso que haja justiça”, questionou o empresário.

    Se Charles Oliveira sair vitorioso no UFC 317, uma revanche com Gaethje estaria no horizonte — já que o brasileiro finalizou o americano no primeiro round do UFC 274, em 2022. Por outro lado, caso Topuria conquiste o cinturão, Abdelaziz acredita que o confronto com seu cliente ganharia proporções ainda maiores.

    “Se Ilia vencer, Justin Gaethje x Ilia Topuria é uma superluta”, projetou.

    Por enquanto, Gaethje aguarda o desfecho do duelo entre Topuria e Do Bronx, na expectativa de que sua próxima caminhada rumo ao título esteja se desenhando. Até o momento, no entanto, o UFC não confirmou quem será o primeiro desafiante ao trono dos leves após o UFC 317.

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  • Ex-campeão do Bellator, Patchy Mix assina com o UFC e estreia contra algoz de José Aldo

    Ex-campeão do Bellator, Patchy Mix assina com o UFC e estreia contra algoz de José Aldo

    A fusão entre Bellator e PFL, realizada no fim de 2023, tem se mostrado, com o tempo, um experimento não tão bem-sucedido. E prova disso é a insatisfação de inúmeros astros da então liga presidida por Scott Coker desde que a marca passou a ser comandada pela ‘Professional Fighter League’. Um dos nomes que endossava tal lista era o de Patrick ‘Patchy’ Mix. Ex-campeão peso-galo (61 kg), o americano conseguiu se livrar do ‘limbo’ que vivia e, livre no mercado, assinou com o UFC, principal liga de MMA do mundo.

    No início da temporada, quando ainda estava vinculado contratualmente à PFL, Patchy, insatisfeito, pediu publicamente para ser liberado pela empresa. O desfecho foi concluído nas últimas semanas, e não demorou muito para que o americano se tornasse alvo de uma investida do Ultimate. Disposto a recuperar o tempo perdido, Mix foi escalado para o card do UFC 316, no dia 7 de junho, contra Mario Bautista – algoz recente de José Aldo. O ex-campeão do Bellator assumiu a vaga de Marlon Vera, que deixou o confronto lesionado.

    “Aqui é o Patchy ‘No Love’ Mix. No dia 7 de junho, em três semanas, acompanhem a minha luta. UFC 316. Sou 21-1 (no MMA). Vou atrás dele (Bautista) e também vou atrás desse cinturão”, declarou o americano, especialista na luta agarrada, através de um post na página oficial do Ultimate nas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui).

    Seguindo os passos de Pitbull

    Já consolidado e sem adversários à altura no mercado, o UFC tem se reforçado ainda mais ultimamente, se valendo da insatisfação de talentos oriundos do Bellator, desde a fusão com a PFL. Patchy Mix foi apenas mais um dos reforços anunciados pelo Ultimate nos últimos meses. O americano seguiu os passos de Patrício ‘Pitbull’ e Aaron Pico, que recentemente assinaram com a liga presidida por Dana White.

    Além do trio, Ryan Bader e Patricky Pitbull, irmão de Patrício, foram outros nomes de destaque que recentemente rescindiram contrato com a PFL – apesar de não terem assegurado, como os demais, um contrato junto ao UFC. Dono de um estilo de luta bastante ofensivo, Patchy Mix chega para movimentar os galos do Ultimate. Com um cartel de 20-1 no MMA, o americano venceu 15 pela via rápida – sendo 13 destas, via finalização, seu carro-chefe.

     

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  • Duelo canino? Apelidado de Dálmata, Melk Costa sugere luta contra Patrício Pitbull no UFC

    Duelo canino? Apelidado de Dálmata, Melk Costa sugere luta contra Patrício Pitbull no UFC

    Desde que chegou ao UFC, Melquizael Costa tem se comportado como um funcionário padrão, tentando se manter o mais ativo possível na organização. Agora, o lutador brasileiro pensa em tirar o pé do acelerador um pouco e descansar após conquistar, no último sábado (17), sua terceira vitória em três meses – e a quarta consecutiva em menos de um ano. Porém, isso não impede que ‘Melk’ já analise as possibilidades para seu próximo passo no Ultimate.

    De olho em uma vaga no ranking peso-pena (66 kg), Melk Costa – em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight – citou alguns nomes de rivais de divisão que considera interessantes para enfrentar na sequência de sua caminhada no UFC. Entre os potenciais adversários, os americanos Dan Ige e Josh Emmett – 14º e 10º colocados no top 15 da categoria – parecem ser os favoritos do brasileiro, que também vê com bons olhos combates contra lutadores renomados.

    “Desde que eu entrei no UFC já dava (para encarar um ranqueado). Não vou falar quem (eles) vão casar, vou falar de possíveis lutas: Dan Ige, (David) Onama… Josh Emmett, para mim, seria interessante. Não sei se seria interessante para ele. São esses três nomes. O Youssef Zalal talvez. O filho da mãe fica só correndo, correndo, mas comigo ele não vai correr não. Lerone Murphy está lá em cima, (Movsar) Evloev está lá em cima…Eu gostaria muito que casassem o Josh Emmett comigo ou o Dan Ige. Acho que o mais viável de todos é o Dan Ige“, analisou Melk.

    Duelo canino no UFC?

    Outra opção especulada pelo próprio Melk seria abdicar de um oponente ranqueado em favor de um rival renomado no mundo do MMA. Neste cenário, o ‘Dálmata’ – apelido adotado por ele recentemente, em alusão ao fato de ser portador de vitiligo – sugeriu um possível duelo ‘canino’ contra o compatriota Patrício ‘Pitbull’ Freire, ex-campeão do Bellator e recém-chegado ao Ultimate.

    “O Patrício Pitbull não está no ranking? Seria legal Dálmata vs Pitbull. A gente tem o mesmo empresário. (Mas) para mim, seria uma honra lutar contra o Patrício Pitbull, acompanho esse cara desde que eu comecei a lutar, já assistia ‘highlight’ dele”, propôs.

    Primeiro semestre perfeito

    Depois de intercalar vitórias e derrotas nas suas quatro primeiras lutas pelo Ultimate, Melquizael Costa mudou de patamar dentro do evento ao engatar uma sequência perfeita no primeiro semestre de 2025. Neste período, o ‘Dalmata’ enfileirou três triunfos consecutivos no octógono mais famoso do mundo, sobre Andre Fili, Christian Rodriguez e, mais recentemente, Julian Erosa, e agora já sonha com uma vaga no concorrido ranking top 15 dos pesos-penas do UFC.

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  • Amizade! Sean Strickland revela luta recusada contra Caio Borralho: “Nós dois dissemos não”

    Amizade! Sean Strickland revela luta recusada contra Caio Borralho: “Nós dois dissemos não”

    Sem lutar desde agosto do ano passado, Caio Borralho já expressou – múltiplas vezes – sua insatisfação com a dificuldade de marcar seu próximo compromisso no UFC. Mas, aparentemente, o peso-médio (84 kg) brasileiro teve a oportunidade de medir forças com um ex-campeão da categoria e recusou a oferta.

    Pelo menos é o que garante Sean Strickland. Em entrevista ao canal ‘Helen Yee’, do ‘Youtube’, ‘Tarzan’ – como é conhecido – revelou que o UFC tentou casar um confronto entre ele e Borralho, mas ambos rejeitaram a proposta. Isso porque, de acordo com o ex-campeão, a relação entre os dois vai além do octógono e, sendo assim, a amizade falou mais alto que os interesses profissionais. O americano ainda deixou claro que, de sua parte, só enfrentaria o amigo em caso de uma disputa pelo cinturão até 84 kg da liga.

    “Eu queria enfrentar aquele garoto RDR (Reinier de Ridder), mas Mick (Maynard) queria que eu enfrentasse Caio (Borralho). Um cara tão legal. Eu disse não. Bem, nós dois meio que dissemos não. É uma daquelas coisas estranhas onde eu meio que conheço ele. Conheço a esposa dele, conheço a família dele. Tipo, em uma coletiva de imprensa: ‘Oi, Caio, como está seu bebê? O que, ele vai fazer dois (anos)?’. É estranho porque eu o conheço e conheço a família dele. Não é divertido. Eu até lutaria (com Caio) se fosse pelo cinturão, mas não só para preencher uma vaga (no evento). A gente se respeita”, declarou Strickland.

    Sem adversário

    Com a recusa mútua por um combate contra Sean Strickland, Caio Borralho se vê em uma situação complicada na liga. Com a maioria dos seus principais concorrentes na divisão dos médios indisponível para enfrentá-lo neste momento, o atleta da equipe ‘Fighting Nerds’ ainda tenta convencer o russo naturalizado francês Nassourdine Imavov a encará-lo no octógono.

    O problema é que Imavov, primeiro colocado no ranking até 84 kg do Ultimate, já negou ter interesse em um possível duelo contra Borralho e parece estar disposto a aguardar pela sua oportunidade de lutar pelo cinturão dos médios. O russo, inclusive, foi escalado como reserva da próxima disputa de título na categoria, entre Dricus du Plessis e Khamzat Chimaev, agendada para o dia 16 de agosto, na edição de número 319.

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  • Jon Jones culpa o UFC por indefinição sobre seu futuro: “Já comuniquei meus planos”

    Jon Jones culpa o UFC por indefinição sobre seu futuro: “Já comuniquei meus planos”

    Apontado como o ‘GOAT’ do MMA e atual dono do cinturão linear dos pesos-pesados, Jon Jones é um dos maiores nomes que o UFC já consagrou. E mesmo no posto de campeão até 120 kg e com as credenciais que possui, o americano não tem nenhum tipo de definição sobre seu futuro na empresa. Seus fãs, inclusive, sequer sabem se ‘Bones’ entrará em ação mais uma vez antes de encerrar a carreira. Mas segundo o próprio, essa incerteza que gira em torno de seu eventual retorno está mais atrelada ao Ultimate do que a ele.

    Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui e aqui), Jones respondeu alguns ataques de seus seguidores. O americano se tornou alvo ao compartilhar sua rotina “de férias” na Tailândia. Sem paciência, alguns fãs alegaram que Jon seria retirado do posto de campeão e também questionaram seu interesse em enfrentar Tom Aspinall, dono do título interino da categoria. Bem ao seu estilo, Bones se eximiu de culpa, atrelando a atual conjuntura à conduta da alta cúpula do UFC.

    “(Ter o cinturão) tomado? Risos. Eu pareço o tipo de pessoa que me importa com coisas deste tipo? Vocês (fãs) estão latindo para a árvore errada. Eu comuniquei ao UFC os meus planos há muito tempo. Não faço ideia por que eles ainda não compartilharam isso com vocês”, escreveu Jones, em sua conta oficial no ‘X’ (antigo Twitter).

    Dana White garante superluta

    Enquanto Aspinall admite que está sem paciência e Jones não parece tão interessado em voltar a competir com tanta urgência, Dana White garante que ambos entrarão em rota de colisão ainda em 2025, para unificarem os títulos dos pesos-pesados. Até pela postura confiante do dirigente, alguns fãs já cogitaram que ‘Bones’ pode ter aceitado encarar o rival inglês, mas somente no fim da temporada, a fim de se preparar para a superluta em seus termos. 

    Outros torcedores, em contrapartida, sugerem que o americano, aos 37 anos, já comunicou ao UFC que não pretende mais competir profissionalmente. Segundo esta segunda linha de raciocínio, o Ultimate estaria tentando convencer Jones a voltar atrás na decisão e enfrentar Aspinall, ciente do impacto comercial que o confronto geraria para a empresa.

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  • Luana Santos comemora feito inédito em vitória no UFC Vegas 106: “A primeira”

    Luana Santos comemora feito inédito em vitória no UFC Vegas 106: “A primeira”

    Depois de sofrer sua primeira derrota no Ultimate em agosto do ano passado, Luana Santos conseguiu se recuperar no último sábado (17), ao finalizar a compatriota Tainara Lisboa, no card preliminar do UFC Vegas 106. Mais do que apenas retomar o caminho das vitórias, a judoca brasileira entrou para a história do maior evento de MMA do planeta.

    Isso porque o golpe que definiu seu triunfo sobre Tainara nunca havia sido aplicado com sucesso por outra mulher no octógono do Ultimate. Sendo assim, Luana se tornou a primeira lutadora do UFC a finalizar uma rival com uma ‘americana’ – fato muito comemorado pela atleta tupiniquim, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight.

    “Eu sabia dos pontos fortes da Tainara, sabia da trocação dela… Eu não conseguia ver o jogo de grappling dela me causando algum medo, eu sabia do meu potencial. Desde que casou essa luta, eu falei que eu ia fazer uma luta segura – ainda mais que eu estava vindo de derrota. Vim para fazer uma luta segura, receber meus dois cheques (apresentação + vitória). Eu planejei isso o camp inteiro. Finalizei com uma americana, que ninguém tinha. Foi a primeira, eu nem sabia disso, fiquei muito feliz. Primeira mulher que finaliza com uma americana. Graças a Deus. Estou muito feliz“, exaltou Luana.

    Mais um teste no 61

    O duelo verde-amarelo contra Tainara Lisboa também marcou o possível início de uma nova trajetória de Luana Santos dentro do UFC. Antes, a judoca competia entre as pesos-moscas (57 kg), mas, neste sábado, a atleta paulista atuou no peso-galo (61 kg) – mudança que pode se tornar definitiva em breve, de acordo com a própria lutadora.

    “Eu quero fazer mais uma luta de 61 (kg) para bater o martelo (se fico no peso-galo definitivamente). Ele já está meio batido, mas é só para ter certeza mesmo de estar fazendo a escolha certa, porque é aquilo: no UFC a gente não pode estar errando. Então, (é) para ter a certeza de que estou subindo bem, estou me sentindo forte e ver o que o futuro me espera. Quero ela (Montserrat Rendon) na próxima. Se não for ela, estou de olho porque mês que vem vai lutar a Melissa (Gatto) com uma russa, estou de olho nelas também”, finalizou.

    Aos 25 anos de idade, Luana Santos soma agora nove vitórias e duas derrotas como lutadora profissional de MMA. No UFC, onde estreou em 2023, a judoca brasileira venceu quatro dos cinco combates disputados por ela até o momento, sendo derrotada apenas por Casey O’Neill, na edição de número 305, realizada em agosto do ano passado.

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  • Denise Gomes destaca evolução estratégica após vitória no UFC Vegas 106

    Denise Gomes destaca evolução estratégica após vitória no UFC Vegas 106

    No último sábado (17), Denise Gomes saiu do octógono do UFC Vegas 106 com mais do que apenas uma vitória. Ao superar Elise Reed por nocaute no segundo round, a peso-palha (52 kg) brasileira comemorou a performance como um marco em sua evolução, destacando a aplicação de um estilo mais estratégico e cerebral dentro do cage.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, a lutadora avaliou que o duelo representou a consolidação de uma mudança que já vinha sendo trabalhada nos treinos e nas próprias declarações públicas: o equilíbrio entre sua agressividade característica e uma abordagem mais calculada. Vale ressaltar que essa foi a terceira vitória seguida da brasileira na organização, o que mostra que, com a evolução, ela pode se tornar ainda mais perigosa.

    “Eu venho falando, né? Então eu tenho que provar. Hoje eu consegui provar que estou mais inteligente, que tenho um grappling ali. Não dá pra me tirar pra nada, não tenho só mão”, afirmou a atleta, que ainda foi contemplada com o bônus de ‘Performance da Noite’.

    Reconhecida pelo ímpeto ofensivo, Denise admitiu que conter essa intensidade foi um desafio nas fases iniciais da carreira. No entanto, no confronto com Reed, sentiu que finalmente encontrou o ponto de equilíbrio para explorar suas qualidades com mais precisão.

    “Já foi difícil segurar a agressividade. Hoje já não está tanto, porque estou jogando com mais inteligência. Tenho falado bastante disso, que estou tentando ser uma lutadora completa”, explicou.

    Unir o útil ao agradável

    Com o resultado positivo no Apex, a brasileira fortalece sua posição na divisão até 52 kg e mostra que o processo de amadurecimento técnico está em curso. Segundo ela, a nova abordagem segue um lema claro: saber dosar intensidade com leitura de luta.

    “Tenho meu lema: é agressividade e inteligência. Então eu tenho que saber usar os dois — e foi o que consegui fazer hoje”, finalizou Gomes, que ainda tem esperança de beliscar uma posição no ranking.

    Com mais uma atuação sólida, Denise não apenas garantiu um novo triunfo no UFC, mas também deixou um recado sobre a fase atual de sua trajetória: mais estratégica, porém com a mesma vontade de vencer. Por enquanto, no entanto, não há previsão de retorno da atleta ao octógono.

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  • José Aldo bate o martelo e oficializa aposentadoria: “Cumpri meu propósito”

    José Aldo bate o martelo e oficializa aposentadoria: “Cumpri meu propósito”

    Há pouco mais de uma semana, após ser superado no UFC 315, José Aldo anunciou sua aposentadoria. Dias depois do evento, entretanto, o veterano deixou seus fãs confusos ao deixar abertas as portas para um eventual retorno em uma publicação em suas redes sociais. A incerteza sobre o assunto foi devidamente encerrada pelo próprio no último sábado (17). Durante uma coletiva de imprensa promovida no Rio de Janeiro, o ‘Campeão do Povo’ bateu o martelo e oficializou o fim de sua carreira como lutador profissional.

    Em uma cerimônia que contou com a presença de nomes importantes em sua trajetória, como Dedé Pederneiras e Thales Leites, Aldo destacou que sua volta à ativa em 2024 foi com o intuito de voltar a conquistar o cinturão do UFC. Tal objetivo, entretanto, se tornou inviável com os recentes tropeços dentro do octógono. Desta forma, sem uma meta e confortável do ponto de vista financeiro, o ‘Rei do Rio’ optou por pendurar as luvas em definitivo.

    Não, não me vejo mais lutando. Quando voltei (ao UFC em 2024), não foi por dinheiro, foi por um propósito que tinha, um chamado. Eu tentei cumprir isso e não deu certo. Dei meu máximo e fiquei feliz por tudo que conquistei. Não há luta que me faria voltar. Colocar o quimono, fazer sparring, só daqui a uns cinco anos. Graças a Deus eu terei quase 50 anos daqui a cinco anos, então não tem possibilidade de lutar. Me vejo treinando para ajudar meus amigos. Mas colocar um quimono ou algo assim para lutar, nunca mais”, frisou Aldo, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

    Missão cumprida

    Considerado por muitos o maior peso-pena (66 kg) de todos os tempos e membro do Hall da Fama do UFC, Aldo possui um currículo que fala por si só. Sua trajetória vitoriosa, inclusive, foi um dos fatores que o motivaram a pendurar as luvas sem peso na consciência. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o brasileiro compartilhou registros da coletiva promovida no Rio de Janeiro e reforçou a mensagem de que, de fato, colocou um ponto final em sua carreira nos esportes de combate.

    “O cage sempre foi meu lugar. A luta, minha vida. Hoje, encerro esse ciclo com a alma em paz. Não volto porque já cumpri meu propósito — com sangue, suor, disciplina e honra. Foram anos totalmente focado e dedicado a isso. Agora é tempo de viver e aproveitar ao lado da minha família, ajudar quem está começando e inspirar além do octógono. Obrigado a quem caminhou comigo. Feliz por tudo que alcancei!”, destacou o manauara, em sua conta oficial do Instagram.

    Histórico no MMA

    Aos 38 anos de idade, José Aldo encerra sua carreira no MMA profissional com um cartel de 32 vitórias e dez derrotas. Durante seu auge, o brasileiro dominou a divisão dos penas (66 kg), da qual foi campeão do WEC e do UFC, neste evento em duas ocasiões. O manauara, que ficou conhecido pelos apelidos de ‘Campeão do Povo’ e ‘Rei do Rio’, também foi induzido ao Hall da Fama do Ultimate, em 2023, quando ainda estava afastado dos octógonos após anunciar sua aposentadoria pela primeira vez.

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  • Mairon Santos exalta vitória sobre Sodiq Yusuff no UFC Vegas 106: “Divisor de águas”

    Mairon Santos exalta vitória sobre Sodiq Yusuff no UFC Vegas 106: “Divisor de águas”

    Apesar de estar apenas iniciando sua trajetória dentro do Ultimate, Mairon Santos passou por um momento que pode definir seu futuro na liga daqui em diante. Conforme o próprio classificou, uma espécie de “divisor de águas”. Com apenas 24 anos de idade, o brasileiro dominou e venceu o experiente Sodiq Yusuff no último sábado (17), durante o card do UFC Vegas 106. Com uma vitória maiúscula contra um adversário de peso, ‘The Legend’, como é conhecido, projeta desafios ainda maiores para as próximas rodadas.

    O triunfo contra o rival nigeriano ganhou ainda mais magnitude pois o duelo foi elevado ao posto de ‘co-main event’ da noite, após a luta entre Rodolfo Bellato e Paul Craig ser cancelada de última hora. Com um desempenho positivo em um confronto com mais holofotes, Mairon admitiu, em entrevista exclusiva à Ag Fight, que a tendência é que a alta cúpula do UFC passe a investir ainda mais suas fichas em seu potencial daqui em diante. Apesar da responsabilidade, o jovem carioca acredita estar pronto para eventuais ‘testes de fogo’.

    “Sim (devo enfrentar desafios maiores). Quando estava pensando nessa luta, estava sempre confiando: ‘Essa é a luta que vai ser um divisor de águas’ (na carreira). Porque ganhando desse cara (Sodiq Yusuff), não tem como voltar para trás, lutar com esses caras de cartel irregular. Não. Vou pegar nomes de respeito, como ele. Essa luta mudou bastante coisa (para o futuro). Vou enfrentar caras duros. Mas também sou um lutador duro, hoje percebi isso. Toda a dúvida que a galera tinha, espero que não tenham mais. Até porque eu não tenho mais dúvidas, sei que posso competir contra os melhores”, destacou Santos.

    Peso-pena ou peso-leve?

    Antes de competir no UFC Vegas 106, Mairon atrelou sua continuidade nos pesos-leves (70 kg) ao desempenho diante de Sodiq. Com uma grande performance e o braço erguido, o brasileiro, entretanto, ainda não sabe onde será seu futuro. Apesar de exaltar o maior conforto na dieta na divisão até 70 kg, ‘The Legend’ frisa que, quando luta entre os pesos-penas (66 kg) costuma ter a vantagem de tamanho e envergadura – benefícios não necessariamente garantidos na categoria de cima.

    “Vou sentar com meu empresário, com o time e a gente vai ver (o que é melhor). No final, a decisão é minha. Existem meios que a gente pode fazer o peso-pena ser viável. Gosto de lutar de pena porque tenho altura e envergadura boa para a categoria. No peso-leve estou mais da média para baixo nessa questão. Pelo meu estilo de luta, lutar de pena me favorece. Mas, acima de tudo, quero estar saudável. Não quero precisar ficar seis meses de dieta. Quero ser feliz na minha alimentação, e saudável. A restrição que tenho que fazer para o peso-pena é muito grande. Falta até energia no treino, às vezes. E isso não é bom (…) Ainda vou tomar a decisão, vamos ver”, comparou o brasileiro.

    Campeão da 32ª edição do ‘The Ultimate Fighter’, Mairon segue sem perder no octógono mais famoso do mundo. Em sua trajetória como profissional de MMA, o atleta da ‘Xtreme Couture’ soma 16 vitórias e apenas um revés no cartel. Agora resta saber se o futuro do jovem brasileiro dentro da liga será entre os pesos-penas ou entre os pesos-leves.

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  • Ex-campeão do UFC aposta em Topuria e alerta: “Pode ser uma noite ruim para o Charles”

    Ex-campeão do UFC aposta em Topuria e alerta: “Pode ser uma noite ruim para o Charles”

    Faltando pouco mais de um mês para o aguardado UFC 317, a luta principal entre Charles ‘do Bronx’ e Ilia Topuria segue movimentando as análises do mundo do MMA. O combate vale o cinturão dos pesos-leves (70 kg), atualmente vago após a subida de Islam Makhachev para a divisão dos meio-médios (77 kg). Com dois estilos contrastantes e trajetórias marcantes, o duelo promete ser um dos mais intrigantes do ano.

    Ex-campeão peso-galo (61 kg) do UFC, Aljamain Sterling foi um dos nomes que comentou o confronto, destacando os riscos que o brasileiro pode correr caso adote uma abordagem excessivamente ofensiva. Em entrevista ao podcast ‘The Weekly Scraps’, o norte-americano analisou os perigos do jogo em pé contra um adversário com o poder de nocaute de Topuria.

    “Oliveira é derrubado praticamente em toda luta. Se Ilia conseguir tocar o queixo dele como faz com os outros, pode ser uma noite ruim para o Charles”, avaliou.

    O lutador georgiano chega embalado após nocautear Alexander Volkanovski, mas abrir mão do título dos pesos-penas (66 kg), mantendo sua invencibilidade em 16 lutas como profissional. Agora, tenta repetir o feito em uma nova categoria e fazer história ao se tornar campeão em duas divisões. Do outro lado, o brasileiro, recordista de finalizações no UFC, aposta em sua excelência no solo para neutralizar as armas do desafiante.

    “O que ainda não vimos é alguém forçar o grappling contra Ilia. Talvez o Charles consiga cansá-lo, tirar um pouco da potência dos golpes. Isso pode mudar a luta”, opinou Sterling.

    Apesar de reconhecer a qualidade técnica e o histórico impressionante do ex-campeão dos leves, o norte-americano se mostrou cauteloso quanto às chances do atleta paulista. Para ele, o momento atual favorece Topuria, que já superou nomes consagrados.

    “Claro que o Charles pode vencer. Mas considerando tudo que o Ilia tem feito — o que ele fez com Volkanovski, com Holloway — fica difícil não vê-lo como a aposta mais segura”, finalizou.

    Outra disputa de cinturão

    Além do duelo entre Oliveira e Topuria, o card do UFC 317 contará com mais um brasileiro em ação em uma luta valendo título. O campeão dos pesos-moscas (57 kg), Alexandre Pantoja, colocará seu cinturão em jogo contra o neozelandês Kai Kara-France, em uma revanche que remonta ao ano de 2016, quando se enfrentaram na 24ª temporada do The Ultimate Fighter. Na ocasião, o representante do Brasil saiu vitorioso, e agora os dois retornam ao octógono em fases mais maduras de suas carreiras.

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