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  • Natália Silva explica mudança por disputa de título no UFC: “Quem dá as cartas é o Dana”

    Natália Silva explica mudança por disputa de título no UFC: “Quem dá as cartas é o Dana”

    Depois que venceu a ex-campeã Alexa Grasso no UFC 315 em maio de 2025, para muitos, Natália Silva havia garantido o ‘title shot’ na categoria peso-mosca (57 kg). Não à toa, a campeã da divisão, Valentina Shevchenko, já projetava um confronto com a brasileira pelo cinturão. Ciente da posição confortável em que se colocou, a atleta da ‘Team Borracha’ garantiu que não entraria em ação antes de ser agraciada com o posto de próxima desafiante. Entretanto, após negociações de bastidores, a especialista em taekwondo precisou voltar atrás na palavra e agendar outro compromisso no Ultimate. Em entrevista exclusiva à equipe reportagem da Ag Fight, a mineira de 28 anos explicou o que motivou sua mudança de postura.

    Invicta na organização com sete vitórias e atual número 2 do ranking, Natália admitiu que seu desejo, assim como o de sua equipe, era, de fato, já competir pelo cinturão na próxima rodada. Entretanto, em uma reunião com a alta cúpula do UFC, a brasileira foi informada que a campeã Valentina demoraria para lutar novamente. De olho em dar giro na categoria, a empresa, através da figura de seus principais dirigentes, solicitou que a striker se mantivesse ativa no meio tempo.

    Com uma mentalidade baseada em não se privar de desafios que a levem até o topo, Natália acatou a sugestão da alta cúpula do Ultimate e aproveitou uma oportunidade de mercado, substituindo Alexa Grasso e assumindo um embate contra outra ex-campeã da entidade: Rose Namajunas. A brasileira e a americana duelam neste sábado (24), no card do UFC 324 – show que abre o calendário de 2026 da companhia.

    O objetivo era esse mesmo (esperar o title shot). Nossa equipe queria a luta pelo título. Mas conversando com o UFC, eles disseram, logo após a luta da Valentina em novembro, que ela não lutaria por agora e que eles não queriam que eu ficasse sem lutar. Eles precisavam que eu me mantivesse ativa, disseram que eu precisava fazer mais uma luta. Com isso, acabou que na luta de Alexa e Rose, não sei o que houve, mas a Alexa teve que sair e o UFC me ofereceu e me chamou para fazer essa luta. E quem quer ser campeã, tem que vencer todas. Não importa. A Rose é um grande nome. E sabemos que uma vitória contra ela é muito importante para nós”, explicou Silva.

    Title shot garantido?

    Por mais que reconheça estar em uma posição de favorita ao ‘title shot’, Natália evita projetar os próximos passos. A única atleta na sua frente no ranking no momento é a francesa Manon Fiorot, que já teve a oportunidade de disputar o cinturão, mas acabou derrotada por Valentina Shevchenko. Sendo assim, caso derrote Namajunas e amplie sua invencibilidade, a mineira garante a sonhada chance? Não necessariamente. Sem ter sido comunicada de qualquer acordo futuro, a representante da ‘Team Borracha’ veste a mentalidade de ‘Funcionária do Ano’ para, inevitavelmente, sua chance de se tornar campeã finalmente chegue.

    Não tem como eu dizer (que o title shot está garantido vencendo essa luta). Sou só uma funcionária (risos). Quem dá as cartas é o papai Dana, é o Mick Maynard, os ‘matchmakers’ do evento. Uma coisa eles podem ter certeza: o que eles quiserem que eu faça, eu vou fazer. Porque quem eu precisar vencer para me tornar campeã, eu vou vencer. Porque meu objetivo aqui no UFC é ser campeã. Então não importa se vou precisar lutar (de novo), contra quem vou lutar. Meu objetivo é ser campeã e isso vai acontecer em breve. Eu creio”, ponderou a brasileira.

    O confronto entre Natália Silva e Rose Namajunas reforça o card principal do UFC 324 – primeiro evento da ‘era Paramount’ na organização. Outros dois brasileiros entram em ação no show: Jean Silva e Deiveson Figueiredo, que enfrentam, respectivamente, Arnold Allen e Umar Nurmagomedov. O ‘main event’ da noite fica com a disputa do título interino dos pesos-leves (70 kg) entre Justin Gaethje e Paddy Pimblett.

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  • Makhachev muda o tom e provoca Poirier antes do UFC 302: “Não acredita que pode me vencer”

    Makhachev muda o tom e provoca Poirier antes do UFC 302: “Não acredita que pode me vencer”

    Durante a semana da luta, Islam Makhachev pregou respeito por Dustin Poirier, ao fazer um apelo contra a aposentadoria de seu rival e o classificando como um futuro integrante do Hall da Fama do Ultimate. Entretanto, às vésperas do combate programado para liderar o UFC 302 deste sábado (1º), em Newark (EUA), o campeão dos pesos-leves (70 kg) ‘virou a chave’, mudou de postura e passou a provocar ‘The Diamond’.

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    Em sua participação no media day do evento, o wrestler russo alfinetou o desafiante ao opinar que nem mesmo Poirier acredita que pode sair vitorioso do confronto. Além disso, o pupilo de Khabib Nurmagomedov destacou que o americano não mudou seu estilo de luta desde o embate com seu mentor e, por isso, sabe exatamente quais são suas brechas dentro do octógono. Caso explore a luta agarrada, Makhachev projeta um embate mais fácil que os fãs aguardam.

    “Sinceramente, ele é o mesmo (que lutou com Khabib em 2018). Talvez (mais velho). Ele não acredita que pode me vencer. O treinador dele não acredita que ele pode me vencer. Eu sei que posso tornar essa luta fácil. Vou finalizar ele porque estou em um nível diferente. Sou o melhor lutador do mundo agora. Sendo sincero, meu estilo é o pior para ele. Ele pode derrotar alguns strikers. Ele é um dos melhores strikers do esporte, mas não somos strikers. Somos lutadores de MMA. Minhas habilidades estão em outro patamar. Posso trocar com ele, mas já disse, se quero fazer essa luta fácil, sei o caminho, Todos sabem. Sempre que um rival pressiona ele, o derruba. Ele tem os mesmos problemas de sempre”, opinou Islam.

    Auxílio de luxo no corner

    Além de despontar como franco favorito para o combate, Makhachev contará com um ajuda e tanto para o duelo contra Poirier. Afinal de contas, Khabib estará em seu corner durante a luta, para auxiliá-lo durante o confronto. Além de ex-campeão da categoria e invicto no MMA, ‘The Eagle’ possui experiência prévia contra Dustin – em 2019, o russo o finalizou com uma ‘mata-leão’ para defender seu título à época.

  • Peña explica falta de ‘trash talk’ contra Amanda no TUF: “Por que chutar cachorro morto?”

    Peña explica falta de ‘trash talk’ contra Amanda no TUF: “Por que chutar cachorro morto?”

    Responsável por chocar o mundo das lutas e destronar Amanda Nunes no peso-galo (61 kg) do UFC, em uma das maiores zebras da história do esporte, Julianna Peña usou e abusou do ‘trash talk’ para tentar desestabilizar psicologicamente a brasileira antes do combate disputado em dezembro. Porém, a postura provocadora não foi repetida pela americana durante as gravações da mais recente edição do reality show ‘The Ultimate Fighter’, onde as duas rivais ficaram novamente frente a frente e se enfrentaram como treinadoras das equipes.

    A mudança de comportamento por parte da nova campeã do peso-galo do UFC chamou a atenção de Amanda Nunes, que, em recente entrevista ao site ‘MMA Fighting’, questionou o que poderia ter motivado sua rival a ter evitado trocar farpas na frente das câmeras do programa. Questionada sobre o assunto, pelo site ‘MMA Mania’, Julianna Peña explicou suas razões e aproveitou para cutucar a ‘Leoa’.

    De acordo com Peña, o uso do ‘trash talk’ antes do primeiro combate entre elas tinha a finalidade de ajudá-la a vencer a brasileira. Com este objetivo cumprido, a americana afirmou que não viu a necessidade de seguir utilizando a mesma estratégia durante as gravações do ‘TUF’, especialmente, tendo em vista que, na sua visão, o estrago na parte psicológica de Amanda já foi feito.

    “Todas essas coisas que ela disse, tipo que eu não falei m*** e que eu estava querendo fazer as pessoas gostarem de mim ou algo assim, eu fiquei tipo, não, eu participei do show antes, então eu meio que sei como acontece a produção. Mas, dito isso, eu já venci você. Você não tinha sido finalizada, não tinha sido parada, você tinha esse título de GOAT e foi envergonhada, e você ficou tão frustrada que demitiu seu time inteiro. Você abandonou sua academia na qual estava há dez anos. Você teve que ver um psicólogo do esporte. Tipo, por que chutar um cachorro morto? Esse não é meu estilo, não é minha personalidade, e eu já sei o quanto dói nela. Não estou tentando jogar mais sal nas feridas. Eu já fiz meu trash talk no ringue. Não tem mais nada a ser dito por mim”, explicou Julianna.

    Considerada por muitos como a maior lutadora de todos os tempos, Amanda Nunes ostentava uma invencibilidade de 12 lutas quando foi derrotada por Julianna Peña no último mês de dezembro, perdendo, com isso, o cinturão peso-galo do UFC. Por conta do longo reinado e de sua história na organização, a brasileira foi agraciada com uma revanche imediata, que será disputada no dia 30 de julho, na edição de número 277 do Ultimate. Para promover e apimentar ainda mais a rivalidade, as duas foram escaladas para protagonizarem a mais nova temporada do ‘TUF’, que teve seu primeiro episódio transmitido nos Estados Unidos em maio deste ano.

  • Chikadze promete adotar ‘trash talk’ após ser preterido de disputa de título no UFC

    Chikadze promete adotar ‘trash talk’ após ser preterido de disputa de título no UFC

    Escalado para enfrentar Calvin Kattar na luta principal do UFC Vegas 46, Giga Chikadze tinha a expectativa de poder usar sua atuação no confronto deste sábado (15) como prova de que estaria pronto para substituir Max Holloway, lesionado, como próximo desafiante ao cinturão peso-pena (66 kg), diante do campeão Alexander Volkanovski. No entanto, o georgiano viu seus planos serem frustrados após a confirmação de Chan Sung Jung, o ‘Zumbi Coreano’, para a vaga deixada pelo havaiano.

    Preterido pelo lutador coreano, mesmo com um histórico recente de resultados melhor, Chikadze não parece ter digerido bem a situação. Questionado, durante o media day do UFC Vegas 46, se deveria ter feito algo especial para garantir o benefício da dúvida que fizesse com que a organização, pelo menos, aguardasse pela sua apresentação no próximo sábado antes de definir o substituto de Holloway na disputa de tíulo, o georgiano não teve dúvidas na hora de cravar que a ausência de declarações polêmicas pode ter feito a diferença na hora da liga tomar a decisão.

    Por isso, Chikadze prometeu adotar uma postura diferente a partir de agora. Se antes o ex-kickboxer apresentava uma personalidade mais amistosa, agora o georgiano declarou que pretende começar a fazer uso do ‘trash talk’ para provocar seus adversários e, com isso, ser visto como uma opção mais atraente para o UFC no aspecto comercial.

    “Eu acho que estou sendo muito bonzinho em toda minha carreira. Talvez seja a hora de falar umas merdas e eu vou falar umas merdas. É a razão, provavelmente, pela qual outras pessoas vendem os cards de pay-per-view. Eles querem ver isso? Apenas espere pelo meu trash talk (risos). Eu aprendi inglês muito bem agora e estou pronto para começar”, declarou Chikadze.

    Ex-lutador do Glory, renomado evento de kickboxing, Giga Chikadze iniciou sua trajetória no MMA profissional em 2015 e, desde então, possui um cartel de 14 vitórias e apenas duas derrotas na modalidade. Pelo UFC, onde estreou em 2019, o georgiano venceu todos os sete combates que disputou até o momento e ocupa a oitava colocação no ranking dos pesos-penas, podendo, com um triunfo sobre Calvin Kattar neste sábado, começara a sonhar com uma disputa de cinturão.

  • Belal Muhammad dispara contra Edwards após pedido de ‘title shot’: “Você é frouxo”

    Belal Muhammad dispara contra Edwards após pedido de ‘title shot’: “Você é frouxo”

    Se dentro do octógono, ainda que bastante abalado emocionalmente, Belal Muhammad pareceu disposto a perdoar Leon Edwards pelo golpe ilegal que encerrou precocemente o duelo válido pela luta principal do UFC Vegas 21, fora dele, as declarações do adversário fizeram o americano mudar de ideia. Irritado com a postura do inglês após o melancólico final de embate entre eles, ‘Remember The Name’, como é conhecido, foi ao ‘Twitter’ disparar contra o rival e pedir pela revanche (veja abaixo ou clique aqui).

    Responsável por liderar o card do evento do UFC do último sábado (13), o confronto entre Edwards e Muhammad terminou sem resultado, após uma dedada no olho aplicada de forma involuntária pelo lutador inglês, ainda nos momentos iniciais do segundo round, impossibilitar a continuidade do americano de ascendência palestina no combate. Logo após a interrupção do árbitro central da peleja, ‘Rocky’ se desculpou com o oponente, visivelmente arrependido, mas, na coletiva de imprensa pós-show, sua postura sofreu uma alteração.

    Durante a conversa com os jornalistas presentes, Edwards não se privou de pedir uma oportunidade de lutar pelo cinturão dos meio-médios (77 kg), mesmo tendo causado o incidente que interrompeu a disputa contra Muhammad momentos antes. Por sua vez, o americano, que não compareceu à coletiva por ter sido levado ao hospital logo após o combate, não ficou nada satisfeito e, através de suas redes sociais, rebateu as declarações do rival.

    “Nunca vi alguém agir de forma tão durona depois de cutucar alguém no olho. A luta estava apenas começando e se você está satisfeito por terminá-la daquele jeito, você é frouxo e não vai conseguir uma luta de título. Eu aceitei a luta com três semanas de antecedência e vim lutar. Faça (a luta) de novo”, escreveu Belal.

    Antes do duelo do último sábado, Leon Edwards ostentava uma sequência de oito vitórias no octógono mais famoso do mundo, que o levaram ao terceiro lugar no ranking dos meio-médios do UFC. A ascensão do lutador inglês rumo ao ‘title shot’, no entanto, foi atrapalhada pela pandemia do novo coronavírus, que, direta ou indiretamente, o deixou for de ação por mais de um ano e meio.

    Por sua vez, Belal Muhammad chegou para o confronto contra ‘Rocky’ embalado pela sua própria sequência positiva. O americano de ascendência palestina vinha de quatro triunfos consecutivos, o mais recente deles contra Dhiego Lima, no último mês de fevereiro, e poderia dar um passo importante na carreira com uma vitória sobre Leon Edwards.

  • Após encontro amigável, ‘Borrachinha’ critica Adesanya: “Muda de personalidade”

    Escalados para se enfrentarem no próximo sábado (26), pelo cinturão peso-médio (84 kg) do Ultimate, Paulo ‘Borrachinha’ e Israel Adesanya ficaram frente a frente pela primeira vez na ‘Ilha da Luta’, sede do UFC 253, logo no início da semana pré-evento. E ao contrário do que se poderia imaginar, considerando que ambos nutrem uma rivalidade repleta de provocações e ameaças, o encontro no corredor do hotel onde estão hospedados foi bastante pacífico e amigável, para a surpresa dos fãs e inclusive do brasileiro.

    Em conversa com a imprensa durante o media day do UFC 253, ‘Borrachinha’ admitiu ter sido surpreendido pela mudança de postura do desafeto ao encontrá-lo pessoalmente. De acordo com o lutador mineiro, ele esperava, até mesmo pelo histórico de provocações disparadas por ambos os lados, um comportamento completamente diferente do que Adesanya apresentou.

    “Ele muda muito sua personalidade, sua persona. O Adesanya que eu vi na vídeo conferência era um cara muito desrespeitoso. Ele mostrou várias vezes seu dedo (médio) para mim. Quando eu o encontrei lá em cima (no corredor do hotel), ele foi muito simpático, muito gentil. Quando eu o vi, eu estava preparado para outro tipo de cara. Ele veio e estendeu sua mão para me cumprimentar e perguntou como eu estava”, relatou ‘Borrachinha’.

    Depois de meses de farpas trocadas, Paulo ‘Borrachinha’ e Israel Adesanya medem forças na luta principal do UFC 253, na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi, neste sábado. Invictos em suas carreiras, os pesos-médios duelam pelo cinturão da categoria e pela manutenção do zero na coluna de derrotas em seus respectivos cartéis.

  • ‘Massaranduba’ promete estilo falastrão em nova categoria no UFC

    ‘Massaranduba’ promete estilo falastrão em nova categoria no UFC

    Se dentro do octógono Francisco ‘Massaranduba’ não aparenta sentir os efeitos dos 41 anos de idade, fora dele a idade avançada e a experiência adquirida com a mesma sinalizam mudanças drásticas para o futuro próximo. O desgastante corte de peso para atingir o limite da divisão dos leves (70 kg) não é algo que o brasileiro tenha intenção de manter em sua rotina e, por isso, a subida para os meio-médios (77 kg) é dada como certa pelo lutador. Na nova categoria, o ex-participante do ‘TUF Brasil’ ainda promete uma nova atitude.

    No UFC desde 2012, depois de ser um dos participantes da primeira edição da versão brasileira do reality show ‘The Ultimate Fighter’, ‘Massaranduba’ chegou a engatar uma sequência de sete vitórias seguidas na organização. Mesmo assim, em razão do seu estilo mais reservado – comum na maioria dos atletas tupiniquins -, o veterano ficou longe de receber as oportunidades devidas para alcançar o topo da categoria dos leves e, consequentemente, garantir um maior reconhecimento, tanto financeiro como esportivo.

    A experiência adquirida com a idade, no entanto, fez com que o lutador repensasse sua postura. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight (veja abaixo ou clique aqui), ‘Massaranduba’ prometeu adotar um estilo ‘falastrão’ na nova categoria, tendo em vista o sucesso obtido por atletas desse tipo junto à organização e ao público. O brasileiro ainda fez questão de aconselhar seus compatriotas a seguirem o mesmo caminho, ainda que os fãs tupiniquins não apoiem este tipo de comportamento da mesma forma que os americanos, já acostumados com as provocações e xingamentos entre atletas.

    “Eu vou ganhar duas, três lutas no 77 (kg) e começar a xingar todo mundo (risos). Começar a falar palavrão, xingar a galera e desafiar mesmo: ‘Quero lutar com esse manezão aí, quero bater na bunda dele’. Fazer igual os outros caras fazem. Eu acho que você tem que fazer barulho. E o lutador brasileiro, eu amo o meu país, mas se o lutador brasileiro fala uma besteira, o próprio cara que é seu fã vai te criticar, por você estar falando demais. Mas a gente tem que perder essa mentalidade. A gente tem que perder essa timidez. Poucos brasileiros são falastrões. Tem que falar, desafiar”, afirmou Francisco Trinaldo, antes de citar o peso-leve Charles ‘Do Bronx’, que vem de sete triunfos seguidos e tem tido dificuldade de conseguir um adversário acima do topo do ranking, como exemplo de alguém que se beneficiaria com a estratégia.

    “Igual o Charles ‘Do Bronx’, que tá vindo de sete (vitórias), ele tem que falar, tem que xingar o fulano. Aí a torcida brasileira fica criticando o cara. Assim como eu, eu estava com sete vitórias seguidas e estava quieto no meu canto, podia vir qualquer um que eu lutava. Mas não é assim, e a torcida brasileira tem que ajudar a gente. Os americanos falam palavrão, falam tudo, são mal educados para caramba, e os caras gostam. Os caras chegam lá em cima, ganham bastante dinheiro, e a gente que fica quietinho, educado, não ganha porra nenhuma. A gente tem que falar. Vou ser mais falastrão. Vou xingar até a mãe do cara”, concluiu o lutador, que ainda citou Paulo ‘Borrachinha’ e Gilbert ‘Durinho’ como bons exemplos a serem seguidos, por saberem se promover fora dos octógonos e ‘se garantirem’ na hora da luta.

    No MMA profissional desde 2006, Francisco Trinaldo, o ‘Massaranduba’, acumula 26 vitórias e sete derrotas em seu cartel. Com o planejamento de subir para os meio-médios já em seu próximo compromisso, o agora ex-peso-leve, de 41 anos, ainda prevê ampliar sua longevidade no esporte pela ausência do desgaste de corte de peso na nova categoria.

  • Surpreso por mudança de postura de Holloway, Volkanovski dispara: “É mau perdedor”

    Surpreso por mudança de postura de Holloway, Volkanovski dispara: “É mau perdedor”

    Alexander Volkanovski (à esquerda) é o campeão peso-pena do UFC – Rigel Salazar/ PXImages

    Após adotarem uma abordagem amistosa na promoção da revanche pelo cinturão peso-pena (66 kg), que será disputada no sábado (11), Alexander Volkanovski e Max Holloway decidiram iniciar uma troca de farpas faltando poucos dias para o aguardado embate no co-main event do UFC 251, na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi (EAU). Depois do havaiano tecer críticas a apresentação do campeão no primeiro encontro entre eles, o australiano classificou o rival como um “mau perdedor”.

    Durante o media day virtual do UFC 251, Volkanovski demonstrou surpresa com a mudança de postura do ex-campeão, destronado por ele em dezembro do ano passado. Apesar disso, o australiano não se intimidou e prometeu que não vai deixar as provocações do rival interferirem em seu plano de luta.

    “Veja, eu não sei se ele está jogando e apenas tentando fazer as pessoas acreditarem na m*** que ele está dizendo, eu não sei o que é isso. Não vou deixar isso me abalar. Parece que está afetando a ele. Parece que ele está ressentido e está sendo um mau perdedor, mas eu acho que perder é difícil e talvez seja por isso que ele está agindo assim. Ele está dizendo umas coisas malucas”, comentou Volkanovski, antes de completar.

    “Tem algo diferente sobre o jeito que ele está agindo. Não sei o que é. De novo, eu não odeio o cara. Tenho respeito por ele e você pode ver claramente depois da minha luta que eu estava dizendo que ele foi um grande campeão e eu gostaria de ser um grande campeão também. É assim que eu conheço Max Holloway. Vê-lo dizer essas coisas e agir do jeito que está agindo, isso não combina com ele. Não é como ele deveria estar se comportando. Não sei por que ele está agindo assim. Eu estou surpreso por isso, mas ao mesmo tempo me faz querer bater mais nele também, então eu posso usar isso como combustível”, concluiu.

    Após engatar uma sequência de sete vitórias desde sua estreia no Ultimate, Alexander Volkanovski encarou o então campeão Max Holloway no UFC 245, em dezembro de 2019, e, com uma estratégia impecável, conseguiu destronar o rival e conquistar o título da divisão dos penas. Para provar que o primeiro duelo não foi um acidente, o australiano faz sua primeira defesa de cinturão justamente contra o havaiano, no próximo sábado, na edição 251, marcada para inaugurar a ‘Ilhada da Luta’, em Abu Dhabi.

  • Usman aconselha ex-campeão a adotar postura de ‘Durinho’ para se aproximar de title shot

    Tyron Woodley foi derrotado por Kamaru Usman no UFC 235 – Rigel Salazar

    Afastado dos octógonos do UFC desde março de 2019 – quando perdeu o cinturão peso-meio-médio (77 kg) ao ser superado por Kamaru Usman -, Tyron Woodley viu a categoria se movimentar sem sua presença. Colby Covington teve a primeira chance de destronar o novo campeão em dezembro do ano passado, enquanto Jorge Masvidal se posicionava como o próximo desafiante após completar uma temporada brilhante. O longo hiato, prejudicado ainda mais pela pandemia do novo coronavírus, colocou o americano em uma espécie de limbo, onde ele não está perto de um title shot, mas também não parece disposto a enfrentar lutadores em ascensão na divisão.

    Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Kamaru Usman aconselhou o americano a modificar sua abordagem em relação a futuras lutas caso queira receber uma chance de recuperar o cinturão da categoria. O campeão citou a postura destemida do brasileiro Gilbert ‘Durinho’, seu companheiro de equipe na ‘Hard Knocks 365’, como um exemplo que deveria ser seguido por Woodley.

    Desde que subiu para os meio-médios, ‘Durinho’ soma três triunfos consecutivos, além de ter se notabilizado por estar sempre preparado e disponível para entrar em ação, como no caso de seus combates contra Alexey Kunchenko e Gunnar Nelson, quando foi escalado pela organização em cima da hora. Embalado pelos resultados positivos e pela atitude, o faixa-preta ascendeu à sexta posição no ranking da categoria após nocautear o compatriota Demian Maia, no último UFC Brasília, realizado no dia 14 de março.

    “Toda essa situação meio que abafou as coisas, mas eu sinto que Tyron está se segurando por Deus sabe o que. Porque você não está ficando mais jovem. Você é um cara talentoso, você tem muitas habilidades. O único jeito para você retornar ao título é apenas lutar. Não importa contra quem você lute. Diga sim para todo mundo. Vá lá e lute, e eu sei que ele não está dizendo sim para todo mundo. Diga sim para qualquer um que eles jogarem na sua frente e nocauteie caras suficientes, e adivinha só? Eles não tem escolha, mas te dar um title shot. Toda essa coisa de escolher a dedo quem você quer, isso não está funcionando para você. A única coisa que você está gastando é tempo”, ponderou Usman, antes de enaltecer ‘Durinho’ e sugerir que Woodley siga seu exemplo.

    “Essa é a abordagem que você precisa ter. A diferença é que Tyron ainda está se segurando na mentalidade de ser um campeão e estar acostumado a um certo tipo de tratamento. Você não está mais nessa situação. Você tem que abordar isso como Gilbert (Durinho) está abordando. Você quer colocar alguém na minha frente, é uma oportunidade para ganhar um dinheiro e nocautear alguém. É por isso que Gilbert está crescendo do jeito que está”, finalizou o campeão.

    Campeão dos meio-médios entre julho de 2016 e março do ano passado, Tyron Woodley acabou destronado ao perder para Kamaru Usman por decisão unânime dos juízes após cinco rounds, no UFC 235. O americano estava escalado para enfrentar Leon Edwards, no que marcaria seu retorno aos octógonos, no UFC Londres, marcado originalmente para o dia 21 de março deste ano, mas a pandemia do novo coronavírus obrigou o Ultimate a cancelar o evento.

  • De olho em luta contra McGregor, Justin Gaethje afirma que vai manter mesma postura

    Conor McGregor está na mira de Justin Gaethje – Diego Ribas

    Com todas as atenções do UFC voltadas para o retorno de Conor McGregor e a disputa de título entre Khabib Nurmagomedov e Tony Ferguson, Justin Gaethje viu seu nome ser deixado um pouco de lado entre os principais lutadores do peso-leve (70 kg). Agora, com o triunfo do irlandês no último sábado (18) sobre Donald Cerrone, o americano visa entrar novamente no radar das lutas mais importantes da divisão.

    Em entrevista ao ‘Punchlines Podcast’, Gaethje declarou que a vitória de McGregor em seu retorno aos octógonos pode influenciar o irlandês a aceitar um duelo contra ele. No entanto, o peso-leve – atual quarto colocado no ranking da categoria – não pretende mudar sua postura serena para garantir uma chance de enfrentar o ex-campeão dos penas (66 kg) e dos leves do Ultimate, mesmo ciente da importância da autopromoção no esporte atualmente.

    “No fim, aquele cara (McGregor) toma suas próprias decisões, e eu acho que ele tem mais confiança agora. Ele precisava de uma vitória. Sim, eu acho que ele vai lutar comigo agora. Para mim, eu espero que nocautear as pessoas seja o meu ‘diferencial’, porque eu não consigo me vender, por assim dizer, e me tornar uma pessoa diferente em frente às câmeras e ser uma pessoa diferente fora delas. É preciso muita inteligência para fazer algo assim. Ser capaz de manter a atuação vai tomar muito tempo e energia, e (tirar) muita concentração do que eu quero fazer”, declarou Gaethje, antes de completar.

    “Acho que pode me atrapalhar no longo prazo, não querer seguir esse caminho. Eu poderia ter estado (no UFC 246), na primeira fila. Poderia ter feito uma cena, mas talvez eu perca uma oportunidade por não ter estado lá”, concluiu o americano.

    Justin Gaethje vem de três vitórias por nocaute consecutivas no Ultimate, sobre James Vick, Edson Barboza e Donald Cerrone, respectivamente. Já Conor McGregor – que estava afastado do esporte desde outubro de 2018, quando foi finalizado por Khabib Nurmagomedov – precisou de apenas 40 segundos para derrotar ‘Cowboy’ Cerrone na luta principal do UFC 246, em Las Vegas (EUA).