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  • Rockhold menospreza divisão dos meio-pesados e usa ‘Marreta’ como exemplo

    Luke Rockhold é ex-campeão dos pesos-médios (84 kg) do UFC – Diego Ribas

    Há menos de um ano, Thiago ‘Marreta’ migrou dos pesos-médios (84 kg) para os meio-pesados (93 kg) do UFC em busca de sofrer menos com a balança. Após três vitórias na categoria, o brasileiro foi escalado para disputar o cinturão contra Jon Jones no evento deste deste sábado (6), em Las Vegas (EUA). Por conta da rápida ascensão do carioca, Luke Rockhold chamou a divisão de “fraca” e previu chegar logo ao topo.

    Isso porque, no evento deste final de semana, Rockhold estreará na categoria dos meio-pesados em duelo contra Jan Blachowicz. Ex-campeão dos pesos-médios (84 kg), Luke foi nocauteado em dois dos seus últimos três confrontos. Apesar disso, em conversa com jornalistas durante o ‘media day’ dessa quinta-feira, ele apontou que terá mais facilidade na divisão de 93 kg.

    “As habilidades na categoria dos médios são muito diferentes. O problema da categoria meio-pesado é que você tem caras como Marreta, que não eram nem top 10 no peso-médio e estão no topo máximo dos meio-pesados. É uma categoria fraca, não há técnica, habilidade. Vou trazer isso e muito mais”, previu, em entrevista coletiva que contou com a participação da reportagem da Ag. Fight.

    Luke perdeu o cinturão dos médios em 2016, ao sucumbir diante de Michael Bisping. Depois disso, ele venceu David Branch antes de ser derrotado por Yoel Romero em fevereiro de 2018. Após lesões o afastarem do octógono por mais de um ano, Rockhold agora retorna na categoria dos meio-pesados, algo que ele apontou que já deveria ter feito há tempos.

    “O camp de treinamento é diferente, poder comer e nutrir meu corpo, levantar peso, que era algo que eu havia parado. Antes eu ficava muito estressado com tudo. Me sinto bem, estou lutando onde deveria. (…) Sou um meio-pesado, tenho sido um meio-pesado por muitos anos. Tinha que parar com isso de tentar ser um peso-médio. Deixei isso pra lá, essa é uma nova divisão, uma nova fase, vamos nessa”, concluiu.

    Aos 34 anos, Rockhold soma, até o momento, 16 vitórias e quatro derrotas em seu cartel profissional no MMA. Ele conquistou o cinturão dos médios em dezembro de 2015, ao nocautear Chris Weidman no mesmo evento que teve José Aldo vs. Conor McGregor como luta principal da noite.

  • Darren Till volta a cogitar subida para os pesos-médios do UFC

    Darren Till vem de derrota por nocaute para Jorge Masvidal no UFC – Scott Garfitt

    Tão comentado quanto seus nocautes, o processo brutal de desidratação de Darren Till pode estar com os dias contados. Em entrevista à revista ‘Fighters Only’, o britânico afirmou que está ponderando a possibilidade de subir dos meio-médios (77 kg) para os médios (84 kg), categoria para a qual ele teria menos dificuldade de bater o peso.

    Apelidado ‘The Gorilla’ por causa de sua compleição física, Till já fracassou na balança duas vezes durante sua passagem pelo UFC — uma contra Jessin Ayari, em 2017, e outra quando enfrentou Stephen Thompson, em 2018. Apesar de ter batido o peso com sucesso nos seus dois últimos compromissos, Darren sabe do sacrifício que se impõe a cada vez que uma luta se aproxima. Por isso, está pensando em subir de divisão — o que já chegou a cogitar no fim do ano passado, antes de permanecer nos 77 kg.

    Segundo Till, um dos responsáveis por incentivá-lo a subir é TJ Dillashaw — e de maneira involuntária. O inglês declarou que analisou bem as condições físicas do ex-campeão peso-galo (61 kg) na luta contra Henry Cejudo, válida pelo cinturão peso-mosca (57 kg), em janeiro. Darren contou que viu semelhanças entre o corpo excessivamente desidratado de Dillashaw e o seu nos dias pré-luta.

    “Quando ele lutou com Cejudo, ele estava fisicamente – ele parecia comigo com 77 kg. Ele simplesmente não parecia TJ, porque because TJ é um animal. Cejudo é um lutador muito bom também, mas acho que o resultado seria diferente em um peso mais alto”, afirmou, antes de prever uma boa jornada nos médios.

    “Eu não seria pequeno com 84 kg. Eu estaria ali no bolo com os caras. O grande cara, o campeão interino Israel (Adesanya) é um ótimo lutador. O campeão (Robert Whittaker) é um bom lutador. Há alguns monstros. O único cara que é assustador é Yoel (Romero)”, destacou.

    Till foi derrotado por Jorge Masvidal em seu último confronto, no UFC Londres, em março. Foi a sua segunda derrota na carreira, e a segunda pela via rápida. Em setembro do ano passado, na disputa do título meio-médio, ele foi finalizado por Tyron Woodley sem ter acertado nenhum golpe significativo em mais de nove minutos de confronto.

  • Dana White anuncia que a divisão dos pesos-moscas continua no UFC

    Dana White anuncia que a divisão dos pesos-moscas continua no UFC

    Henry Cejudo é o mais novo ‘champ champ’ do UFC – Dan Wainer/Ag Fight

    Desde o final de 2018 que rumores sobre o fim da divisão dos pesos-moscas (57 kg) do UFC circulam frequentemente na imprensa e nos bastidores da organização. O numeroso corte de atletas nas últimas atualizações do ranking da categoria – que agora conta com apenas 12 lutadores – gerou indícios ainda mais fortes. Apesar de tudo isso, Dana White, presidente do Ultimate, afirmou que a continuidade da divisão está confirmada.

    Em entrevista coletiva após o evento do último sábado (8), em Chicago (EUA), o presidente do UFC destacou que a sobrevida da divisão dos moscas teve a ver com a ascensão de Henry Cejudo nos octógonos. Ao bater Marlon Moraes e garantir o título dos galos (61 kg) no último final de semana, o campeão dos moscas entrou para o seleto rol de atletas que conquistaram dois cinturões simultaneamente na organização. E isso parece ter motivado Dana White a não encerrar a categoria de menor peso entre os homens do Ultimate.

    “Obviamente, ele (Henry Cejudo) vencer teve muito a ver com a divisão (dos moscas). Então, sim. (…) Está confirmada”, afirmou o presidente do UFC.

    Após conquistar o título dos moscas em agosto de 2018 – ao derrotar Demetrious Johnson por decisão dividida dos juízes -, Cejudo defendeu o cinturão em janeiro deste ano, em duelo contra TJ Dillashaw. Com a vitória, Henry desafiou o então campeão dos galos para um combate na categoria de 61 kg. No entanto, após TJ ser flagrado em exame antidoping, Marlon Moraes foi escalado para enfrentar o agora ‘champ-champ’. Ao longo da carreira profissional no MMA, ‘The Messenger’ soma, até o momento, 15 triunfos e dois reveses.

  • Cerrone pula para 4º lugar no ranking dos leves após nova vitória no UFC

    Cerrone pula para 4º lugar no ranking dos leves após nova vitória no UFC

    Donald Cerrone agora é o quarto colocado na divisão dos leves (70 kg) do UFC – Diego Ribas

    Donald Cerrone conquistou a terceira vitória consecutiva no UFC após bater Al Iaquinta no evento do último sábado (4), no Canadá. Com isso, o ‘Cowboy’ pulou da oitava para a quarta posição na divisão dos pesos-leves (70 kg) após a atualização que o Ultimate realizou em seu ranking nessa segunda-feira. Deste modo, o americano figura definitivamente como um dos principais aspirantes ao título da categoria.

    Isso porque, além dos campeões Khabib Nurmagomedov (linear) e Dustin Poirier (interino), acima dele agora só aparecem Conor McGregor e Tony Ferguson. Curiosamente, enquanto o irlandês sucumbiu diante de Khabib em sua última luta e aguarda o próximo desafio no Ultimate, ‘El Cucuy’ recentemente anunciou que retornará ao UFC após ter se afastado para resolver problemas pessoais.

    Caso venha a enfrentar, e vença, um desses dois atletas, provavelmente o ‘Cowboy’ seria colocado como desafiante ao cinturão dos leves. Antes disso, no entanto, ele terá que aguardar Khabib e Poirier unificarem o título da categoria em duelo previsto para o dia 7 de setembro, em Abu Dhabi.

    Além de Cerrone, Macy Chiasson também ganhou significativas posições após a nova atualização do ranking. Com o nocaute sobre Sarah Moras no evento do último final de semana, a peso-galo (61 kg) passou a figurar na décima colocação da categoria que tem a brasileira Amanda Nunes como campeã. Outro a subir na lista foi Anderson Silva, que pulou para o 14º lugar após Elias Theodorou cair para 15º com a derrota para Derek Brunson.

    Al Iaquinta foi outro que perdeu algumas colocações após o UFC Ottawa. Com a derrota por decisão unânime para Cerrone, o ‘Raging’ saiu do quarto para o sexto lugar na categoria dos leves. Já Kevin Lee e Edson Barboza desceram um degrau cada por conta da ascensão do ‘Cowboy’ no ranking.

  • Dana White muda de ideia e mira retorno de Holloway para os pesos-penas

    Dana White muda de ideia e mira retorno de Holloway para os pesos-penas

    Dana White é o presidente do UFC, a maior organização de MMA do planeta – Diego Ribas

    Após Max Holloway defender com sucesso o cinturão dos pesos-penas (66 kg) do UFC contra Brian Ortega em dezembro do ano passado, Dana White, presidente da organização, declarou que gostaria que o havaiano migrasse para a divisão dos leves (70 kg). No entanto, depois que ‘The Blessed’ sucumbiu diante de Dustin Poirier nesse sábado (13), o dirigente voltou atrás e projetou que o campeão volte à sua categoria de origem.

    Isso porque, durante a disputa pelo cinturão interino dos leves, Holloway não conseguiu ter a mesma efetividade que possuía nos golpes aplicados contra os pesos-penas. Deste modo, ele foi castigado por Poirier e perdeu quatro dos cinco rounds da luta principal do evento em Atlanta (EUA) – o que fez com que Dana White mudasse de opinião.

    “Eu sempre quis ver como ele (Max Holloway) lutaria nos leves, (…) mas o que eu não esperava é que ele pareceria tão pequeno na divisão. Então, estou ansioso para ele voltar para os penas. (…) Ele é durão, é incrível, mas eu gostaria de vê-lo nos penas novamente. Na minha opinião, Poirier parecia muito maior do que ele”, ressaltou o presidente do UFC, em entrevista coletiva após o UFC 236.

    Antes de sucumbir diante de Poirier, Max emendou 13 vitórias consecutivas no UFC. O havaiano conquistou o cinturão dos penas em 2017, ao bater José Aldo. Ao longo da carreira profissional no MMA, Holloway soma, até o momento, 20 triunfos e quatro derrotas no cartel.

  • Wilson Reis lamenta futuro dos moscas no UFC: “Acho que a categoria vai acabar”

    Wilson Reis lamenta futuro dos moscas no UFC: “Acho que a categoria vai acabar”

    Wilson Reis encara o compatriota Alexandre Pantoja neste sábado – Erik Engelhart

    Apontada como pouco atrativa e rentável, a divisão dos pesos-moscas (57 kg) do UFC tem tido sua permanência na organização questionada para 2019. E, de acordo com Wilson Reis – um dos remanescentes da categoria -, a expectativa é que o Ultimate realmente acabe com a divisão masculina de menor peso. E isso poderia ocorrer antes mesmo do segundo semestre deste ano.

    Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, Wilson recordou que os indícios sobre o fim da categoria se fortaleceram após o UFC demitir diversos atletas nos últimos meses. Além disso, o atual campeão Henry Cejudo disputará o cinturão dos galos (61 kg) contra Marlon Moraes em uma superluta no dia 8 de junho. E a vitória de ‘The Messenger’ poderia decretar definitivamente o fim da divisão.

    “A gente não sabe o futuro da categoria, não dá para saber. Infelizmente, o UFC não dá uma posição concreta, então, a gente tem que cruzar os dedos e só. (…) Acho que ainda teremos algumas lutas na categoria, umas duas ou três lutas, e vai acabar. Acho que a categoria vai acabar. Porque não estão contratando ninguém. Já cortaram praticamente 80% da categoria, então o que aparenta é que a categoria vai acabar. Até junho ou julho já deve ter acabado”, lamentou.

    Ainda que pouco esperançoso, o lutador mineiro ressaltou que evita pensar na possibilidade de ter que subir para os galos para continuar no UFC. E, apesar de admitir que a mudança de categoria lhe traria algumas complicações, Wilson garante que, com alguns ajustes, resolveria problemas como o de menor envergadura. E, na conversa com a Ag. Fight, o atleta destacou que os moscas poderiam até mesmo ter algumas vantagens na divisão de cima.

    “A dificuldade seria mais de envergadura, porque técnica e força a gente consegue dar um jeito, mas envergadura é um problema, porque junta com o peso do cara e tudo e atrapalha. Mas já lutei nessa categoria antes, então é só fazer alguns ajustes para poder lutar bem. (…) Vantagem seria de velocidade, de cortar menos peso, porque existem atletas que cortam bastante peso. Acho que seriam as únicas vantagens”, ressaltou.

    Antes de qualquer coisa, Wilson tem encontro marcado com Alexandre Pantoja no próximo sábado (13), em Orlando (EUA). Contra o compatriota, o mineiro buscará a 24ª vitória como lutador profissional de MMA, em cartel que também conta com nove derrotas. Para isso, ele contou que pretende surpreender o rival carioca e dar um show para o público. Desta forma, tentaria mostrar para o UFC que a divisão dos moscas ainda pode cair no gosto dos fãs e garantir retorno financeiro para a organização.

    “Pretendo anular o jogo do Pantoja com inteligência, com síntese, movimentação. Bastante pressão, porque o Pantoja é um cara que vem para cima também, então é um cara que eu quero confundir e derrubar. Botar ele no chão em uma posição boa, desconfortável, até chegar na finalização ou no nocaute. (…) Não quero fazer uma luta voltada só para a vitória, mas para entreter o público também”, concluiu.