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  • Colby garante resiliência por título do UFC após bater na trave três vezes: “Quero mais que viver”

    Colby garante resiliência por título do UFC após bater na trave três vezes: “Quero mais que viver”

    Colby Covington desponta há quase uma década como um competidor da elite dos meio-médios (77 kg). A constância em sua carreira permitiu que o falastrão americano chegasse em três oportunidades distintas ao almejado ‘title shot’ do UFC – principal liga de MMA do mundo. No entanto, nas três chances que teve de disputar o cinturão linear da categoria, ‘Chaos’, como é conhecido, ‘bateu na trave’ e foi derrotado. Apesar dos percalços, o atleta da ‘MMA Masters’ se recusa a desistir do objetivo e garante que tentará uma nova empreitada até o título.

    Ex-campeão interino, Colby ocupa atualmente a quinta colocação do ranking do UFC. Em baixa, o lutador de 35 anos vem de derrota para Leon Edwards em dezembro passado – duelo que valeu o cinturão linear até 77 kg. Nas outras duas vezes em que foi derrotado em disputas de título linear, em 2019 e 2021, seu algoz foi o nigeriano Kamaru Usman. Sem hesitar sobre o momento delicado atual, Covington destacou, em entrevista ao canal ‘Submission Radio’, estar disposto a enfrentar quem quer que seja no intuito de se credenciar novamente por em embate contra quem estiver no posto de campeão.

    “Sou o título dessa categoria, o salvador dos meio-médios, o maior atrativo da divisão. Existe um motivo para todos falarem no meu nome (…) Estou em uma luta de título toda vez que entro em ação, todos sabem disso. Voltar (a disputar) esse título linear, quem quer que seja o maior e melhor nome que o UFC me diga que eu tenho que derrotar para chegar até lá (title shot), é isso que farei. Quero esse título mais do que quero respirar, mais do que quero viver. Estou no auge, 35 anos. Não sofri danos na carreira, muito menos nessa última luta, Leon nem deixou um arranhão no meu rosto. Sei que sou o campeão meio-médio, que sou o melhor até 77 kg do mundo (…) Vou continuar melhorando, estou investindo tudo nisso, quero esse título dos meio-médios mais do que quero viver. O que for preciso para voltar para lá, estou disposto a fazer, o UFC sabe disso”, declarou Chaos.

    Uma vitória é o suficiente? 

    Em suas seis últimas lutas, Covington alternou três vitórias e três derrotas. Sendo assim, seria improvável que um resultado positivo fosse o suficiente para encaminhá-lo para um eventual quarto ‘title shot’. Porém, o histórico recente pesa a favor do americano. Quando foi superado por Usman nos dois combates valendo o cinturão linear, Colby precisou somente de um triunfo nas duas oportunidades – contra Tyron Woodley em 2020 e Jorge Masvidal em 2022 – para ser escalado novamente como desafiante da categoria dos meio-médios na rodada seguinte.

  • Após Pimblett ‘morder a isca’, Moicano exalta impacto de luta com o inglês: “Muda a carreira”

    Após Pimblett ‘morder a isca’, Moicano exalta impacto de luta com o inglês: “Muda a carreira”

    No último sábado (3), no UFC Vegas 85, Renato Moicano venceu Drew Dober e ficou em alta pelo triunfo e também pela emblemática entrevista ainda no octógono. E o brasileiro aproveitou o momento no centro dos holofotes para utilizar de uma artimanha para atrair a atenção de um dos lutadores mais populares da categoria dos pesos-leves (70kg): Paddy Pimblett. Após ver a sensação da Inglaterra ‘morder a isca’, o atleta brasiliense admitiu, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, que um combate contra ‘The Baddy’ poderia significar um divisor de águas em sua carreira.

    Logo após o evento sediado no ‘Apex’, Moicano sugeriu que Dober – a quem acabara de vencer – enfrentasse Pimblett na próxima rodada. Possivelmente com o ‘ego ferido’, o prospecto inglês rebateu a proposta do brasileiro e revelou interesse em um confronto direto com Renato. Apesar da troca de interações nas redes sociais, o brasiliense questiona a real intenção de Paddy, de fato, estar disposto a ‘correr o risco’ e tirar o duelo do papel – colocando em jogo sua invencibilidade no Ultimate.

    Ele mordeu a isca. É o que pensei: ‘Vou falar para ele lutar contra o Drew Dober, porque aí ele vai ficar chateado’. Tipo: ‘Como que o Moicano está mandando eu lutar com o cara que ele ganhou?’. Só que é o seguinte: se ele vier, ele está f***. Ele sabe disso. Ele não vai vir não, vai ficar quieto. Ele falou aquilo ali, mas já não falou mais nada (depois). Vamos ver o que o UFC vai fazer. Muito (boa midiaticamente). É um cara conhecido, a gente sabe que no UFC essa popularidade é uma ‘commodity’. Quanto mais você tiver popularidade, mais você tem poder para barganhar. Então uma vitória sobre ele realmente pode ser algo que muda a minha carreira nessa perspectiva (…) Se tiver um evento em Londres, eu luto com o Paddy Pimblett lá. Se não, vamos tentar achar um adversário bom para o (card do) Brasil”, destacou Renato.

    Ranking vs popularidade

    Atual número 13 do ranking até 70 kg, Moicano, na teoria, está na frente de Pimblett no mérito esportivo – já que o inglês sequer figura no top 15 da categoria. No entanto, ‘The Baddy’ é um fenômeno de popularidade internacional e conta com uma base de fãs extensa ao redor do mundo, além de acumular milhões de seguidores nas redes sociais. Sendo assim, se tornar o primeiro oponente a vencer o ‘prodígio’ dentro do UFC pode ser crucial para ‘roubar o hype’ e mudar de prateleira dentro da organização.

  • Poirier aposta em vitória de Max Holloway sobre Justin Gaethje no UFC 300

    Poirier aposta em vitória de Max Holloway sobre Justin Gaethje no UFC 300

    Um dos confrontos já anunciados oficialmente para o UFC 300, o duelo entre Justin Gaethje e Max Holloway, válido pelo cinturão simbólico ‘BMF’ (mais durão), é, sem dúvida, um dos mais esperados do card comemorativo. Prova disso é que, além dos fãs, muitos atletas também têm palpitado sobre a disputa, como é o caso de Dustin Poirier.

    Ao programa ‘The MMA Hour’, Poirier analisou o confronto entre Holloway e Gaethje – dois velhos conhecidos seus – e apostou na vitória do havaiano. Para ‘The Diamond’, o ex-campeão peso-pena (66 kg) é superior em áreas importantes da luta e não deve sofrer com uma suposta desvantagem no aspecto físico contra um peso-leve (70 kg) de origem, como muitos projetam.

    Eu apostaria no Max (Holloway). Vi muitas pessoas na internet dizendo: ‘Max vai estar muito pequeno’. (Mas) Max é um cara grande. Ele e Gaethje provavelmente andam com o mesmo peso (fora de competição). O timing dele, o alcance, a resistência. É na sorte, mas se eu fosse apostar, apostaria no Max”, afirmou Poirier.

    Conhecimento de causa

    Dustin Poirier fala sobre este confronto com conhecimento de causa, tendo em vista que já enfrentou Justin e Max no passado. Gaethje, por sinal, foi seu mais recente algoz, ao vencer a disputa pelo cinturão ‘BMF’, em julho do ano passado, no UFC 291. Anteriormente, os dois já haviam medido forças no octógono mais famoso do mundo, em 2018.

    Naquela ocasião, foi Poirier quem levou a melhor sobre Gaethje, ao conquistar um triunfo por nocaute técnico. ‘The Diamond’ também enfrentou Max Holloway em duas oportunidades, vencendo ambas. A primeira, em 2012, por finalização, e a segunda, em 2019, na decisão unânime dos juízes.

  • Rixa antiga! Campeã do UFC revela desejo de encarar Julianna Peña: “Esperando desde 2013”

    Rixa antiga! Campeã do UFC revela desejo de encarar Julianna Peña: “Esperando desde 2013”

    Aos 35 anos, com 18 combates disputados somente no UFC e uma carreira consolidada, Raquel Pennington já enfrentou grandes nomes do MMA feminino. Mas uma oponente em especial que não consta em seu currículo parece lhe tirar o sono: Julianna Peña. E prova disso é que, mesmo após ter se tornado campeã peso-galo (61 kg) do Ultimate há menos de um mês, ‘Rocky’, como é conhecida, já vislumbra uma eventual primeira defesa de título justamente contra ‘The Venezuelan Vixen’ – com quem nutre uma rivalidade de longa data.

    O histórico entre Pennington e Julianna começou em 2013, quando participaram da 18ª edição do TUF – lideradas pelas treinadoras Ronda Rousey e Miesha Tate. Apesar de defenderem a mesma equipe no programa, Raquel e Peña não construíram uma relação de amizade, pelo contrário. Apesar da rivalidade, os caminhos das duas não se cruzaram no reality show – com Rocky sendo eliminada na semifinal e vendo sua desafeto se sagrar a grande campeã daquela edição.

    “No final das contas, é exatamente o que disse para a Mayra na coletiva de imprensa. Estávamos lá e ela começou (a provocar), mas nossos punhos vão falar por nós. É a mesma coisa. Você (Peña) pode continuar falando, dizendo todas essas coisas. Sinto que a Julianna tem uma versão bem delirante da nossa história juntas, mas isso torna isso divertido. Constrói um enredo, e quanto mais ela seguir falando e latindo, mais ela vende (a luta). Bom para você. Mas no fim de tudo nossos punhos vão falar, e essa é a luta que estive esperando desde 2013 em que estávamos no TUF. De alguma forma, nossos caminhos não se alinharam, mas obviamente está chegando. Estou animada para finalmente dar um soco na boca dela”, projetou ‘Rocky’, em recente participação no programa ‘The MMA Hour’.

    Kayla Harrison pode atrapalhar os planos?

    Ex-campeã até 61 kg e ainda se recuperando de lesão, Julianna Peña é vista como a favorita natural ao posto de próxima desafiante ao título. No entanto, a mais recente contratação do UFC pode mudar tal cenário. Afinal de contas, a recém-chegada Kayla Harrison figura com status de possível estrela da companhia pelo seu histórico vencedor no MMA e judô, além de sua popularidade. Sendo assim, caso a bicampeã olímpica derrote Holly Holm em sua estreia pela liga, no UFC 300, existe a possibilidade de uma ‘furada de fila’ até o cinturão – que hoje pertence a Pennington.

  • Em busca de recuperação, Melissa Gatto encara russa invicta no UFC Atlantic City

    Em busca de recuperação, Melissa Gatto encara russa invicta no UFC Atlantic City

    Depois de perder seus dois últimos confrontos, Melissa Gatto volta ao octógono no dia 30 de março, contra a russa Victoria Dudakova – invicta no MMA – no UFC Atlantic City, em busca de recuperação. A apuração da informação foi feita pela reportagem da Ag Fight com fontes próximas ao evento.

    Com status de promessa do MMA nacional, Melissa, de 27 anos, estreou no UFC em agosto de 2021, e logo chamou a atenção ao sair vitoriosa de seus dois primeiros compromissos no octógono mais famoso do mundo. Porém, os reveses em sequência para Tracy Cortez e Ariane Lipski frearam a ascensão da paranaense na liga.

    Por sua vez, Victoria Dudakova segue invicta como lutadora profissional de MMA. A russa, de 25 anos, iniciou sua trajetória na modalidade em 2020 e soma oito vitórias – duas delas no UFC – e nenhuma derrota. Curiosamente, a atleta do peso-mosca (57 kg) já possui dois triunfos sobre brasileiras em seu currículo – diante de Maria Silva, no Contender Series, e Istela Nunes, já pelo Ultimate.

    UFC Atlantic City

    Com a adição do duelo entre Melissa Gatto e Victoria Dudakova, o card do UFC Atlantic City – já praticamente completo – ganha mais um representante do ‘Esquadrão Brasileiro’. Além da paranaense, estão confirmados no evento do dia 30 de março os seguintes atletas tupiniquins: Bruno Blindado, Virna Jandiroba e Herbert Burns. O meio-médio (77 kg) Vicente Luque estava escalado para encarar Sean Brady na luta principal, mas o americano não se recuperou de uma lesão e o confronto foi cancelado – deixando a situação do ‘Silent Assassin’ no show em compasso de espera.

  • Thiago Marreta abre o jogo sobre caso de doping na PFL: “Cometi erro”

    Thiago Marreta abre o jogo sobre caso de doping na PFL: “Cometi erro”

    Na época em que competia no UFC, Thiago ‘Marreta’ virou sinônimo de referência a ser seguida ao receber da USADA (agência antidoping americana) a jaqueta comemorativa que simboliza a marca alcançada de 50 testes ‘limpos’. No entanto, ao deixar a principal liga de MMA do mundo e migrar para a PFL, o brasileiro testou positivo para uma substância proibida logo em sua estreia. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o meio-pesado (93 kg) carioca relembrou o flagra e abriu o jogo sobre o delicado assunto.

    À época, em abril de 2023, Marreta testou positivo para clomifeno – uma substância que, em homens, pode elevar os níveis de testosterona no corpo. De acordo com a versão do brasileiro, ele teria ingerido e infringido a regra da USADA após buscar recomendação médica para suplementos. Apesar da circunstância, Thiago não se exime de responsabilidade e admite culpa no caso – mesmo que por descuido.

    Após ser flagrado, Marreta contribuiu para as investigações da USADA, que julgou que o brasileiro estava ‘jogando limpo’ e decidiu penalizá-lo com a punição mínima em casos de doping: seis meses de suspensão e uma multa em valor estimado de R$ 50 mil. O gancho é retroativo à data do teste – 1º de abril. Desta forma, Thiago já estava apto para competir novamente desde outubro de 2023.

    “Eu infelizmente cometi o erro de confiar em outra pessoa. Fui ao médico e tentei pedir algo que pudesse melhorar meu condicionamento físico no treinamento. Ele me receitou um suplemento, não sabia que era no doping e eu confiei e tomei. Fiquei super surpreso quando fui pego no doping. Aí quando fui pego, apresentei tudo para a USADA, nunca neguei nada. Falei: ‘Tomei isso aqui, tenho a receita do médico aqui’. Não sabia que isso era doping. Mas é bem claro, você é responsável por tudo que coloca no seu corpo. Infelizmente eu cometi esse erro. Por ser um suplemento, não achava que – não era testosterona limpa, nada disso. Tanto que a USADA chegou e disse: ‘O que vamos fazer é te dar a mínima punição possível que são seis meses, não tem como dar menos que isso’. Foi isso que aconteceu, erro bobo, bobeira, nada que fosse me dar vantagem durante a luta. Paguei por isso e agora é bola para frente”, explicou Marreta.

    Volta à ativa contra grande nome

    O retorno de Thiago está agendado para o dia 24 de fevereiro, na Arábia Saudita, no aguardado card que coloca frente a frente campeões do Bellator e PFL. Mas além das superlutas, o evento conta com duelos que prometem bastante emoção dentro do cage, assim como o do brasileiro – que encara Yoel Romero, veterano cubano com passagem marcante pelo UFC e medalhista olímpico de wrestling.

  • Natália Silva assume posição de Vivi Araújo no ranking após vitória no UFC Vegas 85

    Natália Silva assume posição de Vivi Araújo no ranking após vitória no UFC Vegas 85

    No último sábado (3), Natália Silva venceu Viviane Araújo no card principal do UFC Vegas 85, por decisão unânime dos juízes. O triunfo no confronto verde-amarelo rendeu à mineira a troca de posições com sua compatriota no ranking peso-mosca (57 kg) feminino do Ultimate, de acordo com a mais recente atualização semanal da lista.

    Natália agora ocupa o 7º lugar no ranking até 57 kg do UFC, antiga posição de ‘Vivi’, que caiu para a 9ª colocação da classificação, que pertencia à mineira. Com isso, a jovem promessa da equipe ‘Team Borracha’ – invicta desde que estreou na entidade presidida por Dana White – segue sua ascensão rumo ao topo da categoria.

    Nova configuração no ranking peso-médio

    Outra mudança motivada por um combate realizado no último sábado ocorreu no top 15 dos pesos-médios (84 kg). Vencedor da luta principal do UFC Vegas 85, Nassourdine Imavov subiu três degraus e agora está na 8ª posição da lista. Já o georgiano Roman Dolidze, que foi derrotado pelo russo radicado na França, caiu para o 10º posto na classificação da categoria.

  • O’Malley questiona mérito de Vera em disputar título, mas destaca: “Maior luta da divisão”

    O’Malley questiona mérito de Vera em disputar título, mas destaca: “Maior luta da divisão”

    No dia 9 de março, na Flórida (EUA), Sean O’Malley, campeão do peso-galo (61 kg) do UFC, vai colocar o cinturão em jogo pela primeira vez diante de Marlon Vera. O americano é desafeto de ‘Chito’ e tem a chance de escrever um novo capítulo da rivalidade na revanche. Contudo, apesar do seu desejo pela luta, ‘Sugar’ não se mostra convencido de que o equatoriano tenha feito o necessário para disputar o título da categoria.

    Em 2023, Vera viu sua sequência de quatro vitórias chegar ao fim ao ser dominado por Cory Sandhagen, mas se recuperou ao vencer Pedro Munhoz, permanecendo na sexta posição no ranking dos galos. Tal retrospecto foi suficiente para ‘Chito’ superar a concorrência de Aljamain Sterling e Merab Dvalishvili para disputar o cinturão da categoria. Inclusive, o próprio O’Malley expressou a vontade de encarar o equatoriano em sua primeira defesa de título da divisão, pois, assim, poderia vingar sua única derrota na carreira. Portanto, mesmo contestando o merecimento de Marlon, ‘Sugar’ nunca foi contra a luta e a classificou como a mais importante do peso.

    “Estou surpreso que isso esteja acontecendo de certa forma. Não achei que ele chegaria à disputa pelo título. Ele mereceu depois da atuação contra Pedro? Não sei, mas pensei, quer saber? É hora de acabar com ele. Então, aqui estamos e é muito emocionante. Acho que é a maior luta da categoria. É uma luta importante pelo que aconteceu da primeira vez. Eu afirmei que estou invicto e ele afirma que me venceu, então agora, podemos resolver isso para ver quem estava certo”, declarou o campeão do UFC, em entrevista ao canal do ‘YouTube’ ‘Helen Yee’.

    Registro de O’Malley no MMA

    Sean O’Malley, de 29 anos, é campeão do peso-galo do UFC e um dos lutadores mais populares do esporte. O americano foi revelado no programa ‘Contender Series’. ‘Sugar’ iniciou sua trajetória no MMA em 2015, estreou na companhia em 2017 e construiu um cartel composto por 17 vitórias, uma derrota e um ‘no contest’. Seus principais triunfos foram sobre Aljamain Sterling e Petr Yan.

  • Renato Moicano abre as portas para duelo contra Paddy Pimblett no UFC

    Renato Moicano abre as portas para duelo contra Paddy Pimblett no UFC

    O clima entre Renato Moicano e Drew Dober após duelarem no UFC Vegas 85, em combate vencido pelo primeiro, era tão bom que o brasileiro resolveu brincar de ‘matchmaker’ e sugeriu que o americano enfrentasse Paddy Pimblett na sua próxima luta. Porém, curiosamente, o atleta natural de Brasília (DF) pode ter encontrado um novo oponente com sua atitude.

    Através da ferramenta ‘stories’, no seu perfil oficial no ‘Instagram’, Paddy Pimblett recusou a luta proposta por Renato e expressou interesse em potencialmente medir forças com o próprio brasileiro. Em resposta, na sua conta no ‘X’ (antigo Twitter), Moicano aceitou o desafio do lutador inglês e, bem-humorado, sugeriu que os dois façam a luta principal do UFC 300, que ainda não foi anunciada oficialmente pela organização (veja abaixo ou clique aqui e aqui).

    Por que eu lutaria com (Drew) Dober se eu posso te detonar muito mais fácil?“, questionou Pimblett.

    Paddy está me desafiando. Eu luto com você qualquer dia da semana. Aí está a sua luta principal do UFC 300, senhoras e senhores. Moicano vs Paddy”, respondeu o brasileiro.

    Pimblett ou Dariush?

    Antes de aceitar o desafio de Paddy Pimblett, Renato Moicano já havia expressado interesse em um duelo contra Beneil Dariush – 7º colocado no top 15 peso-leve (70 kg) do Ultimate, seis posições acima do brasileiro – no UFC Rio, em maio. O duelo contra o iraniano, além de fazer mais sentido em termos de ranking, parece muito mais provável já que o card da edição programada para o Rio de Janeiro ainda conta com algumas vagas disponíveis, enquanto o UFC 300 já está com todos os participantes praticamente definidos, restando apenas a definição do ‘main event’.

  • Luana Dread revela bastidores de falha na pesagem do UFC Vegas 85

    Luana Dread revela bastidores de falha na pesagem do UFC Vegas 85

    No último sábado (3), no UFC Vegas 85, Luana Dread brilhou ao conquistar sua primeira vitória pela via rápida dentro do Ultimate e derrotar Julija Stoliarenko via nocaute técnico. Mas, por conta de uma falha da brasileira na pesagem oficial do evento, o combate, por pouco, não foi cancelado. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a atleta de São Paulo detalhou os bastidores do processo de corte de peso e o drama vivido para manter seu duelo de pé no card.

    Escaladas para se enfrentarem na categoria dos moscas (57 kg), Luana e Julija não poderiam exceder 57,1 kg na balança – limite com libra de tolerância, uma vez que não era uma luta pelo título. Entretanto, Dread despontou com a marca de 58,5 kg – 1,4 kg acima do permitido. E a marca aquém do esperado poderia, inclusive, ser pior, de acordo com a brasileira, que alega que seu corpo ‘travou’ no tradicional processo de desidratação.

    “Foi muito complicado. Falaram para eu fazer de modo diferente na parte de hiperhidratação, e eu resolvi fazer isso, confiei nisso. Só que no dia de corte, achei que iria sair mais (peso), pelo tanto que eu estava tomando, só que não saiu (risos). Para vocês terem ideia, quando faltavam duas horas, ainda faltava 3 kg. Estava desesperada: ‘Senhor, não vou conseguir bater esse peso’. Fiz tudo certo, estava no peso que fico nos outros camps, tudo certinho. Só que (o peso) não estava descendo, tinha travado. Fiz dois treinos, um normal e outro de capa, e saiu 500 gramas em cada um. Geralmente eu perco 1 kg por treino, mas não saiu nada. A cartada final foi fazer banheira, fiz três rounds e consegui tirar 1,5 kg”, destacou Luana.

    Recusa da rival e segunda tentativa

    A falha considerável na balança fez com que a adversária de Luana se recusasse a competir em tais condições. Para cumprir as exigências de Julija e da Comissão Atlética, a brasileira precisaria perder cerca de 450 gramas e atingir os 58 kg. Com apenas uma hora extra para extrair a marca de seu corpo, Dread conseguiu o necessário para manter o confronto de pé e concordou em ceder 20% de sua bolsa de pagamento para Stoliarenko, uma vez que excedeu, na segunda tentativa, 900 gramas do limite da divisão dos moscas.

    “Na minha cabeça (o objetivo) era bater para ela não desistir ou negar a luta. Mil coisas pensando pela cabeça, estava muito triste porque é horrível não bater o peso, é nosso primeiro compromisso. Quando vim para cá (pesagem), ela não aceitou, lógico, está no direito dela. Mas falaram: ‘Se você perder mais 400 gramas, você luta’. Aí já estava ferrada, na m***. Mas coloquei na cabeça: ‘Vou bater e vou lutar, não vim até aqui à toa’. Aí saímos correndo para o PI, tivemos 40 minutos. O que eu não fiz em dois treinos, fiz em 40 minutos. Foi Deus, não tem outra explicação para conseguir. Acho que metade do peso saiu em lágrimas (risos). Pedi desculpas para ela na encarada, porque acho isso horrível”, relembrou a atleta paulista.

    De contrato renovado, Luana Dread ampliou a boa fase no Ultimate – foi a segunda vitória consecutiva. Com planos de se mudar para os EUA e evoluir ainda mais como atleta, a brasileira busca uma vaga no ranking até 57 kg.