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  • Presidente do Bellator projeta torneio dos pesos-penas para outubro

    Scott Coker é presidente da segunda maior organização de MMA do planeta – Reprodução

    Após o sucesso do torneio dos pesos-pesados e o início de um mata-mata dos meio-médios (77 kg), Scott Coker, presidente do Bellator, projeta promover outro GP em 2019, deste vez em uma categoria de peso mais leve. Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, o mandatário revelou que a previsão é de começar um novo Grand Prix em outubro, provavelmente na divisão dos penas (66 kg), cujo cinturão é hoje do brasileiro Patrício ‘Pitbull’.

    A possibilidade de um GP, inclusive, aponta para um antigo pleito de Patrício: a renovação de seus adversários. Isso porque o potiguar já enfrentou oponentes repetidos algumas vezes, a exemplo de Daniel Straus, em quatro oportunidades, e Daniel Weichel, em duas.

    De acordo com Coker, a categoria em que ocorrerá o GP ainda não está definida, mas o fato de a organização contar com diversos atletas de destaque entre os penas poderá contribuir para a escolha dessa divisão. Além disso, o mandatário previu que até mesmo alguns lutadores de outras classes de peso, a exemplo do leve (70 kg) Patricky ‘Pitbull’, poderão competir no torneio.

    “Ainda não decidimos com certeza em qual divisão, mas acredito que em outubro nós lançaremos um novo torneio, em uma categoria de peso diferente. Nós conversamos sobre os prós e os contras de diferentes divisões de peso, mas eu acho que o que soa mais atraente para mim é a divisão peso-pena”, explicou.

    “Você tem os Pitbulls (Patricio e Patricky Freire) e o AJ McKee, (James) Gallagher poderia competir, Darrion Caldwell também. E (Aaron) Pico está nessa categoria de peso. (Henry) Corrales, (Emmanuel) Sanchez… Temos tantos lutadores nessa categoria de peso que eu acho que faz sentido”, completou.

    No final de janeiro, Ryan Bader nocauteou Fedor Emelianenko e conquistou o torneio dos pesos-pesados do Bellator. O Grand Prix – que também contou com a presença de atletas como os ex-campeões do UFC Frank Mir e ‘Rampage’ Jackson – foi sucesso de público e de audiência, o que parece ter motivado Scott Coker a dar continuidade ao modelo.

  • Veterano do Pride e ex-UFC confirmam luta principal do Bellator 215

    Veterano do Pride e ex-UFC confirmam luta principal do Bellator 215

    Matt Mitrione e Sergei Kharitonov bateram o peso para o Bellator 215 – Reprodução/YouTube

    O Bellator 215, que será realizado nesta sexta-feira (15), em Uncasville (EUA), colocará frente a frente dois dos principais pesos-pesados da companhia. Matt Mitrione, ex-UFC, vai tentar se recuperar da eliminação no GP da categoria ao medir forças com o veteraníssimo Sergei Kharitonov. O primeiro bateu 117 kg e o segundo ficou no limite da categoria: 120,2 kg.

    O russo, apesar de ser dois anos mais novo do que o quarentão Matt Mitrione, começou a sua carreira nove anos antes, em 2000, quando ainda se disputavam torneios de duas ou três lutas em uma só noite. Depois, teve uma passagem bem-sucedida pelo Pride e uma nem tanto assim pelo também extinto Strikeforce, antes de parar e retomar as atividades no MMA russo. No Bellator, foram duas vitórias e uma derrota até o momento.

    Mitrione, por sua vez, profissionalizou-se já no UFC e por lá ficou durante sete anos, antes de migrar para a segunda maior organização de artes marciais mistas no mundo. ‘Meathead’ emendou quatro vitórias consecutivas — incluindo um nocaute ante Fedor Emelianenko — antes de ser desclassificado do torneio dos pesados do Bellator ao perder para Ryan Bader.

    O Bellator 215 tem também a presença de um brasileiro: Dudu Dantas, ex-campeão dos galos (61 kg) da empresa, vai enfrentar Toby Misech. O lutador da Nova União vai em busca da primeira vitória em três lutas, uma vez que perdeu seus dois últimos compromissos, contra Darrion Caldwell e Michael McDonald.

    Confira o resultado da pesagem do card principal:

    Matt Mitrione (117 kg) vs. Sergei Kharitonov (120,2 kg)
    Logan Storley (76,77 kg) vs. Ion Pascu (77,2 kg)
    Eduardo Dantas (61,7 kg) vs. Toby Misech (61,5 kg)
    Mike Kimbel (61,7 kg) vs. John Douma (61,7 kg)
    Austin Vanderford (79,5 kg) vs. Cody Jones (79 kg)

  • Cormier revela que Khabib pagará multa de amigos por confusão no UFC 229

    Daniel Cormier é o atual campeão dos pesos-pesados – Diego Ribas/Ag Fight

    A convivência em uma academia de alto nível no MMA gera grandes amizades. E mesmo as profundas diferenças culturais entre o wrestler americano Daniel Cormier e astro do sambo russo Khabib Nurmagomedov não impediram que uma intensa relação de carinho se estabelecesse. ‘DC’ costuma falar com muita afeição sobre o campeão dos leves (70 kg) do UFC. E, em entrevista ao programa ‘The MMA Hour’, não foi diferente: o detentor do cinturão dos pesados revelou que ‘Eagle’ vai pagar as multas dos amigos que o defenderam na confusão com a equipe de Conor McGregor no UFC 229, em outubro do ano passado.

    Cormier afirmou que a atitude de Khabib lhe chamou muito a atenção, pelo grau de confiança e companheirismo que o russo mostra em relação aos seus amigos. De acordo com Daniel, as multas impostas pela Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) a Abubakar Nurmagomedov e Zubaira Tukhugov ficarão sob responsabilidade de ‘Eagle’.

    “Eu acho que Khabib está fazendo a coisa mais honrosa que eu já vi na minha vida. Não há muitos caras que pagariam a multa, os 500 mil, e também as multas dos seus companheiros de equipe e irmãos. Ele também está pagando o dinheiro deles. Seja como for que sejam multados [Abubakar e Tukhugov], ele vai pagar também. São irmãos deles. Eles agiram para ajudá-lo, eu acho. Eles estão suspensos por mais tempo, ele vai se sentar com eles”, falou.

    “Se há uma coisa (destacável) sobre esses caras e seu estilo de vida e sua comunidade é que eles são família no mais alto nível. E o que ele está fazendo é muito honroso. Poucas pessoas fariam isso. Ele está fazendo isso com a ideia de que, mesmo que eles tomem seu título, isso não significa mais para ele do que ficar ao lado de seus irmãos. Não fica melhor do que isso. Eu aprecio. Eu acho que a multa era exorbitante”, acrescentou.

    Cormier, que está com uma lesão nas costas e ainda não tem data para voltar ao octógono, afirmou estar “muito orgulhoso” do amigo Khabib. “Ele é muito firme naquilo que quer transmitir ao mundo”, comentou. Nurmagomedov cumpre suspensão da NSAC até julho.

  • ‘Durinho’ enfrenta ex-companheiro de UFC em superluta de ‘submission com tapas’

    Gilbert ‘Durinho’ é um dos brasileiros no UFC especialistas no jiu-jitsu – Erik Engelhart

    O lutador do UFC Gilbert ‘Durinho’ participará de uma superluta de ‘combat grappling’ contra o seu ex-companheiro de organização, Gleison Tibau, no dia 15 de março, na Flórida (EUA), no Titan FC. Esta será a primeira vez que a companhia promoverá um duelo dessa variante do jiu-jitsu, que se assemelha à prática tradicional da arte suave sem quimono, o submission, com a diferença de que golpes de mão aberta são permitidos aos competidores.

    De acordo com o site ‘MMA Fighting’, os atletas – originalmente pesos-leves (70 kg) – competirão na categoria de 81,6 kg na 53ª edição do Titan FC, evento de MMA sediado nos EUA. Apesar de Gleison ser o brasileiro com maior número de lutas pelo UFC, ele jamais compartilhou o octógono com ‘Durinho’ quando ainda fazia parte do quadro de atletas do Ultimate.

    Aos 35 anos, Tibau deixou o UFC em 2018, após quatro derrotas consecutivas na maior organização de MMA do planeta. Atleta do Ultimate desde novembro de 2006, o peso-leve saiu com a vitória em 17 das 29 vezes em que entrou no octógono. Ao longo da carreira profissional, ele somou 34 triunfos e 14 derrotas.

    Já ‘Durinho’, de 32 anos, derrotou Olivier Aubin-Mercier no UFC 231, em dezembro, por decisão unânime. A expectativa é que o atleta carioca – que detém um cartel profissional de 14 vitórias e apenas três derrotas nas artes marciais mistas – volte a competir no Ultimate ainda no primeiro semestre de 2019.

  • Adesanya admite que admiração continua após vitória sobre Anderson: “Surreal”

    Adesanya não disfarçou a aura de fã em seu duelo contra Anderson – Jon Roberts/Ag Fight

    Israel Adesanya nunca escondeu seu fascínio por Anderson Silva. Com estilo semelhante de lutar — tanto na qualidade da trocação quanto na irreverência e no gosto por baixar a guarda —, o nigeriano teve a oportunidade de enfrentar seu ídolo no UFC 234, no último sábado (9), e conseguiu vencer a luta por decisão unânime dos juízes. Mas o fato de ter superado o mestre não amenizou seu fanatismo pelo ícone do MMA. ‘The Stylebender’ admitiu que “ainda é surreal” ter dividido o octógono com o ‘Spider’.

    Adesanya explicou que já assistiu ao combate a fim de aprender um pouco com o que aconteceu. E, nas duas vezes em que viu a luta até a última segunda-feira (11), conseguiu entender situações que, durante o confronto, passaram despercebidas.

    “Quero assistir de novo e de novo e de novo. Eu provavelmente vou assistir a essa luta mais do que todo o resto das minhas lutas no UFC. Só quero assistir à luta. Toda vez que eu vi, e eu assisti duas vezes, eu tirei algo. Eu, Silva e todo o espetáculo por si sós”, falou, em entrevista ao programa ‘The MMA Hour’.

    “Ainda é legal. Ainda é um pouquinho surreal, porque eu estava me assistindo, e há certos momentos que, para mim, são especiais, porque eram coisas que eu gostava, já conhecia e já vi acontecer muitas vezes com outros lutadores, os oponentes de Silva. E não fui vítima disso”, comentou.

    Na última atualização do ranking oficial do UFC, realizada esta semana, Adesanya subiu uma posição, chegando ao quinto lugar entre os médios (84 kg). Anderson continua na listagem, em 15º. Nesta semana, Israel declarou que não tem interesse em fazer uma disputa de cinturão interino, uma vez que, segundo ele, o campeão Robert Whittaker deve ser destituído.

  • Weidman ‘comemora’ Dia dos Namorados com Anderson Silva; entenda

    Weidman ‘comemora’ Dia dos Namorados com Anderson Silva; entenda

    Nos Estados Unidos e em boa parte do mundo, comemora-se o Dia dos Namorados no dia 14 de fevereiro: é o ‘Valentine’s Day’, Dia de São Valentim. Assim, lá fora, os casais aproveitam para fazer as suas juras de amor. Mas Chris Weidman resolveu lembrar a data de maneira diferente. O ex-campeão dos médios (84 kg) publicou em seu perfil no Instagram uma imagem do histórico “beijo” dado entre ele e Anderson Silva na pesagem do UFC 162, em 2013.

    Naquela oportunidade, Weidman tinha nove vitórias em nove lutas e desafiou Anderson pelo cinturão da categoria, que era do brasileiro havia quase sete anos. O clima de tensão chegou ao seu ápice na encarada da véspera da luta, quando os dois lutadores se aproximaram a ponto de encostarem um rosto no outro. Para impedir o beijo propriamente dito, ambos recuaram os lábios, mas não evitaram o contato — o que resultou em uma das fotos mais emblemáticas da história do MMA. No Instagram (veja abaixo ou clique aqui), Weidman contou que foi lembrado várias vezes da imagem na última quinta (14) e resolveu brincar também com a situação.

    “Okkkkk… Foi marcado nesta foto o suficiente hoje. É hora de eu mesmo postá-la. Feliz ‘Valentine’s Day’!”, escreveu Chris, que, naquela luta, nocautearia Anderson e tomaria o seu cinturão.

    Weidman, aliás, já se manifestou a favor de um novo duelo contra Anderson, que completaria uma trilogia entre eles. Além do UFC 162, em que Chris conseguiu o já citado nocaute, eles se enfrentaram no UFC 168, com nova vitória do americano, desta vez por causa da fratura na perna do ‘Spider’.

    https://www.instagram.com/p/Bt4cYOpBLXS/

  • Próximo de estreia no UFC, Kron Gracie reflete sobre a pressão de representar a família

    Próximo de estreia no UFC, Kron Gracie reflete sobre a pressão de representar a família

    O card do UFC Fight Night ESPN 1 carrega consigo um detalhe que promete garantir a atenção dos fãs mais atentos neste domingo (17), na cidade de Phoenix. Filho do lendário lutador Rickson Gracie, Kron estreia no evento com a missão de defender o legado de sua família nas artes marciais e colocar à prova o jiu-jitsu desenvolvido pelo clã. Tamanha responsabilidade que parece já não afetar mais o atleta de 30 anos.

    Muito antes de se tornar vice-campeão mundial na faixa-preta e campeão do ADCC (torneio de submission), Kron já tinha que aprender a lidar com a pressão de ser um Gracie. Afinal, enquanto seu avô Hélio foi o principal responsável pela criação do jiu-jitsu brasileiro, seu pai Rickson foi o maior campeão da história da família, tendo se aposentado invicto na modalidade.

    “A pressão está sempre ali, mas eu tento sempre botar na minha cabeça a verdade. E a verdade é que tudo pode acontecer. As pessoas podem botar pressão em mim. Mas não é porque botam que eu tenha que sentir. Consigo focar no que é importante e ser honesto comigo”, analisou durante conversa exclusiva com a reportagem da Ag. Fight nessa quinta-feira.

    Nascido no Brasil e radicado nos EUA há tempo o bastante para carregar um ligeiro sotaque ao falar português, Kron sabe que seus passos nos tatames são seguidos há anos em diversas partes do mundo. A cada vitória e conquista nas faixas intermediárias, a responsabilidade de ser um Gracie ficava ainda mais evidente e nele era depositada a esperança dos fãs em voltar a ver um representante da família no topo do esporte.

    “Para mim, foi a minha vida lidando com pressão e superando isso. Nessa fase, não sinto mais… Todo mundo quer botar pressão e expectativa. Eu sei que sou humano e só posso fazer meu melhor e trabalho duro para isso. É simplesmente isso. Não posso fazer algo que não tenho capacidade”, ressaltou, pronto para repetir o objetivo que o fez assinar com o UFC.

    “Nessa época da minha vida, lutar com os melhores e fazer melhores lutas possíveis é o meu objetivo. Representar a família”, garantiu, direto ao ponto, antes de salientar outra característica sobre o duelo contra Alex Caceres, marcado para domingo.

    Além de marcar sua estreia no maior show de MMA do mundo, o confronto também é o retorno do carioca à ação. Competitivo em torneios de jiu-jitsu entre 20008 e 2013, Kron passou a se dedicar ao MMA em 2014, quando iniciou seu cartel que hoje conta com quatro vitórias e nenhuma derrota. Desde dezembro de 2016, porém, ele não compete mais.

    “Foram vários motivos diferentes que me fizeram ficar parado. Aprendi o que tinha que aprender e passei pelo que tinha que passar. (…) Se me perguntar se eu gostaria de ficar esse tempo fora, eu diria que não. Quero lutar o máximo possível até acabar com minha carreira”, finalizou.

  • Superluta no Bellator! ‘Pitbull’ sobe de categoria para desafiar campeão peso-leve, diz site

    Patrício ‘Pitbull’ tentará vingar seu irmão contra Michael – Divulgação/Bellator

    Escalar campeões de categorias distintas para se enfrentarem não é uma tendência somente no UFC. Tanto que o Bellator já realizou uma superluta em setembro de 2018 e pretende tirar outra do papel em breve. De acordo com o site da ‘ESPN’ americana, o plano da organização é colocar frente a frente Patrício ‘Pitbull’ e Michael Chandler – detentores do cinturão dos pesos-penas (66 kg) e leves (70 kg), respectivamente.

    O combate seria válido pelo cinturão dos pesos-leves. Portanto, o brasileiro subirá de divisão de peso para tentar se tornar bicampeão. Caso saia vencedor, Pitbull será o segundo atleta da história do Bellator a possuir dois cinturões distintos simultaneamente. O primeiro e único lutador a alcançar tal feito até então foi Ryan Bader, campeão meio-pesado (93 kg) da liga, que ao nocautear Fedor Emelianenko em janeiro repetiu a dose e se consagrou o rei também entre os pesos-pesados.

    Ainda de acordo com o site americano, o confronto entre Michael e Pitbull está agendado para o card de número 221, dia 11 de maio, com sede em Illinois (EUA). Apesar de serem atletas de categorias diferentes, a rivalidade entre os dois é latente, por motivos familiares. Chandler já venceu Patrick, irmão de Patrício, em duas oportunidades no octógono – a última delas em junho de 2016.

    Campeões de renome, Patrício e Michael vivem momentos similares em suas carreiras – ambos vêm embalados por três vitórias consecutivas na organização. Já no cartel, o brasileiro leva a melhor sobre o americano. Pitbull soma 28 triunfos e quatro derrotas, enquanto Chandler detém 19 triunfos e os mesmos quatro reveses de seu possível próximo rival no Bellator.

  • Vicente Luque planeja treinos de wrestling com desafiante ao cinturão do UFC

    Vicente Luque planeja treinos de wrestling com desafiante ao cinturão do UFC

    Vicente Luque enfrentará Bryan Barberena no próximo domingo (17) – Marcel Alcântara

    Com sete vitórias nas últimas oito lutas que fez no UFC, Vicente Luque terá tudo para alçar voos maiores em 2019. E, para isso, o atleta poderá contar com a ajuda do próximo desafiante ao título dos meio-médios (77 kg), Kamaru Usman. De acordo com o representante da ‘Cerrado MMA’, o nigeriano é o melhor wrestler da categoria e, treinar com ele faz parte dos seus planos para esta temporada.

    Apesar de ainda não aparecer nos top 15 do ranking da categoria, Luque garante que já possui habilidade suficiente para bater de frente com os principais atletas da divisão, que conta com lutadores especialistas no wrestling entre os primeiros colocados. Por conta disso, durante entrevista exclusiva à Ag. Fight, o atleta apontou que pretende se testar nos Estados Unidos, país que está entre os maiores campeões da modalidade também chamada de luta olímpica.

    “Tenho planos de, esse ano, ir para a Flórida e treinar com a galera toda para avaliar meu wrestling com wrestlers americanos. (…) Precisamos testar com quem tem qualidade naquilo, quem fez aquilo a vida toda. Então tenho bastante vontade de vir para os EUA para dar uma testada com a galera. Tenho vários companheiros de treino e um deles é o Kamaru Usman lá na Flórida, e acho que ele é o melhor wrestler da categoria. Então, fazer um treino com ele para ver o meu nível está nos meus planos”, projetou.

    Invicto no UFC com nove triunfos, Usman se credenciou para disputar o título dos meio-médios contra Tyron Woodley no próximo dia 2 de março, em evento programado para a cidade de Las Vegas (EUA). E para esta aguardada disputa, Vicente aponta justamente para as habilidades do amigo no wrestling para colocá-lo como favorito diante do campeão, que não perde uma luta desde junho de 2014.

    “Acredito que no wrestling, o Usman tem uma leve vantagem. O Tyron Woodley é um cara muito bom de wrestling também, mas o Kamaru foca mais, usa mais o wrestling, ele tem treinamento nisso, e acho que ele teria a vantagem no wrestling. Na trocação, acho que o tempo do Woodley é um pouco melhor, mas a intensidade do Kamaru é mais forte, então eu vejo uma trocação parelha. Talvez eu desse um pouco de vantagem para o Woodley”, explicou, antes de ressaltar um detalhe.

    Por se tratar de um embate entre dois wrestlers de alto gabarito, o diferencial no combate pode vir a ser a diferença de habilidade na luta agarrada. E por ser um faixa-preta da arte suave, Luque atesta que o desafiante ao título leva vantagem diante de Woodley assim que a disputa for para o solo.

    “Na questão do chão, o Kamaru treina muito jiu-jitsu de pano, então isso é uma coisa que não é tão comum para os wrestlers, mas ele gosta bastante, e a evolução dele tem sido muito grande desde a época do TUF, então eu vejo uma vantagem no chão para ele. (…) Então, em quase todos os pontos, tirando a trocação, eu vejo vantagem do Kamaru. Eu vejo ele como o próximo campeão”, garantiu.

    Agendado para enfrentar Bryan Barberena no próximo domingo (17), no UFC Phoenix, Luque, em caso de vitória, terá a possibilidade de lutar contra algum atleta ranqueado na divisão dos meio-médios. Ciente de que uma resultado positivo no próximo confronto é fundamental, o brasileiro – que conta com um cartel profissional de 14 triunfos, seis derrotas e um empate no MMA – parece ter mapeado o jogo de seu rival.

    “A questão de enfrentar um canhoto, uma coisa boa que eu vejo é que a minha última luta foi contra um canhoto, então eu já vinha fazendo esse treinamento para lutar contra canhotos. (…) E o Barberena tem golpes diferentes. Ele vem para cima e tenta fazer o cara meio que brigar com ele, entrar naquela briga. Então, o que eu vi é principalmente aproveitar esse momento em que ele vier, tentar achar contragolpes, porque ele é um cara que vem agressivo, mas acaba se expondo”, concluiu.

  • Em busca de redenção após três derrotas, ‘Barão’ nega declínio: “É fase”

    Em busca de redenção após três derrotas, ‘Barão’ nega declínio: “É fase”

    Renan ‘Barão’ vai tentar interromper sequência de três derrotas – Diego Ribas/Ag Fight

    Renan ‘Barão’ vive o pior momento de sua longa carreira no MMA. Nas últimas três de suas 42 lutas profissionais, só derrotas. Nos seis combates mais recentes, apenas um triunfo. A dura sequência aponta para um declínio natural para atletas tão tarimbados quanto o potiguar. No entanto, ‘Barão’ negou, em entrevista exclusiva à Ag. Fight, que viva uma queda técnica e física. Segundo o ex-campeão dos galos (61 kg), trata-se apenas de uma “fase” que será revertida a partir deste domingo (17), quando enfrentará Luke Sanders no UFC Phoenix.

    Decadência ou fase, fato é que o brasileiro precisa buscar sua redenção no Ultimate. E não só pelos reveses recentes: no seu último compromisso, contra Andre Ewell, no UFC São Paulo, em setembro do ano passado, Renan não bateu o peso de sua categoria por 2,6 kg. Desta vez, o ex-campeão alega ter chegado “mais leve” a Phoenix e garantiu que não vai “correr o risco” de estourar o limite da divisão.

    A luta contra Ewell, na qual perdeu por decisão dividida, também mereceu análise de ‘Barão’. O potiguar reconheceu ter errado nos dois rounds finais, ao se manter na trocação com o ágil americano ao invés de levá-lo para o chão, situação que o fez ganhar o primeiro assalto e quase finalizar o adversário.

    “É verdade, não foi o melhor que pude mostrar. Eu fugi um pouco da estratégia, fiquei um pouco… Levei uma pancada, também, fiquei um pouco fora da luta, então acho que isso me custou caro. Mas agora eu estou no foco total em fazer a minha estratégia, para dar tudo certo”, comentou, antes de apontar qual deve ser o caminho para o confronto contra Sanders.

    “Nosso carro-chefe é o jiu-jitsu. Eu vim do jiu-jitsu. É o jogo de trocação ali, e quando tiver oportunidade, botar para baixo e tentar pegar a todo momento”, declarou. O rival de Barão foi finalizado em duas das suas últimas três derrotas. “Treinamos muito a parte de wrestling e de grapplng, jiu-jitsu… Então, estou bem preparado para o jogo que for necessário”, acrescentou.

    Renan negou estar em um processo de queda de rendimento. De acordo com o atleta da American Top Team, trata se de uma “fase” negativa. O lutador, que contará apenas com integrantes da academia em seu córner — e não mais com Jair Lourenço, seu treinador desde o início da carreira — comentou o que mudou em sua preparação.

    “Eu fiz todo o meu camp na American Top Team, que é onde eu tenho treinado, e eu decidi levar os córneres de lá dessa vez. Os caras estavam me acompanhando lá a todo momento, então acho que seria melhor”, afirmou. O principal córner de Barão será o técnico Marcos ‘Parrumpinha’, encarregado de orientá-lo na tentativa de reverter o mau momento.

    “É fase. Ali estão os melhores do mundo, então se você erra em alguma coisa, você paga o preço. E eu infelizmente na última luta paguei o preço por errar. Foi isso. (…) Lá estão os melhores do mundo. Ninguém é bobo. Uma vírgula que você fizer diferente, no momento da luta, você paga o preço. E era só isso que estava acontecendo. Consegui treinar bem, sempre treinei muito, mas na hora não estava conseguindo executar”, falou à Ag. Fight.

    ‘Barão’, de 32 anos, disse não temer uma eventual demissão em caso de derrota. Alegando não saber quantas lutas tem no seu atual contrato com o Ultimate, o potiguar afirmou que seu foco é “se divertir”, sem “pressão nenhuma”. No entanto, hesitou ao analisar se seu corpo já sente o baque das 42 lutas e dos 14 anos de carreira: “Pode ser que sim, mas… Quanto a isso… Acho que não”.