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  • Jon Jones defende título do UFC em card recheado com duas disputas de cinturão

    Jon Jones derrotou Alexander Gustafsson em seu último desafio no UFC – Diego Ribas

    O UFC voltará a Las Vegas (EUA) neste sábado (2), em evento que contará com duas disputas de cinturão. Enquanto Jon Jones buscará defender o título dos meio-pesados (93 kg) contra Anthony Smith, Tyron Woodley terá o desafio de manter o posto de campeão dos meio-médios (77 kg) ao enfrentar Kamaru Usman. Outras atrações de destaque no show serão a estreia de Ben Askren – que terá pela frente o ex-campeão do Ultimate, Robbie Lawler – e as lutas dos três brasileiros presentes no card.

    Enquanto a mineira Poliana Viana abrirá o card preliminar – e, consequentemte, o evento – com a luta contra Hannah Cifers, Johnny Walker buscará a terceira vitória consecutiva no Ultimate no embate contra Misha Cirkunov. Já Pedro Munhoz, enfrentará o ex-campeão dos galos (61 kg) Cody Garbrandt, no primeiro combate do card principal, que será liderado pelas duas disputas de cinturão.

    No principal duelo da noite, Jones irá em busca da primeira defesa de cinturão bem sucedida, desde que retornou da suspensão por doping. Em dezembro de 2018, o americano voltou ao topo após bater Alexander Gustafsson pela segunda vez e conquistar o título então vago dos meio-pesados. Já na luta co-principal, Woodley terá a quinta oportunidade de defender o posto de campeão meio-médio, obtido após derrotar Lawler, em 2016.

    E Robbie, como dito anteriormente, também estará em ação no evento de número 235 do Ultimate. O ex-campeão dos meio-médios está escalado para enfrentar Askren em um dos duelos mais aguardados da noite. Isso porque, após conquistar os cinturões do Bellator e do ONE Championship, Ben parece determinado a provar que também pode estar entre os melhores na maior liga de MMA do planeta.

    Outro duelo de destaque da noite será o embate entre Tecia Torres e Weili Zhang, na única luta feminina do card principal. Vale ficar de olho também no último confronto do card preliminar, entre a revelação russa Zabit Magomedsharipov e Jeremy Stephens — que costuma garantir lutas movimentadas em suas apresentações.

  • Dana White rouba a cena em coletiva e dá ‘puxão de orelha’ em quem recusa lutas

    Dana White rouba a cena em coletiva e dá ‘puxão de orelha’ em quem recusa lutas

    Dana White mandou um recado direto a todos os lutadores do UFC – Diego Ribas

    Realizada nesta sexta-feira (1º) em Las Vegas (EUA), a coletiva de imprensa para o UFC 236 contou com um puxão de orelha de Dana White, que criticou abertamente alguns atletas por terem recusado importantes disputas na companhia. Tal postura costuma acarretar mudanças de planos de última hora na empresa.

    Apresentando os quatro atletas das lutas principais do show agendado para o dia 13 de abril, Dana White não se conteve quando foi questionado sobre a “furada de fila” que Tony Ferguson sofreu. Afinal de contras, o ex-campeão interino dos pesos-leves (70 kg) era esperado para medir forças com Max Holloway, ex-número um dos penas (66 kg) que acaba de subir de divisão. Sem razão aparente para a recusa, o veterano perdeu lugar para Dustin Poirier, E tal cenário incomodou Dana White.

    “Olha, era para ele estar lutando aqui, mas ele não quis a luta. Não podemos forçar ninguém a aceitar a luta. Mas oferecemos para ele, e ele recusou”, narrou Dana White, antes de comentar a situação de Colby Covington, outro ex-campeão interino que teria recusado participar de uma disputa pelo cinturão linear.

    “As pessoas acham que eu odeio essa garoto, mas eu gosto dele. Conversamos outro dia, mas o fato é que ele recuou a luta”, provocou o cartola se referindo ao episódio em que o falastrão  pediu mais tempo para treinar antes de medir forças com o então campeão do UFC Tyron Woodley. Sem pensar duas vezes, Dana White retirou seu título.

    Após expor o cenário dos atletas, Dana voltou a garantir que há espaço para qualquer competidor um seu evento, desde que haja disposição para o mesmo não recusar desafios.

     

  • Usman ironiza ‘invasão’ de Colby a treino aberto: “Pensei que fosse um bêbado”

    Kamaru Usman esbanjou confiança para desbancar o campeão neste sábado – Diego Ribas

    O protagonista dos treinos abertos ao público dessa quinta-feira (28) não faz parte do plantel de atletas do UFC 235. Isso porque Colby Covington invadiu as dependências do Hotel Cassino MGM, em Las Vegas (EUA) durante as atividades, usando, inclusive, um megafone para fazer suas provocações. E o principal alvo delas foi Kamaru Usman, que se aquecia naquele momento.

    Mas se durante o ‘show’ de Colby o nigeriano não esboçou nenhuma reação, após sua rotina de treino, o desafiante ao cinturão ironizou a aparição do meio-médio (77 kg). ‘Chaos’, como é conhecido o falastrão, adentrou com o cinturão do UFC nos ombros, declarando-se o verdadeiro campeão da categoria.

    “Eu pensei que fosse um bêbado. Parecia aqueles bêbados de rua. Ele estava com um chapéu também, de caminhoneiro. ‘É um bêbado?’. Olhei mais de perto e vi que era ele. Tem uma razão para que você esteja fora dos negócios. Você poderia estar dentro, mas está fora. Então fique de fora e faça barulho se quiser, eu não ligo”, ironizou Usman, em conversa com a imprensa que contou com a presença da Ag Fight.

    Kamaru não se mostrou surpreso com a atitude de Covington, que já é conhecido por suas ações polêmicas. Inclusive, de acordo com o nigeriano, um confronto entre os dois ficou próximo de sair do papel diversas vezes. No entanto, Colby teria recusado o combate em todas as oportunidades, como comentou Usman.

    “Isso é o esperado de caras como ele, eu não ligo. Depois que eu acabar com o Tyron Woodley, se ele seguir na linha – porque ele tem de implorar para mim agora. Porque essa luta foi oferecida para mim cinco vezes, aceitei todas as vezes e ele recusou as cinco vezes, vocês sabem disso. Então ele tem que implorar por essa luta agora”, ressaltou o meio-médio, antes de provocar ‘Chaos’.

    “Temos que ver com quem ele está preocupado. Se tem uma coisa que ele não quer que aconteça é que eu conquiste o cinturão. Porque eu sou o cara que ele recusou cinco vezes. O que acontece se eu conquistar o cinturão, que é algo que ele quer? Ele está fu****”, completou, em tom provocador, o nigeriano.

    Usman vive o melhor momento de sua carreira, embalado por 13 vitórias seguidas que o credenciaram a disputar o cinturão do UFC. No entanto, em seu caminho está um dos campeões mais dominantes da organização atualmente: Tyron Woodley. Os dois medem forças na luta coprincipal do UFC 235 deste sábado. O ‘main event’ da noite fica por conta de Jon Jones e Anthony Smith, que duelam pelo cinturão dos meio-pesados (93 kg).

  • Jon Jones vence a balança sem problemas e garante realização do UFC 235

    Jon Jones defende seu cinturão dos meio-pesados neste sábado – Diego Ribas

    Em pouco menos de trinta minutos, 21 dos 24 atletas escalados para o card do UFC 235, evento agendado para este sábado (2), em Las Vegas (EUA), subiram na balança nesta sexta e confirmaram suas apresentações no octógono. No entanto, os momentos seguintes marcaram, como de costume, a dificuldade de alguns competidores em cortar os últimos gramas antes de encararem a balança.

    Entre eles estavam Robbie Lawler e Anthony Smith, ambos do card principal da noite e que precisaram usar a segunda hora reservada para a conferência de peso para, assim, garantirem suas participações no show.
    Por outro lado, os campeões Jon Jones e Tyron Woodley demonstraram maturidade e experiência para venceram o corte de peso sem problemas. Ao final do tempo regulamentar, todos os competidores garantiram presença no evento.

    Vale ressaltar também a presença de Ben Askren, ex-campeão do ONE Championship e que fará sua estreia no maior show de MMA do mundo. Eke se apresentou à balança sem roupa para, com a ajuda da toalha, cravar ainda um pouco abaixo do peso limite de sua categoria, a dos meio-médios.

    Confira os pesos de todos os lutadores do cad do UFC 235:

    Jon Jones: 92.990 kg
    Anthony Smith: 92.760 kg
    Tyron Woodley: 77.110 kg
    Kamaru Usman: 76.650 kg
    Robbie Lawler: 77.110 kg
    Ben Askren: 77.350 kg
    Tecia Torres: 52.160 kg
    Weili Zhang: 52.600 kg
    Cody Garbrandt: 61.700 kg
    Pedro Munhoz: 61.700 kg
    Jeremy Stephens: 66.220 kg
    Zabit Magomedsharipov: 66.220 kg
    Misha Cirkunov: 93.440 kg
    Johnny Walker: 93.210 kg
    Cody Stamann: 61.460 kg
    Alejandro Pérez: 61.690 kg
    Diego Sanchez: 77.110 kg
    Mickey Gall: 77.350 kg
    Edmen Shahbazyan: 83.690 kg
    Charles Byrd: 83.910 kg
    Gina Mazany: 61.460 kg
    Macy Chiasson: 61.700 kg
    Polyana Viana: 52.390 kg
    Hannah Cifers: 51.710 kg

  • ‘Marreta’ lembra superação no UFC Praga e admite que escondeu mal-estar de médicos

    Thiago ‘Marreta’ superou um mal-estar intenso no último sábado (23), justamente o dia em que enfrentou e nocauteou Jan Blachowicz no UFC Praga. Segundo contou após o duelo, ele chegou a vomitar no aquecimento para a luta, ainda nos vestiários. E, em entrevista exclusiva à Ag. Fight, o meio-pesado (93 kg) revelou, bem-humorado, que escondeu o fato de que se sentia mal dos médicos do Ultimate, por receio de ser vetado do combate.

    O atleta da equipe TFT explicou que seu processo de ganho de peso na véspera da luta não foi satisfatório, porque já não estava bem fisiologicamente. E o mal-estar ganhou força a poucas horas de entrar na arena, já durante o show.

    “Comecei a passar mal um dia antes da luta, tanto é que depois da pesagem não consegui comer muito, não recuperei muito peso, não recuperei o quanto que eu tinha recuperado contra o (Jimi) Manuwa. Pesei menos. Justamente por isso não estava conseguindo comer muito. Antes da luta, ali no vestiário, comecei a passar mal quando a gente começou a acontecer. Uma ânsia de vômito… Cheguei a vomitar duas vezes, momentos antes da luta. Foi superação, né? Em nenhum momento eu pensei em não subir lá. Claro que tinha aquele receio de não estar 100%, mas os meus córneres foram conversando comigo, trabalhando minha cabeça. E decidi subir e lutar assim mesmo”, declarou, antes de contar que não avisou do que sentia aos médicos.

    “Procurei esconder, porque tinha medo de eles não deixarem eu lutar. Imagina, minutos antes da luta cai a luta principal de um evento. Eu vi isso acontecer uma vez (no UFC 175, em 2014): eu lutei no mesmo dia que o Stefan Struve, ele estava no vestiário aquecendo junto comigo, passou mal e a luta caiu. E era uma das lutas principais. Foi uma situação meio chata. Não queria passar por isso, ainda mais em uma luta principal. Fiquei com medo de os médicos vetarem eu lutar, me vendo naquele estado, vomitando. então, escondi, fui lutar e graças a Deus deu tudo certo”, completou.

    Vencer o contratempo pré-luta valeu a pena para ‘Marreta’, que, por ter nocauteado Blachowicz, subiu para a quarta colocação no ranking dos meio-pesados (93 kg). Agora, Thiago passa a ser um dos legítimos contenders da divisão, podendo ser escolhido pela organização para desafiar o campeão da categoria, que sai do duelo deste sábado (2) entre Jon Jones e Anthony Smith, no UFC 235.

    Confira a entrevista completa com Thiago ‘Marreta’:

  • Antes escalada para o UFC 236, Paige VanZant revela nova fratura no braço

    Antes escalada para o UFC 236, Paige VanZant revela nova fratura no braço

    Paige voltou a lesionar o braço e deve ficar um longo tempo fora do UFC- Reprodução/Instagram

    Com uma nova fratura no braço direito, Paige VanZant deve ser retirada do card do UFC 236, agendado para o dia 13 de abril, em Atlanta (EUA). Inicialmente, a americana enfrentaria Poliana Botelho, mas, esta semana, o Ultimate optou por escalar Montana De La Rosa no lugar da brasileira, conforme a Ag. Fight revelou em primeira mão.

    Deste modo, com a lesão de ’12 Gauge’, é praticamente certo que ela saia do card. VanZant revelou o imprevisto por meio do Twitter (veja abaixo ou clique aqui), nesta sexta-feira (1). “Bem, fraturei meu braço novamente. Então, é isso”, escreveu a lutadora.

    A recorrente lesão acompanha a atleta desde o início de 2018. Na ocasião, após a derrota para Jessica Rose-Clark, Paige explicou que, apesar de ter conseguido terminar o confronto, quebrou o braço durante a luta. Ela chegou a fazer uma primeira cirurgia, que não resolveu o problema. Assim, VanZant voltou à mesa de operação no ano passado.

    Poliana Botelho, por sua vez, já revelou quem será sua oponente no UFC 236: Lauren Mueller. A brasileira vai tentar voltar à coluna das vitórias após ser finalizada por Cynthia Calvillo no UFC Argentina, três meses atrás. Mueller também vem de derrota, mas para Yanan Wu.

  • Ex-campeão do UFC minimiza ‘apalpada’ de Askren: “Não tocou na minha bunda”

    Ex-campeão do UFC minimiza ‘apalpada’ de Askren: “Não tocou na minha bunda”

    Robbie Lawler foi provocado por Ben Askren durante as encaradas do UFC 235 – Diego Ribas

    Durante as encaradas para o UFC 235, Robbie Lawler passou por uma situação no mínimo inusitada. Isso porque, ao posar para os jornalistas do mundo inteiro, ele foi provocativamente apalpado por Ben Askren — seu oponente do evento do próximo final de semana — na região próxima aos glúteos. No entanto, isso não parece tê-lo incomodado, como contou durante entrevista nessa quinta-feira (28), em Las Vegas (EUA).

    Em conversa com jornalistas — que contou com a presença da Ag. Fight —, Lawler minimizou o fato e ressaltou que as provocações fazem parte do esporte. Experiente, o ex-campeão dos meio-médios (77 kg) do Ultimate garantiu que seu foco neste momento é a luta do próximo sábado e que as tentativas de Askren desconcentrá-lo não têm surtido efeito.

    “Não lembro o que ele disse. Não me incomodou. Ele me encostou, mas não tocou na minha bunda. Não foi nada demais, estou focado apenas em dar entrevistas (risos). (…) Eu parecia irritado? Faz parte do esporte, não ligo. Nós lutaremos no sábado, então todas essas coisas que acontecem antes não significam nada porque sábado lutaremos. É nisso que estou me concentrando”, destacou.

    Após carreira de sucesso no Bellator e no ONE Championship, Askren – que sempre se destacou pelo wrestling refinado – agora estreará na maior liga de MMA do planeta. Ciente das habilidades do seu próximo oponente, Lawler projeta redobrar a atenção durante o combate, mas garante estar preparado para o que quer que ‘Funky’ apronte durante o embate.

    “Eu vejo um cara que vai tentar misturar as coisas para depois usar o wrestling. Óbvio que ele treinou todos os estilos de luta. Ele não é um trocador de alto nível, mas ele vai usar um pouco misturando com seu wrestling para tentar me derrubar. Tenho que me certificar que não vou ser surpreendido por nada estúpido e ficar ligado”, ressaltou.

    “A estratégia é sempre a mesma para mim: entrar lá e dar uma surra no cara. Defender quedas, e onde quer que a luta se desenrole, estar pronto. M***** acontecem durante um combate, então você tem que estar pronto. Ele se move de forma diferente, ele é um wrestler de alto nível. (…) Mas tenho parceiros de treino que me deixam preparado”, completou.

    Aos 36 anos, Lawler soma um restrospecto de mais de 40 lutas profissionais no MMA. Além do recheado cartel – que conta com 28 triunfos, 12 derrotas e uma luta sem resultado -, o americano conquistou o cinturão do UFC em 2014, após bater Johny Hendricks. E, apesar da longa jornada na carreira, Robbie não parece pensar em aposentadoria tão cedo, pois garante que seu combustível é o amor ao esporte.

    “Não é como um emprego para mim, eu curto isso, foi o que eu escolhi. Isso é o que eu amo fazer. Amo cuidar do meu corpo, coisa que fiz durante todo esse tempo. Gosto de cuidar de mim, malhar, me manter saudável. E quando você tem pessoas boas ao seu redor, você pode durar muito mais. Sou sortudo”, concluiu.

  • TRT, novas regras e ONE no Brasil: veja os planos de Vitor Belfort

    TRT, novas regras e ONE no Brasil: veja os planos de Vitor Belfort

    Vitor Belfort é o novo contratado do ONE Championship – Diego Ribas

    Vitor Belfort tem 41 anos, mas, a julgar pela entrevista exclusiva que concedeu à Ag. Fight na última quinta-feira (28), em Las Vegas (EUA), ainda tem muito tempo como profissional de MMA. Empolgado como poucas vezes se viu, o ‘Fenômeno’, que assinou contrato para voltar ao cage como atleta do ONE, revelou ter a intenção de lutar no Brasil pela organização no fim deste ano ou no início de 2020.

    Embora não tenha especificado quantas lutas tem no contrato com a liga asiática, Vitor deixou claro que não se trata de uma passagem curta. O veterano demonstrou também sua vontade de estrelar o primeiro evento da companhia no Brasil.

    “Estamos felizes, o contrato é muito bom, mas melhor do que o contrato é o que está por trás do contrato: as pessoas, a visão, o modelo de negócio. O Brasil vai ter excelentes novidades, excelentes lutas. Vão conhecer o que o ONE Championship tem a oferecer para o mundo do MMA e para os apaixonados por MMA. Eu falei para eles: ‘Os loucos por MMA estão no Brasil’”, declarou.

    “Se Deus quiser, no final desse ano eu ainda consigo levar para lá, ou início do ano que vem. Tudo depende do povo brasileiro e do negócio sair. Tenho certeza de que a gente consegue, de repente, pensar em um evento de Natal lá”, acrescentou.

    Belfort ressaltou que o ONE está interessado em realizar eventos com lutadores de outras organizações. Segundo o brasileiro, o futuro aponta para o fim dos contratos de exclusividade. Ele, que revelou o objetivo de lutar contra Anderson Silva, Roy Jones Jr. e Wanderlei Silva, disse que os dirigentes da liga estão dispostos a negociar com qualquer empresa a fim de garantir grandes combates.

    “Como que funciona um negócio? Colaboração. O mundo é feito de colaboração. A Amazon mostrou que você hoje não precisa mais de um shopping, você compra pela Amazon. O mundo está globalizado. Hoje você não precisa mais de um táxi, o táxi está no seu telefone. O mundo mudou. Por que não vamos mudar? O boxe sempre foi feito de promotor para promotor. A luta é sempre feita para o fã. Quantas lutas os fãs querem assistir, mas não podem porque uma organização não está com interesse de fazer (lutas) com as outras. Então, acho que chegou o momento de a gente mudar o mercado e fazer as lutas acontecerem. O Chatri (Sidyodtong), que é o CEO da companhia, falou que está aberto, que vai negociar com qualquer organização e que ele está pronto para fazer as lutas acontecerem”, falou, antes de especificar que a tão esperada revanche contra Wanderlei, 20 anos depois, depende apenas do Bellator.

    “É uma grande luta? Com certeza. Tudo é negociável. Eu tenho interesse, o ONE tem interesse. Basta os promotores do Wanderlei terem interesse. A luta sai”, completou.

    Planejando lutar até os 50 anos, Vitor, que tem 41, ressaltou a necessidade de as organizações permitirem a Terapia de Reposiçao de Testosterona (TRT) para ampliar a longevidade dos atletas.

    “Por que não? Está vendo aí que os atletas estão tentando burlar o sistema. O cara que tem asma precisa da bombinha. Se o cara tiver uma deficiência, pode ser uma ideia para que os lutadores possam lutar com mais idade, né?”, ponderou.

    Confira na íntegra a entrevista exclusiva com Vitor Belfort:

  • Garbrandt revela como superou derrotas que acabaram com sua invencibilidade no MMA

    Cody Garbrandt ocupa a segunda posição no ranking dos galos atualmente – Diego Ribas

    Ser superado pelo seu maior rival é difícil. Porém, mais complicado ainda é ser duas vezes seguidas derrotado pelo seu maior algoz. No entanto, a situação de Cody Garbrandt consegue ser ainda pior – pelo momento em que vivenciou essa experiência. Invicto e então campeão do UFC, o americano viu seu reinado ser destruído após dois reveses para seu desafeto e atual detentor do cinturão da categoria dos pesos-galos (61 kg): T.J. Dillashaw.

    Em entrevista diretamente de Las Vegas (EUA) – sede do UFC 235 -, que contou com a presença da Ag Fight, ‘No Love’, como é conhecido, narrou como superou os dois baques que sofreu na carreira. O ex-campeão revelou que a autoconfiança e o fato de já ter passado por situação semelhante quando era um atleta amador ajudaram ele a dar a volta por cima.

    “Honestamente, nesse esporte, todos são muito talentosos, lutamos com os melhores. Em um mundo perfeito, permanecer invicto e se aposentar, mas apenas uma pequena porcentagem atinge isso, como o Mayweather. Para mim, uma derrota na minha vida, vejo como – algumas pessoas encaram uma derrota como o fim do mundo, deixam se abater e afundam cada vez mais. Você não pode deixar a poeira cobrir você, você tem que dar a volta por cima. Não estou ‘ok’ com derrotas, eu odeio perder. Honestamente, não foi minha primeira derrota lutando, antes disso fui derrotado duas vezes em lutas amadoras cinco anos atrás. Fui nocauteado em uma e fiquei tipo: ‘Puta m***. Como vou me tornar profissional se sou nocauteado como amador?’. Foi difícil de digerir, lembro de conversar com a minha mãe: ‘O que vou fazer, focar em outro emprego?’. Mas, não, queria seguir o meu sonho. Todas essas pessoas que desistem quando perdem – não deixei aquilo me cobrir e tomar conta de mim”, relembrou Cody, antes de contar como lidou com as derrotas para T.J.

    “Eu acredito em mim mesmo, se tem algo que eu mantive comigo durante toda essa jornada é autoconfiança. É a ferramenta mais poderosa que nós humanos temos, autoconfiança. Sempre acreditei em mim mesmo, independentemente das críticas, dos haters no Instagram dizendo isso e aquilo. Não dei bola para isso, porque eles não pagam minhas contas. Então a derrota para mim, claro que foi duro porque nossas carreiras são divulgadas em todo o mundo. Então é difícil. Quando você é um ninguém, uma derrota é ‘ok’. Mas para mim, tenho que responder a imprensa, tenho patrocinadores, redes sociais. Fiquei um tempo afastado das redes sociais, falei com minha assessoria para darmos um tempo para eu me reencontrar. Foquei em ser um pai, marido e voltar a ter diversão. Para mim isso é uma diversão, já lutei de graça por tanto tempo, me esforcei tanto quando era jovem, não vou deixar as pessoas me abaterem. Estou aqui para dar a volta por cima e escalar até o topo novamente”, completou o lutador da ‘Team Alpha Male’.

    Mas, embora aparentemente o americano tenha conseguido dar a volta por cima fora dos octógonos, dentro dele o ex-campeão ainda tem que superar um grande desafio. Afinal de contas, enfrentará o brasileiro Pedro Munhoz, um peso-galo em ascensão que vive o melhor momento de sua carreira. O combate entre os dois fará parte do card principal do evento deste sábado (2).

  • Rafael Cordeiro lembra treinos agressivos da Chute Boxe e admite: “Não sei como será a velhice”

    Rafael Cordeiro lembra treinos agressivos da Chute Boxe e admite: “Não sei como será a velhice”

    Rafael Cordeiro (C) treina é o treinador de Kelvin Gastelum (E) – Reprodução/InstagramC, 

    Rafael Cordeiro não é apenas um dos maiores treinadores de MMA do mundo, mas também um dos veteranos de uma época marcante do vale-tudo nacional. Representante da tradicionalíssima academia Chute Boxe, do Paraná, o hoje técnico relembrou, em entrevista ao programa ‘Resenha PVT’, no YouTube, como eram os treinamentos dos atletas naquele período — que em nada se assemelhavam à preparação de hoje em dia. O mestre confessou, inclusive, que teme pela saúde dele e de muitos de seus atletas daquela fase, de tão agressivas que eram as sessões.

    Pela Chute Boxe, passaram grande nomes do MMA nacional, a exemplo de Wanderlei Silva, Maurício ‘Shogun’, Anderson Silva, José ‘Pelé’ Landi-Jons, Evangelista ‘Cyborg’ e muitos outros. E Cordeiro, que chegou a fazer seis lutas de vale-tudo, também treinava forte. E era forte mesmo. As sessões de sparring da academia ficaram conhecidas pela agressividade.

    “Eu apanhei muito. A gente fala assim, brincando, mas eu apanhei muito na minha jornada. Não tem como não ter apanhado. O Wanderlei já me ergueu no bate-estaca, me jogou de cabeça e me apagou… Fazendo guardinha, no vale-tudo, botou minha cara pro lado e me deu um pênalti (tiro de meta) e me desligou… E eu via isso e ‘Cara, irado… Dormi’. Dava um: ‘Que brilho é esse?’”, falou.

    A experiência vivida na pele e os avanços da ciência e da medicina fizeram com que Rafael, hoje, entendesse melhor os riscos de atletas profissionais ficarem expostos a golpes traumáticos com tanta frequência. O treinador contou que, em sua academia, a premiada Kings MMA, os treinamentos são mais “inteligentes”.

    “Acho que você pode fazer sparrings diferentes todos os dias. Você pode fazer sparring de boxe, de jiu-jitsu, de wrestling, com luva pequena de MMA com toque pequeno, e pode fazer um sparring forte uma vez por semana. Há
    vários jeitos de fazer sparring que não precisa ser a porrada todo dia. Realmente, aquilo que a gente fazia no
    passado não tem como fazer hoje. A gente fazia muuuito sparring. Foi bom? Foi bom. Mas a gente não sabe, daqui
    a dez anos, como que vai ser a nossa velhice, de tanta pancada que tinha na cabeça”, reconheceu.

    “Esse negócio de ficar assimilando soco para ver qual é é uma grande burrice. Você tem que treinar a sua esquiva, tem que levantar sua mão, tem que sair do soco. Não tem que deixar sua cabeça a prêmio. Tive muita dor de cabeça, eu chegava num ponto em que eu não podia ficar gritando no córner que me dava dor de cabeça. E eu não entendia o porquê. Por quê? Era soco na cabeça. O Wanderlei tem uma pancada muito forte, o Shogun, Pelé… Eu tinha 70 kg. Eles falam que eu era tão bom, mas era pra sobreviver. Era a minha vida que estava em jogo. Eles me batiam bastante. E até hoje: tenho crises de dor de cabeça que… Tá louco. O que eu falo aos meus alunos? A gente não precisa se matar todo treino. Você tem que ser inteligente. Todo mundo aqui aguenta porrada. Não é tomando porrada todo dia que você vai mostrar que você é bom. Você tem que mostrar que tem o queixo bom não tomando a pancada. Esse é o meu conselho”, explicou.

    Aos 45 anos, Cordeiro comanda atletas como Fabrício Werdum, Kelvin Gastelum e Beneil Dariush. Também já passaram pela equipe outros lutadores famosos, a exemplo de Rafael dos Anjos e Pedro Munhoz. Além dos títulos de seus pupilos, Rafael também já chegou a conquistar o status de melhor treinador do mundo pelo MMA Awards, o Oscar do esporte.