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  • Dana White minimiza confusão com Colby em cassino de Las Vegas

    Dana White minimiza confusão com Colby em cassino de Las Vegas

    Dana White é o presidente na maior organização de MMA do planeta – Diego Ribas

    Dana White, o presidente do UFC, garante não ter ficado tão chateado por aparecer na gravação que Colby Covington fez nessa sexta-feira (1º). Na ocasião, durante uma transmissão ao vivo no Instagram, o ex-campeão interino dos meio-médios (77 kg) confrontou o mandatário e lhe pediu explicações sobre ele não ser o próximo desafiante da categoria. E, apesar de ter demonstrado irritação no vídeo, o empresário explicou que tudo foi resolvido depois que a câmera foi desligada.

    Em entrevista coletiva neste sábado (2), Dana White minimizou a cena que Colby fez enquanto ele se divertia em uma das mesas de jogo do ‘Palms Casino Resort’. “Na noite passada, não foi tão ruim quanto parece no vídeo. Nós estávamos bem, e conversamos ontem à noite, cara a cara, ele entendeu. Ele sabe que não aceitou a luta”, explicou o presidente do Ultimate, ao se referir ao fato de Covington ter se negado a lutar contra o então campeão Tyron Woodley no segundo semestre de 2018 para fazer uma cirurgia no nariz.

    E, apesar de o presidente do UFC dizer o contrário, Covington garantiu que Dana White teria ficado incomodado com o seu questionamento na frente do público. “Ele estava muito chateado, mas eu não dou a mínima. Eu não estou aqui para fazê-lo feliz, e eu queria que ele soubesse, isso não é justo. Tem que existir justiça. Você roubou uma luta pelo título neste final de semana”, acusou o lutador, durante entrevista à rádio ‘Sirius XM’.

    Aos 31 anos, Covington conquistou o título interino dos meio-médios após derrotar Rafael dos Anjos, em junho de 2018. A previsão era que ele logo em seguida tentasse unificar o título contra Woodley. No entanto, menos de dois meses depois, ele se recusou a enfrentar T-Wood e Dana White optou por retirar o seu cinturão e escalar Kamaru Usman como oponente de Tyron na luta deste sábado.

    Apesar de ter vencido os últimos seis desafios que teve no UFC, Colby não entra no octógono desde o duelo contra Dos Anjos, e ele garantiu que não pretende fazer outra luta que não seja pelo título da divisão. Ao longo da carreira profissional no MMA, o americano acumulou, até então, 14 triunfos e apenas uma derrota.

  • “Colecionador de bônus”! Johnny Walker leva terceiro prêmio em apenas quatro meses

    “Colecionador de bônus”! Johnny Walker leva terceiro prêmio em apenas quatro meses

    Jonhhy Walker recebeu três prêmios extra desde que chegou ao UFC – Rigel Salazar

    Johnny Walker deixou a melhor impressão possível em sua chegada no UFC. Com três lutas no octógono em apenas quatro meses, o atleta nocauteou todos os rivais no assalto inicial e ainda garantiu prêmio-bônus em todas as suas apresentações.

    A última delas foi conquistada no último sábado (2), quando o meio-pesado (93 kg) deu cabo de Misha Cirkunov em 36 segundos e recebeu o prêmio de performance da noite, cerca de R$ 188 mil. A mesma quantia também foi destinada para Diego Sanchez, que superou por nocaute o mais jovem Mickey Gall.

    Por fim, o também brasileiro Pedro Munhoz recebeu o cheque destinado à melhor luta da noite. Para isso, o atleta anotou belo nocauteou sobre o ex-campeão dos galos (61 kg) do UFC Cody Garbrandt. Em menos de cinco minutos, os competidores partiram para cima um do outro e se atacaram como em um dos clássicos do antigo evento japonês.

    Acompanhe os resultados do UFC 235:

    Jon Jones venceu Anthony Smith por decisão unânime;
    Kamaru Usman venceu Tyron Woodley por decisão unânime;
    Ben Askren finalizou Robbie Lawler no 1º round;
    Weili Zhang venceu Tecia Torres por decisão unânime;
    Pedro Munhoz nocauteou Cody Garbrandt no 1º round;
    Zabit Magomedsharipov venceu Jeremy Stephens por decisão unânime;
    Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
    Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime;
    Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
    Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
    Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
    Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida

  • Jon Jones mantém cinturão sob vaias; Usman se torna primeiro campeão africano do UFC

    Jon Jones dominou Anthony Smith por completo no UFC 235 – Rigel Salazar

    Grande estrela da noite, Jon Jones fez mais do mesmo. Pragmático no octógono, o americano voltou a dominar seu rival, manteve o cinturão dos meio-pesados (93 kg) e deixou claro que poucos atletas terão uma chance real de derrota-lo no UFC. E Anthony Smith não é um deles.

    Acuado desde o início, o desafiante foi “cozinhado” por ‘Bones’, que alternou chutes altos com chutes no corpo e cruzados de direita. E embora pouco efetivo no primeiro assalto, Jon controlou tanto as ações que pouco se viu uma tentativa de ataque do oponente.

    Na segunda etapa, um novo domínio territorial e no volume de golpes chegaram a dar a impressão que a disputa poderia acabar a qualquer momento. No entanto, ‘Bones’ preferiu cadenciar o ritmo como de costume e tratou de jogar no erro de jogo de pernas de Smith.

    O excesso de zelo, porém, também mostrou a insatisfação da torcida que, a partir do terceiro assalto, vaiou os rivais pedindo por um duelo com mais ação. Por isso, na etapa seguinte, o campeão trouxe mais contundência em seus golpes e com cotoveladas, joelhadas e muitos socos deixou Smith praticamente nocauteado, até que conectou uma joelhada ilegal.

    Sem pensar duas vezes, o árbitro Herb Dean retirou dois pontos do campeão, que ao ver a ampla diferença de pontos caía tanto, optou por garantir mais  um triunfo para o seu cartel. Aos 31 anos, Jones acumula cartel com 24 vitórias, uma derrota e um ‘no contest’.

    Primeiro campeão africano

    O que acontece quando dois wrestlers fortes, explosivos e nocauteadores se encontram em um octógono? Ao que tudo indica, a resposta depende do que está em jogo para o vencedor, o que torna o confronto uma caixinha de surpresas, como foi visto no co-main event do UFC 235.

    Realizado neste sábado (2), em Las Vegas (EUA), o show contou com o embate entre Tyron Woodley e Kamaru Usman no co-main event da noite e, com poucos lampejos de agressividade esperado pelos atletas, o que se viu foi uma luta estudada e monótona que por vezes chegou a ser vaiada pela torcida presente.

    Melhor desde o início, Usman andou para frente e tomou conta das ações. Mais forte e pesado, o atleta nigeriano derrubou o então campeão consistentemente e garantiu vantagem no placar para se tornar o primeiro campeão da história do UFC a ter nascido do continente africano.

    No quarto assalto, diante de um cansado oponente, o meio-médio (77 kg) nigeriano partiu com tudo para o ataque junto à grande e chegou a balançar Woodley em duas oportunidades. No entanto, enquanto a torcida ia a loucura, o agora campeão preferiu voltar  a jogar de forma segura e, com nova queda, arrancou vaias da plateia.

    Acompanhe os resultados do UFC 235:

    Jon Jones venceu Anthony Smith por decisão unânime;
    Kamaru Usman venceu Tyron Woodley por decisão unânime;
    Ben Askren finalizou Robbie Lawler no 1º round;
    Weili Zhang venceu Tecia Torres por decisão unânime;
    Pedro Munhoz nocauteou Cody Garbrandt no 1º round;
    Zabit Magomedsharipov venceu Jeremy Stephens por decisão unânime;
    Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
    Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime;
    Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
    Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
    Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
    Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida.

  • Pedro Munhoz nocauteia ex-campeão do UFC e pede por cinturão dos galos

    Pedro Munhoz nocauteia ex-campeão do UFC e pede por cinturão dos galos

    Cody Garbrandt acabou nocauteado pela terceira vez na careira – Rigel Salazar

    Embalado por duas vitórias seguidas no UFC, Pedro Munhoz entrou no octógono neste sábado (2) com a missão de encarar o ex-campeão do evento Cody Garbrandt e provar que está, de fato, apto para medir forças com os atletas do topo da divisão. E a missão foi realizada com sucesso.

    Ainda no primeiro assalto, Pedro cumpriu com o prometido e jogou com o nervosismo do rival. A cada vez que era acertado, o americano partia para o ataque e buscava uma chance de equilibrar a disputa, abrindo assim brechas para ser contra golpeado.

    E nesses momentos.Pedro aceitou o desafio e travou uma verdadeira guerra de dois minutos, quando ambos os competidores alternaram bons golpes e balançaram um ao outro.No entanto, a precisão e a variedade de ataques do brasileiro fizeram a diferença, principalmente quando ele atacava de encontro ao cruzado de direita de Garbrandt. Um belo nocaute ainda no primeiro round!

    Assim que a disputa acabou, o  brasileiro não demorou a pular no octógono e fazer o gesto tradicional dos que pedem uma chance pelo título ao apontar para a cintura. Será que agora vai?

    Estreia polêmica

    Ex-campeão do ONE Championship, Ben Askren fez sua primeira aparição no octógono do UFC em duelo recheado de expectativa de polêmica. Depois de levar a pior por três minutos, quando foi quedado por Robbie Lawler e duramente punido no chão, Askren conseguiu encaixar um mata-leão no adversário.

    A partir daí, o árbitro Herb Dean interpretou que que o veterano do UFC estava desmaiado e decretou o final do combate, o que deu início em seguidas vaias da torcida.

    Acompanhe os resultados do UFC 235: 

    Ben Askren finalizou  Robbie Lawler no 1º round
    Weili Zhang venceu Tecia Torres por decisão unânime;
    Pedro Munhoz nocauteou  Cody Garbrandt no 1º round
    Zabit Magomedsharipov venceu Jeremy Stephens por decisão unânime;
    Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
    Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime;
    Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
    Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
    Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
    Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida.

  • Johnny Walker nocauteia de novo e rouba a cena no card preliminar do UFC 235

    Johnny Walker nocauteia de novo e rouba a cena no card preliminar do UFC 235

    Walker nocauteou seu terceiro oponente em quatro meses no UFC – Rigel Salazar

    Mais nova grande promessa da divisão dos meio-pesados (93 kg) do UFC, Johnny Walker aceitou sua terceira luta no UFC em um período de apenas quatro meses, fato que poderia expor o atleta a erros no seu camp e a falhas de treino específico para enfrentar um rival do calibre de Misha Cirkunov. No entanto, nada disso parece abalar a confiança do jovem de 26 anos.

    Nocauteador, Johnny voltou a mostrar jogo solto no octógono e aproveitar a primeira brecha de Circunov para pular com uma joelhada voadora que o levou a knockdown. Na sequência, alguns socos por cima obrigaram o árbitro a interromperem o confronto.

    Dessa forma,  o gigante brasileiro de quase dois metros de altura anotou seu terceiro triunfo no evento, o 17º na carreira, sendo o 14º por nocaute. Fiquem de olho neste nome!!!

    Derrota brasileira

    Primeira brasileira a entrar em ação no card preliminar do UFC 235, evento realizado neste sábado (2), em Las Vegas (EUA), Polyana Viana mais uma vez deixou a desejar e acabou superada por pontos pela desconhecida Hannah Cifers, que fazia sua segunda luta na organização e anotou seu primeiro triunfo no show.

    Após três rounds mornos e equilibrados, a americana levou a melhor por ter conectado golpes em volume, além da contundência. Tanto que em certo momento Polyana sofreu um knock down e passou instantes importantes do confronto se defendendo na luta de solo. Apesar do domínio no octógono, Hannah levou a melhor apenas na decisão dividida dos jurados, o que pareceu surpreender os presentes no ginásio T-Mobile Arena.

    Com 26 anos, a brasileira agora acumula cartel com dez triunfos e três derrotas colocando seu contrato com o maior show de MMA do mundo em risco. Essa foi a 17ª vitória do meio-pesado (93 kg) brasileiro, a 14ª por nocaute, o que o coloca automaticamente em rota de colisão com os top 10 da divisão.

    Veterano bom de briga

    Campeão da primeira edição do TUF nos EUA ainda em 2005, Diego Sanchez ainda é um dos poucos de sua geração que seguem competindo em alo nível e, vez ou outra, ainda provam que podem levar a melhor sobre os novos atletas do esporte.

    Neste sábado, diante do promissor Mickey Gall, Diego levou a pior  na trocação mas logo tratou de encurtar a distância e anular o jogo do rival. Com diversas quedas e passagens de guarda, Diego garantiu posições que o permitiam bater de forma segura, dando assim a dinâmica da luta., que acabou ao seu favor or nocaute técnico logo no segundo round.

    Acompanhe os resultados do UFC 235:

    Johnny Walker nocauteou Misha Cirkunov no 1º round;
    Cody Stamann venceu Alejandro Pérez por decisão unânime dos jurados;
    Diego Sanchez nocauteou Mickey Gall no 2º round;
    Edmen Shahbazyan nocauteou Charles Byrd no 1º round;
    Macy Chiasson nocauteou Gina Mazany no 1º round;
    Hannah Cifers venceu Polyana Viana por decisão dividida dos jurados.

  • Aos 44 anos, Mirko ‘Cro Cop’ anuncia aposentadoria do MMA após sofrer AVC

    Aos 44 anos, Mirko ‘Cro Cop’ anuncia aposentadoria do MMA após sofrer AVC

    Mirko ‘Cro Cop’ anunciou, nessa sexta-feira (1º), que abandonará definitivamente o MMA. Por meio das redes sociais, o peso-pesado explicou que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante a última semana e, por isso, não poderá mais receber golpes na cabeça. Apesar da adversidade, o croata ressaltou que está bem, já que não teve o rosto paralisado com o incidente, possibilidade para quem sofre deste problema.

    Em publicação no Instagram (veja abaixo ou clique aqui), ‘Cro Cop’ destacou que a sua última luta, contra Roy Nelson, em fevereiro, foi a última da carreira. Na ocasião, ele derrotou o seu ex-companheiro de UFC por decisão unânime dos jurados, dessa vez sob a bandeira do Bellator. E, apesar de ter pendurado as luvas, o croata projetou voltar aos treinos assim que for liberado pelos médicos.

    “Meus queridos amigos, a última luta foi a minha última. Eu vinha anunciando (o fim da carreira) muitas vezes porque era mais forte do que eu, mas agora está realmente acabado. Na manhã de segunda-feira eu tive um AVC no treinamento matinal. Felizmente ele não paralisou nem deformou meu rosto, hoje eu saí do hospital e me sinto bem, e espero continuar assim. Entendo as instruções e advertências seriamente e agora tenho uma fase de recuperação diante de mim onde tenho que ser muito disciplinado”, escreveu ‘Cro Cop’, de acordo com transcrição do site ‘Fox Sports’.

    “Após cerca de 3 meses depois da ressonância magnética mostrar que a recuperação foi bem-sucedida, poderei continuar o treinamento, mas nunca mais poderei dar e receber golpes na cabeça, porque seria um pouco difícil de fazer. Agradeço a todos vocês que me seguiram durante a minha carreira e estiveram comigo em vitórias e derrotas, tenho uma carreira rica e muito longa e realmente não tenho que me queixar por nada mais”, completou.

    ‘Cro Cop’ vivenciou o auge da carreira em 2006, quando venceu o GP dos pesados do Pride, após bater renomados lutadores como Wanderlei Silva e Josh Barnett. Ao longo da carreira profissional como atleta de MMA, o veterano somou 38 triunfos, 11 derrotas, dois empates e um embate sem resultado.

    https://www.instagram.com/p/BueqAKoAR2F/

  • Covington confronta Dana White em mesa de cassino: “Mereço uma explicação”

    Covington já é famoso por seus atos e declarações polêmicas – Diego Ribas

    Colby Covington ainda não parece ter digerido muito bem a sua ausência no UFC 235, evento agendado para este sábado (2). Após conquistar o cinturão interino dos meio-médios (77 kg), em 2018, o americano era cotado como principal desafiante ao título que hoje pertence a Tyron Woodley. E, revoltado por não concorrer ao posto de campeão linear, ‘Chaos’ tem confrontado Dana White até mesmo nos momentos de lazer do presidente do Ultimate.

    Por meio de uma ‘Live’ no Instagram – reproduzida pelo usuário do Twitter Matthew Wells – (veja abaixo ou clique aqui), Covington mostra o momento em que questiona Dana White, que se divertia em um dos cassinos de Las Vegas (EUA). “Eu mereço uma explicação”, afirmou, revoltado por Kamaru Usman ter tomado o seu posto de desafiante. E, aparentemente irritado com a cena protagonizada pelo lutador, o presidente do UFC pediu seguidas vezes para que o atleta parasse de filmar.

    Covington conquistou o cinturão interino dos meio-médios após derrotar Rafael dos Anjos, em junho de 2018. A previsão era que ele logo em seguida ele tentasse unificar o título contra Woodley. No entanto, menos de dois meses depois, ele se recusou a enfrentar o campeã sob a alegação de que faria uma cirurgia no nariz. Deste modo, Dana White optou por retirar o seu posto de campeão interino.

    Aos 31 anos, Colby venceu seus últimos seis desafios no UFC. No entanto, ele não entra no octógono desde a conquista do cinturão interino, já que garantiu que não pretende fazer outra luta que não seja pelo título da divisão. Ao longo da carreira profissional no MMA, o americano acumulou, até então, 14 triunfos e apenas uma derrota.

  • Wanderlei Silva responde desafio de Vitor Belfort: “Está correndo de mim”

    Wanderlei Silva é um dos maiores nomes da história do MMA brasileiro – Erik Engelhart

    Após mais de duas décadas, uma das maiores rivalidades do MMA brasileiro pode ganhar um novo capítulo: Vitor Belfort vs Wanderlei Silva. A possibilidade dos dois se reencontrarem veio à tona novamente com o anúncio de que o carioca está de volta à ativa. No entanto, de acordo com ‘Cachorro Louco’, seu desafeto, que assinou com o ONE Championship – liga asiática –, não quer levar a rivalidade entre os dois novamente para os octógonos.

    Para a aguardada revanche sair do papel, um acordo excepcional teria que ser firmado, como sugeriu Belfort. Afinal de contas, o ‘Fenômeno’ e Wanderlei são atletas com vínculos em diferentes organizações. Portanto, cabe ao Bellator e ao ONE julgarem se um confronto entre os brasileiros seria benéfico ou não para as ambas as partes, já que os lutadores já demonstraram interesse em se enfrentar.

    Uma revanche entre os dois nunca saiu do papel, apesar do combate ter sido considerado um marco para o MMA brasileiro. E a possibilidade de Vitor e Wanderlei se reencontrarem “É esse mesmo papinho frouxo dele. Esse ‘mimimi’ dele não está com nada. O cara está correndo de mim já faz tempo, tanto que ele foi assinar com outro evento. O pessoal do Bellator está me pagando mais do que eu ganhava no UFC. Então, por dinheiro não é. Esse cara está correndo de mim, por isso que ele foi lá para o ONE FC. Mas não tem problema não: já, já, a gente se tromba. E aí nós vamos ver quem vai olhar a boca de quem. Vou meter a porrada nesse folgado”, alfinetou Wanderlei, antes de falar sobre a possibilidade do duelo contra Vitor acontecer.

    “Essa luta é perfeitamente possível. Se for para eu realizar mais uma luta, seria essa que eu gostaria de fazer. Essa luta ficou engasgada e todo mundo quer ver. É um clássico que pode ser feito em qualquer lugar do mundo. Eu sou contratado do Bellator, mas havendo interesse, a gente pode fazer essa luta numa promoção dos dois eventos, em uma coisa que seja grandiosa, para que a gente fortaleça o nosso esporte”, completou, durante entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight.

    Recentemente, Wanderlei causou polêmica ao declarar que possuía oito de dez sintomas que diagnosticam uma concussão cerebral. O anúncio feito pelo brasileiro repercutiu a ponto do presidente do Bellator afirmar que o ‘Cachorro Louco’ só voltaria a performar com liberação médica. Mas toda essa novela não passou de um mal-entendido, de acordo com o veterano de 42 anos.

    “Esses tempos eu fiz uma declaração de que eu tinha alguns sintomas de ‘concussion’, mas na verdade isso foi um pouco mal-interpretado. O pessoal colocou a notícia como se eu tivesse um problema sério. Eu não tenho nada. Estou bem. Eu vou realizar todos os testes que forem necessários. Antes de todas as lutas, a gente faz tomografia no cérebro de todo jeito. Eu não tenho nada, estou superbem. Foi um pouco mal interpretada essa colocação pela mídia”, opinou o curitibano, antes de falar sobre o protocolo que protege os atletas de MMA desse tipo de problema.

    “Todos os eventos que eu lutei até hoje eles sempre fizeram todos os testes, a gente teve todo o amparo: antes da luta, depois da luta. Você não luta se você não fizer vários testes. Se eu não estivesse 100%, eu jamais teria conseguido lutar em Nova York e na Califórnia, que são os lugares em que as Comissões mais pede testes para você. Cada luta eu fiz umas três tomografias e ressonâncias do cérebro. Estou me sentindo super bem, não corro risco nenhum. Já estou treinando faz um bom tempo. Gostaria muito de poder voltar e fazer essa revanche com o Vitor, que seria uma luta dos sonhos”, finalizou Silva, em bate-papo com a Ag Fight.

    Belfort decidiu interromper sua carreira após ter sido nocauteado por Lyoto Machida em maio de 2018. Entretanto, já no final do mesmo ano, o brasileiro dava indícios de que voltaria atrás com a decisão de pendurar as luvas. Em contrapartida, Wanderlei se manteve em ação, apesar de ter caído de produção com os anos e ter acumulado reveses recentes contra nomes como: Chael Sonnen e ‘Rampage’ Jackson.

  • Amigos, Woodley e Askren propõem alternativas para não se enfrentarem

    Askren é conhecido por sua fama de falastrão e já teve atritos com Dana White – Diego Ribas

    Tyron Woodley é o rei da categoria meio-médio (77 kg) do UFC há mais de dois anos e meio. No entanto, o americano pode vir a ter problemas com um atleta recentemente contratado para sua divisão no Ultimate. Mas se engana quem pensa que a ameaça é esportiva: trata-se de um imbróglio de afeto. Afinal de contas, o estreante é o seu amigo e parceiro de treino na equipe ‘Roufusport’ Ben Askren, que faz seu debute na organização neste sábado (2), em Las Vegas (EUA).

    Antes de acertar seu vínculo com o UFC, ‘Funky’, como é conhecido, era o campeão do ONE – principal liga de MMA asiática – na categoria até 77 kg. E, durante conversa com a imprensa, que contou com a presença da Ag Fight, os dois lutadores levantaram possíveis cenários benéficos para ambos, sem que eles tenham que medir forças no Ultimate.

    “Para ser honesto, acho que as coisas acontecem por uma razão. Subir para os pesos-médios é algo bem provável. E ele (Askren) vai derrotar os melhores meio-médios de qualquer forma por conta do estilo dele. Então, vai estar sempre em uma posição de possível desafiante pelo título. Então, vou fazer essa luta agora, vou dar uma surra no Colby Covington e depois vou subir para pegar o cinturão dos médios. Se eu tiver sucesso nos pesos-médios, ficará tudo certo”, opinou Woodley, antes de ser interrompido por Askren, que deu outra alternativa.

    “Ou, é o seguinte, eis o que vai acontecer: Dana, você cria um cinturão de 165 e 175, e faça isso agora. Ele (Woodley) vai para 175 pounds (79 kg) e eu vou para 165 pounds (74 kg). Dê a nós esses dois cinturões”, completou o especialista de wrestling.

    Curiosamente, Askren estreará no UFC justamente contra o ex-campeão Robbie Lawler – de quem Woodley tomou o cinturão em julho de 2016. Já Tyron terá pela frente um adversário embalado e com sede de vitória. ‘The Chosen One’ terá que superar Kamaru Usman para manter seu reinado entre os meio-médios da maior liga de MMA do planeta.

  • Poliana Botelho revela detalhes da ‘dança das cadeiras’ do UFC 236; entenda

    Poliana Botelho revela detalhes da ‘dança das cadeiras’ do UFC 236; entenda

    Poliana Botelho voltará ao octógono mais famoso do mundo em abril – Leandro Bernardes

    Após ficar temporariamente sem adversária para o UFC 236, Poliana Botelho foi agendada para enfrentar Lauren Mueller no evento que ocorrerá no dia 13 de abril, em Atlanta (EUA). Isso porque a brasileira lutaria contra Paige Vanzant, mas o Ultimate optou por mudar a adversária da americana de última hora.

    Conforme revelou à Ag Fight após apuração com fontes próximas ao evento, VanZant foi escalada contra Montana De La Rosa e Poliana ficou temporariamente sem adversária, antes de ser agendada contra Mueller. Porém, uma nova dança das cadeiras deve acontecer entre as pesos-moscas (57 kg), já que, nesta sexta-feira (1º), Paige anunciou que fraturou o braço. E isso, muitíssimo provavelmente, vai impedir ’12 Gauge’ de competir no evento previsto para abril, conforme relatou Poliana, em entrevista exclusiva à Ag. Fight.

    “Na verdade, a luta estava praticamente fechada contra a Paige, acho que faltava só eu assinar o papel. Mas, depois de uns três dias que eu já sabia da luta, já tinha soltado até no Instagram, e as pessoas já tinham postado e tudo, o Dedé (Pederneiras, empresário e treinador da Poliana) veio me falar que ela saiu fora porque o braço dela estava machucado. Porém, logo em seguida, eu vi que ela postou que estava esperando por luta”, contou.

    “Eu fiquei sem entender e depois ela foi agendada no mesmo dia com a outra garota. Não sei o que houve. (…) Quando tiraram ela, dissemos que até poderíamos esperar, mas eles não souberam informar quando ela poderia retornar. Então, dissemos que poderiam me agendar com outra pessoa então, aí botaram a Lauren”, completou.

    Contra Mueller, Poliana fará a quarta luta no UFC, mas será a sua estreia na categoria dos moscas. A ex-peso-palha (52 kg) emendou duas vitórias após estrear na organização, em outubro de 2017, mas sucumbiu diante de Cynthia Calvillo, em novembro último. E a derrota parece ter servido como motivação para ela refletir sobre os malefícios do corte de peso, já que tomou a decisão de migrar para a divisão de cima.

    “Eu ficava o tempo inteiro pensando em peso. Eu falava que tinha que treinar porque tinha que perder peso. Hoje, não. Eu tenho que treinar porque tenho que melhorar. Hoje o peso não é um problema. A estrutura do meu corpo é a ideal para 57 kg. (…) Eu sou uma lutadora grande. Eu forçava muito para alcançar os 52 kg. Ficava muito debilitada nos treinamentos, em tudo, por conta de perder muito peso”, explicou.

    “Na categoria de cima, elas são mais pesadas do que as de 52 kg, de fato, mas a minha estrutura óssea é para 57 kg. Então, eu vou ficar tão forte quanto elas. Eu não sou pequena e estou subindo para 57 kg. Eu sou grande e desci para 52 kg. (…) Agora eu posso fazer mais lutas, por conta do peso, porque nos 52 kg eram, no máximo duas (por temporada). E já não me sentia muito bem. Então, eu quero fazer três lutas (em 2019)”, concluiu.

    Aos 30 anos, Poliana somou, até então, um retrospecto de sete vitórias e duas derrotas desde que se profissionalizou como atleta de MMA. Já sua próxima oponente, Lauren Mueller, contabiliza um cartel de cinco triunfos e apenas um revés. A americana foi contratada pelo UFC após se destacar na edição americana do programa ‘Contender Series’ e terá, contra a brasileira, o seu terceiro desafio no Ultimate.