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  • Ex-campeão dos médios, Robert Whittaker encara Jared Cannonier no UFC 248

    Jared Cannonier encara o ex-campeão Robert Whittaker no UFC 248 – Fábio Oberlaender

    Após perder o cinturão peso-médio (84 kg) do UFC para Israel Adesanya em outubro deste ano, Robert Whittaker já tem data para retornar ao octógono mais famoso do planeta. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o Ultimate confirmou o combate entre o ex-campeão e Jared Cannonier para o dia 8 de março, em Las Vegas (EUA).

    O nocaute aplicado por Adesanya, na casa do ex-campeão, interrompeu uma sequência de nove vitórias consecutivas de Whittaker no UFC. De olho em retomar seu cinturão, o australiano buscará uma vitória sobre o embalado Cannonier, que está invicto desde que desceu dos meio-pesados (93 kg) para os médios.

    Depois de acumular duas derrotas seguidas na categoria até 93 kg, para Jan Blachowicz e Dominick Reyes, Jared Cannonier decidiu migrar para o peso-médio e estreou na categoria em novembro de 2018, com vitória sobre David Branch. Desde então, o americano conquistou mais dois triunfos na divisão, sobre Anderson Silva e Jack Hermansson, todos por nocaute.

    O UFC 248, que será realizado no dia 8 de março, em Las Vegas, já tem confirmado também a disputa pelo cinturão peso-palha (52 kg) feminino, entre a campeão Zhang Weili e a desafiante Joanna Jedrzejczyk. A chinesa, primeira lutadora do seu país a conquistar um título do Ultimate, fará sua primeira defesa de cinta após nocautear Jéssica ‘Bate-Estaca’, em agosto deste ano.

     

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    ☠️ vs 🦍. #UFC248

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  • Frankie Edgar dá grito em coreano e conquista público em pesagem do UFC Coreia

    Está tudo pronto para o UFC Coreia. Na manhã desta sexta-feira (20), todos os atletas passaram sem problemas pela pesagem do evento e as lutas estão confirmadas, inclusive a principal, entre Frankie Edgar e Chan Sung Jung. Ambos os lutadores chegaram na medida limite da categoria peso-pena (66 kg), anotando 66,2 kg, com limite de tolerância.

    Como não poderia ser diferente, principalmente pelo estilo de ambos os lutadores, a encarada entre Edgar e o ‘Zumbi Coreano’ foi marcada por muito respeito. O lutador local fez questão de chamar a torcida e se enrolou com uma bandeira do país. Já Edgar ganhou o público quando deu um grito em coreano no microfone.

    Um dos representantes brasileiros no show, Raoni Barcellos trocou cumprimentos amigáveis com Said Nurmagomedov antes da encarada, em duelo válido pela categoria peso-galo (61 kg). Vale destacar que os dois já eram para ter se enfrentado em duas ocasiões, a última em maio deste ano, no UFC Rio, mas lesões cancelaram esta peleja.

    Os outros dois atletas tupiniquins confirmados no show seguiram a linha de Raoni na questão de respeito ao rival. Amanda Lemos e Miranda Granger não mudaram o semblante quando ficaram frente a frente, em luta pelo peso-palha (52 kg). Já o peso-mosca (57 kg) Alexandre Pantoja deu um abraço em Matt Schnell.

    Confira os resultados da pesagem do UFC Coreia:

    Peso-pena: Frankie Edgar (66,2 kg) vs Chan Sung Jung (66,2 kg);
    Peso-meio-pesado: Volkan Oezdemir (93,4 kg) vs Aleksandar Rakic (93,4 kg);
    Peso-pena: Doo Ho Choi (66,2 kg) vs Charles Jourdain (66,2 kg);
    Peso-meio-pesado: Da Un Jung (93,4 kg) vs Mike Rodriguez (93,4 kg);
    Peso-médio: Jun Yong Park (84,4 kg) vs Marc-André Barriault (84,4 kg);
    Peso-galo: Kyung Ho Kang (61,7 kg) vs Pingyuan Liu (61,7 kg);
    Peso-pesado: Tanner Boser (111,7 kg) vs Ciryl Gane (112,9 kg);
    Peso-pena: Seung Woo Choi (66,2 kg) vs Suman Mokhtarian (65,8 kg);
    Peso-leve: Dong Hyun Ma (70,8 kg) vs Omar Morales (70,8 kg);
    Peso-mosca: Alexandre Pantoja (57,2 kg) vs Matt Schnell (57,2 kg);
    Peso-galo: Raoni Barcelos (61,7 kg) vs Said Nurmagomedov (61,7 kg);
    Peso-palha: Miranda Granger (52,6 kg) vs Amanda Lemos (52,6 kg);
    Peso-galo: Alateng Heili (61,7 kg) vs Ryan Benoit (61,7 kg).

  • Cejudo renuncia título dos moscas, e UFC marca Benavidez x Deiveson pelo cinturão, diz site

    Cejudo agora somente é o campeão do peso-galo do Ultimate – Dan Wainer/Ag Fight

    Henry Cejudo não é mais o campeão peso-mosca (57 kg) do UFC. O americano, na última quinta-feira (19), renunciou o título e agora só focará suas atenções no peso-galo (61 kg) onde é campeão. A informação foi divulgada pelo site ‘BJPenn.com’, que também disse que Joseph Benavidez e Deiveson Figueiredo vão disputar o cinturão vago.

    A ideia do Ultimate agora é escalar Benavidez contra Deiveson no dia 29 de fevereiro, no UFC Norfolk para decidir quem é o novo campeão. O americano é o número um do ranking da divisão, enquanto o brasileiro ocupa o terceiro posto.

    Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, o Cejudo afirmou que não teve o cinturão retirado do Ultimate, como muito se especulou, e essa atitude de deixar o título dos moscas partiu somente dele. Suas atenções agora só ficam nos galos.

    “Não tive o cinturão retirado. Estou abrindo mão dele. O ‘Triplo C’ está fazendo isso em benefício desses que se intitulam reis da categoria. Estou desistindo e você pode dizer a todos para dobrar o joelho”, disse o lutador.

    Cejudo havia conquistado o cinturão dos moscas em agosto de 2018, quando derrotou Demetrious Johnson. Desde então, o lutador não voltou a competir pela divisão, encarando TJ Dillashaw e Marlon Moraes, só que pela categoria dos galos. Dessa maneira, o Ultimate decidiu tirar o título do americano, por inatividade.

    Joseph Benavidez está com uma sequência de vitórias e aguarda uma oportunidade de lutar pelo título desde que venceu Jussier Formiga, em junho. Já Deiveson Figueiredo, que possui seis vitórias e apenas uma derrota no Ultimate, vem de triunfo por finalização sobre Tim Elliott, em outubro.

  • Michael Bisping comenta sobre fratura na mandíbula sofrida por Covington: “Isso é carma”

    Colby Covington perdeu para Kamaru Usman no UFC 245 – Rigel Salazar/ PXImages

    A derrota de Colby Covington diante de Kamaru Usman no último sábado (14), na luta principal do UFC 245, em Las Vegas (EUA), continua dando o que falar. Desta vez foi Michael Bisping – ex-campeão peso-médio (84 kg) do Ultimate e atual comentarista – quem deu sua opinião sobre o revés sofrido pelo falastrão. Em seu podcast ‘Believe You Me’, o inglês apontou para a ‘coincidência cármica’ ocorrida no octógono, com a fratura na mandíbula do americano, que é conhecido por suas declarações polêmicas e agressivas contra os rivais.

    Antes um atleta sem muito reconhecimento, Colby viu na criação de um personagem falastrão a oportunidade de ganhar popularidade e crescer dentro do Ultimate. Nos últimos anos, o meio-médio (77 kg) tem se especializado em fazer declarações polêmicas e, consequentemente, feito inúmeros inimigos e desafetos, que comemoraram sua derrota na disputa pelo título da divisão para Usman.

    “Ele até disse que ‘Marty Fakenewsman’ (como Covington se refere a Kamaru Usman) iria beber de canudo porque ele ia quebrar sua mandíbula. Isso é carma aí mesmo. Foi uma interrupção justa. (Marc) Goddard fez um bom trabalho, a cutucada no olho foi real. Escute, foi uma grande luta”, declarou Michael Bisping, de acordo com a transcrição do site ‘MMA News’.

    A derrota interrompe a boa sequência de Covington, que vinha de sete triunfos consecutivos. Além disso, a lesão na mandíbula deve deixá-lo afastado dos octógonos por alguns meses, impossibilitando uma tentativa rápida de retomar o caminho das vitórias. Porém, de acordo com Michael Bisping, a recuperação mental pode ser mais custosa do que a reabilitação física para o falastrão.

    “Eu não tenho certeza quanto tempo leva para se recuperar de uma mandíbula quebrada. Talvez não seja tão longo (o tempo de recuperação), eu acho que ele pode estar de volta em seis meses. Mas a real recuperação após sofrer uma mandíbula quebrada é o lado mental das coisas”, apontou Bisping, antes de completar.

    “Eles falam: ‘Oh, o queixo dele se foi’. Mas quando você quebrou a p*** da sua mandíbula, nós já vimos historicamente que depois de fraturá-la, ela se torna mais suscetível a quebrar novamente. E tem que ter um certo demônio psicológico aí. Se você tiver sua mandíbula quebrada, você, com certeza, vai ficar mais cauteloso indo para frente (na trocação) porque vai pensar: ‘M***, da última vez essa mandíbula foi quebrada’. E se você fizer disso um hábito, sua carreira como lutador acabou. Está acabada, finalizada”, concluiu o ex-campeão do UFC.

    Apesar da tese levantada por Bisping, de acordo com Dan Lambert – líder da equipe ‘American Top Team’ –, Covington está com o psicológico inabalado e ansioso para retornar aos octógonos e dar a volta por cima. A derrota para Usman foi a segunda da carreira do falastrão e a primeira por nocaute técnico. Em 2015, Colby foi finalizado pelo brasileiro Warlley Alves, no UFC 194.

  • Petr Yan vê aumento de popularidade após vitória sobre Faber e provoca Garbrandt

    Petr Yan vê aumento de popularidade após vitória sobre Faber e provoca Garbrandt

    Petr Yan atualmente tem seis vitórias no Ultimate – Rigel Salazar/PXImages

    No último sábado (14), Petr Yan manteve sua invencibilidade no Ultimate, com uma vitória por nocaute sobre Urijah Faber, no UFC 245. Apesar de alcançar seu sexto triunfo na franquia, somente agora o russo acha que finalmente pode ter colocado seu nome entre os postulantes ao título, principalmente pelo status do seu último rival. E perto de brigar pelo cinturão, o europeu fez questão de alfinetar Coby Garbrandt, com quem trocou provocações.

    Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Yan, apesar da confiança em crer que já possa fazer frente a Henry Cejudo, atual campeão da categoria, manteve os pés no chão e declarou que vai esperar uma posição oficial do Ultimate. O russo admitiu que mesmo de olho no topo da divisão, não vai ultrapassar etapas até o ‘title shot’.

    “Não considero a maior vitória da minha carreira (contra Faber), todas as lutas são muito importantes para mim à sua maneira. Essa luta é importante porque aumentou minha popularidade e me trouxe um passo mais perto do título. (…) Acredito que mereço lutar pelo título e conversarei com o UFC sobre isso. Depois, podemos planejar e ver que lutas farão sentido no futuro”, disse o atual número três do ranking.

    Nos bastidores do UFC 245, Yan encontrou Garbrandt, que começou a provocá-lo e deu início a uma discussão. Mesmo com o americano com duelo programado diante do brasileiro Raphael Assunção, para o dia 28 de março, o ex-campeão da categoria afirmou que mira encarar o russo. Mas nada que tenha impressionado o ‘No Mercy’.

    “Ele tentou agir com força e cruzou a linha comentando que me verá amanhã e me baterá. Todos vocês viram o que aconteceu quando ele me viu cara a cara: ele estava escondendo as mãos atrás das costas, agindo de forma emocional e não apoiou suas palavras, provando que ele é falastrão. Ele é um filhote de cachorro, late, mas não morde”, explicou, emendando que não vê sentido em um duelo contra o americano no momento.

    “Seria apenas uma questão de tempo até que eu pudesse pegá-lo e depois disso você verá outra queda do homem sem queixo. Agora entendo que ele fala muito só para se manter relevante. Ele está tentando anexar seu nome ao meu, porque acabei de vencer a luta e estou em ascensão. Ele precisa vencer uma luta antes de me desafiar”, completou.

    No MMA profissional desde 2013, Petr Yan tem 14 vitórias e apenas uma derrota na carreira. Contratado pelo UFC em 2018, o russo possui seis triunfos. Somente em 2019, o lutador venceu três adversários, foram eles: John Dodson, Jimmie Rivera, esses por decisão unânime dos jurados, e agora Urijah Faber.

  • Rafael Dos Anjos cita Nate Diaz para detonar ranking do UFC: “Maior palhaçada”

    Rafael dos Anjos é ex-detentor do cinturão dos pesos-leves (70 kg) do UFC – Diego Ribas

    Rafael Dos Anjos não leva mais o ranking do Ultimate tanto em consideração. Talvez por este motivo tenha aceitado encarar Michael Chiesa, que não figura entre os 15 melhores meio-médios (77 kg) da liga atualmente. Contrário aos métodos de avaliação da listagem do UFC, o brasileiro usou o nome de Nate Diaz para detonar os critérios de ranqueamento da organização.

    Durante conversa exclusiva com a reportagem da Ag Fight, o atleta fluminense minimizou a importância do ranking ao citar o exemplo de Nate Diaz. De acordo com Rafael, o ‘bad-boy’ americano nunca venceu um meio-médio de origem que figurasse na elite da categoria, e mesmo assim ocupa atualmente o top 10 da divisão até 77 kg. Na visão do ex-campeão peso-leve (70 kg) do UFC, outros lutadores merecem mais este posto.

    “Estou me desligando um pouco de ranking, porque uma categoria que tem um cara que nunca venceu uma luta no 77kg, ranqueado? É demais para mim, o Nate Diaz está no ranking. O Nate Diaz nunca venceu um cara que era (originalmente) do 77 kg, nunca ganhou uma luta. Venceu o Conor nos meio-médios, mas o Conor era peso-leve. Ele nunca chegou lá e deu porrada em um Robbie Lawler, em um cara grande, um verdadeiro meio-médio, ele nunca fez isso. Ele lutou com um peso-pena, que estava fazendo uma graça no peso de cima, e foi isso”, analisou Rafael, antes de complementar.

    “Aí quando foi lutar com o Masvidal, aconteceu o que aconteceu. Contra o Rory MacDonald a mesma coisa, só tomou surra. E o cara lá em cima no ranking, isso me deixa nervoso. Não vou ligar mais para ranking não, vou pegar a luta que faz sentido para mim e o que acontecer, aconteceu. Antigamente não tinha ranking e todo mundo lutava com todo mundo, não tinha essa palhaçada. O ‘Durinho’ que ganhou várias lutas no 77 kg só foi chegar no ranking agora, ele deveria estar na frente desses caras aí, Vicente Luque a mesma coisa, tava com cinco, seis vitórias seguida e vem um Nate Diaz e pula na frente do cara? É a maior palhaçada, a verdade é essa”, completou, em tom de protesto, o brasileiro.

    Focado em seu próximo compromisso, Dos Anjos busca deixar a má fase para trás e se reaproximar do cinturão. Para isso, um triunfo no UFC Raleigh, agendado para o dia 25 de janeiro, é fundamental. Mesmo com mais de um mês faltando para o confronto diante de Chiesa, Rafael já consegue projetar como o duelo com o americano vai se desenrolar dentro do octógono.

    “Me colocando na posição dele (Chiesa). Assim que você sobe de categoria você fica bem, não está drenado com corte de peso. Com certeza ele é mais magro, mais alto, mas também tem força, deve ser um cara forte, ainda mais no início do round. Estou preparado para esse jogo de chão, esse jogo agarrado, me preparando muito para isso, porque sei que ele vai querer me agarrar, jogar a luta para o chão e vencer do jeito que tem vencido. Como fez com o Diego Sanchez, finalizou também o Carlos Condit. Então ele vai querer ir para o chão, botar minhas costas no chão para finalizar. Mas estou com o jiu-jitsu bastante afiado para encarar esse confronto, porque já sei mais ou menos o caminho (que essa luta) vai seguir”, previu o lutador de 35 anos.

    Com 3 derrotas em suas últimas quatro aparições no Ultimate, Rafael tenta retomar os trilhos para vislumbrar no futuro uma disputa de cinturão. Apesar do mau momento vivido nos meio-médios, o brasileiro vetou qualquer possibilidade de retornar aos pesos-leves – onde foi campeão -, pois, de acordo com o próprio, o corte de peso severo o impossibilita.

     

  • De olho no cinturão do Bellator, Juliana Velasquez analisa campeã: “Sou mais completa”

    De olho no cinturão do Bellator, Juliana Velasquez analisa campeã: “Sou mais completa”

    Neste sábado (21), Juliana Velasquez entra em ação contra a compatriota Bruna Ellen, na edição de número 236 do Bellator, com sede no Havaí (EUA). Mas apesar do confronto iminente, a peso-mosca (57 kg) já está de olho em objetivos maiores – mais precisamente na campeã, Irina-Lei MacFarlane. A detentora do cinturão da categoria, inclusive, compete no mesmo evento da brasileira e defende seu reinado na luta principal do show. Próxima de uma eventual chance pelo título, a atleta da ‘Team Nogueira’ comparou suas habilidades com as de ‘The Ilimanator’.

    Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Juliana citou as credenciais que, de acordo com a própria, a diferencia das rivais que MacFarlane já encarou até então. Invictas, a brasileira e a campeã havaiana contam com um cartel profissional bem semelhante – 9-0 e 10-0, respectivamente. Sendo assim, caso as duas confirmem o favoritismo em suas respectivas lutas no sábado, uma disputa pelo cinturão do Bellator pode se alinhar para a temporada de 2020.

    “Acredito que essa seja a luta que me leve para o cinturão, assim eu espero (risos). Meu trabalho é entrar lá, lutar e dar meu espetáculo. Na hora que tiver que chegar (o ‘title shot’) vou estar pronta para isso”, ressaltou Velasquez, antes de analisar a atual campeã da liga.

    “Acho que (o que me diferencia das demais) é eu ser atleta, vim do judô. Ela tem um bom ‘ground-and-pound’ e uma parte afiada de grappling, mas eu acho que sou mais completa do que ela (MacFarlane). Tenho tanto a parte de grappling forte, quanto a parte da trocação, que me diferencia”, completou a atleta do Rio de Janeiro.

    Mas antes de pensar em qualquer coisa, Juliana tem que confirmar a boa fase na companhia e defender sua invencibilidade como artista marcial. Para o confronto diante de Brune Ellen, a brasileira espera um duelo movimentado, até por conta da ‘oportunidade de ouro’ de sua adversária. Confiante, Velasquez projetou sair com o braço erguido no sábado, independentemente do método.

    “Acredito que ela (Bruna) vai vir para o tudo ou nada, vai ser a oportunidade dela de estar lutando com uma menina com o meu cartel de 9-0, que está com perspectiva de lutar pelo cinturão. Então acredito que ela dê tudo dela lá, mas isso também me incentiva cada vez mais para dar o melhor de mim e dar um espetáculo lá dentro do octógono”, projetou a lutadora de Team Nogueira, antes falar sobre seu crescimento desde a última aparição no Bellator, em julho deste ano.

    “Vou para nocautear, minha cabeça é sempre essa. Sempre treino para nocautear ou finalizar. Não sou uma lutadora apenas, sou uma atleta e estou preparada para todo tipo de vitória, tanto nocauteando, quanto finalizado, e até mesmo por pontos. O que importa é a vitória. Mas hoje estou bem treinada, com uma cabeça bem diferente da última. Na última nocauteei e fiz uma luta muito boa, e acredito que essa seja ainda melhor”, completou a peso-mosca.

    Recentemente, Liz Carmouche, veterana do UFC que também compete nos pesos-moscas se desligou da companhia após anos de serviços prestados. Dias após seu desligamento do UFC, a americana destacou que o Bellator seria seu provável destino, uma vez que a atleta conhece os organizadores do evento.

    Além do mais, a veterana é amiga e companheira de equipe da campeã MacFarlane na ‘Team Hurricane Awesome’. E após ouvir o interesse de Carmouche em juntar ao plantel do Bellator, Irina-Lei deixou claro seu interesse em se testar contra a parceira de treinos. Ao ser perguntada sobre uma eventual ‘furada de fila’ pelo ‘title shot’ da ex-UFC, Juliana minimizou e se mostrou focada em realizar apenas o seu trabalho.

    “Acho legal, interessante ter mais uma atleta do UFC dentro do evento, né? Mas trato como uma outra atleta, nome para mim não quer dizer nada não. O Bellator já fechou com a ‘Cygorg’, que é o maior nome no cenário mundial, então para mim só considero (a Liz Carmouche) como mais uma atleta do UFC tentando entrar no Bellator. Não estou nem pensando nisso (uma eventual furada de fila), nem penso na Carmouche. Penso na minha próxima luta, cada luta é uma luta. Mas não tenho medo não (dela furar a fila), não tenho medo de nada. Meu trabalho é entrar lá e fazer o melhor de mim”, concluiu a brasileira.

    A campeã encara Kate Jackson que tentará ser a primeira atleta a vencer MacFarlane. Outro brasileiro que lutaria no card do Bellator no Havaí era Neiman Gracie. No entanto, com uma lesão na mão, o especialista em jiu-jitsu foi obrigado a deixar o combate diante de Kiichi Kunimoto – que agora enfrenta Jason Jackson, em disputa pelos meio-médios (77 kg).

  • Joe Rogan perde a paciência com juízes do UFC e dispara: “Precisam demitir todo mundo”

    Joe Rogan perde a paciência com juízes do UFC e dispara: “Precisam demitir todo mundo”

    Joe Rogan criticou duramente os juízes do UFC – Diego Ribas

    Na maioria dos esportes que possuem seu resultado final atrelado ao julgamento subjetivo de um ou mais indivíduos, decisões polêmicas são tomadas e questionadas, e no MMA não é diferente. Lutadores, treinadores e fãs criticam os juízes há anos. E, aparentemente, Joe Rogan – comentarista oficial do UFC – também perdeu a paciência de vez com eles.

    Após o UFC 245 – realizado no último sábado, em Las Vegas (EUA) –, que teve algumas decisões polêmicas, como na luta entre José Aldo e Marlon Moraes, e as pontuações discrepantes dos juízes depois dos quatro primeiros rounds da luta principal entre Kamaru Usman e Colby Covington, Rogan foi enfático em suas palavras. Em conversa com Max Holloway, ex-campeão peso-pena (66 kg) do Ultimate, em seu podcast, chamado ‘The Joe Rogan Experience’, o analista criticou duramente o sistema de escolha dos juízes e, ainda que não tenha uma solução perfeita para consertá-lo, deu algumas sugestões para tentar melhorar a situação e evitar resultados polêmicos.

    “Os juízes deviam ao menos ter alguma experiência nas artes marciais, e eu sei que muitos deles nunca treinaram p*** nenhuma, eles só fizeram alguns cursos. É horrível e eles não sabem nada sobre isso. Eles precisam demitir todo mundo”, afirmou Joe Rogan, antes de completar.

    “Sabe o que eles precisam fazer? Eles deveriam contratar ex-lutadores… É como passar na prova teórica, mas nunca ter dirigido um carro. É isso que se parece. ‘Aqui sua habilitação de motorista’. Mas você não sabe nem pisar na p*** do acelerador, não sabe com quanta pressão precisa pisar no freio. Quando você ve algumas dessas pessoas julgando, você sabe que eles nunca fizeram nada. (…) Existem tantos ex-lutadores que seriam ótimos árbitros ou juízes”, declarou o comentarista.

    Como um esporte relativamente novo, o MMA trouxe alguns conceitos e regras do boxe, como a forma de pontuar os combates. Para o comentarista do UFC este é outro problema que deveria ser sanado o quanto antes. Além disso, Rogan sugeriu o aumento no número de juízes, a fim de diminuir o número de erros grosseiros e decisões equivocadas na modalidade.

    “Eu acho que o sistema é uma m***. O sistema obrigatório de 10 pontos (para o vencedor do round). É um sistema do boxe, não é nosso. Nós não devíamos ter esse sistema. Deveríamos ter um sistema mais compreensivo que reconheça tudo”, sugeriu Rogan, antes de comentar sobre o número de juízes.

    “Nós deveríamos ter mais de três juízes. Oito é um bom número. Nove seria um número melhor porque poderia ser o desempate se você tivesse quatro (dando) para um lado, e quatro para o outro. Sinto que três é ridículo. Por que só temos três? Você já sabe que os juízes são uma m***, então por que só ter três pessoas que são péssimos?”, concluiu o comentarista do UFC.

    O UFC tem tido inúmeros casos de decisões dos juízes contestadas nos últimos tempos. O próprio Dana White, presidente da organização, já se queixou de alguns resultados polêmicos provenientes das papeletas dos jurados.

  • Douglas Lima admite decepção com saída de Rory do Bellator: “Me ensinou muito”

    Douglas Lima admite decepção com saída de Rory do Bellator: “Me ensinou muito”

    A notícia da saída de Rory MacDonald do Bellator rumo ao PFL pegou muita gente de surpresa na última quarta-feria (18). Responsável pela última derrota do canadense no evento, Douglas Lima admitiu que não esperava essa decisão do ex-campeão da franquia, mas fez questão valorizar o aprendizado que teve com o adversário nas duas vezes em que se enfrentaram no cage da organização.

    Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, o atual campeão dos meio-médios (77 kg) do Bellator revelou que, por conta de cada um ter vencido um combate, era válido o pensamento que pudessem fazer uma trilogia no futuro. No primeiro embate, o canadense levou a melhor por decisão unânime, em 2018. Já em outubro deste ano, o brasileiro devolveu a derrota para o adversário e levou a melhor, também por decisão dos jurados, ficando com o título.

    “Estou um pouco decepcionado. Me surpreendeu, sem dúvida (a saída de Rory do Bellator). Foi inesperado. Eu pensei que íamos fazer a terceira luta. Mas de qualquer forma, peguei o cinturão. Era o que eu queria. Não era sobre vingança ou algo assim. Só queria o meu título”, afirmou o atleta tupiniquim.

    Em 14 anos de carreira, Rory MacDonald já teve a experiência de ter enfrentado nomes como BJ Penn, Nate Diaz, Demian Maia e Robbie Lawler, atletas que têm um histórico grande no MMA. Dessa maneira, Douglas admitiu que pôde aprender com o canadense na primeira peleja entre eles e evoluir como lutador.

    “Na primeira luta aprendi muito mais lutando com ele do que com qualquer outra pessoa na minha carreira. Mostrei isso no torneio e o venci na revanche. Tenho que agradecê-lo. Ele me ensinou muito em nossa primeira luta. Nunca vou esquecer isso. Isso realmente me ajudou na minha carreira, estar no cage com ele o tempo todo. Mas agora acabou. Esse capítulo está fechado”, finalizou o campeão dos meio-médios do Bellator.

    Douglas Lima faturou o cinturão dos meio-médios do Bellator em outubro deste ano. O brasileiro ainda não tem previsão e tampouco sabe contra quem vai fazer sua primeira defesa de título.

  • Weidman revela pedido de Dana para que ele usasse o ‘trash talk’ antes de encarar Anderson

    Weidman revela pedido de Dana para que ele usasse o ‘trash talk’ antes de encarar Anderson

    Chris Weidman foi campeão do peso-médio do Ultimate de 2013 a 2015 – Leandro Bernardes

    Em julho de 2013, no UFC 162, Chris Weidman pôs fim ao reinado de Anderson Silva na categoria peso-médio (84 kg) do Ultimate, quando conseguiu um nocaute no segundo round e chocou o mundo. Mais de seis anos após esse confronto, o americano relembrou um episódio delicado antes desse confronto, protagonizado por Dana White, que estava preocupado com os números que o evento estava alcançando.

    Em entrevista ao programa ‘Grange TV’, com a participação do ex-campeão da divisão, Robert Whittaker, o ‘All American’ revelou que o presidente do Ultimate pediu para que ele usasse o ‘trash talk’ no primeiro duelo contra Anderson. Segundo o mandatário da organização, Weidman precisava promover este confronto para que o interesse do público aumentasse e, dessa maneira, subir a a venda de pacotes de TV.

    “(O Dana disse) ‘Você não está promovendo a luta. A venda de ingressos não está boa, os números de pay-per-view já não estão bem’. Eu me senti ansioso porque estava prestes a ser alguém que não estou acostumado a ser. Tenho que usar o ‘trash talk’ agora. Odiava esse sentimento. ‘Por que eu não posso ir lá e lutar e vencer. É o que eu vou fazer. Eu vou vencer esse cara. Isso não é suficiente?’ Não foi”, disse o ex-campeão dos médios do Ultimate.

    Após derrotar Anderson Silva, Weidman novamente enfrentou ‘Spider’ e venceu, dessa vez por conta da fratura da perna do brasileiro. O americano ainda chegou a defender o cinturão mais duas vezes, contra Lyoto Machida e Vitor Belfort, até perder o posto de campeão no fim de 2015, em revés para Luke Rockhold.

    Entretanto, atualmente Weidman não vive um bom momento dentro do Ultimate. O ex-campeão tem cinco derrotas nas suas últimas seis apresentações. Na mais recente vez que lutou, foi nocauteado por Dominick Reyes, em outubro deste ano, no UFC Boston, em duelo válido pela categoria dos meio-pesados (93 kg).