Conor McGregor vai voltar a lutar pelo Ultimate no dia 18 de janeiro – Leandro Bernardes
Com três vitórias seguidas no Ultimate, Justin Gaethje confiava que estaria perto de uma disputa de cinturão do peso-leve (70 kg). Porém, o americano pode ver Conor McGregor passar a sua frente, caso derrote Donald Cerrone, no dia 18 de janeiro, no UFC 246. Ciente disso, o lutador disparou contra o presidente Dana White. Ao tomar conhecimento das ações do colega de categoria, o irlandês não rechaçou um duelo entre eles em breve.
Em entrevista ao canal ‘The Mac Life’, o ‘Notorious’ deixou em aberto a possibilidade de um confronto entre ele e Gaethje após vencer Cerrone. Inicialmente a ideia do irlandês era passar pelo ‘Cowboy’ e depois encarar Jorge Masvidal ou Khabib Nurmagomedov. Porém, ele pode mudar de planos.
“O Justin está na lista. Talvez ele seja o próximo. Eu rio com o Justin… Ele é um cara engraçado. Está levando isso muito a sério. Conheço o sentimento quando você faz isso. Talvez eu passe por Donald e tenha uma luta rápida contra o Justin. Talvez seja isso que vai acontecer. Mas Justin está na lista, sem dúvida”, disse.
Conor McGregor não luta desde outubro de 2018 quando foi derrotado por Khabib Nurmagomedov, em disputa do cinturão dos leves da organização. Antes desde duelo, o irlandês vinha de triunfos sobre Eddie Alvarez e Nate Diaz. Já Justin Gaethje vem de três vitórias seguidas por nocaute – sobre James Vick, Edson Barboza e Donald Cerrone.
‘Cara de Sapato’ mira voltar a vencer após duas derrotas seguidas – Rigel Salazar
Após a lesão no joelho de Brad Tavares, que o afastou do card do UFC Brasília, Antônio ‘Cara de Sapato’ tem novo adversário para o evento marcado para o dia 14 de março, no Ginásio Nilson Nelson, na capital federal. Na última sexta-feira (3), o Ultimate divulgou, em seu site, que Makhmud Muradov substituirá o americano e enfrentará o peso-médio (84 kg) brasileiro.
Vindo de duas derrotas seguidas, para Ian Heinisch e Uriah Hall, ‘Cara de Sapato’ busca retomar o caminho das vitórias no octógono mais famoso do planeta. Antes da sequência negativa, o peso-médio tinha conseguido vencer cinco combates consecutivos. Atualmente o brasileiro ocupa a décima quarta colocação no ranking até 84 kg do UFC.
Já Muradov acumula dois triunfos desde que estreou no Ultimate. O lutador do Uzbequistão fez sua primeira luta na organização em setembro de 2019, quando venceu Alessio Di Chirico por decisão unânime dos juízes. Em sua segunda apresentação, em dezembro do ano passado, o peso-médio nocauteou Trevor Smith no UFC Washington.
Antônio ‘Cara de Sapato’ foi o vencedor da terceira temporada da versão brasileira do reality show ‘The Ultimate Fighter’, em 2014. Em seu cartel profissional, o peso-médio possui dez vitórias, quatro derrotas e um no contest (sem resultado).
O irlandês Conor McGregor não luta desde outubro de 2018 – Diego Ribas
No dia 18 de janeiro, Conor McGregor retorna ao Ultimate após mais de um ano afastado do octógono. Apesar de seu próximo rival ser Donald Cerrone, no UFC 246, o irlandês não tira da cabeça uma revanche contra Khabib Nurmagomedov, pelo cinturão peso-leve (70 kg) da franquia. E dessa maneira, já provocou seu desafeto.
Em entrevista ao canal ‘The Mac Life’, o irlandês, que em 2018 foi finalizado pelo russo, disparou contra seu algoz e o acusou de estar com medo de uma nova luta entre eles. Entretanto, ele crê que um novo duelo é questão de tempo.
“Ele está tremendo. Esse homem está tremendo. Ele não quer isso. Ele tem medo e é isso. Mas todo mundo quer. O chefe quer, Dana (White) quer, todos nós queremos. Então ele pode correr, mas não pode se esconder. Estou ansioso por isso”, disparou o ex-campeão do peso-pena (66 kg) e dos leves do Ultimate.
O ‘Notorious’ também fez questão de relembrar o seu confronto diante de Khabib e afastar a ideia de que foi dominado pelo rival. Segundo ele, até ser finalizado no quarto round, ele estava melhor e ganhando a peleja.
“Na minha cabeça eu venci o primeiro round. Eu venci por 3 a 1. O que ele fez naquele primeiro round. No segundo assalto olhe a atuação sem graça que eu tive. Ele estava correndo para fora do octógono e pegou aquele golpe de sorte. Teve um ótimo segundo round. Mas o que aconteceu depois? Eu ganhei o terceiro round. Eu estava ganhando o quarto round até acontecer aquilo”, explicou, antes de revelar que não se preparou como devia para essa luta.
“Isso foi depois de um camp horroroso, onde eu era tão desrespeitoso com as pessoas que acreditam em mim. Fui tão desrespeitoso com a minha equipe e com a minha falta de comprometimento”, finalizou.
Conor McGregor não luta desde outubro de 2018 quando foi derrotado por Khabib Nurmagomedov, em disputa do cinturão dos leves da organização. Antes desde duelo, o irlandês vinha de triunfos sobre Eddie Alvarez e Nate Diaz.
Gaethje visa o cinturão peso-leve do UFC, atualmente em poder de Khabib – Diego Ribas
Contrariado por ver Conor McGregor possivelmente furar a fila para disputar o cinturão peso-leve (70 kg) do Ultimate e sem definição sobre seu futuro na organização, Justin Gaethje revelou os planos que consideraria ideal para o ano de 2020. Ao programa de rádio ‘MMA Tonight’, o americano – que não luta desde setembro do ano passado, quando nocauteou Donald ‘Cowboy’ Cerrone – projetou seu retorno aos octógonos para o UFC 249, marcado para o dia 18 de abril e terá em sua luta principal o duelo entre Khabib Nurmagomedov e Tony Ferguson, pelo título até 70 kg da entidade.
Além de sincronizar seu calendário com o vencedor da disputa pelo título, Gaethje poderia substituir um dos atletas do main event em caso de lesão, conseguindo assim o seu tão sonhado title shot. O americano teria a seu favor o histórico negativo envolvendo a luta entre Khabib e Tony. Em quatro ocasiões, o combate entre eles foi marcado, mas cancelado por imprevistos com ambos. Ainda que tenha afirmado que não deseja uma lesão para nenhum dos rivais, Justin deixou em aberto a possibilidade.
“Eu realmente quero que essa luta aconteça (Khabib vs Tony). Não quero desejar nada (ruim), sabe, mas é uma boa data para mirar, para eu estar pronto porque, como sabemos, essa luta tende a ter problemas algumas vezes. Vou lutar um combate de concorrente ao título, contra qualquer um, ou no dia 18 de abril (UFC 249), no co-main event e depois lutar pelo título contra quem ganhar nessa noite”, declarou Gaethje, antes de falar sobre substituir um dos dois protagonistas da luta principal do UFC 249 caso necessário.
“Eu não diria sim ou não para essa questão porque eu não poderia nem treinar para algo dessa magnitude sem ter algo (concreto). Mas eu também estou sempre treinando para esse objetivo, que é o título mundial”, concluiu o americano, de acordo com transcrição do site ‘MMA Junkie’.
Vindo de três vitórias seguidas por nocaute – sobre James Vick, Edson Barboza e Donald Cerrone, respectivamente – Justin Gaethje esperava ser o próximo desafiante ao cinturão peso-leve do UFC contra o vencedor do duelo entre Nurmagomedov e Ferguson. Porém, como já adiantou Dana White, presidente do Ultimate, caso Conor McGregor vença ‘Cowboy’ Cerrone no próximo dia 18 de janeiro, o irlandês – ex-campeão peso-pena (66 kg) e peso-leve da entidade – deve ser o próximo a conseguir o title shot.
Benavidez disputa o cinturão peso-mosca do UFC contra Deiveson Figueiredo – Diego Ribas
Após falhar em suas duas primeiras tentativas, Joseph Benavidez terá mais uma chance de conquistar o cinturão peso-mosca (57 kg) do Ultimate. No dia 29 de fevereiro, o americano encara Deiveson Figueiredo na luta principal do UFC Norfolk, em combate válido pelo título da categoria, vago após Henry Cejudo ser destronado pela entidade por inatividade. Nem mesmo o fato de não enfrentar ‘Triple C’ na disputa incomoda o lutador, que garante estar focado apenas em se tornar campeão da divisão.
Ao podcast ‘UFC Unfiltered’, Benavidez diminuiu a importância de disputar o título contra Cejudo – que a partir de agora focará sua carreira no peso-galo (61 kg), onde também é campeão – e relembrou que já derrotou o rival em 2016. De acordo com o americano, seu objetivo é conquistar o cinturão da categoria, independente de quem seja o adversário que precise derrotar.
“É quase como uma indiscutível (disputa de título) porque eu já venci Cejudo. Figueiredo está me desafiando, de qualquer forma que você queira ver isso. Basicamente um título é um título. O objetivo não era vencer uma pessoa, era conquistar um título, e isso está acontecendo. (…) Já tendo vencido Cejudo, que deixou (o cinturão) vago, no fim do dia, é ele quem não está brigando, não está tentando se vingar da derrota. O jeito que eu olho para isso, ele (Cejudo) desistiu (do título) sem nem mesmo uma luta”, declarou Joseph Benavidez, de acordo com transcrição do site ‘MMA Junkie’.
Aparentemente focado em lutas com maior valor promocional, Henry Cejudo tinha demonstrado pouco interesse em defender seu cinturão peso-mosca. De olho em lutas financeiramente mais rentáveis, o campeão já sinalizou com um possível duelo contra José Aldo – ex-campeão peso-pena (66 kg) e atualmente competindo na divisão até 61 kg – em sua próxima defesa do título peso-galo.
Joseph Benavidez, que foi derrotado duas vezes por Demetrious Johnson ao disputar o cinturão peso-mosca, vem de nove vitórias em suas últimas dez lutas no Ultimate e é o atual número um do ranking da divisão. Para finalmente conquistar o titulo até 57 kg do UFC, o americano precisará derrotar Deiveson Figueiredo, fato que apenas um lutador, Jussier Formiga, conseguiu em 18 combates do brasileiro no MMA profissional.
Darren Till derrotou Kelvin Gastelum em novembro de 2019 – Jason Silva/PXImages
O primeiro evento do UFC do ano já conta com uma imensa expectativa do mundo do MMA. Isso porque ele vai marcar o retorno de Conor McGregor, após mais de um ano afastado das competições. O irlandês enfrenta Donald Cerrone, na luta principal do show. E um dos principais atletas do peso-médio (84 kg) da organização, Darren Till fez questão de dar seu palpite sobre o resultado desse confronto e rebateu uma declaração da equipe de ‘Cowboy’.
Através das suas redes sociais, Till não concordou com as palavras do treinador de Cerrone, Jafari Vanier, que afirmou que o irlandês só possui uma mão esquerda e não tem gás suficiente. Para o inglês, que também é canhoto, não é apenas a questão de qual lado um atleta tem o poder de nocaute, mas outras situações que ele pode fazer.
“O camp do Cowboy tem mais com o que se preocupar do que apenas com a mão esquerda de Conor. Como canhoto, não é apenas a mão esquerda. São os arranjos dela, os chutes giratórios, as fintas, os ângulos. Tudo isso atrai o lutador para a mão esquerda”, disse, antes de dar seu palpite sobre o resultado do combate.
“Acredito que o Conor vai vencer por nocaute técnico no primeiro round. Mas essa é apenas a minha opinião. O ‘Cowboy’ já está lutando há muito mais tempo que eu e sabe muito mais”, completou.
Ex-desafiante ao cinturão meio-médio (77 kg) do Ultimate, Darren Till estreou no peso-médio pela organização com vitória sobre Kelvin Gastelum no co-main event do UFC Nova York, realizado no dia 2 de novembro deste ano. Após sofrer as duas primeiras derrotas de sua carreira, diante do então campeão até 77 kg Tyron Woodley e de Jorge Masvidal, o inglês decidiu subir de categoria. Mesmo com apenas uma luta na nova divisão, ‘The Gorilla’, como é conhecido, já ocupa a quinta posição no ranking da entidade.
Jussier ‘Formiga’ será uma das estrelas do UFC Brasília, em março – Diego Ribas
Atual número dois do ranking do peso-mosca (57 kg), Jussier ‘Formiga’ vai ter mais uma oportunidade de se aproximar de uma chance pelo título da divisão. No dia 14 de março, no UFC Brasília, o brasileiro encara Brandon Moreno. Antes do seu compromisso, o atleta tupiniquim comemorou a decisão do Ultimate de destronar Henry Cejudo do posto de campeão da categoria e marcar uma nova disputa para ver quem será o novo rei.
No dia 29 de fevereiro, Joseph Benavidez enfrenta Deiveson Figueiredo pelo cinturão vago dos moscas. Em suas últimas duas lutas, ‘Formiga’ enfrentou justamente ambos. Por isso, o brasileiro sabe que pode ser apontado como próximo desafiante, em caso de triunfo em Brasília. No entanto, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o lutador manteve os pés no chão e adiantou que seu foco atualmente só está em Moreno.
“Claro, com certeza (foi uma boa decisão tirar o título de Cejudo). A categoria precisava andar e isso foi ótimo para todos os lutadores da divisão. Mas não quero pensar nisso agora (ser o próximo desafiante). Primeiro vou focar na minha luta que é muito importante”, afirmou o brasileiro, que vem de quatro vitórias nas últimas cinco lutas.
Desde 2017 ‘Formiga’ não atua em solo nacional e, segundo ele, é uma motivação ainda maior poder lutar com o apoio da torcida. O atleta sabe que esse incentivo será importante para encarar Moreno, que após uma passagem pelo LFA, em 2019, retornou à organização e vem de triunfo sobre Kai Kara-France e, assim como o lutador da American Top Team, também tem como especialidade a luta de solo, com dez vitórias na carreira dessa maneira.
“É uma grande luta. Um cara que saiu do UFC e retornou. Geralmente quando é assim a gente volta mais motivado, espero um grande confronto. Acho que ele não vai querer se arriscar no chão comigo, pelo menos é o que acho. Mas vamos ver isso no dia da luta, como esse duelo vai ser decidido”, analisou o brasileiro.
‘Formiga’ não deixou de comentar o que espera do duelo entre Benavidez e Deiveson, que decidem quem será o novo rei da categoria dos moscas. Com a experiência de ter encarado os dois, com vitória sobre o compatriota e derrota para o americano, o peso-mosca acredita que o título vai para o Brasil.
“Eu espero uma grande luta entre os dois, meu palpite será uma vitória do Deiveson. Mas quem vencer pode ter certeza que vai ter um batalhão de lutadores correndo atrás dele (risos)”, completou o atleta.
Jussier ‘Formiga’ tem 23 vitórias e seis derrotas como profissional. Desde que migrou em definitivo para a equipe American Top Team, só teve um revés em cinco lutas, diante de Joseph Benavidez. Como representante da academia norte-americana, o potiguar derrotou Ulka Sasaki, Ben Nguyen, Sergio Pettis e Deiveson Figueiredo.
Donald Cerrone enfrenta Conor McGregor no dia 18 de janeiro – Diego Ribas
Nesta semana o treinador de Conor McGregor fez questão de exaltar a forma física do irlandês para o duelo contra Donald Cerrone, no UFC 246, dia 18 de janeiro. Mas dessa vez teve a resposta do lado do americano. O técnico do ‘Cowboy’, Jafari Vanier deu uma provocada no ex-campeão dos penas (66 kg) e leves (70 kg) do Ultimate.
Em entrevista à série ‘More Than a Cowboy’, Vanier valorizou o estilo completo de Cerrone e alfinetou McGregor, ao afirmar que o irlandês perde o gás durante o combate. Além disso, adiantou que o europeu só tem uma arma e precisa ter atenção em todas as áreas da peleja para poder vencer o ‘Cowboy’.
“Ele (McGregor) tem muito mais com o que se preocupar do que nós. Temos várias vitórias por finalização, nocaute e decisões. Ele só tem a mão esquerda. Você não vê o Conor na luta de chão. Só precisamos nos preocupar com a mão esquerda e no primeiro round, quando ele está pegando fogo. Você nunca viu o ‘Cowboy’ de verdade. Após um round e meio, o Conor desaparece. A mão já não é mais a mesma, o jogo de pés cai”, disse, emendando.
“Vamos estar bem atentos e de olhos abertos nesse primeiro round, ficando longe da mão esquerda dele. Se ficarmos longe da mão esquerda, será uma noite curta”, completou o treinador.
Sem lutar desde outubro de 2018, quando foi derrotado por Khabib Nurmagomedov em disputa pelo cinturão peso-leve do Ultimate, Conor McGregor retorna aos octógonos após inúmeras polêmicas e incidentes em sua vida pessoal. Já Cerrone vem de duas derrotas consecutivas, a última delas para Justin Gaethje em setembro deste ano. O duelo entre eles será válido pelo peso-meio-médio (77 kg).
Se tudo ocorrer como projeta o UFC, Conor McGregor e Khabib Nurmagomedov devem se enfrentar novamente pelo cinturão peso-leve (70 kg) no futuro próximo. Com isso, Justin Gaethje – que era apontado como segundo na fila dos próximos desafiantes, atrás de Tony Ferguson – viu o irlandês furar a fila, mesmo sem vencer um confronto na categoria desde 2016. Compreensivelmente irritado, o americano reclamou em suas redes sociais da postura da organização e foi rebatido por Dana White, que indicou que Gaethje teria uma parcela de culpa em sua situação.
O presidente do UFC, sem entrar em detalhes, revelou, em entrevista recente à emissora americana ‘ESPN’, que o lutador recusou alguns combates oferecidos que poderiam ter lhe deixado mais próximo do title shot. Por sua vez, Gaethje se mostrou confuso com a declaração do dirigente e tentou relembrar as lutas oferecidas pela entidade nos últimos tempos, em participação no programa de rádio ‘MMA Tonight’.
“Eu tenho tentando entender o que ele tem falado. Sei que quando ele fez aquela entrevista há pouco tempo, ele disse: ‘Justin Gaethje sabe o que eu estou falando, ele sabe o que está acontecendo’. Eu literalmente não tenho ideia do que ele está falando, é muito louco”, declarou o confuso Gaethje, antes de continuar.
“Tenho quase certeza que foi (quando) eles me ofereceram, eu acho, Tony Ferguson. Quando Tony Ferguson lutou com Cowboy (Cerrone) em junho e eles estavam procurando um substituto para essa luta no final de maio. Eu disse a eles que não era tempo suficiente, mas se eles adiassem um pouco eu aceitaria essa luta, aí eles rejeitaram (a oferta). Depois eles perguntaram se eu queria lutar com Tony no card de Abu Dhabi (7 de setembro), e eu disse sim, e ele disse não, então eu aceitei a luta com Cowboy uma semana depois disso”, relembrou Justin, de acordo com transcrição do site ‘MMA Junkie’.
O potencial de promoção de um novo duelo entre duas das maiores estrelas da companhia é obviamente o grande atrativo para o Ultimate. Nem mesmo o fato de Conor estar afastado dos octógonos desde outubro de 2018, justamente quando foi finalizado por Khabib, ou que sua luta contra Cerrone será disputada na categoria dos meio-médios (77 kg) parece incomodar a organização. Ainda que venha de três vitórias expressivas seguidas, todas por nocaute, Justin Gaethje ainda não possui o mesmo ‘tamanho’ do irlandês, especialmente na parte promocional dos duelos. Ciente disso, o americano evitou culpar Dana White pela decisão tomada pela organização.
“Ele (Dana) tem pessoas acima dele dizendo para ele casar essa luta. Essa é a luta que vai fazer mais dinheiro, tenho certeza, só olhando de fora para dentro. (…) Eu não acho que ele está tentando me depreciar, eu fiz tudo que esse homem poderia querer de um lutador, ou empregado, ou alguém que ele paga dinheiro para assistir. Então, não acho que seja necessariamente algo pessoal contra mim. Acho que são pessoas acima dele dizendo para ele que eles precisam fazer essa luta, não importa como”, finalizou Gaethje.
Antes que o UFC possa confirmar o novo combate entre Khabib e Conor, ambos precisam superar seus próximos desafios agendados. Nurmagomedov coloca seu cinturão até 70 kg em jogo contra Tony Ferguson no dia 18 de abril, no Brooklyn (EUA). Já McGregor retorna após longo hiato diante de Donald ‘Cowboy’ Cerrone no dia 18 de janeiro, em Las Vegas (EUA). Enquanto isso, Justin Gaethje segue sem oponente ou data para se apresentar novamente no octógono mais famoso do planeta.
Dana White não escondeu frustração por não ter fechado Lesnar x Fedor – Diego Ribas
Acostumado a assumir a frente de grandes negociações, Dana White já teve o mérito de fechar grandes confrontos na história do Ultimate. Mas o presidente da organização ainda tem uma grande frustração. O dirigente admitiu que gostaria de ter fechado um duelo entre Brock Lesnar e Fedor Emelianenko.
Em entrevista ao “UFC.com”, o chefão da franquia admitiu que esse confronto entre os pesos-pesados esteve muito perto de ser realizado, mas esbarrou nas negociações com o ‘The Last Emperor’, em 2013.
“A única luta que eu queria ter feito e nunca consegui foi Brock Lesnar x Fedor Emelianenko. Nós íamos fazer isso no Texas Stadium. Mas não consegui fazer um acordo com o Fedor, por isso nunca aconteceu”, disse, antes de revelar um dos principais motivos de não ter conseguido um contrato com o russo.
“Estávamos conversando com (Emelianenko). Estávamos perto de contratá-lo, pouco antes de seu pai morrer. Nós estávamos lá. Quando eu estava falando sobre fazer o grande show no estádio de Dallas, em Texas? Seria Brock Lesnar contra (Fedor Emelianenko). Brock queria lutar com Fedor. Então, o pai (de Fedor) morreu”, completou.
Brock Lesnar foi campeão dos pesados do Ultimate em 2008. O lutador atualmente está no WWE, atual liga de telecatch e fez sua última apresentação no UFC em 2016, quando derrotou Mark Hunt. Já Fedor Emelianenko, que fez história no extinto Pride, luta no Bellator e no dia 29 de dezembro de 2019, nocauteou Rampage Jackson.