Bruno ‘Blindado’ recebeu uma suspensão de dois anos pela USADA (agência antidoping americana) depois de testar positivo para o uso do esteróide boldenona. O exame foi realizado antes da luta do atleta contra Deron Winn, que estava marcada para junho de 2019. Dessa maneira, o lutador foi retirado deste compromisso e não fez sua estreia no UFC. A informação foi confirmada pelo site ‘MMA Fighting’.
O empresário do atleta, Bernardo Serale, revelou a punição do brasileiro, mas adiantou que a equipe de Bruno já vai iniciar o trabalho em sua defesa para provar sua inocência. Porém, não deu detalhes deste processo.
A USADA ainda não se manifestou oficialmente sobre a punição do brasileiro. De acordo com a entidade, ‘Blindado’ havia sido testado dez vezes desde que assinou com o Ultimate. Caso a punição se mantenha, o peso-médio (84 kg) só estará apto para pisar no octógono em 2021, já que a punição conta com o período retroativo à realização do exame.
Bruno ‘Blindado’ estava em uma sequência positiva de quatro lutas até assinar com o UFC. O brasileiro havia sido campeão dos médios do evento M-1, na Rússia. Sua última apresentação aconteceu em novembro de 2018, quando derrotou Artem Frolov, por nocaute técnico no quarto round.
Ronda Rousey faz parte do Hall da Fama do UFC – Diego Ribas
Indiscutivelmente uma das principais responsáveis pelo crescimento e popularização do MMA feminino, Ronda Rousey não tem sua importância negada por qualquer pessoa ligada ao ambiente do esporte. Porém, suas habilidades como lutadora foram questionadas recentemente pelo ex-lutador do UFC Chael Sonnen, conhecido por suas declarações polêmicas.
Em participação no programa ‘Ariel and The Bad Guy’, da emissora americana ‘ESPN’, Sonnen revelou que nunca considerou Ronda como a melhor lutadora do mundo. De acordo com ele, a ex-judoca, medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, apenas se beneficiou de estar no lugar certo na hora certa para conquistar sua popularidade. Rousey foi a principal responsável pelo interesse do UFC em investir no MMA feminino, sendo a primeira atleta mulher a ser contratada pela entidade, em 2012, após se destacar no Strikeforce, onde foi campeã peso-galo (61 kg).
A lutadora chegou ao Ultimate já com status de estrela da companhia e foi coroada pela organização como a primeira campeã peso-galo da história. Durante mais de dois anos, Rousey manteve seu título, com atuações dominantes sobre as desafiantes, que faziam sua popularidade crescer exponencialmente. Seu reinado durou até novembro de 2015, quando foi nocauteada com um chute alto por Holly Holm. Um ano depois, Ronda foi novamente superada via nocaute, dessa vez contra Amanda Nunes, ao tentar recuperar o cinturão da categoria. Este foi o último combate da americana, que passou a se dedicar à carreira de atriz e, posteriormente, ao pro wrestling.
“Eu admito que nunca pensei que Ronda era a melhor lutadora do mundo. A divisão estava apenas se formando e ela estava no lugar certo na hora certa. Isso soa como um insulto, mas é como eu vejo isso”, declarou Chael Sonnen.
Apesar da polêmica declaração, Sonnen também teve palavras elogiosas para Rousey. De acordo com ele, a ex-campeã do UFC soube a hora certa de parar e dar oportunidade para que outras atletas conquistassem seu espaço no esporte e na mídia.
“Eu acho que ela merece um elogio. Quando ela pegou sua bola e foi para casa, como você colocou, eu acho que isso deixou uma mensagem. Acho que essa decisão parece como um bom vinho e ficou melhor com o tempo, quando você se cansar desse esporte, saia dele. Seja para abrir um espaço no plantel, ou no caso dela, o lugar dela em lutas pelo título e main events, dando a oportunidade para outra pessoa, ou apenas para a sanidade e saúde física dela. Se não é mais o que você quer fazer, saia do caminho”, concluiu Sonnen.
Em sua carreira no MMA profissional, Ronda Rousey acumulou 12 vitórias e apenas duas derrotas. Nos últimos anos, a ex-campeã do Ultimate tem se dedicado à carreira de atriz, além de se apresentar na WWE, entidade de pro wrestling americana. Ela foi eleita para o Hall da Fama do UFC em julho de 2018.
Conor McGregor enfrenta Donald Cerrone no dia 18 de janeiro – Diego Ribas
Número três do ranking peso-leve (70 kg) do Ultimate, Justin Gaethje mirava um duelo contra Conor McGregor. Entretanto, o americano ainda terá que esperar o irlandês enfrentar Donald Cerrone, no próximo dia 18, no UFC 246, para poder sonhar com essa oportunidade. Mas no que depender do treinador do europeu, John Kavanagh, esse confronto seria visto com bons olhos no futuro.
Em entrevista ao canal ‘The MacLife’, o técnico de McGregor acredita que um duelo entre seu pupilo e Gaethje agradaria muito os fãs do Ultimate. Sua justificativa é pelo estilo de luta do americano, que, segundo ele, se encaixa perfeitamente com o de Conor. Por isso, ambos dariam um grande espetáculo.
“Vejo o Gaethje como um lutador muito bom, bate forte, avança, coloca muita pressão e tem um estilo empolgante. Se ele enfrentar o Conor em algum momento seria fantástico. Acho que seria uma grande luta e os fãs adorariam. Acho que o estilo de luta dele combina com o do Conor. O Conor usa muita pressão, mas acho que ele é realmente melhor no contra-ataque”, afirmou o treinador do irlandês.
Conor McGregor lutou pela última vez em outubro de 2018, quando foi finalizado por Khabib Nurmagomedov, em disputa pelo cinturão dos leves. Já Justin Gaethje não atua desde setembro de 2019, em vitória por nocaute sobre Donald Cerrone.
Georges St-Pierre é ex-campeão dos meio-medios e dos médios do UFC- Diego Ribas
Aposentado oficialmente desde fevereiro de 2019, Georges St-Pierre já deixou claro que só consideraria voltar a competir caso uma superluta que acrescentasse algo ao seu legado lhe fosse oferecida pelo UFC. Alçado ao status de estrela na última temporada, Jorge Masvidal se vê cumprindo esse requisito, e se colocou a disposição do ex-campeão dos meio-médios (77 kg) e peso-médio (84 kg) do Ultimate para um combate, caso ele decida abandonar a aposentadoria.
Ao canal do Youtube ‘Submission Radio’, Masvidal revelou que gostaria que ‘GSP’ calçasse novamente as luvas para enfrentá-lo, e afirmou que gostaria de aposentar o canadense mais uma vez. Apesar disso, ‘Gamebred’ demonstrou respeito ao histórico do ex-campeão e reconheceu que precisaria se empenhar ao máximo para sair vitorioso diante de um dos melhores e mais dominantes lutadores de MMA da história.
“Bem, eles falam isso sobre mim, que eu ressuscito lutadores e depois os aposento novamente. Então, eu não me importaria se GSP se juntasse a essa campanha. Honestamente, como um competidor, eu quero quebrar a p*** da cara dele. Quero ir lá e dar a ele tudo que eu tenho. Mas eu respeito o tempo o que ele fez. O cara é um craque. Ele é uma p*** de um animal, irmão. Eu colocaria tudo que eu tenho dentro de mim, dentro da minha alma, para acabar com esse indivíduo, porque ele é muito bom”, declarou Masvidal, antes de completar.
“Ele é o tipo de lutador, essa m*** ia exigir um bom camp de treinamento, isolamento do mundo e apenas concentrar na tarefa, dia após dia, porque ele é um ótimo competidor, e eu não vou ficar em segundo plano para ninguém nessa divisão. Então, eu adoraria (enfrentar GSP)”, afirmou ‘Gamebred’.
Outro meio-médio a manifestar interesse em uma possível luta contra St-Pierre recentemente foi Kamaru Usman, atual campeão até 77 kg do UFC. Entretanto, de acordo com Masvidal, o nigeriano não está no mesmo nível do canadense. ‘Gamebred’ aproveitou para cutucar o rival ao colocar, além de ‘GSP’, os ex-campeões Tyron Woodley e Robbie Lawler a frente do atual dententor do cinturão da categoria.
“Você não pode comparar Usman com GSP. Até mesmo se ele fosse um estilo de jogo ruim para GSP ou não – o que eu não acho q ele seja – você não poderia compará-los. E depois de GSP por causa do volume e tal, eu definitivamente colocaria meu amigo (Tyron) Woodley aí, Robbie Lawler também”, concluiu.
No Ultimate desde 2013, Jorge Masvidal atingiu outro patamar em 2019, ao acumular três vitórias expressivas, todas por nocaute, diante de Darren Till, Ben Askren e Nate Diaz, além de conquistar o cinturão ‘BMF’ (lutador ‘mais durão’), criado especialmente para seu confronto contra Diaz. Já St-Pierre reinou como campeão dos meio-médios durante anos, e em sua última apresentação no UFC conquistou o título dos médios após derrotar o então campeão Michael Bisping, em novembro de 2017.
Colby Covington é conhecido por um estilo provocador – Diego Ribas
Em outubro de 2017, Demian Maia teve pela frente o falastrão Colby Covington e acabou derrotado por decisão unânime dos jurados, em edição do UFC realizada em São Paulo. Um pouco mais de dois anos depois dessa disputa, o paulista, relembrou essa luta e admitiu que, apesar da larga experiência no MMA e no jiu-jitsu, caiu no jogo de provocações do americano, que na ocasião desferiu duras palavras contra o Brasil e o povo brasileiro.
Em conversa com o programa ‘Resenha PVT’, o faixa-preta da arte suave afirmou que foi enganado pelo estilo de atuar do adversário. De acordo com o paulista, por Colby não ter um postura tão agressiva e, por isso, ele acreditou que poderia nocauteá-lo. Dessa maneira, saiu totalmente da estratégia planejada para o combate.
“Não sou um cara que se desestabiliza, entra no ‘trash talk’, eu estava tão tranquilo, mas na hora que eu meti aquela mão nele e vi que sentiu, e o Masvidal até veio me falar que o Colby disse que foi a mão mais dura que ele sentiu, eu pensei: ‘Vou nocautear esse fi*** da p***’. Ele é muito falastrão. E isso me tirou totalmente do trilho e me fez cansar. Aquela experiência no jiu-jitsu que penso: ‘Não vou me matar, não é a hora de pegar’. Não tenho essa experiência na luta em pé. Então cada mão que eu jogava era para arrancar a cabeça fora. Aí ele foi recuperando, foi correndo, eu errei os golpes e fiquei morto. No segundo round quando eu coloco ele para baixo, o córner dele fala que ele tinha cansado, mas eu estava morto e ele percebeu isso. Foi voltando”, disse, emendando.
“O Colby você não pode entrar na pilha dele de jeito nenhum. Esse é o principal. E ele é um cara que engana. Ele parece tranquilo de lutar, não antes, mas na hora. A distância dele não é tão difícil. Você bota a mão nele. Não é um cara gigantesco, explosivo, que pega pra caramba. Ele tem um volume alto e ele vai tirando o ritmo do cara. Se o cara cai na pilha dele pior ainda. Porque o cara vai para matar e se desgasta. E ele vai numa crescente. Tem que tomar cuidado com as armadilhas. Ele não é tão fácil quanto parece. Ele engana. É duríssimo”, completou.
Após três vitórias seguidas, Demian Maia já tem data para retornar ao octógono. O paulista enfrenta o compatriota Gilbert ‘Durinho’, na co-luta da noite do UFC Brasília, marcado para o dia 14 de março.
Gilbert ‘Durinho’ vem embalado por quatro vitórias consecutivas no UFC – Erik Engelhart
Depois de sete combates realizados fora do Brasil, durante cerca de três anos e meio, Gilbert ‘Durinho’ finalmente voltará a competir em casa. No entanto, isso não necessariamente significa que o meio-médio (77 kg) contará com a torcida a seu favor. Afinal, do outro lado do octógono estará Demian Maia, um dos atletas brasileiros de maior popularidade e apelo na organização atualmente. Mas isso tudo não parece abalar o atleta da ‘Hard Knocks 365’ que, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, minimizou uma eventual atmosfera desfavorável no UFC Brasília, agendado para o dia 14 de março.
Em tom respeitoso ao compatriota, ‘Durinho’ destacou a dificuldade de seu próximo desafio, dada as credenciais do veterano de 42 anos, especialista em jiu-jitsu e que vem de três triunfos seguidos. Em contrapartida, o lutador de Niterói ressaltou que uma vitória diante de um adversário do calibre de Demian Maia poderia alavancá-lo ainda mais no ranking do Ultimate e elevá-lo ao pelotão de elite da categoria até 77 kg.
“Talvez, acho que a torcida vai estar contra. Não sei. A gente espera o pior ali. Mas quando entro ali, fico numa zona que a torcida não incomoda em nada. Se tiver a favor ou contra. Já lutei no Canadá contra canadense e é algo que estou habituado. Mas brasileiro contra brasileiro vai ter três opções: dividido, a favor ou contra. O que vier está valendo”, minimizou Gilbert, antes de pregar respeito pelo paulista.
“Uma vitória sobre ele me coloca no nível do topo da categoria, só que não é uma tarefa tão simples. É o Demian, um cara de altíssimo nível, bastante experiente. É um trabalho difícil, mas com uma recompensa grande. Uma vitória dominante te coloca num lugar bom. Uma vitória chata, continua sendo vitória, mas uma dominante pode me jogar para o top 6,”, completou o atleta que tem duas vitórias nos meio-médios.
O processo de negociação da luta foi turbulento. A princípio, Durinho revelou que Demian não era um de seus principais alvos, apesar de admitir que o duelo faz sentido do ponto de vista do ranking. E após uma suposta negativa por parte da equipe do veterano, a luta esfriou. No entanto, em uma reviravolta, Gilbert foi surpreendido com a proposta do Ultimate para enfrentar o especialista de jiu-jitsu no card em Brasília, e aceitou de prontidão.
“Processo foi demorado. Eu vinha pedindo para lutar no final do ano passado e falavam que iam me dar um cara ranqueado na minha próxima luta. Na luta do Kamaru (No UFC 245, em dezembro de 2019), o Sean Shelby disse que queria minha luta com o Demian, o que me pegou de surpresa. No UFC São Paulo encontrei com o Demian, pedi até para treinar com ele. Mas acabou que não teve nada, nem trocamos telefone. Mas o manager dele disse que essa luta não interessava, mas parece que o UFC queria. Faz sentido só por causa do ranking. Quando ofereceram eu aceitei”, opinou o atleta de Niterói, antes de revelar seus alvos iniciais.
“Não era um cara que mirava enfrentar. Desde a minha última luta falaram que iam me dar um cara ranqueado. Pedi o Neil Magny, Ben Askren, antes dele se aposentar, Anthony Pettis e acabou que não rolou e fiquei só esperando. Mas depois que o UFC me ofereceu eu pedi, mas antes nem estava pensando em pedir”, complementou ‘Durinho’.
Assim como seu último adversário, Ben Askren, Demian terá pela frente outro especialista na luta agarrada. Faixa-preta de jiu-jitsu, ‘Durinho’ afirmou que ainda não montou uma estratégia para encarar o veterano, mas não descartou um possível ‘clássico’ na arte suave.
“Não sei ainda (testar jogo de chão). Ainda estou vendo com meus treinadores uma estratégia e tenho uns pontos fortes e ele os dele. Pode ser que role teste de jiu-jitsu ou que leve em pé. Vamos ver”, concluiu Gilbert, que não sabe o que é derrota desde julho de 2018.
Atualmente, Gilbert ‘Durinho’ ocupa a 13ª posição do ranking dos meio-médios. Embalado por seu grande momento, o atleta de 33 anos encara Demian Maia, sexto colocado na listagem oficial do Ultimate. O confronto entre os dois servirá como ‘co-main event’ do UFC Brasília – que ainda não possui luta principal definida.
Jon Jones prometeu ajudar Shields a se aclimatar no MMA – Rigel Salazar
Claressa Shields está realmente focada na ideia de enfrentar Amanda Nunes. Com a campeã peso-galo (61 kg) e peso-pena (66 kg) do UFC irredutível em seu pensamento de enfrentá-la somente nas regras do MMA, a boxeadora já planeja seus treinamentos para se aclimatar na nova modalidade. E, de acordo com ela, sua preparação teria o apoio do melhor lutador peso-por-peso do mundo, Jon Jones.
Ao site ‘TMZ Sports’, Claressa revelou que o campeão meio-pesado (93 kg) do Ultimate já havia oferecido ajuda caso ela tivesse a intenção de migrar de esporte, mesmo antes do desafio feito a Amanda. E depois da melhor boxeadora do planeta assistir in loco a última luta da brasileira, no UFC 245, em Las Vegas (EUA), ‘Bones’ voltou a convidá-la para um período de treinos, que, ao que tudo indica, aconteceria após a próxima defesa de título do americano contra Dominick Reyes, marcada para 8 de fevereiro.
“Ele disse que depois que ele lutar, eu posso ir lá por uma semana ou duas, e ver como eu me sinto fazendo as coisas de MMA. É excitante e assustador. Eu vou ter que aprender muita coisa nova e eu espero que eu goste disso”, declarou Shields.
Antes de pensar em uma possível luta contra Amanda Nunes, Claressa Shields encara na próxima sexta-feira (10) Ivana Habazin, em disputa dos cinturões super-meio-médio do Conselho Mundial de Boxe (WBC) e da Organização Mundial de Boxe (WBO), atualmente vagos. Ainda que o duelo contra a campeã do UFC não se materialize, a boxeadora deixou claro sua intenção de migrar para o MMA no futuro.
Conor McGregor também é conhecido por suas habilidades com as palavras – Leandro Bernardes
Antes de duelarem no octógono na luta principal do UFC 246, que será realizado no dia 18 de janeiro, Conor McGregor e Donald ‘Cowboy’ Cerrone ficarão frente a frente em uma conferência de imprensa. Nesta quarta-feira (8), o Ultimate anunciou, via redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), que os dois lutadores estarão presentes no evento, marcado para o dia 15 de janeiro, no ‘Pearl Theater’, em Las Vegas (EUA).
De acordo com o anúncio, o evento será de graça e terá acesso aberto ao público. A organização, no entanto, não deixou especificado se os fãs e a imprensa, ou ambos, terão direito de fazer perguntas aos protagonistas do UFC 246. A medida se justifica pela popularidade de ambos, especialmente McGregor, que possui um longo histórico de entretenimento nas coletivas de imprensa antes de suas lutas, geralmente provocando seus adversários.
O combate contra Cerrone, válido pelos meio-médios (77 kg), marcará o retorno de Conor aos octógonos. O ex-campeão peso-pena (66 kg) e peso-leve (70 kg) do UFC lutou pela última vez em outubro de 2018, quando foi finalizado por Khabib Nurmagomedov, em disputa pelo cinturão dos leves. Já Cerrone vem de duas derrotas consecutivas no Ultimate. O veterano foi superado por Tony Ferguson em junho de 2019 e por Justin Gaethje em setembro do mesmo ano.
Glover Teixeira ainda sonha em disputar o cinturão dos meio-pesados – Leandro Bernardes
Com três vitórias seguidas, Glover Teixeira vive novamente um grande momento no Ultimate. O brasileiro, que desde 2015 e 2016 não conseguia engatar uma sequência positiva dessa maneira, já começa a mirar voos mais altos. Atual número nove do ranking dos meio-pesados (93 kg), o brasileiro aceitou um desafio imposto por Anthony Smith, mas ainda não teve a confirmação oficial do UFC se essa luta vai acontecer. Ao que parece, a ideia é usar o rival como trampolim para poder chegar mais perto de uma nova disputa de cinturão da categoria.
Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o ex-desafiante ao cinturão da categoria revelou que precisa manter a boa fase e que encarar um adversário do top 5 deve ajudá-lo na sua missão de 2020, que é tentar lutar novamente pelo cinturão. O mineiro não deixou de elogiar as características do americano, mas admitiu que sabe qual caminho precisa trilhar para sair com o braço levantado do octógono pela quarta vez de maneira consecutiva.
“Vejo como um duelo duríssimo e também tenho que olhar para o ranking, né!? Ele é o número três do mundo, eu quero chegar a lutar pelo cinturão ainda esse ano e é uma ótima luta para mim. Tenho que ir lá, ganhar e entrar no radar de lutar pelo título de novo. Ele tem um gás e jiu-jitsu bons, finalizou o Gustafsson agora. Mas acredito que se pressioná-lo a luta vai ser minha”, explicou o mineiro natural da cidade de Sobrália.
Sem atuar desde setembro de 2019, Glover disse que não pretende esperar mais tanto tempo para retornar às competições. Por isso, destacou que pensa em lutar até o mês de abril e adiantou que tanto ele quanto Smith já têm tudo acordado para o confronto. Para oficializar essa luta, entretanto, basta somente a resposta positiva do UFC.
“De boca está tudo certo, nós dois aceitamos. Agora só precisa do UFC marcar. Não sei o que falta para marcar a data. Talvez estejam procurando um lugar. Só sei que o Anthony Smith quer lutar, falamos com o matchmaker e está tudo certo também. Falta essa resposta deles. Estamos programando para março ou abril. Essa é a data que está na minha cabeça. Mas qualquer hora, qualquer lugar a gente marca essa luta e vamos sair na porrada”, disse.
Com 40 anos, Glover é um dos atletas da velha geração ainda em ação e em alto nível. Fruto de uma melhor preparação e treinos mais específicos, o brasileiro ainda confia que possa ter uma chance de reencontrar Jon Jones e ser o responsável por desbancar o americano, que ainda não perdeu uma luta que valesse título na carreira.
“Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer (o Jones perder). O Jon Jones é um ícone, maior peso-meio-pesado da história e está difícil de tirar ele. Quem sabe um da velha geração ainda não o tire. Estilo Rocky Balboa”, brincou.
Glover disputou o cinturão da categoria em abril de 2014, mas acabou derrotado na decisão unânime dos juízes pelo campeão Jon Jones. Atualmente, o brasileiro ocupa a nona posição no ranking da divisão. Em sua última apresentação, o brasileiro derrotou Nikita Krylov, em setembro de 2019 por decisão dividida.
O início da caminhada de Dequan Townsend no Ultimate não foi nada animadora. Além de ser nocauteado em sua estreia na companhia, em junho de 2019, o peso-médio (84 kg) foi flagrado em exame realizado pela USADA (agência antidoping americana) um dia antes do evento em questão. ‘The Tarantula’, como é conhecido, testou positivo para o uso de cocaína e fentanil – substâncias proibidas pela política de regulagem do UFC.
Nesta quarta-feira (8), a USADA oficializou a suspensão de seis meses do lutador através de um comunicado oficial em seu site (clique aqui). Durante o pronunciamento, a entidade explicou que, por conta da natureza das substâncias encontradas no organismo de Dequan, uma redução de pena foi aplicada – desta forma, o peso-médio não cumprirá os protocolares dois anos de gancho, e sim apenas seis meses. Mas para isso, o atleta americano terá que concluir com sucesso um programa de reabilitação para usuários de drogas.
“Townsend, 33 anos, testou positivo para benzoilecgonina, um metabólito da cocaína e norfentanil, um metabólito do fentanil e seus derivados, como resultado de uma amostra de urina em período de competição que ele forneceu em 28 de junho de 2019 no UFC Fight Night Minneapolis, onde ele perdeu por nocaute técnico. A cocaína, um estimulante não especificado, e o fentanil, um narcótico especificado, são proibidos na competição e considerados Substâncias de Abuso sob a Política Antidopagem do UFC”, destacou o comunicado, antes de introduzir a redução da pena.
“De acordo com a Política Antidopagem do UFC, os atletas podem receber uma sanção reduzida por Substâncias de Abuso, se puderem estabelecer, com preponderância, as evidências de que a violação não melhorou e não pretendia melhorar o desempenho do atleta em uma luta e eles posteriormente concluírem um programa de reabilitação de drogas”, confirmou a USADA.
A suspensão de seis meses é retroativa à data em que Dequan foi examinado – 28 de junho de 2019. Desta forma, o lutador americano já está apto para competir novamente, caso tenha cumprido com as exigências da USADA. De acordo com o site ‘MMA Fighting’, inclusive, o peso-médio está escalado para entrar em ação no UFC Raleigh, agendado para o dia 25 de janeiro.