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  • Poirier revela que não recebeu oferta para encarar Ferguson e segue à espera do UFC

    Poirier revela que não recebeu oferta para encarar Ferguson e segue à espera do UFC

    Sem lutar desde junho deste ano, quando superou Dan Hooker em uma verdadeira batalha de cinco rounds, Dustin Poirier se mantém no aguardo da confirmação do seu próximo rival no UFC. Um duelo contra Tony Ferguson é o favorito para acontecer na sequência da carreira do americano, mas ele prega cautela sobre a sua realização.

    Em entrevista podcast ‘UFC Unfiltered’, o ex-campeão interino do peso-leve (70 kg) comentou a recente declaração de Dana White, presidente do UFC. O mandatário adiantou que tem o desejo de fechar o duelo entre Poirier e Ferguson para o UFC 254, que tem como luta principal a disputa do título da divisão entre Khabib Nurmagomedov e Justin Gaethje. No entanto, o americano revelou que ainda não recebeu o contrato para esse combate e segue à espera de uma posição oficial do Ultimate.

    “Não tenho um contrato ainda. Vi o Dana falando sobre isso e sei que eles querem. Eu sei que eles querem isso no mesmo card que Khabib e Gaethje. Só estou esperando. Estou apenas esperando para falar com eles”, disse Poirier, antes de completar que, caso essa luta seja fechada no mesmo evento da disputa de cinturão dos leves, vai ser uma eliminatória para definir o próximo desafiante. “Se eles fizerem essa luta na mesma noite, é como um torneio do peso-leve”, completou o lutador.

    Com um cartel de 26 vitórias, seis derrotas e um “No Contest” (luta sem resultado), Dustin Poirier, atual número três do ranking, já teve a chance de ser campeão linear do peso-leve, mas foi derrotado por Khabib Nurmagomedov, no terceiro round, por finalização, em setembro de 2019. Antes desse confronto, o lutador havia derrotado Max Holloway e conquistado o cinturão interino da categoria por pontos.

  • Provável revanche entre Masvidal e Diaz deve ter cinturão ‘BMF’ em jogo, diz Dana

    Provável revanche entre Masvidal e Diaz deve ter cinturão ‘BMF’ em jogo, diz Dana

    Ao que tudo indica, a revanche entre Jorge Masvidal e Nate Diaz deve mesmo acontecer. Em coletiva de imprensa após o ‘Contender Series’ na última terça-feira (1), Dana White – presidente do UFC – confirmou que tem trabalhado para promover o segundo confronto entre os polêmicos lutadores, provavelmente em janeiro de 2021.

    O dirigente ainda revelou que o cinturão ‘BMF’ (lutador ‘mais durão’), conquistado por Masvidal no primeiro duelo, deve estar em jogo novamente na revanche entre os meio-médios (77 kg). A informação confirma uma mudança de planos do UFC, já que inicialmente o próprio Dana White havia declarado que a cinta não seria disputada novamente no octógono.

    “(Masvidal) quer defender ele (o cinturão ‘BMF’) contra Diaz. Eles foram os primeiros a lutar por ele. Você sabe o que quero dizer? Eles foram os caras que lutaram por ele. Ele quer colocá-lo em jogo contra Nate novamente”, declarou Dana White.

    Os meio-médios se enfrentaram pela primeira vez em novembro de 2019, na luta principal do UFC 244, realizado em Nova York (EUA). Após amplo domínio de ‘Gamebred’ nos primeiros três rounds, o combate foi encerrado por interrupção médica, por conta de um corte no rosto de Diaz. Com a vitória, Masvidal foi premiado com o cinturão ‘BMF’, confeccionado especialmente para este confronto.

  • Daniel Cormier pede para sair do ranking do UFC e do programa antidoping da USADA

    Apesar de Daniel Cormier ter afirmado que a luta contra Stipe Miocic, no último dia 15 de agosto, pelo cinturão do peso-pesado do UFC, foi a última de sua carreira no MMA, ainda existia uma esperança dos fãs de ver o lutador mudar de ideia. No entanto, Dana White, presidente do Ultimate, encerrou qualquer especulação sobre o retorno do americano.

    Durante a coletiva de imprensa após o Contender Series, na última terça-feira (1), o mandatário da organização revelou que o ex-campeão dos pesados e meio-pesados (93 kg) da franquia pediu para sair da lista de testes da USADA (agência antidoping americana). Esse fato comprova que ‘DC’ não atua mais, já que todo lutador precisa passar por estes exames para poder pisar no octógono.

    Além disso, Dana White adiantou que Cormier também solicitou que fosse retirado do ranking. Atualmente, o lutador ocupa o primeiro posto da classificação dos pesados, somente atrás de Stipe Miocic, campeão da divisão.

    “Ele nos disse hoje para tirá-lo da USADA e tirá-lo do ranking. Não existe nada mais oficial do que isso”, afirmou o dirigente confirmando a aposentadoria do lutador.

    Após uma trajetória de destaque no wrestling, Daniel Cormier migrou para o MMA profissional em 2009. Em pouco mais de uma década no esporte, ‘DC’ acumulou 22 vitórias, três derrotas e um ‘No Contest’ (luta sem resultado), além de títulos conquistados no extinto evento ‘Strikeforce’ e no UFC, onde chegou a ser campeão simultaneamente dos meio-pesados e dos pesos-pesados.

  • Tony Ferguson se oferece para ajudar Brock Lesnar para possível luta com Jon Jones

    Tony Ferguson se oferece para ajudar Brock Lesnar para possível luta com Jon Jones

    A notícia de que Brock Lesnar não renovou com o WWE e que estaria livre no mercado mexeu com o mundo do MMA. Isso porque já se especula um possível retorno do peso-pesado do UFC, liga em que foi campeão entre novembro de 2008 e outubro de 2010. Por isso, era apenas questão de tempo para o atleta ser desafiado. E o primeiro a clamar por uma chance de medir forças com o veterano foi foi Jon Jones, que cogitou a possibilidade através das redes sociais.

    Atento a essa possível luta, Tony Ferguson entrou na jogada e se ofereceu para fazer parte do camp de Lesnar caso ele enfrente Jones no UFC. O ex-campeão interino do peso-leve (70 kg) ratificou o desejo de reencontrar seu antigo treinador do ‘The Ultimate Fighter 11’, programa do qual foi campeão, em 2011.

    “Essa é uma luta que eu adoraria ajudar no camp. Treinar lado a lado como nos velhos tempos com o treinador Lesnar novamente”, escreveu o atleta, através das redes sociais (clique aqui ou veja abaixo), em resposta a mensagem de Jones direcionada a Brock.

    No MMA profissional desde 2008, Tony Ferguson tem 25 vitórias e quatro derrotas na carreira. No Ultimate, o americano chegou a conquistar o cinturão interino da organização, em 2017, mas o perdeu por inatividade. Recentemente, o lutador ficou com uma invencibilidade de 12 lutas, até ser superado por Justin Gaethje, em maio desse ano.

  • Eddie Alvarez descarta trilogia com Chandler e foca em disputa de cinturão no ONE

    Eddie Alvarez descarta trilogia com Chandler e foca em disputa de cinturão no ONE

    Assim que Michael Chandler anunciou que poderia negociar com outras organizações ao ter seu contrato com o Bellator encerrado, duas possibilidades surgiram rapidamente: assinar com o UFC ou com o ONE Championship para fazer a trilogia com Eddie Alvarez. No entanto, parece que a segunda hipótese ficou mais distante.

    Em entrevista ao site ‘South China Morning Post’, Eddie Alvarez afirmou que não tem interesse em novo duelo diante de Chandler, contra quem possui um triunfo e um revés – os duelos foram realizados no cage do Bellator. Sua explicação é que o foco está em encarar Christian Lee, atual campeão do peso-leve (70 kg) do ONE.

    “Não me importo com ele. Ele não era o campeão do Bellator. Ele foi nocauteado pelo (Patricio ‘Pitbull) e não é campeão do ONE. Também não era campeão do UFC. Então meu objetivo é ser campeão. Então, o único cara que me interessa é Christian Lee”, afirmou o lutador, antes de finalizar a explicação por não pensar em novo duelo contra Chandler.

    “Só quero lutar contra os campeões. Quem tem um título eu quero uma oportunidade de ganhar o cinturão. Então esse é o meu foco e é onde está minha energia”, concluiu o ex-campeão dos leves do UFC e Bellator.

    No MMA profissional desde 2003 Eddie Alvarez foi campeão dos leves Bellator, em 2009, antes de se transferir para o UFC, em 2014. Em 2016, o americano conquistou o cinturão da categoria ao superar Rafael Dos Anjos. Porém, no mesmo ano, perdeu a coroa quando foi nocauteado por Conor McGregor. Em 2018, o lutador assinou com o ONE Championship e possui um triunfo e um revés. O atleta não atua desde agosto de 2019.

  • Thiago Moisés promete explorar seu jiu-jitsu para minimizar pontos fortes de rival

    Thiago Moisés promete explorar seu jiu-jitsu para minimizar pontos fortes de rival

    Em maio deste ano, Thiago Moisés voltou a sentir o sabor da vitória no Ultimate, e em grande estilo. O brasileiro finalizou o veterano Michael Johnson e se recuperou do revés sofrido para Damir Ismagulov. Embalado com o bom resultado, o lutador encara Jalin Turner neste sábado (5), no UFC Las Vegas 9.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Thiago adiantou o que espera do confronto. Consciente dos perigos que Jalin pode lhe oferecer, principalmente pela diferença de envergadura e pelo afiado jogo de luta em pé, o atleta da ‘American Top Team’ revelou que pretende usar seu jiu-jitsu para minimizar a trocação do rival.

    “Nessa luta contra o Jalin não é segredo para ninguém que vou explorar o meu jiu-jitsu para vencer, já que ele é striker e também tem 1,93 metros de altura, o que me dificulta bastante na questão da envergadura. Não digo que vai ser um duelo de estilos, porque me considero um lutador completo, mas nessa luta eu vou buscar o jiu-jitsu para tentar finalizá-lo e anular essa questão da envergadura”, afirmou o atleta.

    Após tirar a pressão ao voltar a vencer na organização, Moisés planeja manter o bom momento para chegar perto do topo da divisão dos pesos-leves (70 kg). De acordo com o lutador, seu triunfo diante de Michael Johnson já deu provas de que ele pode integrar a elite da categoria.

    “Essa vitória contra o (Michael) Johnson foi boa demais porque mostrou que tenho potencial para encarar  qualquer um da divisão. Ele já venceu grandes nomes, ex-campeões, e esse triunfo mostrou que cheguei para brigar entre os melhores. Então, fiquei feliz por ter a chance de buscar essa segunda vitória agora. Acredito que vai ser uma vitória dominante. Até o fim do ano quero lutar novamente e quero terminar 2020 dentro do top 15 ou pelo menos na porta dele”, completou o brasileiro.

    Com 13 vitórias em 16 lutas na carreira, Thiago Moisés assinou com o UFC após vencer Gleidson Cutis, no Contender Series, programa que procura novos talentos, que foi realizado em agosto de 2018. Na maior organização de MMA do mundo, o brasileiro agora possui duas vitórias e duas derrotas.

  • Marcos ‘Pezão’ esbanja confiança para engatar sequência positiva no UFC

    Marcos ‘Pezão’ esbanja confiança para engatar sequência positiva no UFC

    Neste sábado (5), Marcos ‘Pezão’ sobe no octógono do UFC Las Vegas 9 com a oportunidade de vencer a segunda consecutiva e interromper o retrospecto de alternância de resultados que lhe persegue há cinco anos. Para isso, o peso-pesado precisará superar Alexander Romanov, que, apesar de estreante no Ultimate, possui um cartel invicto com 11 vitórias, seis delas por finalização. Nada que preocupe o brasileiro.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, ‘Pezão’ minimizou o possível perigo que o adversário possa trazer no chão, apesar do alto número de vitórias do lutador moldavo via finalização, e prometeu estar preparado para anular o jogo do rival e impor sua estratégia. Especialista na luta em pé, o brasileiro, como não poderia deixar de ser, enxerga na trocação o caminho para o triunfo.

    “Eu estudei bastante o jogo dele. Ele é um cara que tem um bom nível de wrestling e um jogo que cansa seus adversários. Ele tem seis finalizações (na carreira), mas não tem um bom chão. As finalizações vinham pelo desgaste da luta agarrada, mas eu sempre gosto de treinar chão, então ele terá muitos problemas pra impor o seu jogo”, analisou Marcos ‘Pezão’, antes de completar.

    “O ponto chave dessa luta vai ser em pé. Tenho que estar bem forte nas defesas e em pé colocar o meu ritmo. Eu não vejo nenhum peso-pesado com a minha velocidade e o meu volume de luta”, afirmou.

    A confiança em uma boa apresentação que o leve a mais um bom resultado vem da preparação feita pelo atleta paulista. Nem mesmo a dificuldade imposta pela pandemia do novo coronavírus foi capaz de atrapalhar os treinos do peso-pesado, que passou por São Paulo, Paraná e Flórida (EUA), em busca do melhor camp possível.

    “Foi bem difícil me manter treinando esse tempo, mas graças a Deus e a grande amigos consegui fazer uma preparação ótima para luta. Em São Paulo estava treinando com meu treinador de wrestling, Alireza Noei, um Iraniano que está há cinco anos aqui no Brasil. Tive a ajuda dos meus amigos Mario Aguilar, China Sales, Veras, Gledison, Sergio, Alfredo e Richard, em Carambeí”, comentou o peso-pesado, antes de continuar a explicar por onde passou durante a preparação.

    “Mas o ponto chave da preparação para a luta foi a minha ida pra Guarapuava e a reta final na American Top Team. Eu passei seis semanas no espaço Vale Jordão, a 1.100 metros de altitude, treinando com meu amigo tetracampeão de kickboxing Deucelio Rodrigues e com o Diego, da equipe Gracie Guarapuava. Chegando na American Top Team, tive o reforço do meu treinador Steve Mocco e o meu parceiro de treino Odie que é três vezes seguidas All American de wrestling da categoria peso-pesado”, concluiu.

    Semifinalista da terceira edição do reality show ‘The Ultimate Fighter Brazil’, Marcos ‘Pezão’ estreou no Ultimate em maio de 2014, com triunfo sobre Richardson Moreira. Desde seu debute, no entanto, o peso-pesado tem alternado vitórias e derrotas na liga, fato que pode mudar neste sábado. Em sua última apresentação, o brasileiro nocauteou Ben Sosoli ainda no primeiro round da peleja disputada no UFC Nova Zelândia, em fevereiro deste ano.

    Por sua vez, Alexander Romanov – adversário do brasileiro – fará sua primeira apresentação pelo Ultimate. O lutador, nascido na Moldávia, segue invicto em sua carreira após 11 combates disputados no MMA profissional, com cinco vitórias por nocaute e seis por finalização.

  • Dana White abre portas para negociar Jon Jones vs Brock Lesnar no UFC

    Dana White abre portas para negociar Jon Jones vs Brock Lesnar no UFC

    A notícia de que Brock Lesnar não renovou o contrato com a WWE (liga de telecatch americana) e que estaria livre para negociar um hipotético retorno ao MMA rapidamente movimentou os bastidores do UFC. Nesta terça-feira (1º), Dana White não se esquivou de comentar o assunto.

    Em conversa com os jornalistas presentes na coletiva de imprensa após a realização do quinto episódio do ‘Contender Series’, Dana afirmou que estaria disposto a negociar o duelo do ex-campeão dos pesos-pesados com o Jon Jones, que recentemente abandonou o título dos meio-pesados (93 kg) e desafiou Brock para uma disputa.

    “Se eles quiserem essa luta, eu não teria problema em fazer. Não falo com o Brock faz um ano, mas se eles quiserem lutar…”, declarou o presidente do UFC, que também garantiu que Francis Ngannou será o próximo desafiante ao título dos pesos-pesados.

    De acordo com o cartola, o atleta de Camarões fez por merecer a chance de ter sua revanche contra Stipe Miocic no octógono. No entanto, nenhuma data ou local para a disputa foi cogitado.

    “Olha, o Francis merece mais do que ninguém. O que ele fez nos últimos dois anos… Ele merece lutar contra o Stipe e ele será o próximo”, finalizou.

  • Dana aplaude de pé e contrata lutador que deu show à lá Khabib no Contender Series

    Dana aplaude de pé e contrata lutador que deu show à lá Khabib no Contender Series

    O quinto episódio da quarta temporada do programa ‘Contender Series’ contou com três contratados. E o destaque da noitada de lutas realizada nas dependências do UFC Apex, nesta terça-feira (1º) em Las Vegas (EUA), foi Jimmy Flick

    Aos 29 anos, o americano deu um verdadeiro show de jiu-jitsu e wrestling. Definido por ele mesmo como uma mistura de Khabib Nurmagomedov e Demian Maia, o atleta derrubou Nate Smith insistentemente durante três assaltos e tentou mais de dez finalizações (recorde de tentativas na história do programa) até obrigar o rival a desistir da luta com um katagatame no round final.

    Com o resultado, Flick anotou sua 15ª vitória como atleta profissional de MMA, sendo a 13ª por finalização, e agradou Dana White, que aplaudiu de pé sua vitória. Após o resultado, o cartola não teve dúvidas em contratar o agressivo peso-mosca (57 kg).

    Além dele, outros dois lutadores também assinaram contrato com o maior show de lutas do planeta. William Knight, que nocauteou Cody Brundage no 1º round, e Ronnie Lawrence, que venceu Jose Johnson por decisão unânime, passam a fazer parte do plantel de atletas do UFC.

    Confira os resultados do 5º episódio do ‘Contender Series’:

    Melsik Bagdasaryan venceu Dennis Buzukja por decisão unânime;
    Jimmy Flick finalizou Nate Smith no 3º round;
    Ronnie Lawrence venceu Jose Johnson por decisão unânime;
    William Knight nocauteou Cody Brundage no 1º round;
    Tucker Lutz venceu Chase Gibson por decisão unânime.

  • Esquiva Falcão aceita críticas, mas relata dificuldades na promoção de sua luta

    Esquiva Falcão aceita críticas, mas relata dificuldades na promoção de sua luta

    No último sábado (29), Esquiva Falcão enfrentou Morramad Araújo no evento Boxing For You, em São Paulo (SP), e precisou de pouco mais de dois minutos de luta para nocautear o adversário, garantindo a 27ª vitória no, ainda invicto, cartel como boxeador profissional. O resultado positivo, no entanto, não eximiu o pugilista e a organização das críticas em razão da disparidade técnica entre o medalhista olímpico e seu oponente.

    Ciente da insatisfação do público quanto ao seu combate, Esquiva publicou um vídeo em seu canal do ‘Youtube’ onde admitiu que gostaria de ter enfrentado um adversário de melhor nível técnico, especialmente considerando o patamar já alcançado em sua carreira, estando próximo de pleitear uma disputa por título mundial (veja abaixo ou clique aqui). Ao mesmo tempo, o pugilista relembrou que Morramad foi escalado de última hora por conta de uma lesão sofrida por Davi Eliasquevici, seu oponente original, e citou as dificuldades provocadas pela pandemia do novo coronavírus para a escolha de um rival ideal.

    Por isso, o lutador fez questão de agradecer e enaltecer Morramad Araújo por ter aceitado o combate sem tempo de preparação, permitindo que o evento acontecesse. Esquiva ainda citou o momento difícil vivido pela nobre arte no Brasil para expôr os obstáculos enfrentados na hora de promover suas lutas, além de ressaltar a necessidade de se manter na ativa, em ritmo de combate, mesmo durante a pandemia.

    “Eu estou feliz pelo resultado. Eu sei que muitos de vocês falaram mal do meu adversário, do adversário do Robson (Conceição). Na verdade, falando a realidade. Eu sei que era um adversário de nível diferente. Eu e o Robson estamos em um nível acima dos adversários contra quem a gente lutou. Eu entendo. Mas vocês também têm que entender que, no meio de uma pandemia, nós não podemos trazer adversários estrangeiros. E o que encontramos aqui no Brasil foram esses adversários, que aceitaram lutar. Eu ia lutar contra o Davi, mas ele machucou o nariz. E a Boxing For You, em menos de três dias, teve que correr atrás para buscar outro adversário. Procurou alguns, não encontrou, e o Morramad aceitou a luta. Para mim, ele foi um grande guerreiro, porque aceitar a luta, em uma pandemia, faltando três dias para o evento”, explicou Esquiva, antes de continuar.

    “A nobre arte não pode parar. Se parar aqui no Brasil, morre. Vocês sabem como é no Brasil, não tem muito apoio, muita valorização. Estou muito feliz pela vitória, mas eu sei que o Morramad não foi um adversário de alto nível, não é adversário de cinturão do mundo, eu sei disso. Vocês não precisam criticar ou falar para mim, porque eu conheço meu nível e sei que eu estou em outro nível, que estou perto do cinturão mundial para enfrentar um adversário desse. Mas eu preciso lutar, preciso ficar na ativa, com distância, porque senão acaba. Então, qualquer luta ou sparring, eu tenho que participar. Obrigado a galera que torceu e para quem criticou também, eu recebo as críticas positivas e negativas, comigo não tem essa”, concluiu o boxeador.

    Medalhista de prata nas Olimpíadas de Londres, em 2012, Esquiva Falcão compete no boxe profissional desde 2014 e ostenta um cartel sem derrotas de 27 vitórias, sendo 19 por nocaute. Antes da pandemia, o pugilista estava próximo de disputar um título mundial, mas viu seus planos serem atrapalhados pela crise mundial de saúde.

    O Boxing For You contou ainda com a presença de Robson Conceição, medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Assim como Esquiva, o baiano venceu seu adversário, Eduardo Pereira dos Reis, sem muita dificuldade, por nocaute técnico no segundo assalto.