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Louis Grasse/PxImages

UFC

Dana descarta interesse em trilogia entre Amanda e Valentina: “Não faz sentido”

No último sábado (24), com mais uma atuação impecável, Valentina Shevchenko venceu Jéssica ‘Bate-Estaca’ e defendeu novamente o cinturão peso-mosca (57 kg) do UFC. O amplo domínio sobre a brasileira, que muitos consideravam ser a desafiante mais difícil já enfrentada pela campeã, provou mais uma vez que a atleta do Quirguistão está alguns degraus acima do restante das concorrentes da categoria. Por isso, fãs e membros da mídia especializada já questionam se não seria hora de um novo confronto contra Amanda Nunes.

Mas, ao que tudo indica, o terceiro capítulo da trilogia entre Valentina e Amanda não faz parte dos planos imediato do UFC. Em entrevista coletiva pós-show, Dana White se mostrou reticente quanto ao casamento do novo duelo entre suas duas campeãs. Apesar disso, o presidente do Ultimate afirmou que, caso seja do interesse de ambas, trabalharia para promover a luta.

Assim como Shevchenko, Amanda parece não ter uma rival à altura em sua categoria. De fato, a lutadora baiana reina absoluta nas duas divisões mais pesadas do plantel feminino do UFC: peso-galo (61 kg) e peso-pena (66 kg). Além disso, o equilíbrio visto nos dois confrontos disputados pelas duas no passado contribui para a expectativa dos fãs pela trilogia.

“(Elas têm) seus próprios legados. Escute, elas lutaram um par de vezes. As pessoas podem pensar qualquer coisa que elas quiserem. Sempre tem outra pessoa surgindo, tem sempre um novo concorrente. E não é culpa da Valentina que ela é uma das mulheres mais malvadas desse planeta em todos os tempos. Então, fazê-la subir para 61 kg não faz sentido, elas lutaram duas vezes. Escute, se as duas vierem até mim e ambas quiserem fazer isso, eu vou fazer acontecer. Mas não é algo que eu esteja pensando sobre”, declarou Dana White.

Valentina Shevchenko e Amanda Nunes mediram forças no octógono mais famoso do mundo em duas oportunidades, em 2016 e 2017. Em ambas ocasiões, a brasileira saiu vitoriosa nas papeletas dos juízes, sendo que na revanche o triunfo veio na decisão dividida, tamanho o equilíbrio visto na peleja.

Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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