Tag: UFC

  • UFC San Antonio: Jennifer Maia falha na balança e perde 30% de sua bolsa

    UFC San Antonio: Jennifer Maia falha na balança e perde 30% de sua bolsa

    Realizada na manhã desta sexta-feira (19), a pesagem para o UFC San Antonio contou com quase todos os lutadores no peso e sem nenhuma surpresa de última hora que colocasse o card do show em risco. Desta forma, o brasileiro Rafael dos Anjos cravou os esperados 77,6 kg (limite dos meio-médios) e confirmou a liderança do evento ao lado do rival Leon Edwards.

    Em caso de vitória, o brasileiro, atual número quatro do ranking do UFC, garante seu nome no topo da divisão e, ao colecionar seu segundo triunfo seguido, volta a sonhar com uma chance de disputar o título dos meio-médios, ultimamente em poder de Kamaru Usman.

    Única competidora a passar do limite da balança, Jennifer Maia, que encara Roxanne Modafferi, se pesou com três pounds, cerca de 1,3 kg, acima do permitido para a divisão. Como penalidade, o site ‘MMA Junkie’ divulgou que a paranaense perderá 30%de sua bolsa para que a disputa seja realizada.

    Além deles, outros quatro brasileiros se apresentam no card deste final de semana. Querido pela torcida, o veterano Francisco ‘Massaranduba’ duela com o também peso-leve (70 kg) Alexander Hernandez, enquanto que os menos conhecidos do grande público Klidson Abreu, Gabriel Silva e Felipe ‘Cabocão’ encaram respectivamente  Sam Alvey, Ray Borg e Domingo Pilarte.

    Confira as marcas atingidas durante a pesagem oficial do UFC San Antonio:

    Rafael dos Anjos (77,6 kg) vs. Leon Edwards (77,6 kg)

    Walt Harris (116 kg) vs. Aleksei Oleinik (107 kg)

    Juan Adams (120,7 kg) vs. Greg Hardy (120,7 kg)

    Dan Hooker (70,3 kg) vs. James Vick (70,8 kg)

    Alexander Hernandez (70,3 kg) vs. Francisco ‘Massaranduba’ (70,8 kg)

    Andrei Arlovski (111,5 kg) vs. Ben Rothwell (120 kg)

    Alex Caceres (66,2 kg) vs. Steven Peterson (65,8 kg)

    Irene Aldana (61,2 kg) vs. Raquel Pennington (61,7 kg)

    Klidson Abreu (93 kg) vs. Sam Alvey (93 kg)

    Jennifer Maia (58,5 kg) vs. Roxanne Modafferi (56,7 kg)

    Ray Borg (61,7 kg) vs. Gabriel Silva (60,8 kg)

    Mario Bautista (61,7 kg) vs. Jin Soo Son (61,7 kg)

    Felipe ‘Cabocão’ (61,7 kg) vs. Domingo Pilarte (61,7 kg)

  • EX-NFL projeta duelo com Jon Jones na divisão dos pesados; entenda

    Greg Hardy mira o sonho de se tornar o maior pesado da história – Reprodução/ Instagram

    Ainda com uma carreira de pouco mais de um ano no MMA profissional, Greg Hardy já vislumbra uma possível luta contra Jon Jones, atual campeão meio-pesado (93 kg), mas em disputa válida pelo cinturão dos pesados, que atualmente pertence a Daniel Cormier. De acordo com o ex-jogador da NFL, seu objetivo é se tornar o maior peso-pesado da história dos esportes de combate, e para alcançá-lo, derrotar ‘Bones’ seria primordial.

    Em entrevista ao site ‘TMZ Sports’, o atleta sugeriu que o confronto ocorresse assim que o campeão dos meio-pesados (93 kg) terminasse de ‘limpar’ a sua categoria. Conhecido pela personalidade forte e polêmica, no entanto, Hardy adotou uma postura respeitosa ao falar sobre Jones.

    “É impossível não sonhar com essa luta pelo cinturão dos pesados depois que ele finalize o seu trabalho na divisão de baixo. Jon é alguém que eu emulo como lutador, acredito que ele seja um dos mais completos e perigosos do esporte. Seria uma honra e um prazer ir para a guerra com ele”, afirmou.

    Ao ser questionado se poderia derrotar o campeão, o ex-atleta de futebol americano não titubeou ao responder que confia em um triunfo. O lutador se mostrou ciente de que para atingir seu grande plano de carreira, precisará enfrentar os grandes nomes que estejam na sua categoria de peso.

    “Com certeza eu poderia vencê-lo. Ele é um cara legal, mas eu estou aqui para limpar a divisão e quem quiser se juntar a nós. Quero ser o maior pesado da história dos esportes de combate, e se isso inclui derrubar Jones, que seja”, concluiu.

    Durante sua passagem pela NFL, o americano foi contemporâneo de dois irmãos de ‘Bones’: o linebacker Chandler Jones, ainda em atividade, e o defensive end Arthur Jones, já aposentado. Seu cartel no MMA profissional conta com quatro vitórias e uma derrota, além de três triunfos na versão amadora do esporte. Ele enfrenta Juan Adams, neste sábado (20), no ‘UFC on ESPN 4’, no Texas (EUA).

  • Holloway projeta retorno aos leves em busca de segundo cinturão do UFC

    Max Holloway garantiu interesse em se tornar ‘champ-champ’ no UFC – Inovafoto

    Após rápida passagem pelos pesos-leves (70 kg) do UFC, Max Holloway volta à ação no dia 27 de julho para defender o cinturão dos penas (66 kg) em duelo contra Frankie Edgar, no Canadá. E, apesar de o desempenho do havaiano ao subir de categoria ter sido diferente do que ele esperava, durante almoço com jornalistas nessa quinta-feira (18), em Los Angeles (EUA), ele projetou retornar aos leves assim que puder para mirar seu segundo título no show.

    De acordo com o site ‘MMA Fighting’, Holloway contou que fará o que for preciso na busca pelo segundo cinturão do Ultimate. Na primeira oportunidade que teve de se tornar ‘champ champ’, em abril, na disputa pelo título interino dos leves, ele foi superado por decisão unânime no combate contra Dustin Poirier, após ser amplamente dominado pelo rival. Apesar disso, Max minimizou a diferença de peso entre as duas categorias e projetou seu retorno à divisão.

    “A divisão dos leves está logo ali. São apenas apenas 4 kg, isso é tudo, 4 kg. Nós voltaremos lá (…). Espero que seja o mais cedo possível e vamos ver o que acontece. Se for preciso vencer dez lutas consecutivas para disputar outro cinturão, me tornar ‘champ champ’, vencerei dez lutas. É isso. Eu não tenho medo de nenhum desafio”, ressaltou Holloway.

    Aos 27 anos, Holloway soma, até o momento, 20 vitórias e quatro derrotas em seu cartel como lutador profissional de MMA. O havaiano conquistou o cinturão interino dos penas do UFC em 2016, ao bater Anthony Pettis. No ano seguinte, ele unificou o título após nocautear o brasileiro José Aldo no terceiro round.

  • Raulian Paiva treina nos EUA para superar drama pessoal antes de luta no UFC

    Raulian Paiva treina nos EUA para superar drama pessoal antes de luta no UFC

    Raulian Paiva credita evolução aos treinamentos na nova equipe – Jon Roberts/ Ag Fight

    Em outubro de 2018, Raulian Paiva foi vítima de um atropelamento no Amapá, e no acidente, sua noiva Tieli Alves viria a falecer. Pouco mais de três meses depois, o atleta estreou no UFC e, apesar de ter feito um confronto equilibrado, saiu com a derrota na decisão dividida dos juízes. Para conseguir triunfar na segunda luta no evento, o peso-mosca (57 kg) viu a necessidade de mudar de ares durante a preparação.

    Escalado para encarar Rogério Bontorin no ‘UFC Fight Night 156’, a ser realizado no Uruguai, no dia 10 de agosto, o amapaense decidiu realizar o seu camp de treinamento no ‘Team Alpha Male’, sediado na cidade de Sacramento, nos EUA. O intuito, de acordo com o próprio, era tanto progredir como lutador, como se afastar de tudo que o fizesse se lembrar de um passado recente desagradável.

    “Estar longe do Brasil me ajudou bastante. Eu precisava colocar a minha cabeça no lugar, focar apenas na preparação para a luta. Evoluí bastante nos treinos, na minha maturidade. Vim para a América para tentar esquecer o que eu passei e priorizar o meu trabalho”, narrou o atleta que foi contratado por Dana White após vencer sua luta no programa ‘Contender Series Brasil’.

    Em uma das mais laureadas equipes do mundo, Raulian pôde treinar com grandes nomes do MMA mundial. Fato este que, na visão dele, foi primordial para a sua evolução em diversas áreas, em especial no wrestling. Nem mesmo a dificuldade de comunicação o atrapalhou, tanto que, inclusive, a sua evolução foi elogiada por Urijah Faber, líder da equipe e membro do Hall da Fama do UFC.

    “O material humano é muito bom, tanto de lutadores como técnicos. A academia está sempre lotada de atletas de alto nível. Treinei com diversos especialistas que me ajudaram a evoluir muito no wrestling, o que será importante contra o Bontorin. E mesmo sem falar tão bem o inglês, consegui receber um elogio do Urijah Faber sobre o meu progresso”, concluiu.

    Com apenas 23 anos, Raulian Paiva já possui 20 combates no cartel, com apenas duas derrotas. Seu adversário, Rogério Bontorin, de 27 anos, tem 15 vitórias e um revés na carreira. O paranaense, um especialista no jiu-jitsu, conquistou onze de seus triunfos através de finalização.

  • Greg Hardy defende Dana White e fala em “extinguir o problema” Juan Adams

    Greg Hardy fará nova apresentação no octógono do UFC neste sábado – Divulgação

    O confronto entre Greg Hardy e Juan Adams promete ser um dos mais apimentados do ‘UFC on ESPN 4’, neste sábado (20), nos Estados Unidos. Não bastasse a potência física dos pesos-pesados, ambos seguem se alfinetando através da imprensa, e apesar do ex-jogador da NFL negar ter algo pessoal contra o oponente, esse não parece ser o caso.

    Adams chegou a criticar Dana White, presidente da companhia, e pediu a luta contra Hardy há algum tempo. ‘The Kraken’ reclama da trajetória do rival dentro da organização, considerada fácil por ele, com adversários que teriam sido escolhidos a dedo para aumentar o apelo público em cima de Hardy.

    Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, ‘The Prince of War’ defendeu o cartola e demonstrou confiança, apesar de indicar que não estudou muito o adversário. De acordo com Hardy, ele apenas fará o seu trabalho, indicado pelo chefe Dana White.

    “Eu apenas dei uma rápida olhada no jogo dele. Eu o vi reclamando do meu chefe, Dana, e isso me incomoda. Ele reclamou que o UFC não atendia seus pedidos, e como uma pessoa que chegou e conquistou o respeito, eu sinto uma responsabilidade de enfrentá-lo, extinguir o problema e seguir em frente”, afirmou.

    Hardy explicou que não leva para o pessoal, mesmo que o oponente tenha citado seu passado problemático com acusações de violência doméstica. O rival, inclusive, utilizou uma hashtag nas mídias sociais xingando o ex-jogador de futebol americano, que pareceu não se abalar e garantiu que usará Juan Adams apenas como uma escada em sua trajetória na companhia.

    “Sou rico demais, bonito demais e estou me divertindo demais para levar isso para o lado pessoal. Acho que a única coisa que vai sair desta história é o fato de que vou provar que ele é apenas uma escada para mim. Vamos limpar o nome dele da história”, concluiu.

    Greg Hardy, de 30 anos, possui um cartel de quatro vitórias e uma derrota na curta carreira, enquanto Adams, de 27 anos, tem cinco triunfos e um revés. Os dois já lutaram duas vezes pelo UFC, com uma vitória e uma derrota para cada.

  • Desafiantes ao cinturão do Future sonham com passagem direta ao UFC

    Desafiantes ao cinturão do Future sonham com passagem direta ao UFC

    Future MMA tem sido ‘trampolim’ para muitos atletas chegarem ao UFC – Divulgação

    Nos últimos meses, lutadores que passaram pelo Future MMA têm conseguido, logo em seguida, contratos com o UFC. Foi o que aconteceu, por exemplo, com John Allan, Wellington Turman e Ariane ‘Sorriso’. E esta ‘ponte’ para o maior evento de MMA do mundo não passa despercebida pelos lutadores. Herbeth ‘Índio’ e Taigro Costa, que fazem a luta principal do evento no dia 26 de julho sonham em trilhar o mesmo caminho.

    Será o card de estreia da liga no Clube Atlético Indiano, em São Paulo (SP), e os atletas que estrelam a sétima edição do Future esperam chamar a atenção das grandes ligas logo após o duelo. Para isso, batalham pelo cinturão inaugural dos pesos-galos (61 kg). ‘Índio’ lembrou dos recentes exemplos de lutadores que ‘pularam’ direto do evento para o Ultimate.

    “Estou indo com isso na cabeça e no coração: que depois dessa luta, ou melhor, depois desse cinturão, eu conseguirei o meu contrato com o UFC. O Future MMA está com uma visibilidade muito grande lá fora e eu quero muito fazer bonito pra chegar no UFC”, afirmou o especialista em jiu-jitsu, que tem nove finalizações em seu cartel.

    Taigro, por sua vez, destacou o reconhecimento que os vencedores dos principais duelos da organização têm recebido fora do país. ‘Urso Branco’, de 31 anos, destacou o que chamou de “oportunidade única” na carreira.

    “A motivação aumenta, a gente fica mais focado no trabalho. É sinal de que o trabalho está sendo reconhecido. (…) Essa visibilidade que o Future está dando é única para descobrir os novos talentos”, analisou.

    Confira o card completo do Future MMA 7:

    Data: 26 de julho
    Local: Clube Atlético Indiano – Av. Francisco Nóbrega Barbosa, 411 – Parque Alves de Lima, São Paulo (SP)
    Horário: 18h
    Ingr​essos: R$ 60 (arquibancada) e R$ 70 (cadeira)

    61kg – Herbeth ‘Índio’ x Taigro Costa
    70kg – Anderson ‘Buzika’ x Jackson ‘Tortora’
    74kg – Diego Braga x Jamil Silveira
    57kg – Bruno ‘Korea’ x Bruno Menezes
    57kg – Danilo Adreani x Marcelo ‘Hulk’
    70kg – Brendo Bispo x Marcos ‘Forever’
    61kg – Carlin Soares x Augusto ‘Sparta’
    70kg – Elder Allan x João Paulo Roy
    52kg – ‘Viúva Negra’ x Jainne Aguiar
    93kg – Marcos Conrado Jr x Marcos ‘Detona Ralph’
    66kg – Gabriel Braga x Jean Soares
    66kg – Luã Franco x Pedro Lima
    61kg – Euclide Viana x José Fontes

  • Na sombra do irmão Erick Silva, Gabriel estreia no UFC em busca de afirmação

    Na sombra do irmão Erick Silva, Gabriel estreia no UFC em busca de afirmação

    A poucos dias de fazer sua estreia no maior evento de MMA do mundo, Gabriel Silva busca, além da nona vitória em seu currículo que ainda permanece invicto, provar o seu valor e desvincular sua imagem a do seu irmão mais velho, Erick Silva – veterano que atualmente tem contrato com o Bellator. Para isso, o peso-galo (61 kg) afirma ser um lutador diferente e que a exposição trazida por competir no maior evento de artes marciais do mundo será benéfica para construir sua própria história.

    Gabriel, que estreou no MMA aos 17 anos de idade, enfrenta o americano Ray Borg, neste sábado (20), no ‘UFC on ESPN 4’, nos Estados Unidos. Mas para chegar ao torneio, o irmão de Erick fez parte do programa ‘Lookin’ for a Fight’ e recebeu a oferta do contrato diretamente das mãos de Dana White, presidente do show, enquanto ainda comemorava seu triunfo sobre Jake Heffernan no vestiário do ‘LFA 63’.

    “O Erick ficou conhecido pelo estilo agressivo, explosivo, especialmente na luta em pé. Eu procuro a luta na curta distância, gosto de botar para baixo e trabalhar o ‘ground and pound’. Prefiro impor um ritmo mais cadenciado. Temos estilos diferentes. Acredito que estando no UFC e mostrando o meu trabalho, posso mudar essa visão do grande público. Agora, vou dar o meu máximo para provar o meu valor e mostrar que estou onde estou por méritos próprios”, analisou Gabriel.

    Ray Borg, o adversário de sua estreia no octógono, possui bastante experiência no evento apesar de jovem – o americano tem 25 anos, um a mais que o capixaba. Ele, inclusive, já disputou o cinturão dos pesos-moscas (57 kg) contra o então campeão imbatível Demetrious Johnson. Tal currículo, no entanto, não parece intimidar o brasileiro, que se disse satisfeito com a escolha do rival.

    “Se o UFC me colocou para enfrentar o Ray Borg é porque eles acham que eu mereço lutar com alguém desse nível. Eu o respeito, sei que é um atleta duro, mas confio no meu trabalho. Estou preparado para todos os caminhos que a luta me levar. Vou tentar impor meu jogo, ser fiel a estratégia traçada e espero ter êxito”, concluiu Gabriel Silva.

    Invicto após oito combates em sua carreira profissional no MMA, Silva vai em busca do nono triunfo, justamente aquele que pode colocá-lo em lugar de destaques na divisão. Por sua vez, Borg possui um cartel com 11 vitórias e quatro derrotas e segue pressionado por dois revezes seguidos no cage.

  • Ex-UFC analisa benefícios de ter sido diagnosticado com autismo quando adulto

    Ex-UFC analisa benefícios de ter sido diagnosticado com autismo quando adulto

    A recente vitória de John Howard sobre Ray Cooper III, no ‘PFL 4’, no último dia 11, marcou o fim da temporada regular do evento para o americano. O triunfo o credenciou a lutar contra David Michaud pelas quartas-de-finais do peso-meio-médio (77 kg), no dia 11 de outubro, em Las Vegas (EUA). Porém, nenhum desafio nestes playoffs será tão surpreendente quanto algo que Howard descobriu há pouco.

    Apenas três anos atrás, o atleta foi diagnosticado como portador de autismo. Receber este parecer médico como adulto, apesar de incomum, o fez compreender melhor muitos aspectos de sua vida, como ser colocado em uma classe de alunos especiais quando criança.

    “Quando eu descobri, eu sorri por um momento. De repente, tudo fez mais sentido. Eu tinha algo que não sabia, eu não conseguia acreditar, eu estava em choque. Na verdade, é uma benção porque o meu comportamento e muitas das coisas que eu fiz durante a minha vida inteira agora fazem sentido”, disse Howard ao site ‘Sporting News’.

    Mantendo uma postura positiva sobre sua condição, ‘Doomsday’ afirmou que ter passado toda a vida com autismo o ajudou a se tornar um lutador melhor. Seja pelas diversas confusões pelas ruas de sua cidade natal quando jovem, ou seu período não tão bem sucedido no UFC, onde teve sete vitórias e sete derrotas.

    “Minha desvantagem é na verdade uma arma. A forma como eu processo as coisas é totalmente diferente, mas é benéfico para mim. Porém, para um atleta, eu acredito que seja a melhor forma de pensar. Então, talvez, seja por isso que eu sou um grande lutador. A doença me fez mais forte”, concluiu o americano.

    Caso consiga vencer as três lutas durante os playoffs do ‘PFL’ e conquistar o cinturão dos meio-médios (77 kg), John ‘Doomsday’ Howard levará para casa o título e o prêmio de milhão de dólares (cerca de R$ 3,7 milhões). A última vez que o atleta conseguiu quatro vitórias seguidas foi em 2013, sendo duas pelo ‘CES MMA’ e as outras pelo ‘UFC’.

  • Dos Anjos analisa força do ‘trash talk’ no MMA e rivalidade com Ponzinibbio

    ‘RDA’ faz com Leon Edwards a luta principal do UFC San Antonio – Diego Ribas

    Embora Rafael dos Anjos não seja um falastrão nato, a experiência lhe trouxe alguma desenvoltura para trocar provocações com adversários — sobretudo nas redes sociais. Sendo assim, do ano passado para cá, o meio-médio (77 kg) angariou uma rivalidade ainda não resolvida com Santiago Ponzinibbio. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o ex-campeão dos leves (70 kg), que enfrenta Leon Edwards no combate principal do UFC San Antonio, neste sábado (20), analisou o impacto das farpas trocadas pelos lutadores no cenário do MMA atual.

    Dos Anjos afirmou que não se vê como um adepto do ‘trash talk’, embora use bastante o seu Twitter para alfinetar adversários. De acordo com ele, as eventuais provocações não fazem parte de um personagem criado, como tem sido visto mais frequentemente nos últimos anos no Ultimate.

    “Esse jogo eu não jogo. Eu sou eu. Se eu tiver que falar alguma coisa para alguém — eu já falei, também, para o (Tyron) Woodley, para outros caras. Mas eu mando a letra papo reto, sem ficar falando ‘trash talk’. Não é minha praia. Não é meu jeito de fazer negócio. Não é legal”, disse.

    Ele também contou o que aconteceu para que sua luta contra Santiago Ponzinibbio — atualmente se recuperando de uma internação de emergência — não tenha acontecido ainda. O lutador fluminense explicou que, quando aceitou enfrentar o argentino, era o rival quem tinha um problema. No caso, com o UFC.

    “Hoje em dia está na moda isso: o cara que está em décimo chama o terceiro, o segundo, para lutar. Aí o cara não dá confiança, não dá nem ideia. Aí fala que o cara afrouxou. É a mesma coisa de eu chamar o (campeão Kamaru) Usman agora e ele dizer: ‘Não, vou lutar com outro’. E eu vou falar que o cara afrouxou? Não está fazendo muito sentido isso. É o que o Ponzinibbio está fazendo. Eu, inclusive, tenho mensagens para provar que eu já pedi ao Sean Shelby para botar essa luta, só que o Shelby não iria botar, porque o Ponzinibbio negou lutar com o Darren Till em Londres. Em retaliação, eles falaram: ‘Não vamos botar o Ponzinibbio para lutar com alguém mais ranqueado do que ele’”, contou.

    Diante do fato de que, no fim das contas, aceitou o confronto com ‘Gente Boa’, Rafael foi questionado se esta não era uma prova de que provocar um adversário mais bem ranqueado funciona. Ele afirmou que, na verdade, chegou a topar o duelo por causa do contexto específico da sua divisão, e não pelo desafio do argentino.

    “Mais ou menos. Acabou que começou a fazer sentido, pela situação que tava a categoria. Todo mundo pegou luta. Eu estava imaginando lutar com o (Anthony) Pettis depois da luta do Kevin Lee, porque ele me chamou para lutar quando nocauteou o Stephen Thompson. Mas aí, no meio do camp, já tinham casado o Pettis com o Nate Diaz. Então, acabou que o argentino tava aí, uma luta, sei lá, na Argentina, no Uruguai, ou aqui nos Estados Unidos, eu aceitaria, e acabou que não rolou também, por causa de outras coisas”, explicou o atleta.

    O UFC San Antonio terá, além de Dos Anjos, cinco brasileiros: o peso-galo (61 kg) Felipe ‘Cabocão’, que enfrenta Domingo Pilarte; Gabriel Silva, da mesma categoria, que estreia na organização contra o ex-desafiante ao título mosca (57 kg) Ray Borg; Jennifer Maia, adversária da veterana Roxanne Modafferi na divisão feminina dos moscas; Klidson Abreu, que tenta voltar às vitórias nos meio-pesados (93 kg) contra Sam Alvey; e Francisco ‘Massaranduba’, que mede forças contra Alexander Hernandez, 14 anos mais jovem, pelos pesos-leves (70 kg).

  • ‘Marreta’ celebra sucesso em cirurgia nos dois joelhos; lutador deve voltar só em 2020

    Thiago ‘Marreta’ se submeteu a cirurgias na última quarta-feira (17), em Los Angeles (EUA), e vai iniciar a recuperação das lesões nos seus dois joelhos. As contusões foram sofridas no duelo contra Jon Jones, no início deste mês, e só devem permitir o retorno do meio-pesado (93 kg) aos octógonos em 2020.

    Através de suas redes sociais, ‘Marreta’ agradeceu pelo apoio dos fãs e seguidores. O brasileiro acabou lesionando o primeiro joelho ao chutar Jones. E, ao manter a estratégia de minar a movimentação do adversário usando a outra perna, acabou forçando demais o outro lado do corpo, adquirindo outra contusão. Ele afirmou que a longa operação foi um sucesso, e que já vai iniciar a sua reabilitação.

    “Depois de quatro horas e meia de cirurgia, terminou e deu tudo certo. Agora vou focar na minha recuperação para voltar o quanto antes. Sempre grato à Deus e obrigado a todos vocês pela energia positiva e pelo carinho”, escreveu, por intermédio de seu perfil no Instagram (veja abaixo ou clique aqui).

    Na oportunidade em que enfrentou ‘Bones’, o brasileiro conseguiu algo inédito: vencer o americano na opinião de um dos jurados. O revés por decisão dividida interrompeu uma sequência de quatro vitórias de Thiago — três delas entre os meio-pesados.