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  • Francis Ngannou projeta disputa de cinturão em caso de vitória sobre Velasquez

    Francis Ngannou encara Velasquez de olho no cinturão de Cormier – Ag Fight

    Apesar de vir de vitória, Francis Ngannou teve seu braço erguido apenas uma vez em seus últimos três combates no UFC. No entanto, o retrospecto negativo do camaronês não impede o atleta de sonhar alto. De acordo com ‘O Predador’, como é conhecido, um triunfo diante de Cain Velasquez já é suficiente para credenciá-lo a uma disputa de cinturão.

    O confronto entre os dois será a luta principal do UFC Phoenix deste domingo (17). O show marcará o retorno de Velasquez após mais de dois anos e meio afastado do esporte. Mas apesar do tempo de inatividade do ex-campeão peso-pesado, Ngannou não espera vida fácil durante o combate.

    “Sim, tenho certeza (que uma vitória sobre Cain é suficiente para lutar pelo cinturão). Não acho (que tenha que nocautear), só tenho que ganhar. Estou bem preparado. Quer que eu diga minha estratégia? Não (risos)”, brincou Francis, antes de revelar o que espera de seu rival no domingo.

    “Acho que veremos o mesmo Cain. Ele ainda tem a experiência, ele ainda tem aquilo, sabe? Ele finalizou sua última luta. Como ele venceu a última luta, ele ainda tem aquela confiança com ele e tudo mais. Ele está sempre treinando. Ele tem sempre ajudado Daniel (Cormier) com suas lutas desde que ele se ausentou. Mas estou pronto para o que for necessário”, completou o peso-pesado, em entrevista ao site ‘MMA Junkie’.

    Ngannou também aproveitou para repercutir sua declaração de que gostaria de enfrentar Brock Lesnar. O camaronês confirmou o desejo, mas ressaltou que a vontade não se trata apenas de lutar contra o astro da WWE, e sim de encarar as principais estrelas dos pesos-pesados de todos os tempos – que o inspiraram a se tornar um artista marcial.

    “Não se trata apenas de Lesnar. Quando eu comecei, quando soube do MMA cinco anos atrás, eu ia para o Youtube e assistia os lutadores e o campeão. Assistia caras como Cain Velasquez, Junior Dos Santos, Alistair Overeem, Brock Lesnar. Para mim eles eram os melhores, e para ser o melhor você tem que vencer os melhores. Então por isso dei essa declaração (sobre querer lutar com o Lesnar)”, concluiu o Predador.

    Francis é profissional de MMA há menos de seis anos e ao longo de sua curta trajetória no esporte somou 12 vitórias e três derrotas – cartel semelhante ao de seu adversário apesar da diferença de experiência. Na estrada desde 2006, Velasquez detém um histórico de 14 triunfos e dois reveses.

  • Empresário projeta retorno de Robert Whittaker em no máximo seis meses

    Robert Whittaker não perde um combate desde 2014 – Jon Roberts/ Ag Fight

    Escalado para defender o cinturão dos pesos-médios (84 kg) no UFC 234, Robert Whittaker não chegou nem a pisar no octógono. Isso porque fortes dores na região do abdômen e a necessidade de uma cirurgia urgente de hérnia obrigaram o neozelandês a abandonar o card de Melbourne (AUS). Mas seu empresário tem boas notícias para os fãs do lutador.

    Titus Day revelou que Whittaker teve alta do hospital em que estava internado nessa quarta-feira (13). No entanto, o atleta ainda não tem a permissão dos médicos para retornar para Sydney – onde mora – até a próxima segunda-feira. No momento, o campeão não pode fazer nenhum esforço, mas a condição atual de seu atleta não impediu que seu empresário projetasse seu retorno aos octógonos.

    “Eu diria que ele poderá lutar em algum momento entre junho e agosto, dependendo da recuperação. Espero que mais perto de junho”, declarou o empresário do campeão, em entrevista ao site da ‘ESPN’ americana.

    Portanto, com o prazo de retorno minimamente estipulado, restam três opções para o UFC. Esperar o retorno de Whittaker, promover uma disputa de cinturão interino – provavelmente entre Kelvin Gastelum e Israel Adesanya – enquanto o neozelandês se recupera ou adotar uma decisão mais rígida e destituir o atual campão dos pesos-médios de seu posto.

  • Algoz de Anderson Silva descarta intenção de lutar por cinturão interino do UFC

    Israel Adesanya está invicto na carreira profissional no MMA – Jon Roberts/ Ag Fight

    Após derrotar Anderson Silva em seu último desafio no UFC, Israel Adesanya deu mais um passo rumo à elite dos pesos-médios (84 kg). E, com o campeão Robert Whittaker temporariamente fora de ação, foi cogitado que o nigeriano enfrentasse Kelvin Gastelum pelo título interino da categoria. No entanto, ‘The Last Stylebender’ não parece satisfeito com essa possibilidade, já que estaria interessado apenas no cinturão linear.

    Em entrevista ao programa ‘MMA Hour’, Adesanya recordou que outra lesão de Whittaker também o impossibilitou de enfrentar Gastelum na final da versão americana do programa The Ultimate Fighter (TUF), em novembro de 2018. Deste modo, o nigeriano aponta que a melhor opção para a categoria – e, consequentemente, para ele – seria destituir o cinturão do neozelandês para que ele e o americano disputem o título que ficaria vago. E, quando Robert se recuperasse da cirurgia que teve que fazer no abdômen, às vésperas de enfrentar Kelvin no último final de semana, teria uma chance de reconquistar o seu posto.

    “Dane-se o (cinturão) interino (…). Acho que Robert (Whittaker) deveria ser destituído. Quando ele se recuperar, pode ser o desafiante número um, então eu e Kelvin (Gastelum) devemos lutar pelo cinturão real. (…) Esta não é a primeira vez que ele teve que sair devido a uma lesão ou algo assim. (…) Quando estiver bem, ele pode vir me enfrentar”, projetou o nigeriano.

    No evento do último sábado (9), na Austrália, Whittaker colocaria o cinturão dos médios em jogo contra Gastelum na última luta da noite. No entanto, às vésperas do duelo, o neozelandês acusou fortes dores na região do abdômen que foram diagnosticadas posteriormente pelos médicos como uma hérnia. Com a necessidade de cirurgia, o atleta foi obrigado a abandonar o evento, que, deste modo, passou a ter o embate entre Anderson e Adesanya como atração principal do show.

    Aos 29 anos, Israel Adesanya acumula, até então, 16 vitórias em sua carreira invicta como lutador profissional de MMA. O nigeriano é atleta do UFC apenas desde fevereiro de 2018, mas já soma cinco triunfos na maior organização de artes marciais mistas do planeta.

  • Bellator vincula retorno de Wanderlei ao cage com exames sobre dano cerebral

    Wanderlei Silva confessou já ter sintomas de dano cerebral – Erik Engelhart

    O presidente do Bellator, Scott Coker, pronunciou-se sobre a recente declaração de Wanderlei Silva de que tinha sintomas de Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), doença também conhecida como ‘dementia pugilística’. Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, o mandatário da organização condicionou o retorno do veterano a uma completa checagem te sua posterior liberação para lutar MMA.

    Coker fez questão de ressaltar o respeito aos feitos já obtidos por ‘Wand’ em sua carreira, mas ressaltou que a empresa não colocará o atleta em risco. Além disso, o dirigente destacou que o ‘Cachorro Louco’ já tem um legado como profissional de MMA e que não precisa mais lutar para manter seu nome na história.

    “Nosso objetivo é a segurança do lutador em primeiro lugar. Não vamos nos colocar em uma situação em que o lutador está lesionado ou com questões de concussões e vamos colocá-lo no ringue ou no cage. Isso não faz sentido. Acho que, se Wanderlei quiser voltar, ele precisa passar por uma liberação completa e se certificar de que ele está bem. Eu sou um fã de Wanderlei. Ele já conquistou tudo. O que mais ele precisa fazer? Ele é uma lenda. Para mim, ele não precisa lutar mais para manter a continuidade de seu legado. Ele luta porque quer lutar. Mas, se ele tem problemas sérios, ele deveria cuidar disso, porque isso é para sempre”, afirmou.

    Wanderlei tem 42 anos e luta MMA desde 1996, quando o esporte ainda se chamava vale-tudo. O paranaense começou a carreira lutando muay thai e, recentemente, relatou que, quando jovem, acreditava que ser golpeado com frequência e intensidade aumentava a resistência — quando a verdade é o contrário. Como profissional de artes marciais mistas, Silva tem 35 vitórias, 14 derrotas — sete por nocaute ou nocaute técnico —, um empate e um ‘no contest’ em seu cartel.

  • Liberado pelo UFC, lutador aposta no fim da categoria dos moscas

    A novela sobre o fim da categoria dos pesos-moscas (57 kg) do UFC ganhou mais um capítulo. Após Henry Cejudo ter defendido com êxito o cinturão da categoria mais leve entre os homens diante de TJ Dillashaw, o campeão deu a entender que a extinção da divisão teria sido cancelada. No entanto, os planos do Ultimate são outros — ao menos de acordo com Dustin Ortiz.

    O americano foi recém-liberado do UFC após ser derrotado em janeiro por Joseph Benavidez. Sem contrato, o atleta pretende aproveitar o fim do vínculo com o Ultimate para seguir nos pesos-moscas em alguma outra organização de MMA. De acordo com Dustin, os atletas de 57 kg serão, aos poucos, descartados pela maior liga de artes marciais do mundo – o que culminará no fim da categoria.

    “Eu perdi, e eles me liberaram porque eu não era mais bom o suficiente. Não pegou bem para mim. Não estou mais sob contrato, sou ‘free agent’ agora, e por isso continuarei lutando com 57 kg nas próximas lutas. Dei tudo que tinha. É desapontador que eles estejam acabando com a divisão – se é isso que eles realmente estão fazendo”, lamentou Ortiz, antes de projetar como a categoria deve ser extinta.

    “Realmente acredito que eles estão deixando os caras lutarem até acabar o contrato. Quando perderem, eles vão liberar o atleta do contrato e finalizam com o anúncio de que Henry está subindo para os galos (61 kg) e que não haverá mais lutas entre pesos-moscas (57 kg) no UFC. Vai ser assim. É muito desanimador para todos os lutadores que deram tudo de si pelo esporte serem descartados com tanta facilidade”, completou o americano.

    Antes da superluta contra Cejudo, Dillashaw declarou que não se importava com a situação dos moscas. O campeão dos galos ainda comentou que acabaria com a categoria ao derrotar Henry. Essa indiferença demonstrada por alguns atletas do Ultimate também irritou Ortiz.

    “A coisa toda é decepcionante sobre como eles estão fazendo isso. Você tem lutadores de outras categorias do UFC que nem se importam. Isso é mais decepcionante ainda, pessoas da mesma liga, mesmo ramo, que amam fazer o que você faz, têm a mesma paixão, e não poderiam ligar menos se você irá lutar ou não. É um negócio cruel”, concluiu o peso-mosca.

  • Fora do UFC, companheiro de McGregor migra para o boxe sem luvas

    Fora do UFC, companheiro de McGregor migra para o boxe sem luvas

    Artem Lobov é o mais novo ex-atleta do UFC a assinar com o Bare Knuckle FC (evento de boxe sem luvas). O peso-pena (66 kg) russo, que divide os treinos com Conor McGregor na academia ‘SBG Ireland’, enfrentará o também ex-Ultimate Jason Knight, no dia 20 de abril, em Biloxi, cidade do estado americano do Mississipi.

    Por meio de publicação no Instagram (veja abaixo ou clique aqui), Lobov divulgou o anúncio promocional de sua contratação e escreveu: “Assistam a esses martelos quebrando mandíbulas ao vivo no dia 20 de abril!”, ressaltou, em referência ao seu apelido, ‘The Russian Hammer’ — ‘O Martelo Russo’, em tradução para o português.

    David Feldman, presidente do Bare Knuckle FC, comemorou a chegada de Lobov e projetou o sucesso do ex-lutador do Ultimate na modalidade de boxe sem luvas. “Artem é um ótimo reforço para a nossa equipe, e seu estilo é feito para este esporte”, destacou o mandatário em um comunicado enviado à imprensa.

    Lobov foi dispensado do UFC após perder três lutas consecutivas na organização. Aos 32 anos, o russo soma, até então, um cartel profissional de 13 vitórias, 15 derrotas, um empate e uma luta sem resultado. Já Knight, seu próximo oponente, deu adeus ao Ultimate depois de sair derrotado em quatro combates seguidos e chegar à marca de seis reveses na carreira, que também conta com 20 triunfos.

    https://www.instagram.com/p/Bt1TfpZAfjr/

  • Suspensão médica de Anderson Silva pode chegar a seis meses; entenda

    Anderson precisa de liberação para manter o plano de lutar em Curitiba – Jon Roberts/Ag Fight

    Logo depois de perder um grande combate para Israel Adesanya no UFC 234, no último sábado (9), Anderson Silva manifestou o plano de lutar em Curitiba — provável sede do UFC 237, a ser realizado no dia 11 de maio. Mas as suspensões médicas do evento australiano podem atrapalhar a ideia do ‘Spider’: uma das hipóteses anunciadas na última quarta-feira (13) pela organização prevê um afastamento do brasileiro por seis meses.

    Esta situação ocorrerá se o olho direito do atleta, machucado no duelo, não for liberado por um oftalmologista. A possibilidade, porém, costuma ser citada pelos médicos responsáveis pelo evento apenas por uma questão de prevenção. Normalmente, a suspensão cumprida pelos atletas é a mínima — que, no caso de Anderson, é de somente 30 dias.

    Além do ex-campeão dos médios (84 kg), Adesanya e Ricky Simon também podem ficar fora do octógono por seis meses. No entanto, o nigeriano tem suspensão mínima de apenas sete dias — em um indicativo de que seu olho esquerdo não deve afastá-lo por muito tempo.

    Confira a lista completa de suspensões do UFC 234:

    Israel Adesanya: 180 dias ou até que seu olho esquerdo seja liberado por um oftalmologista; suspensão mínima de 7 dias

    Anderson Silva: 180 dias ou até que seu olho direito seja liberado por um oftalmologista; suspensão mínima de 30 dias — 21 deles sem contato

    Ricky Simon: 180 dias ou até que sua mão direita e seu ombro direito sejam liberados por um médico; suspensão mínima de 45 dias — 30 deles sem contato

    Rani Yahya: 60 dias — 45 deles sem contato

    Montana De La Rosa: 7 dias

    Nadia Kassem: 30 dias — 21 deles sem contato

    Jim Crute: 7 dias

    Sam Alvey: 45 dias — 30 sem contato

    Devonte Smith: 7 dias

    Dong Hyun Ma: 180 dias ou até que seja liberado por meio de um Raio-X na tíbia e na fíbula esquerda; suspensão mínima de 45 dias — 30 deles sem contato

    Shane Young: 180 dias ou até que seja liberado por meio de um Raio-X no pé direito; suspensão mínima de 30 dias — 21 deles sem contato

    Austin Arnett: 30 dias — 21 deles sem contato

    Kai Kara-France: 180 dias ou até que seja liberado por meio de uma ressonância magnética no pulso direito; suspensão mínima de 30 dias — 21 deles sem contato

    Raulian Paiva: 45 dias por machucado no supercílio esquerdo; 30 dias sem contato

    Kyung Ho Kang: 7 dias

    Teruto Ishihara: 60 dias — 45 deles sem contato

    Lando Vannata: 7 dias

    Marcos ‘Dhalsim’: 7 dias

    Jalin Turner: 7 dias

    Callan Potter: 60 dias — 45 deles sem contato

    Jonathan Martinez: 180 dias ou até que seu cotovelo esquerdo seja liberado por um ortopedista; suspensão mínima de 30 dias — 21 deles sem contato

    Wuliji Buren: 30 dias — 21 deles sem contato

  • Ex-campeão do UFC projeta experiência no telecatch como “trampolim” para artes cênicas

    Ex-campeão do UFC projeta experiência no telecatch como “trampolim” para artes cênicas

    Frank Mir é ex-campeão peso-pesado da maior liga de MMA do planeta, o UFC – Jéssica Portasio

    Ex-campeão do UFC, Frank Mir teve um retrospecto vitorioso no MMA, mas, aos 39 anos, o peso-pesado está prestes a dar um novo rumo na carreira. Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, o americano revelou que gostaria de se dedicar às artes cênicas, e o primeiro passo rumo a esses novos ares será se experimentar no ‘wrestling profissional’, também chamado de ‘telecatch’.

    Agendado para estrear nas lutas simuladas no evento ‘Bloodsport’ – da organização ‘Game Changer Wrestling’ – no dia 4 de abril, em Nova Jersey (EUA), Mir destacou que, apesar das atuações ensaiadas, ele seguirá no ramo das artes marciais. Além disso, ele recordou que ex-praticantes do ‘telecatch’ já se tornaram atores de sucesso, a exemplo de Dwayne ‘The Rock’ Johnson, que atuava na maior liga da modalidade, a WWE, antes de fazer sucesso em Hollywood.

    “Eu gosto de experimentar coisas novas e ainda é no gênero de artes marciais. Não vejo nada diferente em relação a fazer um filme. É uma coreografia de dublês. (…) No futuro, gostaria de me dedicar mais a atuação e coisas assim. Acho que o ‘wrestling profissional’ é um grande trampolim. Você vê muitos caras vindo desse mundo. De muitas maneiras, é como um teatro ao vivo. Caras saindo e se apresentando e tendo que agir na hora e ser dublês ao mesmo tempo. Então, eu sempre tive uma grande admiração e respeito pelos caras que fazem isso”, ressaltou.

    Fora do UFC desde 2016, Mir competiu pelo Bellator em seus último dois duelos no MMA, em 2018. Sem as boas atuações de outros tempos, ele foi superado por Fedor Emelianenko, em abril, e por Javy Ayala, em dezembro, e chegou a um retrospecto negativo de quatro derrotas consecutivas. Ao longo da carreira profissional nas artes marciais mistas, o americano somou 18 triunfos e 13 reveses.

    https://www.instagram.com/p/BtH2PfEHXbO/

  • Lutador do UFC explica discurso motivador após vitória no card da Austrália; entenda

    Lutador do UFC explica discurso motivador após vitória no card da Austrália; entenda

    Shane Young explicou o surpreendente discurso após o triunfo – Reprodução/Instagram

    Shane Young conquistou, no último sábado (9), sua segunda vitória no Ultimate ao derrotar Austin Arnett por decisão unânime. No entanto, o que mais chamou atenção nesse combate foi o discurso pouco convencional do neozelandês após a luta. O peso-pena (66 kg) aproveitou seu momento ao microfone para tentar quebrar o paradigma do lutador ‘durão’.

    O atleta tocou em um tema raramente abordado no mundo do MMA: saúde mental. E, três dias após o UFC 234, durante entrevista ao site ‘MMA Junkie’, Young revelou o que o motivou a dar aquele discurso após sua vitória: um histórico de suicídio entre jovens da Nova Zelândia.

    “Acho que como neozelandeses, somos um bando de guerreiros e todos nós curtimos a cultura das lutas. Para alguém vir aqui como um lutador e falar: ‘Eu choro, e eu cuido da minha saúde mental, e converso com homens, falamos sobre nossas emoções’. Saibam que não tem nada de errado nisso. Se eu choro e fico mais forte depois disso, qualquer um também pode. Você não precisa ser um lutador do UFC para ser durão”, afirmou Young logo após sua vitória em Melbourne (AUS).

    Já na última terça (12), ao ‘MMA Junkie’, o peso-pena justificou. Ele explicou que é necessário conscientizar a população para o problema, que tem acometido pessoas cada vez mais jovens. Para Young, é preciso inspirar ou oferecer oportunidades para quem enfrenta dificuldades psicológicas.

    “Eu continuarei falando sobre isso até que esse quadro se reverta. Sei que ano passado duas crianças com menos de 13 anos se mataram. Isso é mais real que o UFC, p****. Se algumas criancinhas estão tirando a própria vida por causa das circunstâncias que estão passando, por que estou aqui ganhando 100 mil dólares em uma luta? Prefiro dar a essa criança uma chance, ou dar a ele ou ela algo para se inspirar”, afirmou.

    De acordo com o Ministério da Justiça neozelandês, no período de 12 meses entre 2017 e 2018, 668 pessoas se suicidaram no país. Este foi o número mais alto desde que o índice começou a ser contado, dez anos antes e o quarto crescimento anual consecutivo.

  • Com Curitiba na mira, Ponzinibbio cobra definição sobre luta com Dos Anjos

    Santiago Ponzinibbio é o atual número sete do ranking do UFC – Diego Ribas

    Muito em breve poderemos assistir um clássico Brasil vs Argentina, mas se engana quem pensa que é no futebol. Apesar da rivalidade estar diretamente atrelada ao esporte mais popular do mundo, o confronto sul-americano da vez diz respeito ao MMA. Isso porque Rafael dos Anjos e Santiago Ponzinibbio sinalizaram positivamente para um combate no UFC 237, dia 11 de maio – só falta o Ultimate bater o martelo.

    Durante entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Gente Boa’, como é conhecido, voltou a demonstrar o interesse em enfrentar Dos Anjos – que também já aceitou o duelo contra o argentino publicamente. Na visão de Ponzinibbio, o ‘clássico dos octógonos’ faz todo o sentido, ainda mais em um card sediado no Brasil – provavelmente em Curitiba.

    “O negócio está estranho. Porque, na verdade, quando eu quis lutar com ele na Argentina ele falou que não queria. E depois eu chamei ele para lutar e ele falou que sim, que aceitava. Foi o que ele disse nas redes sociais, que aceitava. Eu achei uma luta ótima, fiquei esperando lutar com ele. Só que o UFC não fez acontecer a luta, entendeu? Não sei, talvez eles ainda venham a marcar, mas acredito que eu contra o Rafael em Curitiba seria uma luta ótima, porque faz todo o sentido. Sou bem conhecido na América do Sul, ele super conhecido no Brasil. Acredito que os dois fariam uma luta caindo para dentro, saindo na porrada, seria maneiro para os fãs, venderia muito. Acredito que essa luta é interessante em qualquer lugar, pode colocar nos EUA, em qualquer local. E se botar no Brasil, faz mais sentido ainda”, afirmou Santiago.

    Os atletas trocam farpas desde 2018, quando Ponzinibbio desafiou Rafael para o UFC Buenos Aires em novembro. No entanto, o brasileiro recusou o desafio na ocasião e Santiago enfrentou Neil Magny na luta principal do card na Argentina. Agora que os dois meio-médios (77 kg) estão mais próximos um do outro no ranking e já aceitaram se enfrentar, ‘Gente Boa’ não sabe explicar o que falta para o Ultimate oficializar o confronto.

    “Mas não entendo o que passa pela cabeça do UFC, já falei que quero lutar com o Dos Anjos nas redes sociais, falei para o ‘matchmaker’. Ele também disse nas redes sociais que aceitava lutar comigo, não sei se é verdade ou mentira, mas foi o que ele disse. Não sei se o UFC não quer fazer a luta, ou se o Rafael falou que aceitou, mas não aceitou, entendeu? Gostaria muito que essa luta saísse do papel, acharia maneiro para c***. Tomara que saia, estou aqui treinando e pronto para a próxima luta. O Rafael Dos Anjos é o único cara do ranking que não tem luta. Depois, o resto, todos do ranking já tem luta. Então até por isso eu diria que a luta faz sentido. O número 5 contra o número 7 (do ranking), faz todo sentido”, ponderou o argentino, durante conversa com a Ag Fight.

    O brasileiro e o argentino vivem momentos distintos em sua trajetória no MMA. Enquanto Dos Anjos busca redenção após duas derrotas em 2018 – para Colby Covington e Kamaru Usman -, Santiago está no melhor momento de sua carreira, embalado por sete vitórias seguidas no Ultimate.