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  • Johnny Walker nega excesso de autoconfiança: “Sei onde posso brincar”

    Johnny Walker nega excesso de autoconfiança: “Sei onde posso brincar”

    Walker venceu Justin Ledet em sua última luta, em Fortaleza – Leandro Bernardes/Ag Fight

    Johnny Walker se notabilizou pelos nocautes rápidos, mas, sobretudo, pela postura irreverente e autoconfiante. Mas, escalado para enfrentar Misha Cirkunov neste sábado (2), no UFC 235, o brasileiro refutou a hipótese de que sua ‘persona’ de luta seja, de alguma maneira, arrogante. O atleta fluminense comentou ainda a sua ascensão impressionante dentro do Ultimate.

    Questionado pela reportagem da Ag Fight sobre como tem se ‘blindado’ dos efeitos nocivos da escalada de elogios que recebeu após dois nocautes no primeiro round — contra Khalil Rountree e Justin Ledet —, Walker se apressou em afirmar que não há autoconfiança exacerbada de sua parte. Segundo ele, é tudo uma questão de conhecer as próprias capacidades e limitações.

    “Eu não tenho excesso de confiança, eu simplesmente acredito muito e tenho fé na minha pessoa. Sei quais são minhas limitações, sei o que posso fazer, onde posso brincar e onde posso pisar. Se eu não pudesse pisar onde estou pisando, eles não me colocariam aqui. Se eu estou aqui, é porque já estava escrito, com certeza”, declarou.

    Sentindo-se “superior a qualquer lutador”, mas assegurando que não se vê com soberba, o brasileiro, que está de mudança para a Tailândia, afirmou que não tem um plano definido para chegar às primeiras posições do ranking do UFC. “Só sigo o plano de Deus. Ele é meu ‘manager’, como costumo falar. Deixo acontecer conforme ele quer. Eu só luto, treino e espero, nada mais que isso. Vou seguindo e deixando acontecer naturalmente”, ponderou.

    Walker enfrenta Cirkunov na penúltima luta do card preliminar do UFC 235, que será realizado em Las Vegas (EUA). O evento, que terá transmissão do canal ‘Combate’, tem início às 20h30, no horário de Brasília. O card principal, encabeçado pela disputa do cinturão meio-pesado entre Jon Jones e Anthony Smith, está previsto para começar à meia-noite.

  • Adversário de Jon Jones exalta sua postura pré-luta: “Não fui babaca provocador”

    Adversário de Jon Jones exalta sua postura pré-luta: “Não fui babaca provocador”

    Após ascensão meteórica, Anthony Smith enfrenta Jon Jones no UFC 235 – Diego Ribas

    Até o início de 2018, Anthony Smith era um peso-médio (84 kg) sem muito brilho, daqueles que alternam derrotas e vitórias e vãoapenas se mantendo no UFC. A decisão de subir para os meio-pesados (93 kg) após ser nocauteado por Thiago ‘Marreta’, entretanto, mudou os rumos de sua carreira. Desde que chegou na categoria, foram três vitórias, o que lhe garantiu uma chance de lutar contra Jon Jones pelo título. E, uma vez desafiante,  ‘Lionheart’ decidiu evitar o ‘trash talk’ e as ofensas ao rival. Segundo ele, não cabia ser um “babaca provocador”, como está na moda, uma vez que esta postura não o representa como pessoa.

    Em entrevista coletiva realizada na última quarta-feira (27) em Las Vegas (EUA), Smith declarou que não se incomoda de ser o azarão e que as casas de aposta estão apenas fazendo o seu trabalho. Assim, segundo ele, a pouca confiança do público e dos analistas em seu potencial não é um elemento motivador.

    “Isso (de ser o azarão) não me incomoda mesmo. Sei que não devo dizer esse tipo de coisa, mas não ligo. Não fico irritado com as pessoas envolvidas nisso, porque é o trabalho delas dar os dados das casas de aposta. E entendo que o Jones é o melhor de todos os tempos. Então não importa o quão bem eu esteja, a essa altura, eu serei sempre o grande azarão, é assim que as coisas são. Não estou focado nisso, de provar que as pessoas estão erradas, quero mesmo é provar que eu estou certo. Que as coisas que ando dizendo conforme a luta se aproxima aconteçam no sábado”, afirmou, antes de destacar a sua própria postura antes da luta.

    “Na verdade, estou bem mais relaxado do que eu achava que estaria. Porque pensei durante isso todo o camp, mas pensei: ‘Parece normal, é uma luta normal’. Imaginei que ficaria nervoso e talvez reagisse mal, mas isso realmente não está acontecendo, faz parte do curso das coisas, é mais uma luta. Acho que o jeito com que eu me postei, sem ser aquele cara babaca provocador, isso ajuda, porque não mudei quem sou, respondi todas as perguntas da mesma forma que responderia se estivesse lutando com qualquer outro oponente”, completou.

    Smith também comentou de onde vem toda a sua confiança pessoal. De acordo com o americano, ter superado adversidades e adquirido experiência de vida faz com que a opinião dos outros importe cada vez menos.

    “No início, quando as pessoas duvidam de você, você se questiona se isso é a verdade: ‘Eu deveria mesmo estar aqui?’. Mas aí você começa a provar que todos estavam errados. E agora eu acredito em mim mesmo porque eu já estive em tantas situações terríveis de m****, mas superei, dei a volta por cima. Sei que não importa em que situação estou, contra quem lutarei nem onde lutarei, eu acho uma solução, sempre acho”, encerrou.

    Apesar de ter apenas 30 anos, ‘Lionheart’ é um veterano do esporte. Sempre ativo, Smith chegou a fazer seis lutas no mesmo ano duas vezes, o que o ajudou a formar um cartel de 31 vitórias e 13 derrotas como profissional. No UFC, foram sete triunfos e três reveses.

  • Brasileira revela que reação a assalto contribuiu para conseguir luta no UFC

    Polyana Viana fará a sua terceira luta pelo UFC no próximo final de semana – Diego Ribas

    Polyana Viana estava sem atuar no UFC desde agosto de 2018, quando foi superada por J.J. Aldrich. Deste modo, ela buscava retornar ao octógono o mais rápido possível, mas não obtinha o sinal positivo do Ultimate. No entanto, no início desse ano, ela reagiu a um assalto em que dominou o ladrão, e o caso ganhou repercussão no mundo inteiro. E, segundo ela, isso a ajudou a ser escalada no evento do próximo sábado (2), em Las Vegas (EUA), onde enfrentará Hannah Cifers.

    Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, Polyana explicou que o convite do UFC veio logo depois de ela ter atacado o homem que tentou roubar o seu celular, no dia 5 de janeiro. Na ocasião, a atleta foi abordada por um assaltante quando estava na porta do condomínio em que mora no Rio de Janeiro. Após deduzir que a arma do homem era falsa, ela tomou a decisão de golpeá-lo e imobilizá-lo com um mata-leão até que a polícia chegasse. E o feito, além de safar a lutadora do roubo, ainda lhe rendeu um duelo no mesmo show em que Jon Jones defenderá o cinturão dos meio-pesados (93 kg).

    “Já tinha um tempo que eu estava pedindo luta e ainda não tinha conseguido. (…) Esse card já estava fechado, e eles colocaram mais uma luta, que foi a minha. (…) E foi depois da situação do ladrão. Uma semana depois, eu acho”, destacou a peso-palha (52 kg).

    Apesar do alívio inicial, na ocasião, a lutadora viveu momentos de tensão ao se deparar com a notícia de que um promotor de Justiça teria pedido a sua prisão pela prática dos crimes de lesão corporal e “excesso de legítima defesa”. Ainda que inventado, o texto viralizou nas redes sociais, com milhares de compartilhamentos no Facebook. Em conversa com a reportagem da Ag Fight, Polyana detalhou o infortúnio e criticou os adeptos das ‘fake news’ (notícias falsas, em inglês).

    “Eu já tinha noção de como as ‘fake news’ eram prejudiciais. Nunca gostei disso. Mas isso também nunca tinha acontecido comigo. E, quando aconteceu, fiquei apavorada. Não sabia se era verdade, se era mentira… E se espalhou muito rápido. Na verdade, espalhou bem mais rápido do que a notícia de eu ter batido no ladrão. E eu fiquei preocupada. Mandei mensagem para o meu empresário, ele pesquisou o nome do promotor e viu que não existia. Aí entrei em contato com a delegacia, eles procuraram tudo e disseram que aquele mandado também não existia”, explicou.

    “Era tudo mentira, mas só tive certeza mesmo depois que não chegou nada na minha casa, nenhum papel nem nada. Eu não gosto de ‘fake news’ porque acaba deixando a pessoa mal. Até que saia a verdade… Existem vários amigos que sofreram isso de ‘fake news’. Parece que as pessoas não têm o que fazer para ficar inventando. Tem gente que não tem o que fazer para ficar inventando mentira para ganhar mídia, seguidores, não sei”, completou.

    Aos 26 anos, Polyana estreou no UFC em fevereiro de 2018, com vitória sobre Maia Kahaunaele-Stevenson. Apesar do bom começo, a paraense não conseguiu repetir o bom retrospecto e sucumbiu no confronto que realizou seis meses depois. E agora, contra Hannah Cifers – que foi derrotada na estreia pelo Ultimate -, a brasileira terá a oportunidade de alcançar a 11ª vitória em seu cartel profissional no MMA, que também conta com dois reveses.

    “Nós duas estamos vindo de derrota, então as duas estão com vontade de reencontrar a vitória. Acho que as duas estão bem treinadas, e ela também deve ter me estudado. Mas eu acho que a minha vontade de vencer está maior. (…) Em uma entrevista, ela (Cifers) disse que vai me finalizar no segundo round. Então vamos ver se ela realmente vai querer trocar chão comigo”, concluiu.

  • Jon Jones rebate fama de arrogante e questiona postura de Anthony Smith

    Jon Jones retorna ao octógono do UFC neste sábado, em Las Vegas – Diego Ribas

    Até o momento, o clima entre as principais estrelas do card do UFC 235 parece o mais amenos possível. No entanto, em meio à calmaria da semana que antecede o evento programado para este sábado (2) em Las Vegas, Jon Jones ressaltou que seu rival Anthony Smith adotou uma postura de ‘morde e assopra’ através de declarações via imprensa.

    Durante conversa com jornalistas no media day realizado nessa quarta, ‘Bones’ afirmou que o desafiante ao cinturão dos meio-pesados (93 kg) se comporta de maneira normal nos bastidores do show para evitar conflito, mas que por vezes fez declarações que não agradaram o campeão.

    “Bom, ele não foi completamente respeitoso. Ele está fazendo bem o trabalho de não cutucar o urso. Ao mesmo tempo ele diz coisas como ‘a arrogância do Jones não vai permitir ele levar essa luta tão séria”, afirmou o campeão dos meio-pesados do UFC.

    Questionado justamente sobre a fama de arrogante, Jones, campeão mais novo da história do UFC e possivelmente o atleta mais dominante a já ter se apresentado no octógono, deu de ombros e garantiu que em sua vida pessoal não carrega tal estigma. No entanto, quando o assunto é sua carreira, ele, na posição de um dos maiores nomes do esporte de todos os tempos, não poderia passar desapercebido.

    “Se você me conhecer… Se formos ao shopping um dia, se jantarmos, eu te der uma carona… Você vai pensar: “Esse cara é legal”. Eu respeito, tomo conta das pessoas ao meu redor. Mas quando estou no meu trabalho, as pessoas não querem me ver sentado aqui e ser normal. Eles querem ver alguma pimenta. Querem ver o que faz desse cara ser quem ele é”, narrou o campeão.

  • Pedro Munhoz planeja explorar lado emocional de ex-campeão no UFC 235

    Pedro Munhoz planeja explorar lado emocional de ex-campeão no UFC 235

    Munhoz planeja se aproximar do cinturão com uma vitória sobre Cody – Diego Ribas

    Às vésperas da luta mais importante de sua carreira, Pedro Munhoz parece já ter uma estratégia traçada para este sábado (2). O brasileiro, que enfrenta Cody Garbrandt no card principal do UFC 235, revelou, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, que pretende usar o lado emocional de seu adversário para sair vencedor em Las Vegas (EUA).

    Mas, para isso, o peso-galo (61 kg) terá que medir forças na área em que seu rival é especialista: a trocação. No entanto, ao que tudo indica, a possibilidade não assusta Pedro, que, inclusive, arriscou um palpite ousado. O brasileiro também estudou o comportamento do ex-campeão do UFC dentro do octógono para explorar suas brechas.

    “Ele é um cara bem emotivo, que se expõe muito para bater, entendeu? Luta muito com a emoção. Com certeza (vou explorar isso), estudamos algumas coisas ali, no buraco do jogo dele, e vamos trabalhar em cima dessas possibilidades na luta”, analisou Munhoz, antes de revelar o que irá fazer a diferença no confronto.

    “A emoção dele. Quando ele recebe um golpe, recebe um chute, ele vê que tomou golpe, quer devolver imediatamente. Então é um atleta emotivo. O volume de golpes, o ângulo, a finta, vão ser coisas que vão fazer a diferença. (A previsão para o combate é) Segundo round, nocaute”, projetou o paulista.

    Garbrandt é um atleta tradicionalmente provocador. Isso ficou ainda mais em evidência em seus últimos dois compromissos porque a rivalidade que envolve ele e TJ Dillashaw intensificou a troca de farpas entre os atletas. No entanto, para o duelo deste sábado, ‘No Love’ está mais sereno nas palavras, sem aderir ao ‘trash talk’. E para Munhoz, isso tem explicação.

    “Acredito que tenho que ser eu mesmo, não posso chegar e vender uma imagem que não seja eu, vai ficar ‘fake’. E, na real, não tenho nada em particular com ele. Nós nos conhecemos, sou amigo do empresário dele, já tivemos alguns encontros antes e ele parece ser uma pessoa muito gente boa”, explicou Pedro em conversa com a Ag Fight.

    No topo da divisão dos galos, o brasileiro e o americano estão em situações bem distintas na carreira. Enquanto Munhoz vem em ascensão, embalado por uma ótima sequência de vitórias, Cody busca reabilitação após ter sido nocauteado duas vezes por Dillashaw, seu maior rival e atual detentor do cinturão até 61 kg.

  • Mayra ‘Sheetara’ opera joelho e só volta ao UFC no fim do ano

    ‘Sheetara’ venceu Gillian Robertson no UFC São Paulo – Leandro Bernardes/Ag Fight

    Mayra ‘Sheetara’ é uma das principais revelações do MMA feminino brasileiro. Com cartel invicto de cinco vitórias, a atleta da equipe Chute Boxe Diego Lima até hoje só foi parada pelas lesões. E não foi diferente desta vez: conforme apurou a Ag. Fight, a mineira foi submetida a uma cirurgia no joelho esquerdo na última segunda-feira (26).

    O local é o mesmo que ‘Sheetara’ contundiu na luta contra Gillian Robertson, no UFC São Paulo, em setembro do ano passado. Na ocasião, Mayra vinha perdendo o primeiro round quando conseguiu finalizar a canadense em uma chave de braço, faltando cinco segundos para o gongo soar.

    A desistência da adversária, inclusive, salvou a noite da brasileira, que possivelmente não teria condições de voltar para o segundo assalto — tanto que deixou o octógono de cadeira de rodas. Mayra, que passou por uma operação de reconstrução de ligamento, ainda não tem previsão de voltar a treinar. Assim, um retorno ao octógono do UFC deve acontecer só no último trimestre de 2019.

    A cirurgia acontece em um momento curiosamente inoportuno: na última atualização do ranking do Ultimate, publicado na segunda (26), ‘Sheetara’ apareceu pela primeira vez entre as 15 melhores lutadoras do peso-palha (52 kg). A posição, porém, não deve ser mantida por muito tempo, dada a longa previsão de inatividade da mineira.

  • Ben Askren rouba a cena ao dar tapinhas no bumbum de ex-campeão do UFC

    Ben Askren ainda não estreou no UFC, mas já causou como poucos. Se na coletiva de imprensa realizada um mês antes do evento de número 235 o atleta pegou no pé até mesmo de Dana White, na última encarada com Robbie Lawler antes do duelo agendado para este sábado (2) suas provocações ficaram ainda mais intensas.

    Depois de uma rápida tentativa de tirar o ex-campeão meio-médio (77 kg) do sério, Askren esperou o momento de posar para a foto logo após a encarada para aplicar alguns tapinhas no bumbum de Lawler, que pareceu incomodado e rapidamente virou de lado (Veja aqui ou confira abaixo).

    Se a estratégia de abalar psicologicamente o rival fará efeito é difícil de saber, mas o fato é que Askren chega no evento com moral. Invicto após anos de vitórias e conquistas no ONE Championship, evento asiático em que o atleta se sagrou campeão, o americano finalmente poderá colocar à prova suas habilidades diante dos melhores do mundo.

  • Confiante para duelo no UFC 235, Pedro Munhoz almeja cinturão: “Meu momento”

    Confiante para duelo no UFC 235, Pedro Munhoz almeja cinturão: “Meu momento”

    Munhoz descartou a possibilidade de provocar Cody durante a luta no UFC 235 – Diego Ribas

    Normalmente contido em suas declarações, Pedro Munhoz não costuma se empolgar quando fala sobre seus próximos combates. No entanto, até mesmo o peso-galo (61 kg) mudou um pouco sua postura devido às atuais circunstâncias, e não é para menos. Afinal de contas, o brasileiro terá pela frente, no melhor momento de sua carreira, um ex-campeão do UFC: Cody Garbrandt.

    Em seus últimos sete confrontos no Ultimate, Munhoz foi superado em apenas um – e de forma controversa. Já seu adversário vem de duas derrotas seguidas contra seu maior rival e atual campeão dos galos: T.J. Dillashaw. E é exatamente no retrospecto recente que mora a confiança do brasileiro que, durante entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, projetou um objetivo ousado após a realização do card de Las Vegas (EUA) deste sábado (2).

    “Acredito que agora seja o meu momento. Cody é um atleta muito bom, experiente com um poder de nocaute forte, mas estou em um momento melhor que o dele, pelo fato dele ter tido essas duas derrotas e eu estar embalado por duas vitórias contra atletas duríssimos. Acredito que venho em um embalo melhor que o Cody fisicamente e psicologicamente também – porque ele tomou knockdowns, seguidos de nocaute. Eu não tive nenhum knockdown nas minhas últimas lutas, então acho que nessa parte, fisicamente e psicologicamente, estou em um melhor momento”, analisou Pedro, antes de almejar um objetivo ainda mais grandioso.

    “Acredito que sim pelo fato dele ser ex-campeão, uma vitória significante em cima dele, um nocaute ou uma finalização – eu passo para a luta pelo cinturão com certeza”, completou o paulista.

    Com um jiu-jitsu refinado, Munhoz conquistou mais da metade de suas vitórias como profissional de MMA por meio de finalizações. Seu adversário, por sua vez, é um nocauteador nato – dessa forma ele liquidou a fatura em nove de seus 11 triunfos na carreira. Sendo assim, o caminho ideal para o brasileiro seria levar o combate para o chão, correto? Não necessariamente. A parceria em treinos com grandes nomes da trocação fizeram ‘The Young Punisher’, como é conhecido, ganhar confiança em pé.

    “A maioria das minhas vitórias parte de um knockdown. Tenho algumas finalizações que eu gosto de fazer – principalmente a guilhotina que a galera gosta bastante. Mas todas elas (finalizações) partindo de um knockdown, contra o Rob Font e outros vários lutadores. Não sou um cara que busco a queda, procuro a luta em pé e busco o knockdown para poder trabalhar minha parte de chão. Me sinto bem na parte em pé. Desde os 17 treinando com os melhores treinadores: Rafael Cordeiro, já fiz sparring com o Robson Conceição, campeão olímpico de boxe – uma experiência única -, já trabalhei com o Dórea. Então vou te falar, a galera fala que meu carro-chefe é jiu-jitsu, isso e aquilo, mas desde 2007 venho treinando boxe, muay-thai com os melhores treinadores do mundo. Total (confiança na trocação sábado)”, garantiu o atleta da ‘American Top Team’ em conversa com a Ag Fight.

    O UFC 235 é um dos eventos mais aguardados do ano e, além do confronto entre Cody e Munhoz, traz duas disputas de cinturão. Kamaru Usman tentar destronar Tyron Woodley pelos meio-médios (77 kg) na luta co-principal da noite. E no ‘main event’ do show, Jon Jones defende seu título contra o meio-pesado (93 kg) Anthony Smith.

  • Thiago ‘Marreta’ sobe para a quarta posição no ranking dos meio-pesados do UFC

    ‘Marreta’ está agora em quarto no ranking dos meio-pesados do UFC – Dan Wainer

    Thiago ‘Marreta’ é mesmo um legítimo contender dos meio-pesados (93 kg) do UFC. Com o nocaute sobre Jan Blachowicz no último sábado (23), em Praga, o lutador fluminense chegou à quarta posição no ranking da categoria, atualizado na última segunda. Ele antes ocupava o sexto posto.

    O evento da capital da República Tcheca também trouxe uma grande mudança na relação oficial dos melhores pesos-galos (61 kg) da organização. Petr Yan, que dominou John Dodson em três rounds, subiu da 14ª para a oitava colocação. O russo ultrapassou, inclusive, Pedro Munhoz, que encara o ex-campeão Cody Garbrandt neste sábado, no UFC 235, em Las Vegas (EUA).

    Ainda sobre o evento deste fim de semana, Weili Zhang, que enfrenta Tecia Torres na segunda luta do card principal, é outra novidade no ranking — assim como Mayra ‘Sheetara’, que, entretanto, não tem combate marcado no momento.

    Já Georges St-Pierre, que se aposentou oficialmente do MMA na semana passada, ainda não deixou o ranking peso por peso — aquele que inclui atletas de todas as categorias —, mas já caiu três posições. O canadense, ex-campeão dos meio-médios (77 kg) e médios (84 kg), foi do oitavo para o 11º lugar. Ganharam posições TJ Dillashaw (agora oitavo), Conor McGregor (nono) e Stipe Miocic (décimo).

  • Lewis elege ‘Cigano’ o rival mais fraco dos que ele já enfrentou no UFC

    Derrick Lewis volta a fazer um main event no UFC – Diego Ribas

    Derrick Lewis se credenciou a disputar o cinturão do UFC após derrotar atletas de destaque na categoria dos pesos-pesados, como Francis Ngannou e Alexander Volkov. No entanto, ele não repetiu as boas atuações anteriores ao enfrentar Daniel Cormier e sucumbiu diante do campeão. Agora agendado para lutar contra Junior ‘Cigano’, no dia 9 de março, em Kansas (EUA), ‘The Black Beast’ não parece preocupado com o seu próximo oponente, já que elegeu o brasileiro como “o cara mais fraco” em relação aos que ele lutou anteriormente.

    Em entrevista ao canal do YouTube ‘Helen Yee Sports’, Lewis explicou que não considera ‘Cigano’ um oponente tão duro quanto Cormier ou Ngannou. Apesar disso, ele estará frente a frente com um ex-campeão dos pesados do Ultimate. E, como Derrick mesmo destacou, durante as lutas nesta categoria tudo pode mudar em questões de segundos.

    “Ele é, provavelmente, o cara mais fraco que eu vou lutar em comparação com os caras que eu lutei anteriormente. (…) Eu não acho que ele seja o cara mais duro que eu já enfrentei, então vamos ver no dia 9 de março. (…) É a divisão dos-pesos pesados. Não importa se o cara for faixa-preta ou um boxeador profissional. Ainda temos 50% de chance. Somos pesos-pesados, então tudo pode acabar em um soco”, ressaltou.

    ‘Cigano’ conquistou o cinturão do UFC em 2011, após destronar Cain Velasquez com um nocaute no primeiro round. Depois disso, ele ainda defendeu com sucesso o título dos pesados contra Frank Mir, antes de sucumbir diante do americano de origem mexicana, de quem ele havia tomado o posto de campeão. Desde então, o brasileiro tem alternado vitórias e derrotas no Ultimate, o que mudou quando ele triunfou em seus últimos desafios, contra Blagoy Ivanov e Tai Tuivasa.

    Aos 35 anos, ‘Cigano’ buscará no duelo contra Lewis, então, o seu terceiro triunfo consecutivo no UFC. Com números parecidos com os de seu próximo adversário, o brasileiro somou, até o momento, 20 resultados positivos e cinco negativos ao longo da carreira profissional no MMA. Já ‘The Black Beast’, um ano mais novo, acumula 21 vitórias, seis derrotas e uma luta sem resultado no cartel.