‘Cowboy’ é um dos lutadores mais populares do UFC – sobretudo nos EUA – Diego Ribas
O retorno de Conor McGregor aos octógonos está cercado de inúmeras dúvidas, principalmente dos fãs de MMA. Após mais de um ano sem competir, ‘Notorious’ volta à ativa diante de Donald Cerrone, mas já de olho em outros rivais como Khabib Nurmagomedov e Jorge Masvidal. E com esse cenário, alguns torcedores levantaram uma suspeita de que ‘Cowboy’ poderia estar sendo pago para facilitar as coisas contra o falastrão irlandês. No entanto, o veterano americano fez questão de dar fim aos rumores e garantir que não fará ‘corpo mole’ no dia 18 de janeiro, em Las Vegas (EUA), durante o UFC 246.
Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Cerrone destacou que tal postura não condiz com sua índole de atleta. O americano de 36 anos afirmou ainda que prefere lutar de graça do que receber para perder – além de ressaltar que este tipo de esquema não acontece no UFC. Apesar de vir de duas derrotas consecutivas, Cowboy deixou claro que será um desafio e tanto para Conor em seu retorno.
“Não mesmo, não farei corpo mole. Tem um monte de m*** sendo dita por aí. As pessoas falam para mim: ‘Ouvi que você está sendo pago para facilitar’. Não há dinheiro nesse mundo que alguém me pague que faria eu facilitar algo. Nunca conseguiria me olhar no espelho se alguém me pagasse para isso. M***, nunca mesmo. Prefiro lutar de graça do que receber dinheiro para perder de propósito. Esse não sou eu. Vou me esforçar ao máximo, como faço em todas as lutas”, garantiu Donald, antes de falar sobre seu momento no Ultimate.
“Ainda sou número 4 ou 5, ou o que quer que seja. Não é como se tivesse tomado uma surra de alguns vagabundos que estão lá embaixo querendo entrar no ranking. Não sei onde estou agora exatamente, mas ainda estou no topo da lista, com certeza”, completou ‘Cowboy’.
Quanto ao seu adversário, Cerrone adotou uma postura respeitosa, mesmo diante do retrospecto negativo de McGregor. O irlandês não vence um combate oficial desde 2016, quando nocauteou Eddie Alvarez e se sagrou bicampeão do Ultimate – nos pesos-penas (66 kg) e pesos-leves (70 kg).
“Espero o melhor Conor que vocês já viram, de verdade. Ele tem tantas dúvidas e perguntas que precisa responder. Acho que ele está treinando mais do que duro por isso. Está vindo com tudo e acho que vem em sua melhor versão”, concluiu o americano.
Apesar do confronto entre os dois liderar um card numerado, a disputa não envolve nenhum cinturão. O confronto será travado na divisão dos meio-médios (77 kg).
Ex-campeão dos pesos-leves, Edgar quer se aventurar nos pesos-galos (61 kg) – Diego Ribas
A experiência na Coreia do Sul foi muito diferente do que Frankie Edgar esperava, e as notícias ruins não param de chegar. Nocauteado ainda no primeiro assalto por Chang Sung Jung, o ex-campeão peso-leve (70 kg) do Ultimate recebeu um gancho de seis meses. Além do veterano americano, outros cinco atletas também foram suspensos por 180 dias após a realização do UFC Coreia. A lista completa foi divulgada em primeira mão pelo site ‘MixedMartialArts’.
Edgar sofreu uma lesão no osso orbital direito da face e, por conta disso, necessita da autorização e liberação do médico especialista na região – além de cumprir os seis meses estipulados afastado dos octógonos. Assim como Frankie, outros cinco lutadores receberam uma suspensão de 180 dias: Aleksandar Rakic, Doo Ho Choi, Mike Rodriguez, Heili Alateng e Ryan Benoit.
Os brasileiros envolvidos no card, por sua vez, receberam suspensões mais brandas. Amanda Lemos foi a atleta com o menor gancho aplicado – apenas uma semana de descanso obrigatório após a luta. A decisão se justifica, já que a lutadora tupiniquim finalizou sua rival Miranda Granger sem grandes complicações ainda no primeiro round.
Já Raoni Barcelos e Alexandre Pantoja terão que cumprir os mesmos 30 dias de suspensão após suas respectivas lutas no evento – mas por motivos diferentes. O postulante ao título dos pesos-moscas (57 kg) recebeu o gancho por conta de dores no ombro direito, enquanto o peso-galo (61 kg) da ‘Rizzo RVT’ foi afastado por conta da luta dura que transcorreu os três rounds travada diante do russo Said Nurmagomedov.
Confira abaixo a lista de suspensões completas do UFC Coreia:
Chan Sung Jung: período de descanso obrigatório de 7 dias
Frankie Edgar: suspensão médica de 180 dias por lesão na orbital direita (requer autorização do médico oral e maxilofacial); 60 dias de descanso obrigatório, 45 dias sem contato
Volkan Oezdemir: 30 dias por conta de luta dura, 21 dias sem contato
Aleksandar Rakic: suspensão médica de 180 dias por hematoma da canela esquerda (requer autorização do médico da atenção primária), descanso obrigatório de 30 dias
Charles Jourdain: 30 dias por conta de luta dura, 21 dias sem contato
Doo Ho Choi: suspensão médica de 180 dias por ‘TKO’ e lesão no pulso esquerdo (requer autorização do médico ortopedista); 45 dias de descanso obrigatório, 30 dias sem contato
Da Un Jung: período de descanso obrigatório de 7 dias
Mike Rodriguez: suspensão médica de 180 dias ou até ser liberado pelo dentista; 60 dias de descanso obrigatório, 45 dias sem contato
Jun Yong Park: período de descanso obrigatório de 7 dias
Marc-Andre Barriault: suspensão médica de 30 dias por laceração nasal, 21 dias sem contato
Kyung Ho Kang: suspensão médica de 30 dias por laceração da sobrancelha esquerda, 21 dias sem contato
Liu Pingyuan: suspensão médica de 30 dias por laceração da pálpebra esquerda, 21 dias sem contato
Ciryl Gane: período de descanso obrigatório de 7 dias
Tanner Boser: 45 dias por conta de luta dura e laceração palpebral direita, 30 dias sem contato
Seung Woo Choi: 30 dias por conta de luta dura, 21 dias sem contato
Suman Mokhtarian: 45 dias por conta de luta dura e laceração da bochecha direita, 30 dias sem contato
Omar Morales: período de descanso obrigatório de 7 dias
Dong Hyun Kim: 30 dias por conta de uma luta dura, 21 dias sem contato
Alexandre Pantoja: 30 dias por conta de dor no ombro direito, 21 dias sem contato
Matt Schnell: 60 dias por conta de ‘KO’ sofrido, 30 dias sem contato
Raoni Barcelos: 30 dias por conta de luta dura, 21 dias sem contato
Nurmagomedov disse: 30 dias por conta de dor no joelho direito, 21 dias sem contato
Amanda Lemos: período de descanso obrigatório de 7 dias
Miranda Granger: período de descanso obrigatório de 7 dias
Heili Alateng: suspensão médica de 180 dias por lesão no pé direito (requer depuração de raios-X); 30 dias de descanso obrigatório, 21 dias sem contato
Ryan Benoit: suspensão médica de 180 dias por lesão no polegar direito (requer depuração de raios-X); 30 dias de descanso obrigatório, 21 dias sem contato
Depois de ser cortada do plantel de atletas do Ultimate, Liz Carmouche afirmou que o Bellator provavelmente seria sua próxima casa como artista marcial. E a previsão da americana se concretizou, já que Scott Coker, presidente da companhia, confirmou o acerto contratual com a veterana – primeira desafiante ao cinturão de Ronda Rousey no UFC, em 2013.
Durante os bastidores do Bellator 236, sediado no Havaí (EUA) no último sábado (21), Scott e Carmouche confirmaram o acordo para os membros da imprensa presentes no evento. Enquanto o presidente da liga celebrou o acerto com a veterana do UFC, a peso-mosca (57 kg) já demonstrou interesse em debutar o quanto antes na nova organização.
“Estamos prosseguindo no processo de fazer a categoria dos pesos-moscas crescer. Não se surpreendam se no próximo ano esta seja a divisão do nosso torneio feminino. Notícia de última hora para vocês, acabamos de assinar com a Liz Carmouche. Me encontrei com ela ontem, nos sentamos, fizemos um acordo e ela assinou esta manhã. Liz está contratada, ela vai lutar pelo Bellator agora. Outra grande competidora para a categoria até 57 kg”, anunciou Scott, de acordo com o site ‘MMA Junkie’.
Liz é amiga e companheira de equipe de Ilima-Lei MacFarlane, atual campeã peso-mosca do Bellator. As duas, inclusive, já deixaram claro o interesse de se enfrentarem dentro dos octógonos. Mas por ora, uma brasileira pode esfriar os planos das atletas da ‘Team Hurricane Awesome’. Com um cartel irretocável de 10-0 e invicta na liga, Juliana Velasquez desponta como uma das favoritas dentre as postulantes ao título da divisão.
“Espero que as conversas (sobre minha estreia) comecem logo. Estava esperançosa para lutar em novembro ou dezembro no UFC, então quando fui cortada, já estava pronta para lutar, e me mantive assim. Espero que possa lutar já em fevereiro, para voltar o quanto antes. Quero ajudar a organização e a categoria, e dar duro para chegar ao topo, como qualquer uma. Não quero ser a pessoa que chega e já se credencia para o título, porque não é justo com quem tem trabalhado duro”, projetou Carmouche.
Liz se despede oficialmente da companhia de Dana White. A veterana fez história ao se tornar a primeira atleta mulher a pisar no octógono do UFC. Na ocasião, em fevereiro de 2013, Carmouche foi a primeira desafiante ao reinado da lenda do esporte Ronda Rousey no Ultimate. E na oportunidade, ‘Rowdy’ usou sua especialidade – chave de braço – para liquidar a fatura ainda no primeiro round e defender o cinturão.
Jon é apontado por parte da mídia especializada como o maior de todos os tempos – Rigel Salazar
No próximo dia 8 de fevereiro, Jon Jones coloca seu cinturão em jogo pela terceira vez em menos de um ano. Soberano entre os meio-pesados (93 kg) do Ultimate, o americano pretende buscar novos desafios para sua carreira na próxima temporada. Durante a coletiva de imprensa do UFC 247, que contou com a presença da equipe da Ag Fight, ‘Bones’ revelou que pretende subir de categoria e se testar nos pesos-pesados em 2020.
Durante a cerimônia realizada em Las Vegas (EUA), o campeão até 93 kg destacou que concretizou de vez o plano em sua cabeça após vencer Thiago ‘Marreta’, em julho deste ano. Desde a ocasião, Jones afirmou que pretendia realizar uma ‘superluta’ contra Stipe Miocic, detentor do cinturão dos pesos-pesados.
“A hora (da subida de peso) está bem próxima. Não ficaria surpreso se já acontecesse em 2020. Estava com 108 kg há pouco tempo. Agora, vivo com minha nutricionista e construí uma academia na garagem, e me sinto ótimo. Estou com 104 kg e um tanquinho. Estava tentando conseguir uma luta com o Miocic. Achei que iria acontecer, mas ao invés disso temos a trilogia entre Stipe e ‘DC’. Mas neste momento, me sentia realmente pronto para subir ao pesos-pesados e colocar a minha mão em um daqueles grandalhões”, revelou Jones, antes de analisar seu desempenho com o novo peso.
“Depois da luta com o Thiago Santos, estava querendo trazer entretenimento para a divisão dos pesados. Pratico wrestling com meu irmão a vida toda. Treinei com Andrei Arlovski, Overeem e todos esses caras grandes a minha carreira toda, e sempre fui bem. Com 108 kg me movo tão bem quanto nos meio-pesados. Minha versatilidade, me dei conta que consigo fazer muitas coisas que pesos-pesados não conseguem. Golpes rodados, joelhadas voadoras, coisas desse tipo. Me sinto realmente bem (nesse peso”, completou o americano.
Mas para pensar na nova empreitada, Jones tem de primeiro defender seu reinado nos meio-pesados. E o invicto Dominick Reyes pode representar um perigo real para a coroa de Bones. Com um cartel de 12-0 como profissional, o desafiante chega embalado e confiante no seu poder de destruição na luta em pé.
“Sempre vai haver alguém em seguida. Mas sinto que se eu limpar a divisão e ficar esperando novos desafios – não quero sentar em cima do meu título, não estou me escondendo de ninguém. Escolhi o Dominick porque ele parece ser o melhor dos meus desafiantes e estou pronto para dominar o mundo”, concluiu Jon.
Apesar de apalavrada, a trilogia entre Miocic e Cormier ainda não possui data nem local marcado. Sendo assim, é possível afirmar que, caso vença Reyes em fevereiro, Jones só estará apto para se aventurar nos pesos-pesados – ao menos pelo cinturão – em meados de 2020.
‘Durinho’ e ‘Napão’ foram surpreendidos ainda no início de suas lutas – Leandro Bernardes
No último domingo (22), Gilbert ‘Durinho’ e Gabriel ‘Napão’ fizeram parte das duas lutas principais do ‘Submission Underground’ – evento de grappling. No entanto, os brasileiros foram surpreendidos pelos estrangeiros e acabaram sendo finalizados da mesma forma: chave de calcanhar. Enquanto o meio-médio (77 kg) do UFC foi derrotado pelo australiano Craig Jones no ‘co-main event’ da noite, o peso-pesado tupiniquim sofreu um rápido revés diante do especialista americano Gordon Ryan no confronto principal do show.
Tanto Gordon quanto Jones são verdadeiros fenômenos da luta agarrada – sobretudo na modalidade sem kimono, que é disputada no Submission Underground. Mas apesar dos triunfos diante dos brasileiros com apenas um minuto de disputa, os ‘gringos’ demonstraram respeito após a realização do show.
“Este cara está em uma sequência de quatro vitórias seguidas no UFC e ainda assim dá um jeito de competir todo final de semana em eventos de luta agarrada. Toda vez que acho que estou ocupado, lembro a mim mesmo o quão preguiçoso sou, se comparado ao Gilbert Burns”, escreveu Jones através de suas redes sociais.
“Consegui encaixar uma chave de calcanhar externa (sim, elas funcionam) em um minuto contra a lenda Gabriel ‘Napão’. Todo crédito ao Gabriel por aceitar o duelo após sua luta no ‘Bare Knuckle’ contra o ‘Pezão’ (que com certeza era seu principal foco). Esse cara é uma lenda e lembro de assisti-lo lutar contra o Cro-Cop quando tinha uns dez anos. Todo respeito do mundo”, ressaltou Gordon, em sua conta do ‘Instagram’.
Mas nem todos os brasileiros saíram derrotados da competição. Em uma disputa acirrada diante do canadense Micah Brakefield, Gabriel ‘Zangief’ Checco fez com que seu rival desse os ‘três tapinhas’ em sinal de desistência no segundo tempo da prorrogação. O confronto, terceiro em importância do card, precisou ser decidido no tempo extra pois nenhum dos atletas havia conseguido a finalização nos cinco minutos regulamentares do torneio.
Jorge Masvidal emendou três vitórias por nocaute ou nocaute técnico em 2019 – Rigel Salazar
Com uma temporada de 2019 perfeita, Jorge Masvidal ganhou popularidade e, com ela, poder de ‘dar as cartas’ na companhia. Atual detentor do cinturão ‘BMF’ (atleta mais ‘durão’), o americano parece interessado em dois rivais dentro do Ultimate no momento: Kamaru Usman e Conor McGregor. E por mais que a luta diante de ‘Nigerian Nightmare’ represente uma disputa de título dos meio-médios (77 kg), ‘Gamebred’ parece se interessar mais por um confronto com o falastrão irlandês.
Em entrevista ao canal ‘FanSided MMA’ do Youtube, Jorge justificou sua preferência pelo ponto de vista financeiro. Um eventual combate contra Conor atrairia um pagamento maior do que um ‘title shot’ diante de Usman. Mas apesar do atual interesse no irlandês, Masvidal não descartou um duelo contra o campeão de sua categoria.
“Conor não vai estar por aí (competindo) para sempre. Quem quer que esteja com o cinturão, sempre estará lá. Sempre terá um campeão meio-médio (77 kg). Qual o problema se esse cara que está há 16 anos no esporte escolher o pagamento (ao invés do cinturão). Lutaria contra um matador, bicampeão, um verdadeiro ‘sniper’ com a mão esquerda – e ainda por cima embolsarei um grande cheque de pagamento. Qual o problema nisso? Nenhum. Faço isso há 16 anos, amigo. Antes mesmo de ser cogitado para o título, tive que me tornar famoso. Sabe o quão difícil foi?”, justificou Gamebred, antes de provocar Kamaru.
“Quando eu lutar com o Usman, vou quebrar a cara dele. Vou fazer ele passar vergonha, é isso que vou fazer. Ele não pode comigo, é muito unidimensional. Não tem aquilo que te eleva ao nível acima. Então o que você acha que vai acontecer quando eu colocar minhas mãos nele?”, completou o meio-médio americano.
Além dos possíveis rivais no MMA, Masvidal já deixou claro seu interesse em realizar uma disputa de boxe contra pugilistas renomados como Saul ‘Canelo’ e Floyd Mayweather – que abandonou a aposentadoria recentemente para realizar uma parceria com Dana White, presidente do UFC.
Ex-campeão dos pesos-leves, Edgar quer se aventurar nos pesos-galos (61 kg) – Diego Ribas
Frankie Edgar tomou uma decisão arriscada ao aceitar ser o substituto do lesionado Brian Ortega e competir diante de Chang Sung Jung no UFC Coreia com apenas duas semanas de antecedência. Com pouco tempo de preparação, o americano foi presa fácil para o ‘Zumbi Coreano’, que venceu por nocaute técnico ainda no primeiro round. Após o revés, o ex-campeão peso-leve (70 kg) do Ultimate compartilhou sua experiência sobre o evento.
Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), Edgar lamentou a derrota mas ressaltou a necessidade de seguir adiante na carreira de cabeça erguida. De forma bem-humorada, o veterano sugeriu que deve se livrar do novo corte de cabelo, ao dar a entender que o visual não lhe deu tanta sorte no octógono.
“Bem, as coisas não saíram bem como eu planejei aqui na Coreia do Sul, mas ganhar como homem e perder como um também. Tiro o meu chapéu para o ‘Zumbi Coreano’ pela grande performance. Acho que talvez seja a hora de cortar meu cabelo. Obrigado família, equipe e fãs pelo amor e apoio”, escreveu Edgar.
Apesar das mensagens de apoio ao lutador, alguns fãs se manifestaram a favor de uma possível aposentadoria de Frankie. Aos 38 anos, o americano venceu apenas um de seus últimos quatro compromissos na organização de MMA mais famosa do planeta.
Well not what I had planned coming out here to South Korea, but win like a man and lose like one too. Hats off to the @KoreanZombie on a great performance. I think it may be time to cut this damn hair. Thank you to my family, team, and fans for the love and support. #Fe
Donald Cerrone mira recuperação no Ultimate após duas derrotas – Diego Ribas
O dia 18 de janeiro de 2020 vai marcar o retorno de Conor McGregor ao Ultimate. O irlandês vai encabeçar o card do UFC 246, em duelo diante de Donald Cerrone, válido pelos meio-médios (77 kg), em Las Vegas (EUA). Responsável por “receber” o irlandês de volta ao octógono, o ‘Cowboy’, ao contrário de muitos atletas que enfrentam o ‘Notorious’, descartou o uso de ‘trash talk’ para este confronto e vai se manter no mesmo estilo.
Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, Cerrone destacou que não pretende usar os últimos problemas pessoais de McGregor, como acusação de violência sexual e uma agressão contra um idoso em um bar, para atacá-lo e deixá-lo desconfortável antes da luta entre eles. De acordo com o americano, ele tem algumas semelhanças com o irlandês.
“Não sou um cara que fala muito (palavrão). Não faço nada maluco em público ou estranho para que ele tenha coisas ruins a dizer. O que ele pode inventar e dizer? Eu não vou falar mal dele. Ele faz a vida e, o que ele quiser, ele pode. Sou tão selvagem e louco como ele, mas de uma maneira diferente. A mídia continua me perguntando: ‘O que você acha do problema que ele causa?’ Qualquer coisa que ele faça, as pessoas querem fazer um barulho grande. Essa é a vida dele. Eu nunca iria explorar algo assim. De jeito nenhum”, disse o americano, antes de frisar que tem a impressão que verá a melhor versão de McGregor no octógono.
“(Espero) o mesmo cara faminto que sempre houve. Ele está vindo para bater na minha cabeça. Há muito peso nessa luta, então provavelmente vou conseguir o melhor Conor McGregor”, completou.
Nos últimos anos, Conor McGregor é sinônimo de altas cifras para o UFC, por atrair um grande público em qualquer evento que participe. Dessa maneira, enfrentá-lo poderia significar uma boa bolsa. Ciente dessa ideia, Donald Cerrone fez questão de esclarecer que sobre o montante que vai receber por esse duelo e brincou.
“Meu contrato é bom com o UFC de qualquer maneira, mas não é a luta que todo mundo pensa. É como, ‘Oh, você está lutando com Conor, você está com a vida ganha’. Não é assim. Recebi um pouco mais de dinheiro, então isso é legal. Mas não é como se eu pudesse me aposentar depois disso, comprar um iate e ver vocês no Caribe”, contou.
Sem lutar desde outubro de 2018, quando foi derrotado por Khabib Nurmagomedov em disputa pelo cinturão peso-leve do Ultimate, Conor McGregor retorna aos octógonos após inúmeras polêmicas e incidentes em sua vida pessoal. Já Cerrone vem de duas derrotas consecutivas, a última delas para Justin Gaethje em setembro deste ano. O duelo entre eles será válido pelo peso-meio-médio (77 kg).
Ilara Joanne derrotou Bec Rawlings no Bellator 231 – Lucas Noonan/Divulgação Bellator
Aos 25 anos, a jovem promessa da ‘Pitbull Brothers’ Ilara Joanne fará sua segunda apresentação no cage do Bellator no próximo dia 28 de dezembro, quando encara Kana Watanabe, em evento que será realizado na Saitama Super Arena, no Japão. Em conversa exclusiva com a reportagem da Ag. Fight, a cearense – que se encantou pelas artes marciais na infância ao assistir filmes com a temática de luta – comentou sobre a gratidão pelo papel exercido pelos irmãos ‘Pitbull’ em sua carreira, seus treinamentos durante a preparação com Henry Cejudo, campeão peso-galo (61 kg) do UFC, além de projetar uma futura disputa pelo cinturão peso-mosca (57 kg) da entidade americana.
Através dos filmes de artes marciais que passavam em sua televisão, Ilara – natural do interior do Ceará – teve a oportunidade de conhecer e se apaixonar pela luta. Já residindo em Fortaleza, a jovem ingressou na capoeira, seguida do muay thai e do jiu-jitsu. O caminho para o MMA era natural, e a lutadora estreou já como profissional na modalidade. E de acordo com ela, esta experiência foi fundamental para decidir seu futuro como atleta.
“Eu morava no interior do Ceará e lá ninguém ouvia falar em artes marciais, tudo que eu via era na televisão, com os filmes do Jackie Chan, ‘O (Grande) Dragão Branco’. E desde criança sempre foi meu sonho fazer isso, mesmo sem o entendimento de que isso poderia me trazer um retorno financeiro, esse sempre foi o meu sonho de infância. Eu tive a primeira oportunidade de ter contato com as artes marciais na capoeira, quando me mudei para Fortaleza. Aí uma coisa foi levando a outra: capoeira, muay thai, jiu-jitsu. Fiz algumas lutas de muay thai, de jiu-jitsu, e estreei no MMA, já no profissional. Depois dessa primeira luta eu tive certeza que era isso que eu queria para a minha vida”, relembrou Ilara Joanne.
De Fortaleza para Natal, onde mora e treina hoje em dia, a cearense encontrou nos irmãos Patrício e Patricky ‘Pitbull’ o suporte necessário para evoluir e alcançar o patamar atual, em um dos maiores eventos de MMA do mundo. Grata pela tutelagem recebida na equipe ‘Pitbull Brothers’, a lutadora afirmou que sempre se espelhou na trajetória dos potiguares.
“Acredito que, hoje, eu devo tudo a eles e a Pitbull Brothers. Tudo que vem acontecendo de bom na minha vida, eu devo primeiramente a Deus, mas se não fosse por eles eu não estaria onde eu estou agora. A minha equipe migrou para ser Pitbull Brothers de Fortaleza, então eu sempre tive eles como espelho, mesmo antes de vir para Natal. E depois de vir para cá, nem se fala. Tudo que vem acontecendo é por conta deles”, contou a lutadora peso-mosca.
Ilara estreou no Bellator com vitória por finalização sobre Bec Rawlings em outubro deste ano, seu terceiro triunfo consecutivo, e nono na carreira. Experiente, apesar da pouca idade, a cearense destaca este fator como fundamental para sua boa estreia, além de afirmar que a experiência adquirida antes de assinar com a organização americana lhe deixou pronta para uma disputa pelo cinturão da categoria, a qual ela espera que ocorra em breve.
“Acho que a gente não pode atropelar etapas e toda essa minha trajetória antes do Bellator serviu para eu ganhar experiência e calma. Talvez se eu tivesse entrado com menos lutas, o resultado não teria sido tão positivo quanto foi na minha estreia (no Bellator). Agora, eu acumulei bastante experiência, acredito que as etapas que eu passei foram as que eu precisava para chegar em um cinturão. E agora estou pronta, só esperando minha chance, a minha vez”, declarou Ilara, antes de comentar sobre a atual campeã peso-mosca, Ilima-Lei Macfarlane, que defende seu cinturão neste sábado (21) contra Kate Jackson, no Bellator 236, no Havaí (EUA).
“Ela (Ilima-Lei Macfarlane) vai continuar com o cinturão, tem um grappling bem superior ao da adversária. Com certeza o jogo dela encaixa com o meu. Inclusive, a gente já fez um treino juntas em Curitiba e foi um treino bem movimentado e agora, ainda mais treinando aqui, eu tenho certeza que eu posso vencê-la. Foi um treino de grappling, a gente fez um treino bem equilibrado, mas eu tenho certeza que, com a experiência que eu ganhei aqui, hoje eu sou superior”, contou a atleta, conhecida como ‘Arya Stark’, personagem da série de sucesso ‘Game of Thrones’, da qual é fã.
Assim como a personagem que dá a ela o apelido, Ilara busca destronar a principal ‘vilã’ da categoria. No entanto, antes de pensar em disputar o cinturão da divisão, a brasileira precisa superar sua próxima oponente, a japonesa Kana Watanabe. Invicta no MMA profissional após nove lutas, a lutadora asiática promete atrapalhar os planos da brasileira. Porém, a cearense teve reforços de peso durante a sua preparação para o duelo. Henry Cejudo – campeão peso-galo do UFC e recentemente destituído do título dos moscas –, Kelvin Gastelum, sétimo colocado no ranking peso-médio (84 kg) do Ultimate, além de Eric Albarracin, treinador de wrestling de longa história em solo brasileiro, vieram ao Brasil, mais especificamente para Natal (RN), e participaram de alguns treinos na academia ‘Pitbull Brothers’.
“Como eu já vinha de um camp, eu estava praticamente pronta. A gente só direcionou os treinos para a minha nova adversária. A coincidência do (Henry) Cejudo estar aqui foi muito feliz para mim. Ele somou bastante nos meus treinos, o ‘capitão’ (Eric Albarracin) também, eles sabem muito de quedas, até um pouco de judô, então me ajudaram bastante. Agregaram muito nos treinos de defesa de queda, foi bastante importante para mim, um treino de wrestling muito forte. Sem falar na energia que eles trazem (para a academia), a galera fica instigada para treinar, foi muito proveitoso”, concluiu a cearense.
No MMA profissional desde agosto de 2013, Ilara Joanne possui nove vitórias e quatro derrotas em seu cartel. Além do combate entre a brasileira e a lutadora da casa Kana Watanabe, o Bellator 237 terá em sua luta principal o duelo entre duas lendas, Fedor Emelianenko e Quinton ‘Rampage’ Jackson.
Jorge Masvidal não descartou duelo contra Conor McGregor – Jason Silva/PXImages
Jorge Masvidal parece ter gostado da recente declaração de Owen Roddy, treinador de Conor McGregor, em que o irlandês já mirava um duelo contra ele após derrotar Donald Cerrone, em confronto marcado para o dia 18 de janeiro, no UFC 246. Sem papas na língua, o americano aprova essa possível luta e adotou um discurso de ‘morde e assopra’, provocando e elogiando o ex-campeão do Ultimate.
Em entrevista ao podcast ‘Pardon My Take’ da ‘Barstool Sports’, o atual campeão do ‘BMF’ (maior ‘durão’ de todos) vê com boa possibilidade fazer um embate contra o ‘Notorious’ por uma boa quantia de dinheiro e reafirmou que tem todas as armas para derrotá-lo. Entretanto, tirando as provocações comuns, o ‘Gamebred’ elogiou o europeu.
“Quero desfigurar o rosto dele. Não me importaria de pegar um cheque legal e dar um soco na bunda dele, porque ele um péssimo filho da p***. Ele tem dois cinturões dos penas (66 kg) e dos leves (70 kg), categorias que não são fáceis de ganhar. Nas duas vezes em que ganhou o cinturão, foi inquestionável. Não houve oposição. Não era uma luta. Foi só ele que entrou lá, fez o que queria e voltou para casa com o cinturão. Então, eu definitivamente gostaria de lutar com ele”, afirmou o peso-meio-médio (77 kg) da organização, antes de dizer que pode negociar esse duelo contra McGregor, mas após o próximo compromisso do ex-campeão da organização..
“Estamos trabalhando nisso. Esperamos que tenhamos uma data marcada após 18 de janeiro”, completou.
No melhor ano de sua carreira, Jorge Masvidal viu sua popularidade aumentar exponencialmente. Após nocautear Darren Till e Ben Askren, este último em apenas cinco segundos, o nocaute mais rápido na história do UFC, o meio-médio duelou com Nate Diaz, em novembro deste ano, no UFC Nova York, pelo cinturão ‘BMF’.