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Johnny Walker enaltece nova fase após treinos com GSP: “Sei o que fazer agora”

Brasileiro voltará aos octógonos após camp na Tristar Gym, em Montreal (CAN) – Carlos Antunes

Uma sequência de nocautes define bem o primeiro ano de Johnny Walker no UFC. A carreira do brasileiro na organização já conta com quatro lutas, todas finalizadas no primeiro round. As três primeiras tiveram saldo positivo, enquanto sua última foi marcada por uma derrota em pouco mais de dois minutos, em novembro do último ano, para Corey Anderson. Por isso, ainda mais após a brusca mudança de camp, voltar aos octógonos e tentar sair vitorioso pode parecer um desafio a mais para o meio-pesado (93 kg). No entanto, todos esses altos e baixos não parecem ter afetado a autoestima do atleta, que esbanjou confiança ao contar que treinou na Tristar Gym, academia do ex-campeão peso-médio (84 kg) e meio-médio (77 kg) Georges St-Pierre, em Montreal (CAN).

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, nessa quarta-feira, Walker relembrou seu período em terras canadenses, quando teve a oportunidade de aprender com Firas Zahabi, treinador de St-Pierre. O brasileiro, nascido em Belford Roxo (RJ), lutará no próximo sábado (14), no UFC Brasília, contra o ucraniano Nikita Krylov. Ele se intitula como um “eterno aprendiz” e, portanto, deixou clara a vontade de retornar à Tristar Gym, onde teria treinado com vários atletas de diferentes nacionalidades.

“Foi muito bom, ele (St-Pierre) é bem menor, mais leve do que eu, mas treina duro no chão. Tem um jiu-jitsu bom, faixa preta, e me deu várias dicas. O cara é muito gente boa, muito simpático”, enfatizou o lutador, ressaltando que o canadense teria sido muito humilde na hora de dar conselhos. “Eu vou voltar para treinar com o Firas, tenho muita coisa para aprender com ele. Gostei da academia, gostei do profissionalismo deles lá. Tenho muita coisa para aprender”, completou Walker.

“Estou focado e mudei tudo ao meu redor. Mudei de coach, de manager, fui para uma academia melhor. Estou com pessoas boas ao meu redor, energia positiva, todo mundo conspirando a meu favor, o universo conspirando a meu favor”, analisou o meio-pesado. “Sei o que fazer agora. Não quero cometer os mesmos erros, não quero cometer os erros de outras pessoas e quero aprender com os erros dos outros também. Então estou 100%, irmão, dessa vez vai”.

O nocaute sofrido em 2019, contra Corey Anderson, no UFC 244, foi seguido pelas polêmicas entre o brasileiro e sua equipe. O lutador acusou seu ex-treinador, Leonardo Gosling, de não ter pago uma dívida de 30 mil dólares. Isso o teria levado à ruptura com o grupo anterior. Desde então, o atleta demonstrou interesse em se fixar em alguma academia e teria começado as buscas pela Tristar Gym.

“Se eu ficar igual no Corey, o cara (Krylov) vai me bater e me nocautear. Então, se eu jogar os golpes, se acertar ele, não tem o que ele fazer. Vou trucidá-lo, ele não vai aguentar meus golpes. Não posso hesitar muito, eu tenho que ir, mas com cautela. Não posso esperar muito porque o golpe que eu der nele, ele vai sentir. (…) Não posso deixar ele me acertar, tenho que acertar primeiro”, contou o lutador sobre a tática para sábado. “Quero finalizar (a luta), nocauteá-lo no primeiro, no segundo ou no terceiro (round). Não quero deixar a luta na mão do juiz não”.

Walker também destacou a vontade de voltar rapidamente aos octógonos e cogitou até o UFC 250, que será realizado no dia 9 de maio, em São Paulo. Para isso, ele pretende sair ileso do confronto.

O brasileiro de 27 anos acumula três vitórias frente a uma derrota no Ultimate e declara que faz parte da nova geração do esporte. Ele almeja, assim, enfrentar e derrotar o grande campeão da categoria, Jon Jones, encerrando assim a carreira do americano.

O UFC Brasília marcará o combate de Walker com o ucraniano Krylov. O evento será realizado no Ginásio Nilson Nelson, na capital do país, neste sábado.

 

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