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Entrevistas

Karol Rosa narra sensação inédita de lidar com ferimento durante luta no UFC

No último sábado (6), Karol Rosa viveu algumas experiências novas até então em sua trajetória no MMA profissional. Além de fazer seu debute em Las Vegas (EUA) e encarar uma adversária estrangeira pela primeira vez, a peso-galo (61 kg) precisou conviver com um intenso sangramento durante a luta, fato inédito em sua carreira, mas que não a impediu de dominar as ações e superar a panamenha Joselyne Edwards, na decisão unânime dos juízes, pelo card preliminar do UFC Vegas 18.

Em conversa com a imprensa durante a coletiva pós-show (veja acima ou clique aqui), Karol analisou a experiência inédita na carreira e destacou que o sangramento abundante serviu como motivação extra para seu desempenho. Apesar disso, a capixaba admitiu que parte de sua performance acabou afetada pela presença excessiva de sangue, tanto no seu corpo como no da sua oponente, o que teria dificultado algumas de suas ações, especialmente na luta de solo.

“Eu também nem percebi quando cortou, nem vi qual golpe que foi (o causador do corte). Mas quando eu vi o sangue – foi a primeira vez, em todas as minhas lutas, que eu sangrei desse jeito – eu fiquei até empolgada: ‘Caraca, é isso mesmo. Está saindo sangue, vamos que vamos’. Quando eu vi o sangue, me empolgou ainda mais porque eu percebi que realmente amo o que eu faço. Eu poderia sangrar até morrer, mas eu ficaria ali”, brincou Karol, antes de admitir que o sangramento atrapalhou seu desenvolvimento na luta de chão.

“Eu estava buscando algumas finalizações, mas tinha muito sangue. Eu até tentei pegar uma americana, mas estava escorregando, não tinha firmeza. Eu tinha treinado um golpe com meu mestre, de ir para o leg lock, mas eu acabei não indo também justamente por causa do sangue. Estava escorregando muito, eu acabei ficando com medo de tentar pegar e escorregar. O sangue me atrapalhou um pouco, sim. Ficou bem escorregadio”, concluiu.

Com o resultado no UFC Vegas 18, Karol Rosa agora soma três vitórias consecutivas desde que estreou na principal organização de MMA do mundo. Ao todo na carreira, a atleta da equipe ‘PRVT’ acumula 14 triunfos e três reveses, todos antes de entrar para o Ultimate.

Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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