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Confiante! Durinho compara Mike Malott com últimos rivais do UFC: “Não é um monstro”

Em números frios, Gilbert Burns vive a sua pior fase como lutador profissional de MMA, pressionado por quatro derrotas consecutivas. Neste período, entretanto, o brasileiro enfrentou somente a elite da categoria: dois ex-campeões e dois prospectos postulantes ao título dos meio-médios (77 kg). Sendo assim, por mais que admita o momento turbulento, ‘Durinho’ tem discernimento que o nível de competitividade foi bastante desafiador. Essa, porém, não parece ser a sensação do faixa-preta de jiu-jitsu às vésperas de seu combate contra Mike Malott no UFC Canadá deste sábado (18).

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Durinho comparou seu próximo oponente com seus últimos algozes no Ultimate. Por mais que reconheça as credenciais de Malott, atleta que classificou como “completo”, o brasileiro não o coloca na mesma prateleira de nomes como Belal Muhammad, Jack Della Maddalena, Michael Morales e Sean Brady. Não à toa, o canadense sequer figura no top 15 do ranking da categoria no momento. Desta forma, Gilbert deixa a desconfiança de lado e projeta um desfecho positivo no confronto que está por vir.

Gostei de estar em mais um ‘main event’, de lutar contra o Mike Malott. É um cara bom, completo, mas não é um desses monstros assassinos que eu estava lutando, que nem Jack, Belal, esses caras (risos). É um bom teste para mim, tenho muito mais experiência que ele. Vou dar meu máximo, estou com muita vontade de ganhar. Esse jejum de vitórias me deixou com muita fome. Estou com muita vontade, estou faminto. A estratégia já está feita, treinamento foi feito. E acredito que vai dar bom, vai ser uma grande vitória. Estou precisando e querendo, com vontade. Fiquem na torcida!”, destacou Durinho.

Treinos adaptados

Próximo dos 40 anos, Gilbert Burns sabe que sua trajetória nos esportes de combate está mais próxima do fim do que do começo. Até por conta disso, o brasileiro tem adaptado boa parte de sua rotina como atleta profissional. Com uma experiência que só o tempo de carreira concede, Durinho admite que os treinos não são tão árduos como os de outrora, mas, por outro lado, são bem mais inteligentes e específicos.

Estou com 39 anos, faço 40 em julho. Aí tem que adaptar os treinos. Não dá para treinar que nem um louco, como eu treinava antes. Porque a recuperação já não é mais igual a de antes. Mas não tem problema. Hoje em dia eu observo os coroas. Por exemplo, o Cub Swanson lutou bem para caraca. Você acha que ele treinou como ele treinava? Não. O Glover, o próprio Poatan, que vai fazer 39, não está treinando que nem um louco. Você não vê ele treinando duas ou três vezes por dia. Tem que mudar, a gente já tem essa experiência. É adaptar, mas treinando duro ainda. Mas agora tenho recuperação, sauna, fisioterapia, massagem, tudo todos os dias”, relatou o faixa-preta.

Durinho e Malott fazem a luta principal do UFC Canadá. Além do faixa-preta, mais quatro brasileiros entram em ação no evento deste sábado. Também no card principal do show, Karine ‘Killer’ Silva enfrenta a ‘atleta da casa’ Jasmine Jasudavicius. Por sua vez, Thiago Moisés encara Gauge Young. Já o estreante Márcio ‘Ticotô’ Barbosa mede forças com Dennis Buzukja. Por fim, na porção preliminar do show, Allan ‘Puro Osso’ Nascimento duela contra Mitch Raposo.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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