Às vésperas do UFC Seattle, no fim de março, Alexa Grasso chegava pressionada por uma situação inédita em sua carreira no MMA profissional. Pela primeira vez em sua trajetória, a mexicana entrava em ação vindo de duas derrotas consecutivas. Com a corda no pescoço, a ex-campeã peso-mosca (57 kg) mostrou resiliência e ‘atropelou’ Maycee Barber ainda no primeiro assalto, voltando à coluna das vitórias em grande estilo. Mas para colocar um ponto final na fase turbulenta, a striker de Guadalajara precisou reforçar um aspecto crucial de seu jogo: o lado mental.
Duas semanas após o embate, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Grassou revelou que realizou um trabalho específico com uma profissional da área. Para além de afiar suas habilidades, a ex-campeã admitiu que precisou recobrar a confiança após ser superada, em sequência, por Valentina Shevchenko, em 2024, e Natália Silva, em 2025. Obstinada, Alexa não só voltou a vencer, como protagonizou um dos momentos mais impressionantes do UFC na atual temporada. Não à toa, embolsou, à época, R$ 525 mil pela ‘Performance da Noite’ no card de Seattle.
“Sim, a verdade é que sim (tirei um peso das costas). Definitivamente (precisei de um trabalho especial). Quando você treina o corpo, é uma coisa, mas treinar aqui, a cabeça (é diferente). Eu treinei com uma ‘coach mental’ também. Foi um trabalho muito forte, porque não é fácil. Não foi fácil, não vou mentir. Foi um momento difícil na minha vida. Mas estou muito feliz e orgulhosa de mim mesma porque nunca desisti e prometi: ‘Vou voltar bem, muito melhor que antes’. Falei com meus treinadores: ‘Temos que ganhar a próxima: sim ou sim!’. Treinamos muito forte, porque sabia o quão perigosa era a Maycee Barber. A ideia era essa: treinar tão forte para finalizar a luta. Estou muito orgulhosa porque essa era a missão”, frisou.
Desejo pessoal
Atualmente na terceira posição e vindo de grande triunfo, Grasso se recolocou na briga por uma disputa de cinturão. Mas por ora, a mexicana evita fazer campanha nesta direção. Seu maior desejo, no momento, é simbólico. Disposta a competir em casa pela primeira vez dentro do UFC, Alexa admitiu que lutar em um evento da liga em Guadalajara seria um sonho concretizado. Em 2025, o Ultimate chegou a programar um show na cidade em que a mexicana nasceu e cresceu. Mas a sede foi posteriormente transferida para San Antonio, no Texas (EUA), por problemas de infraestrutura no local de origem.
“Eu sigo o que o UFC fala, mas eu tenho um sonho de fazer de novo uma luta no ‘Noche UFC’. Eu gostaria muito que a organização fosse para a minha cidade, onde eu nasci, cresci, onde treino o tempo todo. Imagina? Isso seria o melhor cenário possível. Sim (em Guadalajara). Pode ser a primeira vez. Não é oficial (que vai ser lá), mas é um sonho que eu tenho. Espero com todo meu coração que seja possível”, projetou Grasso.
Aos 32 anos, Alexa não dá sinais de desaceleração. Muito pelo contrário. Disposta a retomar o posto de campeã que já foi seu, a striker se mostra ansiosa para voltar à ativa. Caso tenha seu desejo de competir novamente no ‘Noche UFC’ realizado, a tendência é que Grasso pise novamente no octógono mais famoso do mundo em setembro – mês que normalmente o Ultimate promove os shows em homenagem à Independência do país latino-americano.
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