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Alex Poatan defende árbitro após polêmica interrupção no UFC 295: “Acertou”

Na noite do último sábado (11), Alex Pereira fez história ao nocautear Jiri Prochazka na luta principal do UFC 295, em Nova York (EUA), e se tornar o primeiro lutador brasileiro homem a conquistar dois cinturões em categorias diferentes na organização – e apenas o 9º em todos os tempos entre todas as nacionalidades. Porém, o triunfo que lhe garantiu o título dos meio-pesados (93 kg) do Ultimate foi parcialmente ofuscado pela ação do árbitro Marc Goddard, que na opinião de parte da comunidade do MMA interrompeu o combate de forma prematura. Ciente da polêmica, ‘Poatan’ saiu em defesa do profissional.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight (clique aqui), Alex Poatan concordou com a intervenção do mediador da disputa que colocou um ponto final no duelo contra o tcheco ainda no segundo round. Para o brasileiro, Goddard acertou ao tomar a decisão de interromper o combate no momento em que Jiri Prochazka se viu em uma condição vulnerável, já abalado pelos potentes golpes desferidos pelo paulista, preservando, assim, a integridade física do ex-campeão.

Com certeza o árbitro acertou. Tinha muita coisa para acontecer ainda, nós dois ali no gás. E o árbitro está ali para isso. Imagina eu por cima (na montada) e o cara sentindo as porradas. Eu ia começar a bater ali e, de repente, até machucar o cara. Então, acho que foi tudo correto, foi bem profissional”, afirmou o novo campeão peso-meio-pesado do UFC.

Polêmica encerrada?

Vale destacar que, apesar das críticas de parte da comunidade do MMA ao árbitro, o próprio Jiri Prochazka, demonstrando ‘fair play’, evitou jogar a culpa de sua derrota no mediador da disputa do ‘main event’ do UFC 295. Tanto na entrevista pós-luta, ainda no octógono montado no Madison Square Garden, como nas redes sociais, o lutador tcheco reconheceu que ‘apagou’ durante a brutal sequência de ataques de Alex Poatan e concordou com a interrupção do juiz.

Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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