A pouco mais de duas semanas para sua realização, o UFC 324 cresce exponencialmente no interesses dos fãs do MMA, sobretudo por conta do hiato de eventos relativos à virada do ano. E um dos confrontos mais aguardados do primeiro card numerado da temporada é a superluta entre Kayla Harrison e Amanda Nunes. Atenta à proximidade da disputa, que coloca o cinturão peso-galo (61 kg) em jogo, a ‘Leoa’ já projeta como será o embate contra a judoca americana e ex-parceira de equipe.
Em entrevista ao perfil oficial do ‘UFC Brasil’ nas redes sociais, a striker baiana admitiu que o enfrentamento com Kayla tende a se traduzir em um combate perigoso dentro do octógono. Conhecedora das principais virtudes da americana, bicampeã olímpica de judô, Amanda Nunes mostrou confiança em suas chances e na capacidade de liquidar a fatura a qualquer momento da luta – que serve como ‘co-main event’ do show, programado para o dia 24 de janeiro, em Las Vegas (EUA).
“Com certeza é uma luta perigosa. A Kayla é uma atleta forte. É isso que eu gosto, gosto de me desafiar o tempo todo. Eu vou ganhar dela, isso é certo. Vai ser uma luta bem disputada. Sei que ela é muito forte no grappling, tem um judô bom. Eu também. Então vai ser uma caixinha de surpresas (risos). Estou muito ansiosa e preparada para isso. É claro que a qualquer momento eu posso finalizar essa luta. Se eu achar a minha distância, próxima, com certeza posso finalizar. Mas estou pronta para chegar nos cinco rounds também, bem para caramba e fazer um show para a galera”, projetou a ‘Leoa’.
Saída de American Top Team
Em janeiro de 2022, Amanda pegou a todos de surpresa ao anunciar sua saída da ‘American Top Team’ após mais de seis anos de parceria. À época, a brasileira explicou que o motivo seria a busca por uma preparação mais privada. Entretanto, anos depois, a ex-bicampeã do Ultimate admite que sua decisão também teve relação direta com a presença e ascensão de Kayla Harrison na mesma equipe.
“Sim (saí da ATT por causa da Kayla). Porque eu sabia que essa luta, no futuro, poderia acontecer. E foi o que eu falei para o dono da American Top Team: ‘Se eu lutar um dia com ela, quero ser a única a levar o nome da academia. Porque eu trouxe o cinturão, não só um, mas dois para cá’ Na minha cabeça, não queria enfrentá-la desse jeito”, admitiu Nunes.
O que está em jogo?
Apontada como a ‘GOAT’ do MMA feminino, Amanda é ex-campeã peso-galo e peso-pena (66 kg) do UFC. Kayla, por sua vez, é uma espécie de heroína nos EUA, já que foi medalhista de ouro olímpica duas vezes, se tornou campeã da PFL e, agora, também do Ultimate. Sendo assim, a judoca agora busca o posto de melhor lutadora de todos os tempos nos esportes de combate caso vença a ‘Leoa’. Nunes, por sua vez, mesmo na condição de zebra para a eventual luta e voltando da aposentadoria, quer mostrar que ainda detém o domínio da modalidade contra um nome de grande apelo comercial e esportivo.
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