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  • Desafiante ao título dos penas, Ortega lista qualidades de Volkanovski: “Tenho respeito”

    Desafiante ao título dos penas, Ortega lista qualidades de Volkanovski: “Tenho respeito”

    Brian Ortega está prestes a disputar a maior luta de sua carreira. No UFC 266, evento que acontece neste sábado (25), em Las Vegas (EUA), o especialista em jiu-jitsu vai enfrentar Alexander Volkanovski, campeão do peso-pena (66 kg), pelo título da categoria e, apesar da rivalidade existente entre as partes, trata o adversário com respeito. Tanto que o americano reconheceu a qualidade de ‘The Great’ no octógono.

    No ‘media day’, realizado na última quarta-feira (22), Ortega elogiou Volkanovski como lutador e reconheceu que o mesmo não se tornou campeão do peso-pena do UFC à toa. De acordo com o americano, a principal qualidade do número um da categoria é a disciplina que apresenta nas lutas, algo que o ajuda, até mesmo, a virar combates. O maior exemplo disso foi a revanche contra Max Holloway, realizada em 2020, na qual ‘The Great’ perdeu os dois primeiros rounds, mas não se desesperou, permaneceu focado e venceu os outros três.

    Curiosamente, Ortega surpreendeu ao se referir a Volkanovski de maneira elogiosa, já que a dupla protagonizou o TUF 29 (reality show do UFC) e o clima visto entre eles foi hostil. Como esta será sua segunda disputa pelo título do peso-pena, ‘T-City’ assegurou que está revigorado no atual momento de sua carreira e garantiu que aprendeu com os erros do passado.

    “Sua trocação, obviamente, é boa, a capacidade de se manter disciplinado com suas habilidades e movimentos. Quando há pequenas oportunidades, ele as vê e consegue aproveitar. Ele é o campeão por um motivo e dou crédito a ele. Eu falo minhas m*****, mas, no final, tenho respeito por ele. Eu mudei tudo na minha vida”, declarou o desafiante ao título do peso-pena do UFC, antes de completar.

    “Onde eu moro, a forma como treino, as pessoas que estão ao meu lado. Tudo é novo e melhorado. A única coisa que você pode fazer depois de uma perda é ver se consegue melhorar. Levante-se e foi isso que fiz. Essa é a jornada. Você luta e vence ou luta e perde e fica melhor ou pior. Se você piorar, terá que continuar melhorando. Esse é o esporte em que trabalhamos”, concluiu.

    Brian Ortega, de 29 anos, vai disputar o cinturão do peso-pena do UFC pela segunda vez. O americano se tornou o desafiante da divisão após dominar o ‘Zumbi Coreano’, em outubro. Vale lembrar que ‘T-City’ não atuava desde 2018, mas ignorou o tempo afastado e foi superior ao adversário até mesmo na trocação. Anteriormente, o especialista em jiu-jitsu enfrentou Max Holloway pelo título da categoria e, na ocasião, perdeu o duelo e, consequentemente, conheceu sua primeira e única derrota no MMA.

  • Mesmo com derrota para Davis, Yoel Romero recebe maior salário do Bellator 266

    Mesmo com derrota para Davis, Yoel Romero recebe maior salário do Bellator 266

    No último sábado (18), Yoel Romero enfim fez sua estreia no Bellator. Se o resultado dentro do cage não foi positivo, após o lutador ser superado por Phil Davis, por decisão dividida dos jurados, o cubano teve alguns motivos para sorrir após sua apresentação. O ex-lutador do UFC foi o atleta mais bem pago da edição número 266 do show.

    De acordo com informações da Comissão Atlética do Estado da Califórnia, que regulamentou o combate que aconteceu em San José (EUA), Romero, mesmo com o revés, recebeu uma quantia de 150 mil dólares (cerca de R$ 795 mil). Vale destacar que esse foi o retorno do cubano às competições, pois não atuava desde março de 2020, quando foi superado por Israel Adesanya, pelo cinturão do peso-médio (84 kg) do UFC.

    Já o grande vitorioso da noite, Phil Davis, embolsou uma bolada menor que a do seu adversário. O ex-campeão do Bellator faturou 100 mil dólares (cerca de R$ 530 mil). O ‘Mr. Wonderful’ se recuperou da sua última performance, quando foi derrotado por Vadim Nemkov, logo na primeira rodada do torneio dos meio-pesados (93 kg).

    Um brasileiro também saiu bastante feliz do Bellator 266. Neiman Gracie, que conseguiu seu primeiro nocaute na carreira no MMA ao superar Mark Lemminger levou para a casa um valor de 100 mil dólares (cerca de R$ 530 mil). Esse resultado foi muito importante para o faixa-preta de jiu-jitsu tentar colocar no caminho do cinturão dos meio-médios (77 kg), já que na sua última atuação foi derrotado por Jason Jackson.

  • Volkanovski questiona profissionalismo de Ortega e dispara: “Não merece o cinturão”

    Neste sábado (25), Alexander Volkanovski colocará seu cinturão peso-pena (66 kg) em jogo diante de Brian Ortega, na luta principal do UFC 266, em Las Vegas (EUA). Apesar de reconhecer o talento do rival, o australiano não enxerga no desafiante as características necessárias para se tornar um campeão do Ultimate.

    Em conversa com a imprensa durante o media day do UFC 266, Volkanovski destacou que sempre precisou trabalhar duro para superar suas limitações e questionou se o mesmo pode ser dito do seu oponente. Na visão do campeão, Ortega carece de disciplina e profissionalismo, fatores fundamentais para um atleta alcançar o topo.

    “Eu não sou um ser humano superdotado atleticamente, sabe o que eu quero dizer? Eu tenho desvantagem quanto à altura. Tipo, você escolhe. Eu obviamente sou corpulento. Mas, quer saber, foi só com trabalho duro e me matando de trabalhar que eu cheguei onde eu estou, e eu sou a prova viva que qualquer um pode fazer isso ou o que quiserem”, ponderou Volkanovski, antes de completar.

    “Trabalho duro te leva para onde estou. O talento só te leva até um ponto, e ele não é profissional. Ele não faz o que eu faço. Eu garanto que ele não merece aquele cinturão. Ele não vai tirá-lo de mim”, concluiu.

    Campeão dos penas desde dezembro de 2019, Alexander Volkanovski vai para sua segunda defesa de título, desta vez diante de Brian Ortega, que chega embalado por uma espetacular vitória sobre Chan Sung Jung, o ‘Zumbi Coreano’, em outubro do ano passado. A disputa entre os rivais acontece na luta principal do UFC 266, neste sábado, em Las Vegas.

  • Miesha Tate contrai COVID-19 e está fora de luta contra Ketlen Vieira em outubro

    Miesha Tate contrai COVID-19 e está fora de luta contra Ketlen Vieira em outubro

    Miesha Tate estava escalada para atuar contra Ketlen Vieira, na luta principal do UFC Vegas 40, mas não terá condições de se apresentar na data programada. De acordo com o site ‘Sherdog.com’, a ex-campeã do peso-galo do Ultimate contraiu COVID-19 e não vai pode atuar, pois não terá tempo hábil para se recuperar da doença.

    Ainda não há uma confirmação se a luta foi cancelada ou adiada para uma data posterior. No entanto, pela importância que esse combate tinha para a divisão dos galos, a tendência é que elas se encontrem dentro do octógono ainda este ano.

    Depois de anunciar sua aposentadoria do MMA e deixar o Ultimate, em 2016, Miesha Tate retornou à companhia em julho deste ano, quando derrotou Marion Reneau, por nocaute. No MMA profissional desde 2007, a ‘Cupcake’ possui 19 vitórias e sete reveses e atualmente está na oitava posição do classificação oficial dos galos.

    Ketlen Vieira, de 29 anos, iniciou sua trajetória no esporte em 2014 e, dois anos depois, chegou invicta ao UFC. Na modalidade, a manauara disputou 13 lutas, venceu 11 e perdeu duas vezes. Atualmente, a atleta ocupa a sétima posição no ranking da divisão.

  • Calvillo elogia Jéssica Andrade, mas avisa que vai disputar o cinturão após vitória

    Calvillo elogia Jéssica Andrade, mas avisa que vai disputar o cinturão após vitória

    Cynthia Calvillo tem pela frente uma bela oportunidade de se consolidar entre as melhores lutadoras do peso-mosca (57 kg) do UFC. Na edição de número 266, que acontece neste sábado (25), em Las Vegas (EUA), a americana enfrentará Jéssica Andrade e, em caso de vitória, vai se aproximar da posição de desafiante ao título da categoria. Ao mesmo tempo que mostrou ter conhecimento da importância do duelo, a atleta também pregou respeito em relação a adversária.

    No ‘media day’ do UFC 266, realizado na última quarta-feira (22), Calvillo expressou sua admiração por Jéssica e enalteceu a adversária. No entanto, a americana garantiu que tal respeito não será visto no octógono. Empolgada por disputar a maior luta de sua carreira, a atleta ignorou a derrota em sua última aparição, o fato de não atuar desde novembro e garantiu que não teme medir forças com uma adversária tão renomada e ex-campeã da companhia.

    Pelo contrário, Calvillo ressaltou que sempre se colocou à disposição do UFC para enfrentar as lutadoras mais gabaritadas. Curiosamente, as atletas realizaram o mesmo caminho na empresa, ou seja, trocaram o peso-palha (52 kg) pelo peso-mosca. A brasileira já disputou o cinturão da categoria, perdeu, mas permaneceu em posição de destaque. Já a americana alternou vitória com derrota, porém seguiu no top-5 da divisão. Como é a única integrante da elite que ainda não enfrentou a campeã, a profissional visa quebrar o tabu no show deste sábado.

    “O jeito que eu gosto de atuar é ir direto para a garganta, imediatamente. Gosto de lutar contra as lutadoras mais duras. Desafiei Jessica por esse motivo. Perdi minha última luta, fiz uma cirurgia no ombro e a desafiei. É isso que faço. Eu adoro lutas difíceis. Obviamente, ela é muito perigosa”, declarou Calvillo, antes de completar.

    “Ela tem muitos lances marcantes, nocautes, foi campeã, já lutou em três categorias diferentes. Ela é uma lutadora incrível. Ela não é apenas a ex-campeã dos palhas, mas também é a desafiante número um dos moscas. Obviamente, a vitória provaria que sou uma verdadeira candidata ao título”, concluiu.

    No MMA profissional desde 2016, Cynthia Calvillo, de 33 anos, fez boa parte da carreira no peso-palha do UFC. Porém, com frequentes problemas na balança, a americana decidiu subir para o peso-mosca. Na atual categoria, a atleta disputou duas lutas, venceu Jessica Eye em sua estreia e, na sequência, acabou derrotada por Katlyn Chookagian, em duelo realizado em novembro de 2020. Além de ‘Evil’, seus principais triunfos foram sobre Gillian Robertson, Joanne Calderwood e Montana De La Rosa.

  • Taila celebra duelo com veterana e revela ter brasileira como próximo alvo no UFC

    Taila celebra duelo com veterana e revela ter brasileira como próximo alvo no UFC

    Depois de engatar duas vitórias consecutivas no ano passado e ter sua estreia nesta temporada remarcada algumas vezes, Taila Santos subirá novamente no octógono mais famoso do mundo neste sábado (25), diante da veterana Roxanne Modafferi, no card do UFC 266, em Las Vegas (EUA). Apesar do longo período de espera pelo seu retorno à ação, a peso-mosca (57 kg) se mostrou otimista quanto à sequência de sua ascensão na liga e, inclusive, deu indícios dos próximos passos que pretende percorrer.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Taila celebrou a oportunidade de medir forças com Modafferi, uma adversária experiente e bastante reconhecida dentro da comunidade do MMA, e destacou a importância que uma vitória sobre a americana pode ter na sequência de sua carreira. Além do maior reconhecimento por parte do grande público, um triunfo da brasileira neste sábado deve garantir a ela uma vaga no top 10 da categoria, tendo em vista que sua oponente ocupa atualmente a nona colocação na lista, três a frente da catarinense.

    Ciente dessa possibilidade e de olho em manter sua ascensão rumo ao topo da divisão, Taila já pensa no futuro e adiantou que pretende seguir enfrentando lutadoras mais bem posicionadas no ranking da divisão. Inclusive, a peso-mosca revelou que já tem preparado um novo desafio para fazer em caso de vitória no UFC 266.

    “É muito bacana saber que eu estou em alta. Fico muito feliz porque eu quero estar entre as melhores, quero lutar com as melhores, quero lutar com a melhor. A cada luta, eu quero mostrar melhor o meu trabalho e sempre buscar ir para cima. Agora também estou bem feliz por lutar com a Roxanne (Modafferi) porque, como ela já tem nome e experiência, vencer o combate contra ela vai ser muito bom para mim”, comentou Taila, antes de revelar que já pensa em um novo alvo caso saia vencedora do confronto contra Modafferi.

    “Não posso revelar agora o meu segredo. Mas, sim, a gente tem alguém em mente (para desafiar). E agora é só para cima. Vencendo essa (luta de sábado), só mirando as que estão acima, pegando as melhores, até chegar no cinturão”, despistou Taila, que, apesar de se recusar a revelar seu alvo antes da luta, deixou escapar que se trata de uma atleta brasileira presente no top 5 do peso-mosca, reduzindo as opções para: Jéssica ‘Bate-Estaca’ e Jennifer Maia, primeira e quarta colocadas no ranking da categoria atualmente.

    Aos 28 anos, Taila Santos soma 17 vitórias e apenas uma derrota em seu cartel no MMA profissional. Pelo UFC, a peso-mosca – que garantiu seu contrato com a organização através do ‘Contender Series’ – perdeu para Mara Romero Borella em sua estreia na liga, na decisão dividida dos juízes, e se recuperou vencendo seus dois combates seguintes, diante de Molly McCann e Gillian Robertson, ambos por pontos.

  • Valentina Shevchenko declara seu amor pelas artes marciais: “Vou lutar para sempre”

    Nos esportes de combate, existem atletas que não possuem tanto amor pela função que exercem, mas Valentina Shevchenko foge deste padrão. Apontada por parte da comunidade do MMA como uma das melhores lutadoras da história, a campeã do peso-mosca (57 kg) do UFC vai colocar seu título em jogo pela sexta vez, contra Lauren Murphy, na edição de número 266, que acontece neste sábado (25), em Las Vegas (EUA), e, se depender de ‘Bullet’, sua permanência na modalidade e como rainha da categoria será prolongada.

    Em entrevista à ‘ESPN’ americana, Valentina fez questão de expressar toda sua paixão pelas artes marciais e informou que sente prazer tanto com a rotina intensa de treinos, quanto nas lutas. Para ilustrar seu posicionamento, a campeã do peso-mosca do UFC revelou que foi inserida nos esportes de combate, quando tinha cinco anos. Vale lembrar que, assim como ‘Bullet’, sua mãe e irmã também são lutadoras.

    Além disso, antes de priorizar o MMA, Valentina lutou boxe, kickboxing e muay thai. Sendo assim, a atleta é uma veterana dos esportes de combate, mas se engana quem pensa que a campeã do UFC está desgastada ou desmotivada. Para azar de suas adversárias, ‘Bullet’ já avisou que não pensa em se aposentar, muito menos em parar de treinar, mesmo quando apresentar uma idade avançada.

    “Por quanto tempo os lutadores praticam artes marciais? Sete, oito anos? Estou dizendo no total, não apenas quando estamos lutando. Estou lutando e praticando artes marciais há 28 anos. Eu pratico artes marciais há mais anos que eles realmente têm de idade. Este é o meu foco, lutar o máximo que puder. Eu lutarei para sempre. Até mesmo depois dos 50 anos. Para sempre”, decretou a campeã do UFC.

    Valentina Shevchenko, de 33 anos, optou por descer do peso-galo (61 kg) do UFC para o peso-mosca e não demorou para se tornar campeã. ‘Bullet’ conquistou o título vago da divisão ao vencer Joanna Jędrzejczyk, em 2018, e, desde então, defendeu o cinturão cinco vezes. No MMA, a atleta do Quirguistão disputou 24 lutas, venceu 21 e perdeu três vezes. Além de Joanna, seus triunfos de maior destaque no esporte foram sobre Holly Holm, Jennifer Maia, Jéssica Andrade, Julianna Peña, Katlyn Chookagian, Liz Carmouche e Sarah Kaufman.

  • ‘Buchecha’ explica demora em migrar para o MMA: “Fui tratado como qualquer um”

    ‘Buchecha’ explica demora em migrar para o MMA: “Fui tratado como qualquer um”

    Nesta sexta-feira (24), Marcus ‘Buchecha’ vai fazer sua estreia no MMA profissional. Após meses de preparação e lidando com seguidas trocas de adversários, o multicampeão mundial da arte suave vai medir forças diante do compatriota Anderson ‘Braddock’, em evento que será realizado em Cingapura. No entanto, antes de pisar em um cage pela primeira vez, o brasileiro fez um desabafo.

    Desde que anunciou que deixaria o jiu-jitsu para se testar no MMA, ‘Buchecha’ chamou a atenção de grandes organizações da modalidade. Porém, o brasileiro se decepcionou com as primeiras ofertas que chegaram na sua mesa. Em entrevista ao podcast ‘Trocação Franca’, o faixa-preta da arte suave afirmou que, mesmo pelo seu nome de grande destaque nas competições de quimono, não recebeu o reconhecimento que esperava de uma franquia, sem citar nome, e, por isso, demorou mais tempo para a migração.

    “Eu fui tratado como qualquer um, como mais um. Eu não sou mais um, né? Pelo que fiz no esporte, eu tenho que ter um reconhecimento maior. Por isso que na época eu desaminei muito. Mas foi um evento. Eles fizeram o papel deles. Eles mesmo falaram, ‘é o que a gente oferece, tem muita gente que aceita.’ Tudo bem, mas pra mim não funciona assim. E meio que deu uma desanimada. Acabou que continuei no jiu-jitsu. Estava focado, e não queria ir na dúvida se eu estava fazendo a coisa certa ou não, por isso acabei ficando no jiu-jitsu”, afirmou o brasileiro de 31 anos.

    Após decidir mesmo lutar MMA e acertar sua ida para o ONE, ‘Buchecha’ começou uma série de treinamentos visando sua estreia. Para isso, o lutador fez uma espécie de intercâmbio em algumas equipes nos Estados Unidos até que decidiu criar raízes na ‘American Top Team’. Nas atividades, o atleta admitiu que esperava que fosse se sobressair com seu jiu-jitsu, mas teve um duro choque de realidade.

    “Os primeiros quatro meses foram exatamente esse choque. É outro esporte. Eu vi que meu jiu-jitsu não funcionava, mas não, é porque é diferente. A galera do jiu-jitsu vem e acha que vai botar pra baixo e pegar, não. É diferente. Eu lembro que botava a galera para baixo e a galera saia, ficava em pé, pegava as costas e a galera ficava por cima. Era muito frustrante. Posições que eu não perdia de jeito nenhum nos treinos de jiu-jitsu, eu comecei a perder diariamente. Frustrou muito no começo. ‘Pô, eu sou horrível, meu jiu-jitsu é horrível’. Mas, não, tudo é questão de adaptação. Melhorei muito”, explicou.

    Para o seu debute no MMA, ‘Buchecha’ passou por uma verdadeira saga para achar um oponente. O brasileiro já esteve perto de encarar Oumar Kane, mas acabou que a negociação para essa luta não foi sacramentada. Depois, apareceram os nomes de Ji Won Kang e Thomas Narmo como novos adversários, mas sem sucesso também. Até que apareceu Anderson ‘Braddock’, que ganhou destaque no kickboxing e tem três vitórias nas artes marciais mistas, o que chamou a atenção do paulista.

    “Para mim toda luta é difícil. A primeira, então, ainda mais por ser peso-pesado, qualquer erro pode ser fatal. Mas, como você falou, era primeiro um grappler, depois um striker canhoto, e depois um cara muito alto, e agora um striker bem experiente. Todas as lutas tinham a sua dificuldade. Nenhum momento foi uma luta tranquila, uma luta fácil, então continua com aquela dificuldade, vou continuar com a mesma atenção, com o mesmo cuidado, e não mudou nada em relação a isso”, completou o lutador.

  • Lawler minimiza possível mudança de peso para luta contra Nick Diaz: “Estou pronto”

    Lawler minimiza possível mudança de peso para luta contra Nick Diaz: “Estou pronto”

    A revanche entre Nick Diaz e Robbie Lawler já era aguardada com ansiedade por parte da comunidade do MMA e ganhou um ingrediente que colocou fogo na disputa. Anteriormente, o UFC definiu que o duelo envolvendo os veteranos, válido pela edição de número 266, que acontece neste sábado (25), em Las Vegas (EUA), seria nos meio-médios (77 kg), porém o próprio Dana White informou que ele deve ser realizado no peso-médio (84 kg). De qualquer forma, ‘Ruthless’ adiantou que a possível mudança não lhe abala.

    No ‘media day’ do UFC 266, realizado na última quarta-feira (21), Lawler ressaltou que, na atual fase de sua carreira, pouco importa lutar nos meio-médios ou no peso-médio. De fato, ‘Ruthless’ é um veterano dos esportes de combate e possui experiência de sobra. Vale lembrar que o atleta foi campeão do UFC e também atuou na categoria em questão.

    De acordo com Lawler, sua preocupação para o UFC 266 segue sendo a mesma, ou seja, Nick Diaz. Os atletas se enfrentaram em 2004 e, na ocasião, o irmão mais velho de Nate venceu por nocaute. Para a revanche, ‘Ruthless’ elogiou o carrasco, mas ignorou a má fase que atravessa, já que foi derrotado em quatro combates seguidos, e garantiu que está com fome de vitória e disposto a acertar as contas com o rival.

    “Estou pronto para lutar. Isso é tudo que importa. O ‘camp’ foi bom e estou controlando as coisas que posso controlar. Estou apenas tentando manter a calma. Não há sentido em ficar irritado ou animado. Apenas fique relaxado. O ‘camp’ foi tranquilo, então é basicamente isso. Estou voltado ao trabalho que fiz e foi ótimo”, declarou o ex-campeão do UFC, antes de completar.

    “Jason Jackson, meu parceiro de treino, me deixou pronto. Estou afiado agora, rápido e muito forte. Meus treinadores fizeram um ótimo trabalho. Não estou muito preocupado. Nick é um guerreiro, vem para lutar e não aceita desaforo. Basta aparecer e lutar, esse é o tipo de abordagem que estou adotando. Estou pronto para lutar”, concluiu.

    Robbie Lawler, de 38 anos, é um dos lutadores mais empolgantes da história do MMA. Entretanto, apesar de sua popularidade entre os fãs, o ex-campeão do UFC vive má fase. ‘Ruthless’ perdeu quatro lutas seguidas e até saiu do top-15 dos meio-médios da organização. Na modalidade, o veterano conquistou 28 vitórias, sendo 20 por nocaute, perdeu 14 vezes e seus triunfos de maior destaque foram sobre Carlos Condit, Donald Cerrone, Frank Trigg, Jake Ellenberger, Johny Hendricks, Josh Koscheck, Matt Brown e Rory MacDonald (duas vezes).

  • Thiago Marreta promete aliar agressividade e experiência para derrotar Johnny Walker

    Thiago Marreta promete aliar agressividade e experiência para derrotar Johnny Walker

    No próximo dia 2 de outubro, Thiago ‘Marreta’ vai ter uma grande oportunidade para se reencontrar com o caminho das vitórias no Ultimate. Atualmente, o brasileiro acumula três reveses seguidos, dois deles após realizar cirurgias nos joelhos que o deixaram afastado das competições por mais de um ano. No seu próximo compromisso, o meio-pesado (93 kg) enfrenta o compatriota Johnny Walker, em um encontro de nocauteadores na luta principal do UFC Vegas 38.

    Consciente do momento que atravessa, ‘Marreta’ adiantou que essa luta pode marcar uma nova etapa de sua carreira. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight (clique aqui), o brasileiro garantiu que recuperou a confiança que havia sido abalada pelo período de inatividade e pelas recentes derrotas. Portanto, o lutador prometeu mostrar uma versão sua ainda mais letal, aliando sua agressividade e experiência.

    “Tenho certeza que para essa luta eu vou mostrar algo muito melhor do que as minhas últimas duas lutas. Estou me sentindo melhor e tenho certeza que vai ser outro Thiago ‘Marreta’. Essas duas lutas que passaram me trouxeram experiência e confiança que eu precisava para eu voltar a lutar como antes. Você ficar muito tempo parado é diferente. Então peguei duas lutas, voltando ao ritmo e vou estar muito melhor. (Vou atuar) Bem agressivo, mas consciente. Não é só entrar lá e sair na mão. Sou um veterano, então tenho bastante experiência e tenho que usar isso na hora da luta”, explicou o carioca.

    ‘Marreta’ pode encontrar em Walker o adversário perfeito para colocar em prática tudo que tem em mente. Johnny é conhecido pelo seu estilo agressivo e impressionou em suas primeiras atuações no UFC com nocautes relâmpagos. No entanto, o ‘ex-TUF Brasil 2’ sabe que não pode se iludir e esperar que seu adversário atue como ele imagina.

    “Não creio que ele vá facilitar minha vida e fazer um jogo que não case com o meu, vai tentar manter a distância, não vai vir para o infight. Vamos ver. No nível que estamos, não é só entrar lá e trocar porrada, tem toda uma estratégia e temos que estar preparados para tudo. Não é só porque ele é striker que pode fazer isso, ele pode fazer o jogo de grappler, um antijogo e tentar algo novo para mesa”, afirmou o atleta.

    Embora o estilo falastrão ganhe mais holofotes no mundo do MMA, principalmente no Ultimate, ‘Marreta’ nunca aderiu esse estilo e parece não se arrepender por isso. Por outro lado, Johnny Walker adota postura diferente e provoca seus adversários. Questionado sobre como lidar com esse confronto de estilos fora do cage, o ex-paraquedista do exército brasileiro foi direto.

    “É uma característica dele, nada contra. É um estilo dele, promovendo a luta. Eu tenho o meu estilo, deixo um pouco de lado essas coisas e fazer lá em cima. Tenho que fazer isso. Mas faz parte. Não preciso (promover a luta), porque tenho muitos fãs que gostam de assistir a minha luta, sentem falta, sempre perguntam quando vou lutar de novo”, finalizou.

    Thiago ‘Marreta’, de 36 anos, ocupa a quinta posição no ranking dos meio-pesados do Ultimate. O brasileiro estreou no UFC em 2013, disputou 21 lutas, venceu 13, sendo 11 por nocaute, e levou a pior oito vezes. O carioca viveu seu melhor momento na organização de 2018 a 2019, quando engatou quatro vitórias seguidas que o levaram a disputar o cinturão da franquia contra Jon Jones, até então campeão da categoria.