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  • Raphael Assunção indica aposentadoria na próxima luta e sugere despedida no UFC Rio

    Raphael Assunção indica aposentadoria na próxima luta e sugere despedida no UFC Rio

    A noite de sábado (15) foi de redenção para um veterano lutador no card do UFC Vegas 62. Aos 40 anos de idade e vindo de quatro derrotas consecutivas, Raphael Assunção, que está há 11 anos na organização, entrou no octógono pressionado a conquistar uma vitória e afastar a má fase. E com uma atuação sólida e estratégica, o pernambucano levou a melhor sobre Victor Henry, por pontos, e atingiu seu objetivo. Porém, apesar do triunfo, o peso-galo (61 kg) mantém a lucidez.

    Há 11 anos na organização, o veterano sabe que sua trajetória está perto do fim. Não só no UFC, mas também no MMA. Por isso, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight (clique aqui), Raphael Assunção reconheceu que a vitória no sábado não muda sua situação em relação ao futuro e indicou que deve fazer sua despedida do esporte no próximo combate, o último previsto em seu contrato atual com o Ultimate.

    “Se fosse uma derrota não ia ficar legal. Provavelmente seria o fim. E eu acho que o fim está próximo ainda. Não é porque eu ganhei a luta que eu abandonei a minha possível aposentadoria. Mas vamos pensar. Quem sabe tem uma proposta ou talvez outras lutas que façam sentido. (…) Tenho mais uma (luta) no contrato, a saideira. Eu acho que (a ideia é) fazer a última só, fazer minha última luta”, declarou Assunção.

    Com a volta do UFC ao Brasil marcada para o dia 21 de janeiro, em evento que será realizado no Rio de Janeiro (RJ), Raphael se empolga com a possibilidade de se aposentar em casa. Outro ponto que o lutador considera importante na hora de decidir os detalhes de sua provável luta de despedida diz respeito ao potencial adversário. Para o peso-galo, um rival igualmente veterano e renomado seria ideal para seu último combate.

    “Talvez no Rio (de Janeiro) seria legal. Mas o oponente teria que fazer sentido também. Um coroa que faça sentido. Eu não tenho um nome para falar porque eu nunca chamei nome. Mas uma luta de aposentadoria mesmo. Ou até aqui nos Estados Unidos também. Seria uma honra lutar no Rio. Eu lutei lá duas vezes já, com vitória. Foi (contra) o Marlon Moraes e o Johnny (Eduardo) no UFC Rio 1. Mas seria legal, uma luta de aposentadoria contra um veterano também, contra um cara renomado. Seria interessante”, concluiu.

    No MMA profissional desde 2004, Raphael Assunção soma 28 vitórias e nove derrotas em seu cartel. O pernambucano estreou no UFC em 2011 e, pela organização, venceu 12 lutas e perdeu seis. Entre os rivais superados pelo veterano no octógono estão nomes de expressão, como: TJ Dillashaw, Aljamain Sterling, Marlon Moraes e Pedro Munhoz.

  • Jorge Masvidal provoca antigo rival Nate Diaz: “Não deveria estar nas grandes ligas”

    Jorge Masvidal provoca antigo rival Nate Diaz: “Não deveria estar nas grandes ligas”

    Depois de uma década e meia de serviços prestados e muitas batalhas travadas no octógono mais famoso do mundo, Nate Diaz, ao que tudo indica, fez sua despedida do UFC em setembro, quando superou Tony Ferguson no main event da edição de número 279, e cumpriu a última luta prevista em seu contrato com a organização. Agora, o veterano, de 37 anos, deve explorar o mercado de agente livre de olho em propostas mais vantajosas financeiramente, principalmente no boxe, onde as bolsas são maiores do que no Ultimate. E na visão de um antigo rival, este é o melhor caminho a seguir.

    Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Jorge Masvidal analisou a provável saída do ‘bad boy’ do UFC e apontou para o declínio técnico e físico do lutador como fatores que justificam sua crença de que a decisão é a mais correta. Para ‘Gamebred’, que venceu Diaz, com certa facilidade, em novembro de 2019, o veterano colocaria sua saúde em risco se continuasse a competir contra adversários do nível encontrado no plantel do Ultimate ou de outra organização de destaque. Por isso, sem perder a oportunidade de provocar o antigo rival, o meio-médio (77 kg) cravou que o tempo do veterano nas ‘grandes ligas’ está encerrado.

    “É bom para ele deixar as grandes ligas antes que ele tenha sérios danos cerebrais. Eu acho que o cara está no limite de ser um vegetal, sabe? As entrevistas dele, o vigor, a perspicácia e a nitidez foram embora. A pausa está mais longa. Você costuma fazer uma pergunta e tinha uma pausa de dois segundos. Agora a pausa é de trinta segundos. É bom para ele (sair do UFC). Ele não deveria estar nas grandes ligas. Ele vai se machucar. Leve esse burro velho para outro lugar. Eu quase o matei e o árbitro o salvou”, disparou Masvidal.

    Jorge Masvidal e Nate Diaz se enfrentaram na luta principal do UFC 244, em novembro de 2019, em disputa pelo cinturão ‘BMF’ (‘mais durão de todos’), criado pela entidade especialmente para este confronto. Durante três rounds, ‘Gamebred’ dominou as ações e castigou o adversário. No intervalo entre o terceiro e quarto assalto, o médico responsável pelo evento foi chamado ao cage para averiguar um profundo corte acima do olho de Diaz e indicou que o combate deveria ser encerrado precocemente, dando a vitória a Jorge Masvidal, por nocaute técnico.

  • Alexa Grasso aprova experiência de lutar cinco rounds: “Quero fazer mais vezes”

    Alexa Grasso aprova experiência de lutar cinco rounds: “Quero fazer mais vezes”

    Escalada para sua primeira luta principal de um evento do UFC, Alexa Grasso teve a oportunidade de disputar cinco rounds, marca inédita na carreira, no sábado (15). E a mexicana respondeu bem ao desafio, levando a melhor sobre a brasileira Viviane Araújo na decisão unânime dos juízes, pelo main event da edição ‘Vegas 62’. Uma experiência que a própria lutadora espera repetir em breve.

    Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight após o confronto (clique aqui), Grasso – em bom português – aprovou a sua primeira vez lutando 25 minutos e se mostrou empolgada com a possibilidade de repetir o feito no futuro. Para a mexicana, quanto mais competir em lutas de cinco assaltos, melhor será seu desempenho dentro do cage.

    “Eu gostei dessa experiência (lutar cinco rounds). É diferente, é algo novo. Eu gostaria de fazer mais vezes. O treino foi forte também. Acho que é um passo para cima que eu fiz com a equipe. Estou muito agradecida pela oportunidade e gostaria de fazer mais vezes para me sentir mais confortável em cinco assaltos”, afirmou Alexa.

    Com quatro vitórias consecutivas desde que subiu para a divisão dos moscas (57 kg), Alexa Grasso se posiciona, agora, como uma das favoritas por um ‘title shot’ na categoria. Ciente de sua atual situação na classe de peso dominada por Valentina Shevchenko, a mexicana evita desafiar publicamente a campeã, mas torce para que a tão sonhada luta pelo cinturão aconteça na próxima temporada.

    “Por sorte, a gente vai ter essa oportunidade (de disputar o título em 2023). Eu e minha equipe estamos trabalhando muito forte. É só esperar. Esperar, treinar e vir forte sempre, em todas as áreas”, concluiu.

    Natural de Guadalajara (MEX), Alexa Grasso iniciou sua trajetória no MMA profissional em 2012 e acumula um cartel de 15 vitórias e três derrotas. Pelo UFC, a mexicana estreou em 2016, no peso-palha (52 kg), mas teve resultados mistos, alternando triunfos e reveses. Tudo isso mudou há dois anos, quando decidiu subir para o peso-mosca. Desde então, a lutadora, de 29 anos, engatou uma sequência positiva de quatro vitórias e se consolidou no top 5 da divisão.

  • Joanderson ‘Tubarão’ explica desafio a Dan Ige: “Vão me olhar com outros olhos”

    Joanderson ‘Tubarão’ explica desafio a Dan Ige: “Vão me olhar com outros olhos”

    Escalado para competir no card do UFC Vegas 62, no último sábado (15), Joanderson ‘Tubarão’ precisou de pouco mais de dois minutos de luta para vencer o compatriota Lucas Alexander, por finalização, e conquistar sua segunda vitória consecutiva na organização. O triunfo, apesar de importante, ainda não deve garantir ao peso-pena (66 kg) uma vaga no ranking da divisão, mas isso não o impede de sonhar alto ao projetar seu próximo compromisso.

    Prova disso é que, ainda no cage, o atleta da ‘Chute Boxe Bauru’ aproveitou o momento para desafiar Dan Ige – 11º colocado no ranking dos penas – para um duelo no card do UFC Rio, programado para o dia 21 de janeiro. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Tubarão explicou o motivo de seu desafio ao havaiano.

    “Eu acredito que essa luta não vai mudar muito meus passos dentro da organização agora. Para a galera que vem lutando nessa mesma divisão do peso-pena, eu acho que já começa a me olhar com os olhos diferentes. Mas eu creio que para o Dana, hoje, não vai fazer tanta diferença. Mas, é como eu falei lá em cima (do cage), se o Dan Ige quiser lutar comigo dia 21 (de janeiro) no Brasil, eu acho que a divisão vai começar a me olhar com outros olhos”, justificou Joanderson.

    Além do objetivo de mudar seu status dentro da categoria através de uma possível boa apresentação diante de Dan Ige, Joanderson Tubarão ressalta que admira o trabalho feito pelo havaiano. Em especial, o brasileiro vê no rival de divisão um estilo de jogo que pode produzir uma parceria interessante no confronto, produzindo uma luta empolgante e, consequentemente, agradando os fãs do MMA.

    “O Dan Ige é um cara que eu admiro faz tempo, é um cara rodado, que gosta da trocação. Principalmente do boxe, ele tem as mãos boas. Então, acredito que quem ia ganhar o show, o espetáculo, seria o público. O público quer ver isso, e eu ia dar isso para o público”, concluiu o peso-pena natural do Maranhão.

    Joanderson Brito conquistou seu contrato com o UFC após se destacar no programa ‘Contender Series’, em agosto do ano passado. Sua estreia no octógono mais famoso do mundo aconteceu em janeiro deste ano, diante de Bill Algeo, e terminou em derrota para o brasileiro. A volta por cima veio três meses depois, com uma vitória, por nocaute técnico, sobre Andre Fili, e consolidada no sábado, com novo triunfo, desta vez, contra o compatriota Lucas Alexander.

  • Tyron Woodley desafia irmãos Diaz para luta de boxe: “Podemos ganhar milhões”

    Tyron Woodley desafia irmãos Diaz para luta de boxe: “Podemos ganhar milhões”

    Veterano dos esportes de combate, Tyron Woodley vive má fase na carreira, mas, de acordo com o mesmo, está longe de se aposentar. Após perder quatro lutas seguidas no UFC, o ex-campeão dos meio-médios (77 kg) foi liberado pela companhia, decidiu se aventurar no boxe e foi derrotado duas vezes por Jake Paul, sendo a mais recente por nocaute, em dezembro, na Flórida (EUA). Contudo, o wrestler não desiste de conquistar a primeira vitória no ringue e, para isso, trata de desafiar os irmãos Nate e Nick Diaz, astros do MMA.

    E Woodley não utilizou o ‘trash talk’ para tentar convencer a dupla a lutar boxe. Pelo contrário, ‘The Chosen One’ fez questão de expressar sua admiração por Nate, principalmente, após vencer a última luta em seu contrato com o UFC, realizada em setembro, e ter saído por cima da companhia. Mas se o irmão mais novo está sem contrato com o Ultimate, Nick, por outro lado, possui vínculo contratual com a liga. Mesmo assim, o wrestler classifica os possíveis embates com os ‘bad boys’ como ideais para todas as partes, porque, como o trio possui idade avançada para atuar nos esportes de combate, a janela para oportunidades chamativas e valiosas é menor.

    “Nate Diaz, eu diria que ele é um chefe, um gangster. Ele fez o que precisava fazer. Acho que a luta contra Ferguson foi uma luta que ele deveria ter feito de qualquer maneira. Sugiro que ele vá e receba o maior dinheiro, que ele faça o que o faz se sentir bem, se ainda quiser fazer, quando quiser. Sugiro que ele venha para este lado e ganhe algum dinheiro comigo, porque tenho uma boa oportunidade comigo e Nick ou comigo e Nate ou ambos. Nós podemos ganhar alguns milhões de dólares lutando”, declarou o ex-campeão do UFC, em entrevista ao site ‘MMA Junkie’.

    Tyron Woodley, de 40 anos, viveu altos e baixos no MMA. O americano se tornou campeão dos meio-médios do UFC ao nocautear Robbie Lawler, em 2016, e defendeu o cinturão em quatro oportunidades. No entanto, o atleta entrou em má fase ao perder o título da categoria para Kamaru Usman, em 2019. Na sequência, o veterano sucumbiu diante de Gilbert ‘Durinho’, Colby Covington, Vicente Luque e foi liberado pela organização. No boxe, ‘The Chosen One’ teve a chance de revitalizar sua carreira, mas foi derrotado por Jake Paul duas vezes.

  • Ex-UFC revela que chance de lutar com Jake Paul o levou para o boxe

    Ex-UFC revela que chance de lutar com Jake Paul o levou para o boxe

    Em agosto, Uriah Hall decidiu se aposentar do MMA, porém não encerrou sua carreira nos esportes de combate. Tanto que, poucos meses depois, ‘Prime Time’ anunciou a migração para o boxe. Agora, o veterano se prepara para estrear nos ringues contra Le’Veon Bell, ex-jogador da NFL, em luta que acontece no dia 29 de outubro, no Arizona (EUA), e já está de olho no próximo compromisso, que pode ser ainda mais chamativo.

    Na teleconferência para promover a luta, realizada na última quinta-feira (13), Hall explicou que decidiu se aventurar no boxe aos 38 anos em busca de uma maior remuneração e para sair de sua zona de conforto, ou seja, o MMA. Motivado com a nova empreitada, o striker, conhecido no UFC por seus golpes potentes, aproveitou para manifestar o desejo de ter Jake Paul como adversário, após encarar Bell, e admitiu que tal encontro também o motivou a estrear na nobre arte. Inclusive, Uriah tem a chance de promover o possível duelo com o youtuber nos bastidores do show do dia 29 de outubro, já que seu alvo lidera a atração junto com o temido Anderson Silva.

    “Eu adoro competir. Sou um competidor. Sou o cara que vai lá um milhão de vezes até ganhar. Simplesmente aconteceu. Sou o tipo de cara que tenho que me interessar por alguma coisa. Se for divertido, algo desafiador, farei. Se não for um desafio, não vou fazer. Estou aposentado do MMA, mas não aposentado de ganhar dinheiro. É uma ótima oportunidade. Vejo onde isso pode me levar. Se houver outra grande oportunidade depois disso, sim, vou aproveitar. Tenho um objetivo. É importante ter metas para alcançar. Quero ter um propósito para fazer isso. Essa é a única razão pela qual estou aqui. Sou um competidor. A razão é lutar contra Jake Paul”, declarou o veterano.

    No MMA, Uriah Hall, de 38 anos, integrava o UFC desde 2013 e era presença constante no top-15 do peso-médio (84 kg). Pela maior organização do esporte, o veterano disputou 19 lutas, venceu dez e perdeu nove vezes. Seus triunfos mais importantes foram sobre Anderson Silva, Antônio ‘Cara de Sapato’, Chris Weidman, Gegard Mousasi, Krzysztof Jotko e Thiago ‘Marreta’. Agora, ‘Prime Time’ inicia um novo projeto para sua carreira, voltado ao boxe.

  • Promessa japonesa leva bônus de R$ 266 mil por ‘Performance da Noite’ no UFC

    Promessa japonesa leva bônus de R$ 266 mil por ‘Performance da Noite’ no UFC

    Apesar de ter sido um card sem muito apelo midiático, o UFC Vegas 62 contou com boas apresentações por parte dos atletas escalados. Um dos destaques da noite deste sábado (15) foi Tatsuro Taira, que derrotou o americano CJ Vergara, por finalização, na segunda luta do card preliminar. A atuação da jovem promessa japonesa impressionou tanto os dirigentes da organização que o lutador foi um dos escolhidos para receber o prêmio de ‘Performance da Noite’.

    Com isso, além do valor pré-definido contratualmente por sua apresentação, Tatsuro Taira também levou para casa um bônus de 50 mil dólares (R$ 266 mil) pela premiação. O japonês ainda recebeu 30% da bolsa de seu adversário, como compensação por aceitar prosseguir com o duelo após a falha na balança cometida por Vergara na pesagem oficial do evento, na sexta-feira.

    Assim como o lutador asiático, Jonathan Martinez foi apontado como o outro vencedor do prêmio de ‘Performance da Noite’ e embolsou o mesmo montante. Já o bônus de ‘Luta da Noite’ ficou com a dupla Dusko Todorovic e Jordan Wright, que também receberam 50 mil dólares, cada, por suas atuações no card do UFC Vegas 62.

    Aos 22 anos de idade, Tatsuro Taira segue invicto como profissional após 12 combates disputados. O peso-mosca (57 kg), que venceu sua segunda luta pelo UFC, é visto como uma das maiores promessas do MMA japonês na atualidade.

    Confira os resultados do UFC Vegas 62:

    Alexa Grasso venceu Viviane Araújo por decisão unânime dos juízes
    Jonathan Martinez venceu Cub Swanson por nocaute técnico
    Dusko Todorovic venceu Jordan Wright por nocaute técnico
    Raphael Assunção venceu Victor Henry por decisão unânime dos juízes
    Alonzo Menifield venceu Misha Cirkunov por nocaute
    Leomana Martinez venceu Brandon Davis por decisão dividida dos juízes
    Jacob Malkoun venceu Nick Maximov por decisão unânime dos juízes
    Joanderson ‘Tubarão’ venceu Lucas Alexander por finalização
    Piera Rodríguez venceu Sam Hughes por decisão unânime dos juízes
    Tatsuro Taira venceu C.J. Vergara por finalização
    Pete Rodriguez venceu Mike Jackson por nocaute

  • Vivi Araújo perde para Alexa Grasso no UFC Vegas 62 e se distancia do ‘title shot’

    Vivi Araújo perde para Alexa Grasso no UFC Vegas 62 e se distancia do ‘title shot’

    Neste sábado (15), Viviane Araújo e Alexa Grasso subiram no octógono do UFC Vegas 62 para definir qual das duas seguiria em sua caminhada rumo a uma disputa pelo título da divisão peso-mosca (57 kg) da organização, atualmente dominada pela campeã Valentina Shevchenko. E, após cinco rounds os cinco rounds previstos para a luta principal do evento, onde nenhuma das lutadoras esteve perto de encerrar a disputa pela via rápida, a brasileira acabou derrotada pela mexicana na decisão unânime dos juízes.

    Ainda em evolução na luta em pé, Vivi, como é conhecida, não conseguiu impor seu jogo de quedas e controle posicional no solo. Com o combate disputado majoritariamente na trocação, Grasso, que é especialista no boxe, mostrou sua superioridade ao conectar golpes com mais precisão e volume que a atleta da equipe ‘Cerrado MMA’.

    Com o revés, Vivi, que ocupa a sexta posição no ranking peso-mosca feminino do UFC, se distancia da corrida pelo ‘title shot’ da divisão, enquanto Grasso – única atleta do atual top 5 da categoria a não ter tido a oportunidade de lutar pelo cinturão contra Valentina Shevchenko – deu um importante passo rumo ao seu objetivo.

    Com quatro vitórias consecutivas desde que subiu para a divisão dos moscas, a mexicana agora possui a segunda maior sequência ativa de triunfos da categoria. Apesar de estar em uma boa posição para sonhar com a disputa de título, Alexa não pediu pelo ‘title shot’ na entrevista pós-luta e preferiu deixar seu futuro nas mãos dos ‘matchmakers’ do UFC.

    A luta

    O primeiro round foi de grande equilíbrio. Especialista no boxe, Grasso mostrou ser mais técnica e veloz com as mãos, e conectou bons golpes. A brasileira, por sua vez, também conseguiu atingir a mexicana. Round de difícil pontuação.

    Na primeira metade do segundo assalto, a superioridade da mexicana na luta em pé ficou mais visível. Ciente disso, Vivi colocou seu wrestling em jogo e levou a rival para o solo, chegando em uma boa posição. Porém, a mexicana conseguiu se defender e levantar. De volta na trocação, Alexa ainda trouxe perigo à brasiliense com bons ataques.

    O terceiro round foi disputado inteiramente em pé e, com isso, a vantagem de Grasso ficou mais visível. Com boas combinações, a mexicana atingiu mais a brasileira, ainda que sem muita pressão nos ataques.

    No quarto período, Vivi conseguiu acertar mais sua oponente na trocação. Mas a mexicana também conectou bons ataques, especialmente no contra ataque. Com as duas já dando sinais de cansaço, o quinto e último round foi o de menos ações ofensivas efetivas. Mais um assalto de difícil pontuação.

    Confira os resultados do UFC Vegas 62:

    Alexa Grasso venceu Viviane Araújo por decisão unânime dos juízes
    Jonathan Martinez venceu Cub Swanson por nocaute técnico
    Dusko Todorovic venceu Jordan Wright por nocaute técnico
    Raphael Assunção venceu Victor Henry por decisão unânime dos juízes
    Alonzo Menifield venceu Misha Cirkunov por nocaute
    Leomana Martinez venceu Brandon Davis por decisão dividida dos juízes
    Jacob Malkoun venceu Nick Maximov por decisão unânime dos juízes
    Joanderson ‘Tubarão’ venceu Lucas Alexander por finalização
    Piera Rodríguez venceu Sam Hughes por decisão unânime dos juízes
    Tatsuro Taira venceu C.J. Vergara por finalização
    Pete Rodriguez venceu Mike Jackson por nocaute

  • Claressa Shields vence mais uma e mantém domínio no boxe feminino

    Claressa Shields vence mais uma e mantém domínio no boxe feminino

    Se ainda busca encontrar sua melhor versão no MMA, Claressa Shields segue dominante no boxe profissional. Neste sábado (15), a americana venceu a pugilista britânica Savannah Marshall na O2 Arena, em Londres (ING), manteve os cinturões peso-médio (72,6 kg) da WBA (Associação Mundial de Boxe), WBC (Conselho Mundial de Boxe), IBF (Federação Internacional de Boxe), WBF (Federação Mundial de Boxe) e da The Ring, além de conquistar o título da WBO (Organização Mundial de Boxe).

    A vitória da norte-americana sobre a britânica veio por decisão unânime dos juízes. Porém, apesar das papeletas mostrarem uma superioridade significante por parte de Claressa Shields, o confronto foi bastante equilibrado entre as atletas e Savannah Marshall também teve bons momentos na disputa, chegando a encurralar sua adversária nas cordas e conectando potentes golpes.

    Com o resultado, Shields segue invicta no boxe profissional, com 13 vitórias, 11 delas por decisão dos juízes, e se torna a campeã mundial indiscutível da divisão dos médios, além de sustentar seu status como a maior estrela da nobre arte no feminino na atualidade. Já Savannah sofreu sua primeira derrota como profissional após iniciar sua trajetória com 12 triunfos seguidos, 10 deles por nocaute.

    As duas já haviam se enfrentado anteriormente, no boxe amador, e a vitória naquela ocasião ficou com a britânica. Agora, Shields dá o troco no profissional. Resta saber se o triunfo na revanche vai impulsionar também a carreira da pugilista norte-americana no MMA. Até o momento, a atleta fez duas lutas pelo PFL, com quem possui contrato, e ainda não mostrou a mesma desenvoltura que demonstra na nobre arte, colecionando uma vitória e uma derrota no cartel.

  • Raphael Assunção volta a vencer no UFC e deixa má fase para trás

    Raphael Assunção volta a vencer no UFC e deixa má fase para trás

    Depois de amargar quatro derrotas seguidas, sua pior marca na carreira, Raphael Assunção entrou no octógono do UFC Vegas 62 em situação bastante delicada. Mas, apesar da pressão por voltar a vencer, o experiente lutador brasileiro, de 40 anos, mostrou tranquilidade durante o combate contra Victor Henry e, ao final dos três rounds, teve seu braço levantado, deixando a má fase para trás.

    O anúncio da vitória por decisão unânime dos juízes deixou o pernambucano bastante emocionado. Em entrevista, ainda no octógono, Assunção creditou a volta ao caminho das vitórias à sua recente mudança para Las Vegas (EUA), onde passou a treinar no UFC PI e na Xtreme Couture. O veterano ainda admitiu que a aposentadoria está próxima, mas descartou tomar esta decisão logo após o triunfo.

    “Eu não quero tomar uma decisão agora, mas está chegando perto (o fim da carreira)”, afirmou Raphael.

    A luta

    O confronto começou bastante estudado, com o brasileiro optando pela movimentação pela parte externa do octógono e o americano tomando a parte central do cage. O equilíbrio foi a tônica do primeiro round, com ligeira vantagem para Assunção.

    O segundo assalto seguia o mesmo panorama do primeiro, até que um chute rodado mal calculado fez o americano cair em posição de desvantagem no solo. No entanto, o veterano lutador brasileiro não conseguiu capitalizar o momento e permitiu que o rival levantasse. Em novo chute do oponente, Raphael pegou a perna do adversário no tempo certo e depois de uma sequência de socos potentes levou a luta novamente para o chão, pontuando o suficiente para levar a melhor no round.

    O bom final se segundo round parece ter mudado o momento do combate em favor do brasileiro, que começou melhor no terceiro e decisivo assalto. Experiente, Assunção manteve o controle na luta agarrada na grade até a buzina final.

    Confira os resultados do UFC Vegas 62:

    Raphael Assunção venceu Victor Henry por decisão unânime dos juízes
    Alonzo Menifield venceu Misha Cirkunov por nocaute
    Leomana Martinez venceu Brandon Davis por decisão dividida dos juízes
    Jacob Malkoun venceu Nick Maximov por decisão unânime dos juízes
    Joanderson ‘Tubarão’ venceu Lucas Alexander por finalização
    Piera Rodríguez venceu Sam Hughes por decisão unânime dos juízes
    Tatsuro Taira venceu C.J. Vergara por finalização
    Pete Rodriguez venceu Mike Jackson por nocaute