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Novo Hall da Fama do UFC, Rashad Evans tem discurso interrompido por terremoto

O veterano Rashad Evans é o novo membro do Hall da Fama do UFC – Diego Ribas

Realizada nesta sexta-feira (5) em Las Vegas (EUA), a cerimônia anual de introdução dos novos membros do Hall da Fama do UFC contou com quatro indicações para o seleto grupo de “imortais” do esporte. Dentre eles, destaque para os ex-campeões Michael Bisping e Rashad Evans, que foram revelados pelo reality show ‘The Ultimate Fighter’ e chegaram ao topo de suas categorias.

Ex-dono do título dos meio-pesados(93 kg), Evans, agora parte da categoria “Era Moderna” do Hall da Fama, relembrou momentos de sua infância e de como iniciou a treinar wrestling, ideia que de início não agradava sua mãe, que insistia que ele se tornasse um policial no estado de Nova York (EUA).

“Sempre gostei de lutar. Minha mãe lhe diria isso. sou de Nova York e eu lutaria toda semana. Minha mãe descobria e me dava uma bronca (…)  Quando disse para ela seria lutador, você pode imaginar a surpresa. Ela não entendia a paixão que eu tinha. Amava lutar, era parte de mim”, narrou, antes de ser interrompido por um terremoto que atingiu o estado da Califórnia em 7,1 na escala Richter e que balançou os telões do teatro Pearl, no Palms Cassino.

“Quando cheguei ao TUF, eu era um natural 84 kg e era um torneio para pesados. O Dana não queria que eu entrasse porque eu era muito pequeno. Ele me viu e disse que eu estava brincando: “Estou esperando caras maiores que essa porta e você com 1,80 m quer estar no meu show?” (risos). Estava saindo da faculdade naquela época e me preparava para entrevistas de empresa e não sabia o que falar (risos). Mas aí eu disse: “Quando você pensa em pesados eles são lentos, quero ser como Mike Tyson, que se movimenta”, relembrou o vencedor da segunda temporada.

Depois de Rashad, foi a vez Michael Bisping ocupar o lugar de honra na cerimônia, introduzido pela esposa Rebeca e pelo treinador Jason Parillo. Ao ocupar o púlpito, o britânico voltou a carregar em seu sotaque para arrancar risadas dos presentes.

“Quando você é main event do UFC, é a pior coisa. Você é o último a entrar. Você espera e vê pessoas nocauteadas antes de você entrar. Mas você se acostuma. Agora, nesse vento (Hall da Fama), é horrível. Vi o Guida, ele foi ótimo. Depois veio o Diego Sanchez, que foi ótimo, mas não entendi nada do que ele falou (riso). Depois o Rashad Evans teve seu próprio terremoto. Como vou competir com isso? (risos). E agora eu chego aqui e vocês só pensam em querer ir ao bar (risos)”

Pioneiros

Categoria dedicada aos atletas que se destacaram no período em que o MMA ainda se desenvolvia como esporte, a divisão dos “Pioneiros” ganhou a companhia de Rich Franklin, ex-campeão dos pesos-médios (884 kg) que fez história na categoria com seu estilo agressivo e único.

Canhoto, ágil e elusivo, o americano travou batalhas épicas contra Anderson Silva (duas derrotas), Wanderlei Silva (duas vitórias) e Chuck Liddell, atleta a quem nocauteou mesmo com um braço quebrado. No entanto, por trabalhar com o evento One Championship, que é sediado nas Filipinas, o veterano não compareceu à entrega do prêmio, mas mandou seu relato através de um vídeo.

“Nunca imaginei que estaria aqui. Quando criança, queria ser super herói ou um atleta professional. Ser Hall da Fama é sobre viver seus sonhos. Quando penso sobre esses anos e o que me levou aqui, é sobre sacrifício. O sacrifício que você faz, as pessoas pensam nas horas na academia e treinos, mas quando penso no hall da fama, penso no sacrifício das pessoas em volta de mim. Hall da Fama é uma combinação de tudo que fez meu trabalho possível”, narrou o ex-campeão.

Luta histórica

Indicado na categoria “Lutas”, Diego Sanchez vs Clay Guida celebraram o duelo realizado em 2009, que terminou com a vitória por decisão dividida a favor do campeão da primeira edição do TUF. Curiosamente, a disputa foi travada justamente no palco do teatro ‘Pearl’, do Palms Cassino, local onde a cerimônia foi realizada.

Com direito a improviso e sem auxílio do teleprompter, Sanchez roubou a cena ao relembrar o período em que, quando jovem, frequentava as festas promovidas no cassino. Nesse período, inclusive, ele teria sido responsável por ajudar a fazer do local palco de algumas das edições menores do UFC, principalmente das finais do reality show ‘The Ultimate Fighter’.,

Editor da Ag Fight e colunista do UOL, Diego Ribas cobre MMA desde 2010 e atualmente mora em Las Vegas

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