Desfalques! Casos de COVID-19 afetam ‘esquadrão brasileiro’ na ‘Ilha da Luta’

Anderson ‘Berinja’ testou positivo para COVID-19 e está fora do evento do UFC – Arquivo pessoal

Com a proibição da entrada de brasileiros nos Estados Unidos, provocada pelos números alarmantes de casos de COVID-19 no Brasil, a ‘Ilha da Luta’ do UFC – projetada justamente para receber atletas internacionais com problemas de locomoção para o país norte-americano – ganhou importância ainda maior para os lutadores tupiniquins, que foram escalados em grande número para competir nos shows programados para a nova sede do Ultimate. No entanto, a ampla propagação do coronavírus, responsável pelo veto do governo americano, pode ser o fator determinante para a retirada de alguns dos lutadores brasileiros dos eventos marcados para a ilha, localizada em Abu Dhabi (EAU).

Até o momento, cinco atletas brasileiros, originalmente escalados para os dois primeiros eventos na ‘Ilha da Luta’, já foram impactados diretamente pelos testes para COVID-19 feitos em São Paulo (SP), onde lutadores e treinadores passam por exames antes de embarcar rumo a Abu Dhabi. Com isso, a presença maciça de nossos representantes – ao todo, inicialmente, 26 estariam nos quatro shows agendados para o mês de julho na nova sede – pode estar comprometida, ainda mais se pensarmos que boa parte dos envolvidos ainda nem foi testada.

Da primeira leva de atletas que viajariam para Abu Dhabi para os primeiros eventos, três lutadores testaram positivo para COVID-19: Gilbert ‘Durinho’, Anderson ‘Berinja’ e Vinícius ‘Mamute’. Sem demora, todos foram retirados imediatamente de seus cards – Durinho lutaria no dia 11 e os demais no show do dia 15 de julho.

Já Marina Rodriguez, que enfrentaria Carla Esparza na mesma data, teve resultado negativo em seu exame, mas, como um de seus parceiros de treino recebeu a notícia de que havia sido infectado pelo coronavírus, a peso-palha (52 kg) foi preventivamente afastada. Ainda assim, existe a possibilidade do combate entre a brasileira e a americana ser remarcado para um dos eventos posteriores na ‘Ilha da Luta’, que ainda será sede dos shows dos dias 18 e 25 de julho.

Outro atleta já afetado diretamente pelos exames preventivos foi Raulian Paiva, que viu seu treinador Ronildo Nobre ser impedido de viajar após testar positivo para COVID-19. Apesar disso, o peso-mosca (57 kg) está liberado para competir no próximo dia 11 de julho, no card preliminar do UFC 251, onde encara Zhalgas Zhumagulov.

Com mais de um milhão e meio de casos confirmados e cerca de 62 mil mortes provocadas pelo COVID-19, o Brasil é um dos países mais afetados pela doença nessa pandemia. Baseado na situação do país na pandemia e na quantidade de pessoas envolvidas nos próximos eventos do UFC que ainda não passaram pelo exame, a probabilidade de mais lutadores ou treinadores apresentarem teste positivo para o coronavírus antes de viajar para a ‘Ilha da Luta’ é consideravelmente alta, o que deve impactar diretamente os planos da promoção do evento.

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