Multicampeã no jiu-jitsu, Beatriz Mesquita tem como objetivo repetir seu sucesso também no MMA, modalidade na qual iniciou sua trajetória profissional há menos de dois anos. E apesar do relativo pouco tempo de estrada nas artes marciais mistas, ‘Bia’, que completou 35 anos recentemente, pretende “acelerar” sua caminhada rumo ao topo do UFC, e inclusive já tem um alvo em mente que pode ajudá-la nessa missão.
Depois de derrotar a mexicana Montserrat Rendon em março, alcançando sua segunda vitória nos dois primeiros combates pelo UFC, ambas por finalização – especialidade da casa -, a faixa-preta de jiu-jitsu já tem novo compromisso marcado para o próximo dia 20 de junho, data em que medirá forças com a britânica Melissa Mullins, no card da edição ‘Vegas 119’. O rápido retorno se explica pela ideia da lutadora carioca de voltar ao octógono pelo menos mais duas vezes ainda nesta temporada 2026.
“Ela (Melissa Mullins) não está no ranking. Mas a nossa intenção era fazer mais uma luta com esse contrato que a gente está, pegar mais experiência, para, aí sim, começar a enfrentar as ranqueadas e dar mais uma acelerada no processo. A minha (última) luta foi muito boa, não tive nenhuma lesão… A gente já tinha em mente de conseguir marcar a luta o mais rápido possível. Eu quero fazer de três a quatro lutas esse ano. Então, quanto antes a gente conseguir marcar as próximas lutas, isso vai facilitar esse planejamento”, relatou Bia, em entrevista exclusiva à Ag Fight.
Argentina na mira
Na próxima rodada, Bia Mesquita ainda vai encarar uma adversária que não faz parte do ranking peso-galo (61 kg) do UFC. Na sequência, entretanto, a lutadora carioca – que atualmente fecha o top 15 da categoria – tem consciência que precisará aumentar o nível de competição para conseguir atingir o topo. E por isso, ao que parece, já há um alvo definido.
Trata-se da lutadora argentina Ailín Pérez, número sete do ranking até 61 kg feminino do UFC. Mesmo ainda tendo que vencer seu próximo compromisso, Bia não esconde o desejo de se testar contra a ‘hermana’, que vive grande fase dentro do octógono, com seis vitórias seguidas, e se destaca fora do cage pela personalidade extrovertida e combativa – uma postura que não só não intimida a carioca, como parece agradar.
“O nível de dificuldade daqui para frente só vai (aumentar). Mas isso me desafia cada vez mais a me manter em constante evolução. Para o segundo semestre, a ideia é fazer pelo menos mais duas lutas, pegar uma (rival) próxima do 10 (no ranking), e aí pegar uma próxima do 5. O mais rápido possível. Um dos nomes que eu mais quero enfrentar nesse top 15 é a Ailín Pérez. Acho que tem tudo para ser uma luta muito boa entre a gente. Botar fogo no parquinho logo. Mas, provavelmente, eu vou pegar uma luta antes dela (depois da Melissa Mullins), e ela fica para o final do ano, se tudo der certo. Vamos botar fogo no parquinho, que eu gosto assim (risos)”, finalizou.
Antes de pensar na quantidade de lutas ou em potenciais adversárias, como a argentina, Bia Mesquita precisa passar pela britânica Melissa Mullins no UFC Vegas 119, no dia 20 de junho, no ‘Meta Apex’, em Las Vegas (EUA). Caso saia vitoriosa novamente, engatando seu terceiro triunfo consecutivo pela organização presidida por Dana White, a ‘Lady Goat’ – como a faixa-preta de jiu-jitsu ficou conhecida na arte suave – tem tudo para seguir sua ascensão no ranking e, quem sabe, ter seu pedido de oponente atendido pelo Ultimate.
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