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Campeã olímpica no judô, Rafaela Silva descarta ida para o MMA: “Não é para mim”

Apontada por Kayla Harrison como uma das judocas da atualidade com potencial de ter sucesso no MMA, Rafaela Silva não deve seguir os passos da americana bicampeã olímpica. Pelo menos é o que afirmou a própria atleta brasileira, em entrevista ao podcast ‘Trocação Franca’.

Bicampeã mundial e medalha de ouro na Olimpíada do Rio, em 2016, Rafaela – formada pelo ‘Instituto Reação’, criado pelo também medalhista olímpico Flávio Canto – chegou a flertar com uma possível transição para o MMA. Durante o período em que ficou afastada do judô, punida com dois anos de suspensão por doping, entre 2019 e 2021, a carioca passou a treinar as artes marciais mistas, mas não se adaptou.

“Foi uma experiência bem diferente porque é uma luta totalmente diferente. Eu tenho uma base no judô que para o MMA era totalmente diferente. Então, mexia bastante com a minha cabeça, tinha que adaptar bastante coisa, foi bem difícil. Mas foi uma experiência incrível. Foi um momento em que eu não podia treinar judô, então eu me dei esse luxo, esse privilégio, de tentar outra modalidade”, recordou Rafaela, antes de descartar a mudança para o MMA.

“Mas, infelizmente, o MMA não é para mim. Não consigo. Para mim não dá. Eu tomei um chute na cara, chute na perna, e fiquei três ou quatro dias sem apoiar o pé no chão. É muito duro. Já admirava bastante os atletas do MMA, acompanho até hoje. A Luana Pinheiro, Matheus Nicolau, o pessoal que vem lutando. Eu só tenho que agradecer o suporte que eles me deram, os treinos, a dedicação, todo o empenho. Tudo que eles fizeram por mim. Foi bem incrível”, decretou a judoca da seleção brasileira.

Histórico de judocas no MMA ainda é pequeno

Apesar de contar com representantes de sucesso nesta transição, como Ronda Rousey e Kayla Harrison, o histórico de atletas de MMA oriundos do judô ainda é pequeno quando comparado a outras modalidades. Além de ‘Rowdy’, ex-campeã peso-galo (61 kg) do UFC, e Harrison, três vezes vencedora do torneio peso-leve (70 kg) da PFL, a arte marcial japonesa teve Karo Parisyan com destaque no Ultimate no passado e atualmente possui Amanda Ribas e Luana Pinheiro na mesma liga.

No Bellator, a brasileira Juliana Velasquez, ex-campeã peso-mosca (57 kg) da liga, também veio da modalidade. O Japão, país de origem e com maior sucesso nas competições de judô na história, teve alguns representantes no MMA, como: Satoshi Ishii, Yoshihiro Akiyama e Hidehiko Yoshida.

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