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Pantoja detalha processo de recuperação e traça prazo para voltar ao UFC: “Estar no ápice”

Em dezembro de 2025, Alexandre Pantoja sofreu um duro baque em sua carreira. Em ação contra Joshua Van no UFC 323, o brasileiro sofreu uma grave lesão e deslocou o cotovelo esquerdo ao tentar apoiar o braço no solo durante uma queda. Como consequência, uma inesperada derrota precoce e a perda do cinturão peso-mosca (57 kg) da entidade. Meses após o incidente, o agora ex-campeão já avançou consideravelmente no processo de recuperação, ao ponto de, inclusive, já estipular um prazo ideal para sua volta à ativa na companhia.

Em recente entrevista ao ‘Direto de Vegas’, projeto da Ag Fight em formato de podcast, o atleta de Arraial do Cabo (RJ), frisou que sua técnica e mentalidade de campeão seguem inalterados. No entanto, segundo o próprio, o trabalho físico ainda precisa ser evoluído para voltar ao condicionamento de outrora. Atento aos detalhes da própria recuperação, Pantoja garante que, em dois meses, em junho, estará 100% e ‘na ponta dos cascos’ para voltar a competir no UFC.

Estou muito feliz com cada dia, com o progresso que estou tendo. A primeira coisa que tem que ter para entrar na luta é o cardiovascular. Se você não tem gás, não adianta nada. Fazer um round espetacular e perder os outros quatro. O primeiro que tenho que focar é em ter o cardiovascular de volta. E ainda não estou pronto. É o que estou buscando todos os dias. A técnica está lá, o mental é o de sempre. O ponto principal é o cardiovascular, alinhado, claro, ao corpo forte. O UFC me ligou uma vez e perguntou: ‘Quando o Pantoja está pronto?’. Falamos: ‘Talvez em junho’. Isso (ligação) foi em janeiro. Mas em março, já estava me sentindo muito melhor. A gente viu que, realmente, em junho, vou estar no ápice”, projetou Pantoja.

Desafios da recuperação

Apesar de bastante avançado no processo de tratamento da lesão, o período não foi nada fácil – sobretudo nos primeiros meses. Disposto a se recuperar o quanto antes, o brasileiro acabou pulando etapas e pagando o preço posteriormente. Por estar com a musculatura do braço esquerdo enfraquecida por conta da lesão, Pantoja precisou lidar com dores de tendinite e outros desafios até conseguir equilibrar a força de seus dois braços em sua plenitude.

“Dois, três dias após minha lesão em Vegas, voltei para a Flórida e já comecei a fazer fisioterapia na primeira semana. Na primeira semana, já comecei a malhar com um braço só. Mas fiquei muito tempo sem malhar o outro braço, então perdi muita musculatura no outro braço. Quando estava hábil e comecei a malhar o outro braço, o meu lado esquerdo estava muito longe do lado direito. Meu bíceps não estava forte, então acabei tendo uma tendinite, porque não respeitei muito o tempo (de recuperação), já voltei treinando forte. Passei dez dias no Brasil que foram maravilhosos, porque eu descansei. Voltei do Brasil muito melhor, sem essa dor”, relembrou o ex-campeão.

Hoje aos 36 anos de idade, Pantoja segue na primeira posição do ranking peso-mosca, até pelas circunstâncias de sua derrota para Joshua Van. No entanto, ainda é incerto se o brasileiro irá voltar a competir já pelo cinturão da categoria, ou se precisará derrotar outro oponente para se credenciar novamente a um ‘title shot’. Atual detentor do título, o jovem atleta de Mianmar tem compromisso marcado contra o japonês Tatsuro Taira no UFC 328, programado para o dia 9 de maio.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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