Entrevistas

Mayra Sheetara revela substância proibida ingerida e possível pena por flagra no doping

Na última segunda-feira (21), Mayra Sheetara compartilhou uma notícia que pegou seus fãs de surpresa: um flagra em um exame antidoping. Um dia após o anúncio, a lutadora brasileira concedeu uma entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight para detalhar o caso. Número 3 do ranking dos pesos-galos (61 kg), a atleta mineira revelou qual substância proibida pela USADA foi encontrada no seu organismo, assim como qual pode ser a extensão de sua pena.

De acordo com Sheetara, foram encontrados 7 nanogramas de ‘metilfenidato’, substância presente em remédios para tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Um nanograma equivale à milionésima parte de um grama. Na versão da lutadora brasileira, tanto o UFC quanto a USADA estavam cientes de que ela faz, há anos, uso de tal medicamento – proibido somente em período de competição, como no caso de sua última luta contra Holly Holm, em julho.

“Faz uns 2,3 anos que quis começar a usar. Este medicamento é para déficit de atenção e hiperatividade. Sou uma pessoa muito hiperativa. Se não fizer uso do medicamento, eu não paro, não consigo ficar quieta, treinar. Então esse remédio me ajuda muito. Mas esse medicamento não ajuda na performance, não é um anabolizante, é apenas algo que preciso tomar para acalmar minha hiperatividade. Ele (remédio) não é proibido, só é proibido em período de competição. Faço uso dele há muito tempo, a USADA, o UFC e a Comissão Atlética sabem. Não é um medicamento proibido, somente no dia da pesagem e no dia da luta”, explicou Sheetara.

Suspensão de até seis meses

Geralmente, quando um atleta é flagrado no doping pela primeira vez, a pena pode se estender até dois anos de suspensão. No entanto, por estar colaborando com as investigações e pelos inúmeros documentos cedidos para o caso, Sheetara receberá uma pena de, no máximo, seis meses. A peso-galo também corre o risco de ter que arcar com uma multa e ver sua vitória sobre Holly Holm ser revertida para um ‘no contest’ (sem resultado).

Eu estou ciente que posso pegar seis meses de suspensão, cabível a multa que não sei de quanto é ainda. E mudar o resultado da minha luta (com a Holm), como se não tivesse sido válida. O anulamento da luta. Graças a Deus, não (pode chegar a 2 anos de suspensão), porque forneci todos documentos necessários, abri minha vida, sempre relatei o que tomo, então isso contou a meu favor. E não foi uma quantidade que prova que tomei nos dias que não poderia. Poderia ser mais (tempo suspensa),mas como estou sendo transparente, isso está a meu favor”, ponderou Mayra.

Parecer da Comissão Atlética

Pela postura transparente durante todo o imbróglio, Sheetara acredita que tenha convencido o UFC e a USADA de que não agiu de má fé no caso. A principal dúvida da mineira paira pela terceira parte envolvida na investigação: A Comissão Atlética de Nevada. Ao que tudo indica, o órgão regulador independente deve dar seu parecer após uma reunião agendada para esta quarta-feira (23).

“Ainda não tive confirmação, mas acredito que a USADA e o UFC entenderam que não foi uso de uma substância que usei para melhorar minha performance, e que não agi de má fé. Então acredito que com a USADA e UFC, vai estar tudo ok. O que está pesando é com a Comissão Atlética, que é um órgão diferente, e não deu seu parecer ainda. Espero que eles acatem meus documentos, assim como o UFC e USADA. Porque 7 nanogramas é muito, muito pouco”, projetou a brasileira.

Caso receba a pena de seis meses, Sheetara teoricamente estará apta para voltar aos octógonos em meados de janeiro de 2024. Afinal de contas, as suspensões impostas nesses casos são retroativas às datas dos flagras e a brasileira enfrentou Holm no dia 15 de julho de 2023. Número 3 do ranking, Mayra vive a expectativa de competir pelo cinturão vago da categoria até 61 kg.

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