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Mayra Sheetara anuncia falha em teste antidoping.
A brasileira alega que a substância proibida é contida em remédio que trata 'TDAH' - Diego Ribas/Ag Fight

Doping

Sheetara anuncia falha em teste antidoping, mas alega inocência: “Medicação prescrita”

Uma bomba abalou os fãs de MMA na noite desta segunda-feira (21). Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), Mayra Sheetara anunciou que falhou em um teste antidoping. A brasileira revelou que a testagem foi aplicada pela USADA na semana de sua última luta, contra Holly Holm, em julho de 2023. Apesar de admitir que a substância proibida pela entidade de fato estava em seu organismo, a peso-galo (61 kg) brasileira alegou inocência no caso.

De acordo com a atleta da ‘American Top Team’, a substância detectada no teste seria fruto de uma medicação prescrita que Mayra recebe para tratar seu ‘TDAH’ – um transtorno neurobiológico que tem como sintomas a falta de atenção, impulsividade e inquietação nas pessoas acometidas. Ainda segundo Sheetara, todos os documentos e esclarecimentos necessários sobre o caso estão sendo repassados para o UFC, USADA e Comissão Atlética de Nevada.

Possíveis consequências para a brasileira 

A notícia pode representar um verdadeiro baque na carreira de Sheetara. Caso não consiga provar sua versão, a brasileira pode pegar uma suspensão que pode variar entre seis meses e dois anos. Além disso, a atual número 3 do ranking dos galos pode ter sua vitória sobre Holly Holm revertida para um ‘no contest’ (luta sem resultado). No entanto, ainda não há – ao menos até o momento – nenhum indício de como o Ultimate e a USADA agirão no processo.

Confira o relato de Sheetara na íntegra:

“Para todos meus fãs. É com profundo pesar que tenho que anunciar que falhei em um teste de doping que fiz na semana da minha luta contra Holly Holm. Quero começar dizendo que nunca na minha vida tomei uma substância para melhorar minha capacidade dentro ou fora do cage. Testei positivo para uma substância que é consistente com a medicação prescrita que tomo para o meu TDAH. Tenho lidado com esse transtorno toda a minha vida e isso me afeta de várias maneiras. Forneci uma infinidade de documentos e explicações à USADA e à Comissão Estadual de Nevada detalhando o transtorno, os efeitos do transtorno na minha vida diária e minha tomada de decisão na ingestão do medicamento prescrito. Estou cooperando plenamente com a USADA, a Comissão Atlética do Estado de Nevada e o UFC para garantir que todas as informações estejam disponíveis e reconheço plenamente a presença da substância no meu sistema. Eu descontinuei este medicamento no início da semana de luta, como sempre fiz no passado. A quantidade que apareceu no teste comprova que eu não fiz o uso do medicamento na competição. Por favor, antes de fazer qualquer julgamento, entenda que tenho lidado com isso toda a minha vida e estou arrasada que isso tenha acontecido na minha carreira. Estou ansiosa para chegar a uma resolução e deixar isso para trás. Estou ansiosa para lutar novamente pela melhor organização do mundo. Eu sou a próxima campeã e estou pronta para lutar!”, detalhou Mayra.

Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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