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Leandro Bernardes/PxImages

Entrevistas

Douglas ‘D’Silva’ revela perda de 21 quilos para voltar a atuar no peso-galo do UFC

Sem atuar desde janeiro, o UFC Vegas 38 será especial para Douglas Silva de Andrade. Neste sábado (2), em Las Vegas (EUA), o brasileiro voltará ao peso-galo (61 kg) e medirá forças com Gaetano Pirrello. Empolgado por retornar para a categoria na qual se destacou na organização, ‘D’Silva’ relatou como foi sua luta contra a balança, já se mostrou aberto a atuar com maior frequência e a fazer grandes combates na divisão.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Douglas, conhecido no MMA por ser um lutador forte para o padrão do peso-galo, revelou que se preparou para bater os 61 kg com antecedência, mas, ao mesmo tempo, informou que viveu um drama.

Vale lembrar que, apesar do sacrifício com a dieta, o brasileiro possui histórico positivo na divisão, com três vitórias e duas derrotas e, mesmo com a dificuldade na balança, sempre foi profissional, jamais ultrapassando o limite dela. Como há diversos atletas de alto nível, ‘D’Silva’ não esconde o interesse de se testar e mira integrar a elite da categoria.

“Para você ver, comecei a perder peso em julho. Estava com 82kg. É uma longa história, foi um processo bem sinistro. Vou bater o recorde, foram 21 quilos perdidos para quem não é alto e não tem gordura. Aceitei lutar de novo nessa categoria e é uma das que considero mais duras. Com todo respeito, mas é braba. Será divertido. Quero mostrar que posso chegar ao topo. Já estive entre os melhores e quem sabe entro no ranking no ano que vem? Só tem cara duro”, declarou Douglas.

Em sua última luta, válida pelo peso-pena (66 kg), ‘D’Silva’ foi derrotado por Lerone Murphy, mas agora, ganhou a oportunidade de se reencontrar com as vitórias. Assim como o brasileiro, Pirrello, seu adversário, também atuou pela ultima vez em janeiro, na luta que marcou sua estreia no UFC, e foi derrotado. Como quatro das seis derrotas do belga no MMA aconteceram por finalização, Douglas deu a entender que pode explorar o grappling no octógono.

“O treinamento foi bom, foi legal, passei por muitas coisas, mas deu certo. Só tenho gratidão. Ele é mais um bom adversário, duro, o cara troca bem é aguerrido. É um bom oponente, mas só vamos. Estou aqui. Vou acelerar a luta, será porrada. Gosto disso, mas sou oriundo da parte de chão, wrestling. Já venho trabalhando isso. Me sinto bem lá e pode ser que sim. Luta é luta. Primeiro, é a trocação, mas pode ter chão sim. Se depender de mim, vou executar bem meu trabalho. A missão é deixar tudo no octógono”, concluiu.

Jornalista formado, especializado em MMA. Também acompanho boxe, boxe sem luvas, boxe de celebridades e WWE.

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