Entrevistas

Com a corda no pescoço, Carlos Leal aposta em grande atuação para seguir no UFC

Carlos Leal encara o compromisso mais delicado de sua trajetória no Ultimate Fighting Championship neste sábado (21), quando enfrenta Chidi Njokuani no UFC Houston. Integrante da divisão meio-médio (77 kg), o paranaense reconhece que o confronto pode ser determinante para sua continuidade na organização.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o atleta admitiu o peso do momento e afirmou que transforma a pressão em motivação. Vindo de uma sequência negativa na liga, o brasileiro entende que precisa apresentar um desempenho convincente para demonstrar que merece seguir no plantel.

“Essa é a pressão que eu pedia sobre mim. Estar no maior evento do mundo, estar mais ou menos no ‘ganhou, está dentro; perdeu, está fora’. Eu quero essa pressão, eu quero passar por isso e uso como combustível, porque me considero um atleta digno de estar no UFC. Estou em paz. Mesmo no meio da guerra, da situação em que eu estou, meu coração está em paz. Sei que trabalhei bastante e creio que vou fazer uma boa performance no sábado e sair com a minha mão levantada”, declarou.

‘The Lion’, como é conhecido, chega para sua quarta apresentação no Ultimate com uma vitória e duas derrotas no cartel pela companhia. Em sua aparição mais recente, acabou nocauteado por Muslim Salikhov em apenas 42 segundos, resultado que ampliou a necessidade de recuperação imediata.

Corda no pescoço

O próprio lutador admite que está “com a corda no pescoço”, expressão que resume o cenário decisivo que enfrenta. Este será o último compromisso previsto em seu contrato atual, e uma atuação convincente pode pesar na decisão da alta cúpula sobre uma possível renovação.

“Estou indo para a minha quarta luta sem fazer a renovação. Acredito que, como eu sempre dei esse peso às minhas lutas — foram lutas da vida —, mas essa é a luta mais importante de todas. Eu vejo como a minha permanência no evento. Eu quero não só vencer de qualquer jeito, mas também ter uma performance para, quando o mundo olhar, o UFC olhar, falar: ‘Esse cara merece estar aqui’. Foi para isso que eu me preparei”, afirmou.

Do outro lado, o norte-americano também atravessa fase de instabilidade na organização. Com cinco vitórias e quatro derrotas na companhia, ele foi superado em sua última aparição no octógono, fator que adiciona ainda mais tensão ao duelo.

Diante de dois competidores pressionados por resultados, o embate em Houston ganha contornos decisivos para ambos. Para o brasileiro, mais do que conquistar um triunfo, o objetivo é oferecer uma atuação que consolide seu espaço entre os meio-médios da principal liga de MMA do mundo.

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