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Charles Do Bronx rechaça luta de jiu-jitsu no UFC 326 e brinca: “Vou matar a galera do coração”

A luta principal do UFC 326 deste sábado (7) tem dominado o debate dos fãs e analistas e, para muitos, representa um verdadeiro confronto de estilos dentro do octógono. De um lado, o maior finalizador da história da empresa. Do outro, um especialista na trocação e volume de golpes. Mas para Charles Oliveira, essa visão mais unidimensional do esporte não condiz mais com a realidade. E prova disso é a mentalidade do brasileiro às vésperas do embate com Max Holloway. Rechaçando uma estratégia focada 100% em seu jiu-jitsu, ‘Do Bronx’ deixa claro que irá se testar em todas as áreas do MMA em busca do cinturão ‘BMF’ (atleta mais durão).

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o atleta da ‘Chute Boxe Diego Lima’ ressaltou que, atualmente, todos os atletas de elite do UFC conseguem ter um nível razoável em todas as artes marciais. E, por conta disso, um plano de luta focado apenas em um plano ou setor da luta pode acabar frustrado na prática. Sendo assim, em tom bem-humorado, Do Bronx prometeu “matar seus fãs do coração” ao garantir que sua intenção é misturar todas as suas habilidades contra Holloway – e isso inclui, claro, se arriscar também na trocação.

“A galera fica muito nessa de: ‘O Charles tem que botar para baixo de qualquer forma’. Imagina que começa a luta e eu sento pra fazer guarda? Isso não existe, a gente está falando de MMA (…) O esporte evoluiu demais. O cara do kickboxing defende muito bem a queda, o cara do jiu-jitsu aprendeu muay-thai. Eu vou fazer MMA, não vim para fazer jiu-jitsu. ‘Ah, mas vai matar a galera do coração’. Então me desculpe, porque vou matar a galera do coração. Vim para fazer MMA, não para pular na guarda e fazer jiu-jitsu. Charles veio para fazer MMA, não para fazer jiu-jitsu”, destacou Charles.

Análise do rival

Do Bronx medirá forças contra um oponente já conhecido. Ainda em 2015, quando ambos competiam nos pesos-penas (66 kg), Holloway levou a melhor em um duelo que terminou de forma precoce, com uma aparente grave lesão do brasileiro. Mais de uma década depois, o faixa-preta sabe quais são as credenciais do havaiano. Mas, apesar de exaltar algumas das virtudes de Max, Charles esbanja confiança para o confronto, sobretudo caso o duelo acabe na luta agarrada.

“O Max é um cara que merece muito respeito, um cara gigante e que vende a luta muito tranquilo igual a mim. É um cara que procura a luta, se movimenta muito, tem um boxe de excelência. Tenho que tomar muito cuidado com ele lá dentro do cage. Essa é a real. Posso trocar porrada com qualquer um, mas para fazer jiu-jitsu comigo, são poucos. Tenho poder de fogo nas mãos, posso nocautear. Estou muito bem tanto em pé quanto no chão”, projetou o brasileiro.

Charles e Holloway lideram o UFC 326 em revanche que pode aproximar o vencedor, com o status de ‘BMF’, de uma eventual disputa de título linear entre os pesos-leves (70 kg). Além do protagonista, o ‘Esquadrão Brasileiro’ estará presente no evento numerado com mais quatro representantes em ação: Brunno ‘Hulk’, Gregory ‘Robocop’, Caio Borralho e Rafael Tobias.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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