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Israel Adesanya foi derrotado por Nassourdine Imavov no UFC Arábia Saudita
Com a corda no pescoço, o nigeriano faz a luta principal do UFC Seatlle neste sábado (28) - Danny Perez/PxImages

UFC

Tudo ou nada! UFC Seattle pode decretar fim da relevância de Israel Adesanya

Aos 36 anos de idade, Israel Adesanya tem discernimento que sua carreira como lutador profissional está mais próxima do fim do que do começo. Acostumando aos holofotes e a se testar no mais alto nível dos esportes de combate, o nigeriano terá um desafio crucial para suas pretensões futuras no MMA. Com a corda no pescoço por ter acumulado três derrotas seguidas pela primeira vez em sua trajetória, o ex-campeão peso-médio (84 kg) do Ultimate enfrenta Joe Pyfer neste sábado (28). Ao melhor estilo ‘tudo ou nada’ no ‘main event’ do UFC Seattle, ‘Izzy’ luta não somente contra o rival americano, mas também para se manter relevante na organização.

E a missão está longe de ser das mais fáceis. Muito pelo contrário. Em situação totalmente oposta a de Adesanya, Pyfer chega embalado por três vitórias consecutivas para o confronto. Sete anos mais jovem que o ex-campeão, o americano terá uma oportunidade de ouro ao medir forças contra o nigeriano. Afinal de contas, um triunfo sobre Israel pode representar uma vaga no top 5 para o atual 14ª colocado da categoria, visto que ‘Izzy’ desponta na quarta posição no momento.

Queda de prestígio

O momento turbulento de Adesanya pode ser notado de formas diferentes. Uma delas é a rara condição de zebra do nigeriano para um combate diante de um rival que sequer figura no top 10 da divisão. Além disso, a recente escalação do ex-campeão para eventos de menor magnitude também acende um alerta vermelho.

Depois de enfileirar 14 participações em cards numerados do UFC seguidas entre 2018 e 2024, período que marcou seu auge na liga, Israel Adesanya está prestes a liderar pela segunda vez consecutiva um evento ‘Fight Night’ da organização. Apesar do contexto, o veterano ainda segue com certo prestígio, já que, em ambas oportunidades, serviu como ‘lado A’ da luta principal dos shows.

Chance de despedida?

Mais do que defender a quarta posição do ranking e manter sua relevância comercial e esportiva, Adesanya compete neste sábado pela continuidade de sua carreira. Durante a semana pré-luta, dois ex-campeões projetaram que o UFC Seattle pode marcar a despedida do nigeriano. Na visão de Henry Cejudo e Michael Bisping, uma nova derrota para Joe Pyfer – que representaria a quarta seguida – pode concretizar a aposentadoria de Izzy do MMA profissional.

Motivado pela volta por cima

Apesar do aparente cenário adverso, Adesanya ainda confia em suas credenciais para ‘quebrar a banca’ e dar a volta por cima no UFC Seattle. Mais do que voltar a vencer, o striker quer convencer os fãs de que reencontrou com sua melhor versão dentro do octógono. E dada a sua popularidade, um triunfo acompanhado de bom desempenho pode recolocar o ex-campeão em rota para uma nova eventual disputa de título nos pesos-médios – que hoje pertence a Khamzat Chimaev.

“A história que vou escrever neste fim de semana é a de que após um ano afastado, ele simplesmente volta e luta melhor do que nunca.  Quero que as pessoas fiquem tipo: ‘Uau! Caramba! Como pude duvidar dele? Como posso ter achado que ele estava acabado? O que estava pensando?’”, frisou, durante o ‘media day’ do UFC Seattle, na última terça-feira.

Apoio de Poatan

Às vésperas de um compromisso crucial para suas pretensões no UFC, Adesanya recebeu o apoio moral de um nome inusitado: Alex Pereira. Rival histórico do nigeriano, ‘Poatan’ utilizou suas redes sociais para compartilhar a única derrota sofrida contra ‘Izzy’ e encorajar o ex-campeão até 84 kg diante de seu próximo desafio na companhia. Após construírem uma das rivalidades mais icônicas dos esportes de combate, tanto no kickboxing quanto no MMA, Israel e Alex atualmente esbanjam ‘fairplay’ e constantemente se elogiam publicamente.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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