Na noite do último sábado (24), Umar Nurmagomedov confirmou o amplo favoritismo dado a ele pelas bolsas de apostas e venceu Deiveson Figueiredo pelo card do UFC 324, em Las Vegas (EUA). E na opinião do lutador russo, o triunfo conquistado na decisão unânime dos juízes foi mais fácil do que ele mesmo esperava.
Durante a coletiva de imprensa pós-show, o primo de Khabib Nurmagomedov ironizou a postura passiva do rival brasileiro dentro do octógono do UFC 324, culpando-o também pela falta de ações mais contundentes na luta. Ainda de acordo com o wrestler do Daguestão (RUS), seus parceiros de treino deram mais trabalho no camp de preparação do que Deiveson no sábado.
“Eu esperava que fosse mais difícil, e foi mais fácil que meus parceiros de sparring. Até mesmo Manel Kape me trouxe mais dificuldade (nos treinos) no último mês, e Magomed Magomedov. Tento fazer o meu melhor, tento lutar como um assassino, tento andar para frente… Mas quando seu oponente não engaja (na luta), é um pouco difícil fazer uma luta competitiva”, disparou Umar.
Postura questionada
A postura pouco combativa do veterano lutador brasileiro causou estranheza até mesmo em seu adversário, principalmente por se tratar de um ex-campeão peso-mosca (57 kg) do UFC, com uma carreira construída com base em grandes atuações. Assim, o fato de Deiveson ter se mantido apático durante grande parte do duelo deixou Nurmagomedov, no mínimo, confuso.
“Ele é um ex-campeão, um cara durão, não é fácil. Não sei o motivo dele não ter engajado, mas ele é um cara durão. Quando o derrubei, quando ele se levantou, eu senti que ele tinha força, mas não sei. Talvez ele estivesse com medo de cansar, não estivesse em forma… Eu realmente não sei”, concluiu.
Com o triunfo sobre Deiveson Figueiredo no último sábado, Umar Nurmagomedov alcançou sua segunda vitória consecutiva após perder a disputa pelo título peso-galo (61 kg) contra o então campeão Merab Dvalishvili, em janeiro do ano passado. Agora, o russo – segundo colocado no ranking da categoria – aguarda a definição do seu futuro, que pode inclusive levá-lo a uma nova luta pelo cinturão de imediato.
Já o brasileiro Deiveson Figueiredo somou sua terceira derrota nas últimas quatro lutas disputadas, e vive sua pior fase na carreira. Aos 38 anos e com este retrospecto, que o deixa praticamente fora de qualquer disputa por um ‘title shot’ na divisão dos galos, é de se esperar que comecem a surgir rumores sobre uma possível aposentadoria do ‘Deus da Guerra’, que, no seu auge, brilhou intensamente entre os pesos-moscas do Ultimate.
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