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Livre da COVID-19, Chimaev esbanja confiança e cogita lutar nos meio-pesados

Após ser obrigado a se afastar dos octógonos em razão de problemas de saúde relacionados com a infecção por COVID-19, Khamzat Chimaev ainda não tem data definida para retornar à ação. Enquanto a condição física do lutador para sua volta ainda gera dúvidas nos que acompanham seu trabalho, a autoconfiança – marca registrada desde o início de sua trajetória no UFC -, ao que parece, já está completamente restabelecida.

Depois de vencer seus três primeiros compromissos no Ultimate competindo em duas classes de peso diferentes – meio-médio (77 kg) e peso-médio (84 kg) -, Chimaev parece aberto à possibilidade de se testar também em categorias mais pesadas. Em entrevista à ‘ESPN’ americana, o russo naturalizado sueco esbanjou confiança e se disse pronto para encarar desafios inclusive nas divisões mais pesadas da liga.

“Para mim, isso não importa. Duas classes de peso esperam por mim, 84 (kg) ou 77 (kg), eu posso ir lutar até 93 (kg). Eu fiz sparring com caras que são tipo top 10 no 93 (kg). Eu não quero dizer os nomes desses caras, mas eles sabem quando fazem sparring comigo o que acontece lá. Eu posso vencer (Jan) Blachowicz também. Israel (Adesanya) também. Ele perdeu no wrestling contra Blachowicz. Blachowicz não é um wrestler”, declarou Khamzat, antes de emendar.

“Claro que eu não luto há muito tempo, eu não tenho muitas lutas, mas eu sei quem eu sou. Eu só tenho que mostrar. Agora eu estou de volta. Me dê alguém, não importa. Eu vou lutar com qualquer um. Quando eu estou saudável, eu luta com qualquer um, com todo mundo. Não importa, (até) o Brock Lesnar. (…) Meu empresário, eu disse a ele, meu treinador, minha equipe, eles me disseram que 77 (kg) seria bom para mim, para quando eu voltar. Se eles dizem isso, eu digo ok, não importa. Se eles quiserem, eu vou para o peso-pesado também”, concluiu.

Ainda invicto no MMA profissional, Khamzat Chimaev estreou no UFC em julho do ano passado e rapidamente se tornou uma das novas sensações da companhia. Com duas vitórias avassaladoras com dez dias de distância, novo recorde da franquia, e um nocaute relâmpago sobre Gerald Meerschaert na sequência, o lutador foi alçado ao patamar de promessa de futura estrela da liga e chegou a ser escalado para encarar Leon Edwards, terceiro colocado no ranking dos meio-médios, mas acabou impedido de competir por conta da COVID-19, que obrigou o Ultimate a cancelar o duelo em três ocasiões.

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