Em agosto do ano passado, o Ultimate mostrou a força de sua marca no mercado ao anunciar um novo acordo de transmissão firmado com a ‘Paramount+’ no valor de 7,7 bilhões de dólares (cerca de R$ 41 bilhões). E a aguardada parceria com a gigante do streaming estreia oficialmente neste sábado (24), com o primeiro evento promovido pela organização em 2026: o UFC 324, com sede na ‘T-Mobile Arena’, em Las Vegas (EUA). Mais do que dar o pontapé inicial em uma nova era, o card numerado pode servir de abre-alas para uma popularização da modalidade em índices nunca antes vistos.
O calendário desta temporada também marca uma mudança significativa no modelo de negócios do UFC. O antigo formato nos Estados Unidos – principal mercado consumidor da marca -, baseado nas vendas de ‘pay-per-view’, foi devidamente extinto. Em seu lugar, a principal liga de MMA do mundo agora aposta suas fichas no universo do streaming. Pelos próximos sete anos, o fã dos esportes de combate que quiser assistir aos eventos do Ultimate terá que sintonizar na ‘Paramount +’.
Preços acessíveis
Outro fator que anteriormente afastava uma certa parcela de entusiastas dos esportes de combate do UFC era o preço elevado. Nos Estados Unidos, com o sistema de ‘PPV’, o fã de MMA precisava desembolsar cerca de 80 dólares (R$ 420) para assistir apenas um evento numerado da companhia. Agora, com a chegada da Paramount na equação, o valor se tornou bem mais acessível para o público médio.
O plano de assinatura mensal mais simples na Paramount na ‘Terra do Tio Sam’ gira em torno de 9 dólares (R$ 47). Por esse valor, o fã do Ultimate pode acompanhar todos os cards da liga no período – sejam eles numerados ou ‘Fight Night’ – e ter acesso à lutas históricas através do acervo disponível na plataforma. No Brasil, a mensalidade do plano de entrada gira em torno de R$ 28 e também dá direito a todos os benefícios anteriormente citados.
Angariar novos fãs?
Outro grande trunfo do UFC com sua chegada no universo do streaming é angariar eventuais novos fãs consumidores. Afinal de contas, as pessoas que já possuíam o serviço da Paramount no intuito de acompanhar filmes, séries, reality show e mais, também terão acesso a todos os eventos do Ultimate sem valor adicional. Desta forma, a tendência é que cada vez mais pessoas se interessem pela modalidade e tenham contato com as principais estrelas da organização – fazendo o bolo crescer para as duas partes envolvidas no negócio.
Estreia aquém do esperado?
Explicado todo o contexto, era de se esperar que o primeiro evento do Ultimate transmitido pela Paramount fosse, como diz o jargão, um ‘arrasa-quarteirão’. Mas para boa parte da comunidade consumidora da modalidade, o card deste sábado, apesar de atrativo, deixou um pouco a desejar. Para piorar a situação, o UFC 324 sofreu um grande desfalque de última hora com o cancelamento da superluta entre Amanda Nunes e Kayla Harrison, que colocaria o cinturão peso-galo (61 kg) feminino em jogo.
Sendo assim, a atração só contará com uma única disputa de título. Na luta principal do show, Paddy Pimblett e Justin Gaethje duelam pelo cinturão interino dos pesos-leves (70 kg). O prospecto inglês e o veterano americano fazem um duelo de gerações que deve credenciar o vencedor para um embate contra o campeão linear da categoria, Ilia Topuria. O ‘Esquadrão Brasileiro’ também estará representado no UFC 324: Deiveson Figueiredo, Natália Silva e Jean Silva competem para defender o verde-amarelo no octógono mais famoso do mundo.
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