UFC

Michel Pereira busca redenção no UFC Houston após pior fase na organização

O sábado (21) pode representar um ponto de virada na trajetória de Michel Pereira no UFC. O peso-médio (84 kg), conhecido como ‘Paraense Voador’, encara Zach Reese no card principal do UFC Houston com a missão clara de interromper a pior sequência de sua carreira na organização.

Natural de Marabá, no Pará, o lutador vive momento delicado. São três derrotas consecutivas — algo que só havia ocorrido no início de sua caminhada como profissional de MMA. Apesar da fase negativa recente, o cartel geral permanece robusto: 31 vitórias e 14 derrotas. No Ultimate, o saldo ainda é positivo, com nove triunfos e cinco reveses, mas as apresentações abaixo das expectativas levantaram questionamentos sobre sua postura e nível de competitividade.

O cenário atual contrasta com momentos anteriores de protagonismo na organização. Após vencer na estreia, o atleta sofreu dois tropeços consecutivos, mas respondeu com autoridade ao embalar uma sequência de oito vitórias seguidas, desempenho que o colocou em evidência na divisão e ampliou sua popularidade junto ao público. Agora, o desafio passa a ser reconstruir o caminho rumo ao topo e até consolidar sua permanência no plantel.

Incentivo

Em entrevista exclusiva à equipe da Ag Fight, Sean Strickland, parceiro de treinos do brasileiro na ‘Xtreme Couture’, comentou sobre uma mudança significativa de postura para o compromisso em Houston. Segundo o ex-campeão, a dedicação apresentada durante a preparação chamou atenção dentro da equipe.

Esse é o primeiro camp que eu vi o Michel treinar. Não estou brincando. Ele está conosco há anos. E geralmente, ele recebe uma ligação, e ele perde 30% de todos os treinos. Mesmo quando ele vai (aos treinos), ele está sempre fora de forma e só vem nas últimas semanas do camp. Michel esteve em todos os treinos, todos os dias, no horário, o que é muito estranho para um brasileiro (risos). Pontual, treinando todos os dias. Estou muito impressionado pelo fato que essa é a primeira vez na vida que ele levou uma luta a sério. Estou muito ansioso para ver sua performance. Dito isso, Zach é um cara durão, durão para caralho. Essa tem o potencial para ser uma das melhores lutas da noite”, revelou.

A máxima esportiva de que quanto maior o salto, maior a queda parece ilustrar o momento vivido pelo paraense. Ainda assim, aos 32 anos e com experiência acumulada, ele tenta demonstrar que a turbulência pode ser apenas mais um capítulo de superação em sua carreira. Um triunfo diante de Reese, neste fim de semana, pode simbolizar o início de uma nova escalada e recolocar seu nome entre os protagonistas da categoria.

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