Em recuperação de uma cirurgia no pescoço que a impediu de enfrentar a Hall da Fama do UFC Amanda Nunes em janeiro, Kayla Harrison ainda não sabe quando estará apta a retornar ao octógono mais famoso do mundo para colocar seu cinturão peso-galo (61 kg) em jogo contra a baiana, mas já definiu qual será sua primeira atitude após voltar à ação. Em recente episódio do podcast ‘Death Row MMA’, a campeã do Ultimate revelou que planeja dar um ultimato à organização liderada por Dana White.
De acordo com a judoca bicampeã olímpica, após cumprir com o desafio de medir forças com Amanda Nunes, considerada por muitos como a maior lutadora de MMA de todos os tempos, sua carreira no UFC só teria continuidade caso a entidade reativasse a divisão peso-pena (66 kg). Isso porque o desgaste físico pelo qual Kayla se submete a cada corte de peso tem sido exaustivo em demasia para a lutadora americana.
“Sim, cara. Esse é o plano. Eles não sabem, mas assim que eu f*** a Amanda (Nunes), eu vou falar: ‘Escuta aqui’. Eu vou pedir a eles para criar uma (divisão até) 66 kg, para eu ser mais ativa. A não ser que a Valentina (Shevchenko) queira lutar, porque eu sei que ela é uma (atleta do) 57 kg, aí eu cortaria o peso de novo. Porque ela é uma luta de legado. Eu enfrentaria ela no 61 kg. Fora isso, se eles não criarem a 66 kg, eu só vou dizer: ‘Obrigado, foi ótimo’. Sabe? Estou satisfeita. (O corte de peso) Está me tirando anos de vida. Não vou mentir”, afirmou Harrison.
‘Inferno’
O tema do corte de peso sempre foi uma pedra no sapato de Kayla Harrison, desde que assinou seu contrato com o UFC. Isso porque, antes mesmo da chegada da judoca americana, a organização presidida por Dana White havia extinguido a divisão até 66 kg, que anteriormente era dominada pela brasileira Amanda Nunes, também, à época, campeã dos galos.
Assim, muitos se questionavam se Kayla conseguiria competir no UFC, já que a lutadora nunca havia baixado para o 61 kg, marca designada para os combates no peso-galo. No judô, Harrison atuava em categorias acima de 70 kg, e na PFL, entidade que a recebeu ao migrar para o MMA, passou a lutar como peso-leve (70 kg), se tornando uma das grandes estrelas da liga.
Até o momento, no entanto, contra todos os prognósticos, a judoca tem conseguido bater os 61 kg para competir no peso-galo, inclusive conquistando o cinturão em sua última luta, em junho do ano passado. Porém, a própria lutadora admitiu que cogitou pendurar as luvas após viver um verdadeiro “inferno” durante seu mais recente corte de peso. Resta saber se o apelo de Harrison fará efeito.
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