UFC

Juiz emite aprovação final para acordo bilionário em ação movida por lutadores contra o UFC

A novela do caso judicial denominado ‘processo antitruste’ ganhou um capítulo bastante relevante nesta quinta-feira (6). Afinal, na data em questão, o UFC enfim recebeu a aprovação final do juiz Richard Boulware para o acordo firmado entre a companhia e os lutadores. Alvo de duas ações distintas da mesma natureza, a liga presidida por Dana White colocou um ponto final em definitivo no ‘caso Le’, em alusão a Cung Le, um dos atletas que lideraram o processo. Para isso, o Ultimate terá que pagar uma quantia de 375 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões) aos demandantes.

O acordo entre os lutadores e o UFC já havia sido alcançado em outubro passado, com o juiz dando uma aprovação preliminar. Entretanto, agora, com o aval definitivo e final de Boulware, esta última medida encerra oficialmente o caso com o dinheiro agora definido para ser distribuído aos atletas envolvidos no litígio. Durante o processo desta quinta-feira, os advogados do Ultimate enfatizaram ao tribunal que a organização deseja que os lutadores envolvidos nesta ação coletiva entrem com ações judiciais para receber o dinheiro que lhes é devido.

O valor exato a ser pago a cada atleta ainda será definido após a dedução dos honorários advocatícios. E fatores como o número de lutas realizadas no período em que o processo esteve em aberto também afetarão a quantia que cada lutador tende a receber com o acordo aprovado de maneira definitiva. Antes mesmo do ‘caso Le’ chegar a um denominador comum na Justiça, os advogados dos lutadores envolvidos na ação projetaram, em média, qual seria o valor médio pago para cada um de seus clientes.

Segundo o acordo, os membros do ‘caso Le’ recuperariam (em média), após a dedução de todas as taxas e custos, 250 mil dólares. Trinta e cinco membros da classe receberiam mais de 1 milhão de dólares; quase 100 lutadores receberiam  mais de 500 mil dólares; mais de 200 combatentes receberiam mais de 250 mil dólares ; mais de 500 lutadores receberiam mais de 100 mil dólares; e quase 800 receberiam mais de 50 mil dólares. Por qualquer medida razoável, o acordo, se aprovado, colocaria agora dinheiro para “mudança de vida” nas mãos das famílias de várias centenas de combatentes”, destacou a equipe de defesa dos atletas, de acordo com o site ‘MMA Fighting’.

Segundo processo em aberto

Além do ‘caso Le’, que chegou a uma conclusão nesta semana, o processo antitruste também tem inserido em seu corpo o ‘caso Johnson’, em alusão a Kajan Johnson, um dos lutadores que lideraram essa ação. O processo de Le começou há quase uma década. Cinco ações coletivas separadas entre dezembro de 2014 e março de 2015 foram eventualmente consolidadas em uma. Posteriormente, em uma segunda ação separada, movida em 2021, surgiu o ‘caso Johnson’. Somados, os casos comportam cerca de 1200 ex-atletas do Ultimate.

O segundo processo antitruste, o ‘caso Johnson’, está atualmente tramitando nos tribunais, com processos ainda em andamento, à medida que as duas partes se aproximam de um possível julgamento. É possível que um acordo separado seja alcançado, assim como no ‘caso Le’, mas por enquanto tanto os lutadores quanto o UFC continuam se preparando para um possível julgamento no futuro.

Entenda a motivação do processo

O Ultimate se tornou alvo judicial por demandantes do ‘processo antitruste’, que alegam que a empresa faz uso de práticas ilegais a fim de diminuir a margem de crescimento de seus concorrentes e, assim, estabelecer seu monopólio de mercado. Os processos se baseiam em supostas violações da ‘Lei Sherman’, que prescreve a regra da livre concorrência entre os envolvidos no comércio, assim como a regulação da competição entre as empresas de um mesmo ramo. 

Os esforços judiciais foram liderados por ex-lutadores como Cung Le, Kyle Kingsbury, Kajan Johnson, Brandon Vera, dentre outros. Os atletas acusam a liga de estar envolvida em um esquema ilegal para adquirir e manter o monopólio do mercado dos atletas de elite através de contratos exclusivos, coerção e aquisições. Os acusadores do processo antitruste movido contra o UFC relatam que tais contratos faziam parte de um esquema ilegal para diminuir os salários e direito dos lutadores.

Matérias Recentes

Anthony Hernandez minimiza provocação polêmica de Strickland antes do UFC Houston

Escalado para enfrentar Sean Strickland na luta principal do UFC Houston, que acontece neste sábado…

20/02/2026

Sean Strickland ativa modo sincerão e entrega Michel Pereira: “Primeiro camp que o vi treinar”

Protagonista, ao lado de Anthony Hernandez, do 'main event' do UFC Houston, Sean Strickland também…

20/02/2026

Esquadrão Brasileiro vence a balança e confirma participação no UFC Houston

A pesagem oficial para o UFC Houston, programado para este sábado (21), foi realizada nesta…

20/02/2026

Merab se manifesta após vídeo sugestivo de Poatan: “Vejo um campeão peso-pesado”

O vídeo recente de Alex Pereira, mostrando o lutador pesando 110 kg, provocou reações imediatas…

20/02/2026

Dan Hooker quebra o silêncio após ser acusado de traição com outro homem

Depois de ver supostos detalhes de sua vida pessoal serem expostos publicamente, o lutador neozelandês…

20/02/2026

Ex-campeão do UFC e Vinícius LokDog trocam farpas e esquentam rivalidade

A recente mudança de categoria de Vinícius Oliveira continua gerando novos capítulos nas redes sociais.…

20/02/2026